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terça-feira, 30 de novembro de 2010

11º Dia - Punta del Este - Atlántida - 27/11/10 - Sábado

     Havíamos nos programado para sair cedo de Punta del Este, mas como eu (Cris) estava com um pouco de dor no joelho direito, resolvemos reduzir a quilometragem de hoje e, consequentemente, dormir um pouco mais. Saímos de Punta às 11h sem saber onde pararíamos.
     O início da viagem foi ótimo, pedalamos pela costa, sempre vendo o mar e curtindo a paisagem. Passamos por lindas praias como Punta Colorada e Piriápolis. Na estrada que dava acesso à essas praias vimos um caminho cheio de flores amarelas, decorando naturalmente as laterais da via. Lindíssimo!
     Quando saímos dessas praias encontramos um casal de uruguaios muito bacana (Marcelo e Adriana) que nos deu várias dicas sobre a estrada e nos ofereceu a casa deles para pararmos. Como pretendíamos andar um pouco mais hoje, tivemos que negar o convite. Mas vale ressaltar que o povo uruguaio é muito acolhedor (na maioria das vezes). No balneário de Solis encontramos um ciclista com seus cães. Como não sabíamos exatamente o caminho perguntamos para ele. A conversa começou em inglês, passou para o espanhol e depois foi para o português, pois ele tinha diversos amigos no Rio Grande do Sul.
     Saindo de Solis, tivemos que pegar a via expressa em Canellones e seguir até Atlántida. O vento estava muito forte e o Moacir teve que me puxar muitas vezes para não nos atrasarmos demais e eu não forçar o meu joelho.
     Após umas 3h de viagem muito chata e cansativa, conseguimos chegar em Atlántida. Na estrada secundçaria que dava acesso à cidade fomos ver o preço de um hotel, achamos muito caro e entramos na cidade para procurar outros. Mal sabíamos que o hotel da estrada estava no faixa de preço dos hotéis do centro da cidade. Depois de 1h de caça ao hotel achamos um hotelzinho limpo, aconchegante e menos caro.
     Instalamo-nos no hotel, tomamos banho e fomos procurar uma lan house e um supermercado. Conseguimos ficar apenas 15min na internet, pois a lan house estava fechando, e depois fomos fazer as compras para o jantar. Agora o Moacir está cozinhando no banheiro enquanto descrevo o dia de hoje. Depois da janta vamos dormir. Apesar do cansaço estamos muito satisfeitos com a viagem.
P.S.: Meu joelho está doendo menos.
Gastos:
- Hotel: R$73,00   - Compras: R$20,00
Estatística:
- Distância: 105,65km   - Tempo: 5h47min41"   - Média: 18km/h

10º Dia - Punta del Este - 26/11/10 - Sexta-feira

     Depois de mais de 800km pedalados merecemos nosso primeiro dia sem subir nas bikes. O problema é que já estamos acostumados a acordar cedo. Às 9h levantei (Moacir) para ir no super e comprar mantimentos. Para o café da manhã: média lunas! Chegando de volta ao hostel acordei a Cris e fomos tomar café. Em seguida voltamos para cama para curtir um pouco mais o sossego.
     Mais tarde levantamos, lavamos as roupas (estavam imundas) e fomos bater perna pela cidade. Passeamos pela orla, av Gorlero (av principal de Punta), marina e depois passamos no super para comprar mais comida.
     Chegando de volta ao hostel preparamos nossa janta (um pacote de massa! 500g!) e depois um sorvetinho de dulce de leche (1 litro). Em seguida preparamos os sanduíches que serão nosso almoço de amanhã e sucos de gelatina.
     Agora estamos bem deitados para descansar um pouco para descansar um pouco antes de ir ver o por do sol no Conrad e depois arriscar um pouco na jogatina (quem sabe, né?!).
    Pretendemos dormir cedo para que consigamos acordar às 6h e completarmos os 140km até Montevideo.
Gastos:
- Hostel: R$70,00   - Compras: R$52,00   - Jogatina no Conrad: R$18,00
Estatística:
- Distância: 00km   - Tempo: 0h0min0"   - Média: 0km/h (IIUUUUUHUUUU!!!!)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

9º Dia - La Paloma - Punta del Este - 25/11/10 - Quinta-feira

     Dormimos razoavelmente bem está noite. Como jantamos uma milanesa com batata frita e salada (primeira vez que a Cris comeu carne consideravelmente) e uma Pilsen de litro para acompanhar, a Cris acordou meio mal do estômago. Sendo assim, acabei tomando o café sozinho, pois ela não conseguia comer nada e preferiu ficar dormindo mais um pouco.
     Sabíamos que o trecho de hoje era longo, por isso tentamos arrumar tudo o mais rápido possível e partirmos. Às 11h estávamos nos despedindo do pessoal e caindo na estrada novamente.
     O início da viagem foi tranquilo. A partir de um certo momento (+-40km) começaram as cochilhas uruguaias. Era um sobe e desce que não parava mais. Com o sol forte e o céu azul sem nuvem alguma o asfalto ficava trêmulo, irradiando calor. Paramos algumas vezes em paradas de ônibus (único lugar com sombra!) para descansar um pouco, sendo que até pensamos em acampar ali mesmo.
     Depois de muito suar avistamos a entrada para Punta, agora só faltavam uns 20km. Chegando em Punta começamos a procurar onde ficar. Fomos no Hostel El Viajero e, além de mal atendidos, ficamos sabendo que estavam lotados. Fomos no Hostel Tas d Viaje (http://www.tasdviaje.com/) e fomos super bem atendidos, pena que não tinha quarto privativo disponível, pois o hostel é bem no centro, barato, com café da manhã e bem bonito. Finalmente chegamos no FF Gusthouse (http://www.ffguesthouse.hostel.com/) por indicação do pessoal do Tas D Viaje. Um hostel bem próximo do centro e do Conrad. Tem piscina e banheiro com banheira de hidro, com um preço bem acessível para Punta del Este.
     Como esta expedição não é só trabalho, saímos para jantar num restaurantezinho aqui perto que a Cris ficou encantada ao passar (Indecito). Comemos um raviolli com champignon e uma paella de marisco com um litro de sangria para acompanhar.
     Depois de 120km pedalados e um litro de sangria, não precisamos dizer mais nada, fomos direto para cama.
Gastos:
- Hostel: R$70,00   - Janta: R$63,00
Estatística:
- Distância: 120,36km   - Tempo: 6h22min06"   - Média: 18,7km/h
Condições da estrada:
- Boas

Vídeos no youtube

     Para quem quer um relato mais sucinto da expedição e não gosta muito de ficar lendo, estamos fazendo um diário em vídeo e postando no youtube quando conseguimos acesso à internet. Para localizá-los basta procurar por "América do Sul no Pedal" ou "miorando2010".

domingo, 28 de novembro de 2010

8º Dia - Aguas Dulces - La Paloma - 24/11/2010 - Quarta-feira

     Hoje o dia estava previsto para começar um pouco mais tarde, pois tínhamos acertado com a Nicole o café da manhã para as 9h devido ao pequeno trajeto do dia (+- 62km).
   Acordamos às 8h15mine começamos a arrumar tudo para mais um dia na estrada. A noite de sono foi muito boa, mesmo dividindo uma cama de beliche e tendo mais duas pessoas no quarto.
     Após arrumar tudo fomos tomar o nosso café, pois a Nicole já havia colocado a mesa. Para nossa surpresa os  outros hóspedes (um casal alemão e um casal noruegues que vive em Buenos Aires) levantaram e foram tomar café também. Com a mesa cheia acabou parecendo uma refeição em família, uma grande diferença é que se escutava alemão, espanhol, inglês, português e portonhol.
     O alemão era uma figura ímpar, pois além de mostrar-se um apaixonado por bicicleta, vivenciava as histórias que contava com muita sonoplastia. Após muito papo, tiramos uma foto com a Nicole e nos despedimos do pessoal.
     Nosso primeiro destino foi Cabo Polonio. Apenas 45min e +-16km após o hostel chegamos à entrada da praia. Lá avistamos um quiosque que vendia os tíckets dos caminhõezinhos que fazem o transporte até a beira do mar. Para nossa surpresa era 150 pesos por pessoa, e mais 100 pesos por bicicleta, ou então era arriscar nossa viagem e deixar as bikes ali para alguém cuidar. Mas como todos dizem que é muito legal, lá fomos nós.
     Depois de 20min sacolejando naquele sobe e desce de dunas conseguimos avistar o mar. Começou aquele sentimento de "Valeu a pena!".
     Desembarcamos no centro da vilinha de Cabo Polonio e a pergunta que não queria calar era: "onde estão os leões marinhos?". Ao invés de simplismente perguntarmos isso a alguém começamos a ir em diversas direções empurrando as bikes. Com o calor, a fome e o cansaço, começamos a nos irritar até que surgiu a brilhante idéia de perguntar para alguém. Com a informação correta foram dois toques e já estávamos na entrada do farol onde se avistava os animais.
     No farol deixamos as bicicletas apoiadas uma na outra e fomos curtir o local. Estávamos andando quando vimos o primeiro leão marinho. Fomos até o canto de uma construção onde conseguíamos enxergar mais uns 3 ou 4 se banhando nas pedras. Ficamos ali uns 10 minutos até que um gaurda nos chamou e indicou um outro local (o guarda estava em cima do farol de +- 60m e berrava em castelhano, demoramos uns 5min para entender). Chegando no local entendemos tudo. Logo de cara vimos cerca de uma centena deles se banhando, brincando, brigando, tomando banho de sol, bem ali na nosa frente. Após certo tempo de deslumbramento, decidimos procurar um local para comermos nosso sanduíches que fizemos ontem antes que eles estragassem e beber algo gelado.
     Chegamos num barzinho e tomamos uma coca-cola de litro (aquelas de garrafa de vidro) com os sanduíches. Decidimos que não podemos continuar assim: tomando coca-cola todos os dias!
     Depois de conversar um pouco a Cris quis ver uma faixa de cabelo, mas não achamos nenhuma legal. Como já era 13h30min decidimos voltar no caminhão das 14h para chegarmos cedo em La Paloma. Colocar as bikes no caminhão foi o mesmo parto do que na ida, se não fosse a ajuda de um uruguaio (ida) e de um finlandês (volta) só poderíamos contar com a grande má vontade do motorista.
     Chegando de volta ao quiosque nos fantasiamos novamente de ciclistas e caímos na estrada. Como faltavam apenas +- 45km fomos bem na manhã, ladoa a lado e conversando um pouco. A estrada era meio bizarra, pois durante uns 20km foi 1km de asfalto e 1 km de chão batido.
     Durante a pedalada de hoje pudemos confirmar uma teoria que desenvolvemos: existem raças de gado que adoram ciclista! Em inúmeros pastos em que passamos todo o rebanho parou o que estava fazendo (comendo, deitado) e ficou nos olhando fixamente...hehe... Ainda bem que estavam do outro lado da cerca.
     Chegando em La Paloma procuramos o hostel La Paloma que fica no Parque Andresito. Apresentamos a carta de apoio do Carlos, presidente da Federação Brasileira de Albergues da Juventude, e prontamente fomos acolhidos. Ficamos num quarto muito legal com dois andares e para 11 pessoas, mas ainda bem que éramos só nós dois. Instalamo-nos, tomamos banho, saímos para fazer as compras e jantar e voltamos ao hostel para arrumar tudo e descansar para chegar amanhã em Punta del Este.
Gastos:
- Translado Cabo Polonio: R$45,00   - Coca-cola: R$3,60   - Janta: R$37,00 - Compras: R$25,00
Estatística:
- Distância: 61,12km   - Tempo: 3h24min15"   - Média: 17,7km/h
Condições da estrada:
- Ruim, mas com pouqíssimo movimento.

7º Dia – Chuí – Aguas Dulces – 23/11/2010 – Terça

     Acordamos às 8h, depois do despertador tocar algunas vezes. Eu (Cris) pedi mais meia hora para o Moacir, ele me deixou dormir mas levantou para iniciar os preparativos para o início internacional da nossa viagem. Acordei, ajudei a organizar o nosso material e às 9h saímos do nosso hotel com tudo pronto. Passamos em uma casa de câmbio para pegar alguns pesos uruguayos e depois fomos tomar café no Hotel Plaza do Uruguay. Após o café nos dirigimos para a aduana, carimbamos os nossos pasaportes e os policiais não nos pediram nada, ou seja, seguimos viagem sem mais atrasos.
     Às 10h20min já nos dirigíamos para o litoral. Uhuuuuuu! Como havíamos decidido que não pararíamos para almoçar comemos alguns sanduíches, Trios e mariolas pelo caminho. O Moacir optou por me poupar um pouco e me rebocou mais da metade do caminho.
     Quando faltavam apenas 35Km para chegarmos ao nosso destino, encontramos 5 cicloturistas parados no acostamento. Fomos falar com eles e, durante a conversa, percebemos que eles também haviam se encontrado por coincidência uns minutos antes. Eram 3 neozelandeses e um casal de italianos. Os dois grupos estavam treinando para fazer Patagônia e Andes. Preguntamos para eles detalhes sobre a estrada e os neozelandeses nos indicaram um hostel em Aguas Dulces. Agradecemos e seguimos viagem.
     Como faltava pouco para o nosso destino, relaxamos um pouco e reduzimos o ritmo da pedalada. Às 15h30min cegamos em Aguas Dulces, fomos ver a praia (pois estávamos ansiosos para ver o oceano) e depois fomos procurar o hostel indicado.
     Ao chegar no hostel “El Gato”, fomos recebidos pela alemã Nicole que nos apresentou o lugar de maneira muito alegre e acolhedora. Instalamo-nos e fomos novamente à beira da praia. Caminhamos um pouco, sentamos, o Moacir tomou banho de mar e retornamos ao hostel.
     Enquanto o Moacir tomava o seu banho, eu acessei a Internet para verificar e-mails e dar notícias. Depois fui tomar banho e o Moacir foi conversar no msn e atualizar o nosso blog. Ficamos muito felizes em ver o grande número de acessos ao blog (mais de 1000) e os comentários dos amigos e dos familiares!
     Saímos da internet, aproveitamos as redes para dar uma relaxada, jantamos, arrumamos os equipamentos para amanhã e estamos nos preparando para dormir.
P.S.: Assistam os nossos vídeos do dia de hoje, vocês vão entender parte da nossa "loucura"... rs.
Gastos:
- Hostel: R$45,00   - Água mineral no posto: R$1,80   - Café da Manhã: R$16,00
Estatística:
- Distância: 85,6Km   - Tempo: 4h36min19"   - Média: 18,4Km/h
Condições da estrada:
- Pouco movimento, rodamos na faixa branca.

sábado, 27 de novembro de 2010

EXTRA! EXTRA!

     Estamos em Atlántida (Uruguay) e em breve daremos mais notícias, fiquem ligados! Por hora dizemos que estamos bem, bem cansados, bem alimentados... parodiando a propaganda " O importante é estar bem...".. Beijos a todos!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

6º Dia - Santa Vitória do Palmar - Chuí - 22/11/2010

     Hoje o dia é de folga. Acordamos às 9h, tomamos café e voltamos para o quarto para dar mais uma descansada. Levantamos às 10h30min, arrumamos tudo e saímos em direção ao Chuí. Logo que entramos na estrada começou uma chuvinha fraca que deu uma boa refrescada.
    Ao chegar no Chuí começamos a aquecer o nosso "portunhol". Achamos um hotelzinho, nos instalamos, tomamos banho e deitamos um pouco. Agora estou escrevendo o relato enquanto a Cris se arruma para irmos almoçar, irmos no banco, na lan house, no supermercado e retornarmos ao hotel. Amanhã começa a parte internacional da nossa viagem, e o destino é Aguas Dulces, litoral uruguaio. Como são 100km de viagem pretendemos dormir cedo para levantarmos junto com o sol e chegarmos lá cedo para ainda pegar uma praia.
     Gastos
- Hotel: R$50,00   - Almoço: R$22,00
     Estatísticas
- Distância: 24,23km   - Tempo: 1h30min48`  - Média: 16km/h
     Condições da estrada
Ruins, mas devido ao pouco movimento andamos na linha branca

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

5º Dia - Estação Ecológica do Taim - Santa Vitória do Palmar - 21/11/2010

     Hoje pode sentar que lá vem história!
     Primeiro queremos relembrar algumas coisas que acabaram passando batido ontem. Logo após o almoço estávamos passando por um vilarejo em que algumas crianças brincavam, enquanto passávamos, uma das crianças (+- 8 anos) nos cumprimentou e assim que retribuímos ela falou "E ai maconehiro, já puxou um fumo hoje?". Meio bizarro, não?!
     Queremos também agradecer a mana, pois se não fosse a tua ligação não poderíamos ter ficado na estação ecológica. E por último, conhecemos o Jairo, vigia noturno da estação. O Jairo é uma pessoa finíssima, que tornou nossa breve estadia muito mais confortável e tranquila.
     Vamos começar a falar de hoje então. O dia começou cedo (5h30min). Levantamos cedo pois sabíamos que tínhamos muita estrada pela frente. Levantamos, tomamos o nosso café, arrumamos tudo e caímos na estrada (mais uma vez).
     Atravessamos a reserva do Taim na parte da manhã e com um fluxo pequeno na estrada, o que nos possibilitou ver uma grande quantidade de animais. O Taim é, realmente, um lugar muito bonito. Em certo momento um jabuti ou cágado estava parado no meio da estrada e quando me aproximei (Moacir) para colocá-lo no acostamento ele se mijou todo, mas era tanto que até pensamos em ser algum mecanismo de defesa.
     Após rodar 80km paramos num restaurante de beira de estrada para almoçar. Pedimos uma alaminuta e após comer comecei a sentir coceira. Percebi um inchaço no antebraço, onde havia levado uma picada de algum bicho enquanto pegava um galho para tirar uma cobra do meio da estrada no dia anterior. Parguntamos onde ficava o hospital mais próximo e nos disseram que era em Santa Vitória do Palmar, sendo assim, o nosso objetivo mudou do Chuí para Santa Vitória (- 20km).
     Ainda faltavam 60km para Santa Vitória do Palmar e, como não podia ser diferente, na parte da tarde aquele velho conhecido, o vento contra, apareceu. Aproximadamente às 17h30min chegamos na Santa Casa de Misericórdia de Santa Vitória do Palmar. Fui super bem atendido, tomei duas injeções e receitaram um comprimido e uma pomada por cinco dias. Depois fomos procurar algum hotel e acabamos ficando no Hotel Franke.
     Após nos instalarmos, a Cris foi tomar banho e eu deitei um pouco, pois o remédio tinha começado a fazer efeito e eu estava meio grogue. Depois da Cris sair do banho foi a minha vez e em seguida nos arrumamos para ir jantar. Quando saímos do quarto eu estava trocando as pernas devido às injeções. Após passarmos na farmácia, paramos numa padaria onde comemos alguns salgados com iogurte e um sorvetinho.
     Ao retornar para o hotel capotei de vez na cama, já a Cris, foi ligar para dar notícias às famílias e em seguida retornou ao quarto para descansar do dia puxado que tivemos.
     Gastos
 - Hotel: R$50,00     - Janta: R$12,80   - Almoço: R$17,00   - Remédios: R$29,40
     Estatísticas
- Distância: 143,27km   - Tempo: 7h23min05`   - Média: 19,8km/h
     Condições da estrada
Acostamento ridículamente ruim, mas devido ao pouco movimento andamos na linha branca

4º Dia - Rio Grande - Reserva do Taim - 20/11/2010

     O despertador tocou às 6h e eu (Cris) pedi para o Moacir só mais um pouquinho. Ele, comovido com a súplica, aceitou. Dormimos até às 6h30min e o Moacir acordou para fazer o café e iniciar os preparativos para a nossa partida. A nossa barraca praticamente não condensou o ar da nossa respiração como havia ocorrido na Simulação 02, ou seja, acertamos a forma de montá-la! Como a barraca estava quentinha e aconchegante, o Moacir só conseguiu me arrancar da "cama" às 7h10min.
     Irritada por acordar cedo levantei, tomei meu café e comecei a reunir os equipamentos que faltavam para a nossa partida. Agradecemos aos policiais, que nos acolheram muito bem, e às 8h30min caímos na estrada rumo ao Taim.
     Como sabíamos que o trajeto seria curto (68km) pedalamos bem tranquilamente para nos pouparmos para o dia seguinte. A estrada estava muito ruim no início, mas melhorou após a passagem pela entrada de Rio Grande. Como não havia muito movimento, pedalamos a maior parte do tempo pela linha branca. Vimos umas aves enormes e muito bonitas pelo caminho (desculpa Pri mas a gente obviamente não sabe o nome) além de cobras, ratos, passarinhos, flores e um americano doido feito nós que estava fazendo a rota Buenos Aires - Rio de Janeiro.
     Após mais da metade da pedalada do dia paramos para almoçar (11h30min) uma alaminuta maravilhosa no restaurante Rota 471. Às 13h saímos do almoço e seguímos os 26km restantes até a chegada na Estação Ecológica do Taim (14h30min). Chegamos, fomos bem recebidos pelos vigias, organizamos o nosso material, montamos a barraca, tomamos banho (quente!) e vamos nos preparar para comer algo pois amanhã teremos 158km pela frente.
     Gastos
- Almoço: R$29,00
     Estatística
- Distância: 68,36km   - Tempo: 3h32min53`   Média: 17,4km/h
     Condições da estrada
Razoáveis (muita trepidação)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

3º Dia - São Lourenço do Sul - Rio Grande - 19/11/2010

     Hoje o dia rendeu! Pela primeira vez conseguimos acordar cedo (6h30min), tomamos café da manhã e caímos na estrada. Por volta das 8h15min já estávamos pedalando na BR-116 rumo à Rio Grande.
     Na parte da manhã o vento estava bem fraco e o acostamento melhorou significativamente comparado a ontem. Não sabemos se é sempre assim, mas começamos a suspeitar que na parte da tarde é que começa a suprar mais forte o vento.
     Quando estávamos passando no pedágio decidimos para pegar uma água gelada e ver se conseguíamos alguma informação de onde almoçar. Após reidratar um pouco e receber a indicação do Restaurante Estrela, na entrada de Pelotas, seguimos a viagem. Ao chegar no restaurante soubemos que era buffetà quilo (R$21 o quilo) e com a fome que estávamos isso não era viável. Prosseguímos viagem e um pouco adiante avistamos outro restaurante e esse sim era buffet liver! Comemos de passar mal (a Cris realmente ficou um tempo mal) por isso ficamos descansando até às 15h, visto que faltavam apenas 45km para o destino final do dia.
     Assim que continuamos viagem avistamos um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Paramos e perguntamos se existe a possibilidade de acampar em tais locais. O policial entrou em contato com o posto de Quinta (Rio Grande), que era o que queríamos, e perguntou se poderíamos passar a noite lá, ao que recebeu resposta afirmativa (já tinhamos onde dormir!). Sendo assim, apenas nos faltava o que comer.
     Entramos numa das rotatórias que dá acesso à Pelotas e paramos numa padaria/mercado. Lá compramos água, pão, queijo, manteiga, bolacha e banana, pois nos próximos dois dias iremos atravessar a reserva do Taim, onde contato com a civilização é bem reduzido.
     Após ir às compras voltamos para a estrada. Acostamento bom, acostamento ruim, vento contra, ponte, até que avistamos o bendito posto da PRF. Por volta das 19h chegamos e fomos super bem acolhidos.
     Logo após montar acampamento, tomamos banho (gelado), jantamos sanduíche e fomos dormir (ali na beira da estrada mesmo) pois o outro dia vai começar cedo.
     Gastos
- Café da manhã: R$9,20    - Almoço: R$29,00    - Mercado: R$21,40   - Picolé: R$2,00
     Estatística
-Distância: 115,32km   - Tempo: 6h25min32`   - Média: 18km/h
     Condições da estrada
Início bom, meio médio e fim muito bom

2º Dia - Camaquã - São Lourenço do Sul - 18/11/2010

     Pretendíamos acordar 6h30m, mas o cansaço do dia anterior fez com que saíssemos da cama apenas às 8h30min. Assim que nos arrumamos fomos tomar o café da manhã (muito bom).
     Quando estávamos voltando para o quarto percebemos que nossas pernas ainda estavam "pesadas" e decidimos dar mais uma descansada. Às 11h levantamos, saímos do hotel, passamos no super e reiniciamos nossas pedaladas na BR-116 em direção ao Chuí.
     Logo de início pudemos ver que o dia não seria fácil, pois assim que entramos na estrada começou um ventop contra e a seguir o acostamento ficou muito ruim (em certas horas até com piche).
     Após duas horas de pedalada percebemos que não conseguiríamos chegar em Pelotas, sendo assim, paramos numa praça de pedágio para replanejar o objetivo do dia. Pegamos o celular (obrigado tio Paulo) e vimos dois hotéis que poderíamos ficar, sendo um na própria BR-116 e outro dentro da cidade de São Lourenço. Como os fatores acostamento e vento continuaram dificultando a nossa vida, decidimos ficar no Hotel Coqueiros na BR-116 próximo à entrada de São Lourenço do Sul.
     Assim que chegamos (16h30min) fomos tomar banho. Às 19h fomos jantar e em seguida voltamos ao quarto para descansar, pois amanhã pretendemos recuperar um pouco o atraso indo até Rio Grande.
     Gastos
- Supermercado: R$4,88   - Hotel: R$60,00    - Janta: R$23,50   - Cartão telefônico: R$7,50
     Estatística
- Distância: 59,24km   - Tempo: 3h33min07`   - Média: 16,5km/h
     Condições da estrada
Muito ruins e trechos com piche
   

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

1º Dia - Porto Alegre - Camaquã - 17/11/2010

     Acordamos às 7:30 para nos prepararmos para a saída de POA que estava marcada para às 9h em frente à Academia Sal da Terra. Após nos arrumarmos, pegamos as bikes e fomos pedalando até a academia.
     Chegando lá vimos uma estrutura muito legal que o pessoal havia armado com tendas, som e um café da manhã organizado e oferecido pela Seven Boys e pelo Refúgio dos Doces. Fomos muito bem recebidos por alunos, amigos e familiares. Após o café e muita despedida partimos ruma à nossa expedição às 10h
     A saída da cidade foi demorada devido ao movimento, levamos 1h15min para chegarmos a BR-116 e seguirmos ruma à Camaquã. Eu (Cris) tive um episódio de queda de pressão e me senti um pouco fraca, por isso paramos um pouco mais para descansar.
    Almoçamos no restaurante do Posto da Barra na Barra do Ribeiro às 13h30min e saímos de lá às 14h40min. Após mais uma parada, no Restaurante das Cucas, comecei a me sentir melhor e pudemos aumentar o nosso ritmo. Pedalamos por mais quatro horas em ritmo acelerado e ai sim chegamos em Camaquã. Depois de procurar por alguns hotéis na cidade, que já estavam lotados, nos instalamos no Hotel da Glória com um quarto simples, mas um ótimo banho. Após o banho, jantamos um miojo no quarto, nos alongamos e nos preparamos para dormir. Amanhã teremos um longo caminho pela frente.
     Gastos:  
- Almoço: R$24,80   - Hotel: R$: 60,00   - Coca-cola gelada: R$3,90   - Suco: R$2,00
     Estatística:  
- Distância: 134,58km    - Tempo: 7h25min24´   - Média: 18km/h
     Condições da estrada:
Razoáveis, trechos com buracos e grama

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bicicletas

     Nossas bicicletas serão do tipo Moutain Bike com aro tamanho 26. Fizemos esta escolha devido à maior facilidade para encontrar peças de reposição caso ocorra algum imprevisto. 
     O quadro das duas bicicletas serão rígidos (GT Avalanche 1.0), pois possui furação adequada para encaixe do bagageiro traseiro. No garfo dianteiro optamos por utilizar suspensão. Fizemos esta escolha por não saber as reais condições das estradas que passaremos, sendo assim acreditamos que um garfo rígido iria prejudicar mais do que diferença de massa entre uma suspensão e um garfo rígido.
     As rodas traseiras das bicicletas serão compostas por aro Mavic XM 317, raios DT Champion e cubo Shimano Deore XT. Escolhemos investir um pouco mais nas rodas traseiras devido ao grande estresse ao qual elas serão submetidas, pois suportarão grande parte do peso do conjunto ciclista, bicicleta e bagagem (aproximadamente 135kg e 85kg).
     Ambas bicicletas possuirão 27 marchas, pneus slick 1.5, bar end (possibilitando diferentes posições para as mãos), freios V-brake (devido à sua pequena massa e fácil manutenção) e suportes para garrafas totalizando 10 litros.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 04 (Capão da Canoa - Porto Alegre)

     04 DE NOVEMBRO DE 2010, QUINTA-FEIRA
     Colocamos o despertador para as 7h para acordarmos, tomarmos café da manhã com o que tínhamos do dia anterior e em seguida ir no Nacional fazer as compras para o dia, pois o supermercado abria somente às 8h. Como nem tudo ocorre como o planejado acabamos levantando da cama somente às 8h e ainda com dores e bastante cansaço do dia anterior. Com muita calma arrumamos tudo e saímos do camping extremamente contentes com a boa noite que tivemos.
     Ao chegar no supermercado a Cris foi fazer as compras enquanto eu revisava as bikes para o longo trecho que tínhamos pela frente. O supermercado estava bem movimentado e acabamos saindo de lá aproximadamente 10h em direção à freeway. Seguimos pela Av Paraguassú em direção às praias do sul até próximo de Santa Terezinha, onde pegamos a Estrada do Mar. Seguimos pela Estrada do Mar até a freeway, mas antes fizemos uma parada para almoçar.
     Chegamos num restaurante que servia buffet ao meio-dia. Acabamos de comer por volta das 13h e como o calor estava muito intenso decidimos descansar na sombra das árvores até 13:40. Saímos do restaurante e seguimos em direção à freeway (BR-290), chegando aproximadamente às 14h no que seriam os últimos 86km de estrada. Infelizmente acabamos passando um pouco longe dos Parque Eólico de Osório, mas deu para admirar um pouco enquanto seguíamos nosso caminho.
     O calor na estrada era absurdo, sendo que enquanto pedalávamos subia um bafo do asfalto que nos fazia suar muito. Carregávamos cinco litros de água e 500ml de powerade para o dia, mas com o passar do tempo começamos a perceber que não seria suficiente. Com o cansaço acumulado dos dias anteriores, o sol forte, o calor intenso e alguns momentos de vento contra acabamos parando inúmeras vezes para descansarmos e aproveitarmos uma sombra com água (pena que nem um pouco fresca!).
     Ao avistar o último pedágio sabíamos que em seguida haveria um posto de gasolina, para nós um oasis, onde poderíamos comprar bebidas bem geladas para repor um pouco dos líquidos que havíamos perdido durante o dia. Ficamos parados no posto aproximadamente 40min e logo após continuamos nos últimos quilômetros desta viagem.
     No 86km da freeway saímos da estrada e entramos na Av Assis Brasil, já em Porto Alegre. Após isso ainda pedalamos alguns quilômetros dentro da cidade até chegarmos em casa. Chegamos às 21h com um sentimento de dever realizado, de que realmente é possível realizarmos o sonho da expedição e de que estes 500 dias prometem muitas experiências!
     GASTOS: - Supermercado: R$22,30   - Almoço: R$ 32,00   - Bebidas: R$12,00
     ESTATÍSTICAS: - Km: 147,20   - Tempo: 7h 10m 25s   - Média: 20,52km/h
    QUALIDADE DA ESTRADA: Tanto a Estrada do Mar quanto a Freeway estão em ótimas condições, sendo que a Freeway possui um largo acostamento
     VALE A PENA CONHECER: Parque Eólico de Osório

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 03 (São Francisco de Paula - Capão da Canoa)

     03 DE NOVEMBRO DE 2010, QUARTA-FEIRA
     Acordamos às 7h para tomarmos o café da manhã no hotel. Para nossa alegria o café era delicioso, com uma grande variedade de frutas, pães, iogurte e suco. Após comermos o suficiente para começar mais um dia de viagem, decidimos aproveitar um pouco e dar mais uma dormidinha. Às 10h levantamos e começamos a arrumar toda nossa bagunça para partimos rumo ao litoral. 
     Saímos do hotel por volta das 11h em direção à RS-020 para pegarmos a Rota do Sol e chegarmos na praia. Como não sabíamos o caminho exato paramos diversas vezes para perguntar como se chega na Rota do Sol. Seguimos as dicas dos habitantes locais e pedalamos nas frequentes subidas e descidas pouco ascentuadas dos campos de cima da serra. Comecei a achar que estávamos demorando muito para saírmos da RS-020 e falei para Cris que deveríamos parar e perguntar para alguém se estávamos no caminho correto, mas logo avistamos uma placa indicando o caminho para Maquiné que acabou com a nossa preocupação! Mal sabíamos o que vinha pela frente!
     Assim que entramos nesta nova estrada pudemos perceber uma grande mudança: era CHÃO BATIDO!
Gostaria de deixar aqui registrado que tenho uma grande preferência por pedalar em estradas de chão batido e no meio da natureza, porém na condição de cicloturista, ou seja, com a bike carregada, se torna uma tarefa extremamente difícil e desagradável! Como não conhecíamos a região ficamos na dúvida se a estrada passaria a ser asfaltada a partir de algum ponto ou se seriam 54km de muita terra e pedra solta. Após pedalar aproximadamente 1h e andar apenas 7km paramos um pouco e ficamos na dúvida de voltar e pegar outro caminho ou continuar, mas falei para Cris que achava que valia a pena continuar (até agora estou na dúvida se realmente valeu!). Continuamos a pedalar nestas condições precárias e após algumas situações de desânimo e muitos quilômetros pedalados chegamos na Serra do Umbu.
     A Serra do Umbu é um local isolado, de difícil acesso e com visual extremamente lindo. Quando nos aproximamos da descida da serra, observamos uma grande quantidade de morros com mata virgem que se localizam próximos ao nosso litoral. Um momento que nos deu muita motivação foi após uma curva acentuada em que pudemos observar o mar pela primeira vez no dia, o que nos dizia que estávamos quase chegando no objetivo. Após este momento veio a descida, que foi a parte mais difícil do percurso devido sua grande inclinação e péssima condição da estrada. Algumas vezes foi necessário descer da bicicleta para não caírmos. Em alguns momentos queríamos continuar pedalando com aquele visual que tínhamos em nossa frente e em outros não víamos a hora de chegar em Barra do Ouro para voltarmos a pedalar em terreno plano.
     Assim que chegamos no vilarejo ficamos mais felizes por saber que a partir daquele momento até o fim do dia não precisaríamos mais subir ou descer grandes quilometragens. O contato com o povo local também é um fator que nos motivou. Pudemos observar uma grande quantidade de plantações de brócolis e couve-flor na beira da estrada. Quando estávamos quase chegando em Maquiné começamos a costear um curso d'água que em certos momentos nos proporcionava uma bela paisagem. Em Maquiné paramos numa padaria para comermos algo e ver com o pessoal quantos quilômetros ainda faltavam para chegarmos em Capão da Canoa.
     Após comermos seguimos nossa viagem em direção à BR-101 e posteriormente até Capão da Canoa. Pedalamos 9km na BR-101 com um tráfego intenso de veículos, principalmente caminhões, e um acostamento em condições medianas. Após percorrermos este pedaço da BR-101 entramos na RS-407 que se estende até Capão.
     Assim que entramos na RS-407 sabíamos que estávamos perto de chegar onde queríamos. A estrada não  possui acostamento, mas como não tem um grande fluxo de veículos pudemos andar na faixa branca da pista de rolagem, que por sinal está em ótimas condições.
     Uma grande alegria tomou conta da gente quando avistamos uma placa indicando 7km de distância para a Estrada do Mar. Aproveitando este momento de felicidade aumentamos o ritmo para chegarmos o quanto antes. Assim que chegamos na cidade paramos num posto de gasolina para perguntar sobre pousadas, campings e restaurantes. Uma das indicações foi o Camping Santa Luzia. Assim que chegamos fomos super bem atendidos e acabamos ficando num chalé bem confortável, limpo e com um delicioso banho quente! Após tomarmos um belo banho fomos jantar e depois retornamos para o camping. Estávamos bem cansados, loucos por uma boa noite de sono, com dores nas mãos devido à trepidação do guidão e com uma decisão para toda viagem: CHÃO BATIDO NUNCA MAIS!
     GASTOS: - Hospedagem: R$20,00   - Janta: R$52,70   - Refri e chocolate no posto: R$6,00
     ESTATÍSTICA: - Km: 106,32   - Tempo: 6h 51min 43s   - Média: 15,4 km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: grande parte em boas condições
     VALE A PENA CONHECER: Camping Santa Luzia (Av. Maurício Souza, 262 - Capão da Canoa - (51)3665-3281) e Serra do Umbu (RS-484)

domingo, 7 de novembro de 2010

Fogareiro

     No início do projeto não pensávamos em levar material para preparar a nossa própria comida. Com o passar do tempo e após algumas conversas com outros cicloturistas decidimos que seria de grande valia carregar um pouco de peso a mais, mas termos certeza de que onde pararmos teremos uma comida quente para revigorar as energias.
     Depois de ler um pouco sobre o assunto decidimos levar um fagareiro que seja multi fuel, ou seja, que aceite diversos tipos de combustíveis. Dentre os que pesquisamos nos identificamos mais com o Primus Gravity II, devido ser compacto, leve, resistente e de necessitar pouca manutenção.

sábado, 6 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 02 (Três Coroas - São Francisco de Paula)

     02 DE NOVEMBRO DE 2010, TERÇA-FEIRA
     O despertador tocou três vezes até que o Moacir levantou da nossa barraca às 6h e 30min e foi arrumar o nosso café da manhã. Estava uma manhã gelada e ambos havíamos dormido muito mal por problemas técnicos (nossa barraca está condensando muito o ar e dentro fica úmido e frio). Após mais 3 "sonecas" e umas dez chamadas do Moacir eu me troquei entro da barraca, vesti meu traje de frio e saí.
     Comemos os nosso sanduíches com suco e começamos a arrumar os equipamentos para a partida. Saímos do camping em Três Coroas às 8h e 50min rumo à São Francisco de Paula.
     No ínicio estava tudo ótimo, até estávamos estranhando o trajeto ser tão tranquilo. Após o pedágio, entretanto, avistamos uma placa com os dizeres "longo trecho em aclive" e após isso tudo mudou. O "longo trecho" era simplismente todo o trecho até Gramado!
     É bem verdade que já pegamos lombas muito mais inclinadas, mas em distância esta bateu todas para mim. Já para o Moacir, que já estava vacinado com os Audax, foi barbada e até me puxou ema boa parte. A passada por Gramado foi rápida, sendo que chegamos às 11h e 20 min e partimos às 11h e 40min. Apenas paramos para algumas fotos e para curtir um pouco do visual.
     Seguimos para Canela (este foi o melhor trecho para mim) e chegamos aproximadamente às 12h. Já em Canela fomos até a Catedral de Pedra, tentamos comer na "Toca da Bruxa" mas estava fechada e acabamos comendo um xis na saída para a estrada de São Chico. Paramos um pouco após o lanche e saímos da Canela às 13h e 30min.
     A viagem até São Francisco de Paula foi bem cansativa, mas muito bonita e tranquila. A estrada era muito boa mesmo sem ter acostamento em vários trechos, pois como haviam pouquíssimos carros podíamos pedalar na linha branca da pista de rolagem. A chegada em São Chico foi às 16h, mas ficamos rodando na cidade atrás de estadia, até que decidimos nos hospedar no Hotel Cavalinho Branco. O preço, apesar de salgado, foi o mais baixo que encontramos na cidade. O nosso quarto foi privilegiado com uma vista maravilhosa do Lago São Barnardo.
     Após levarmos as bikes para o quarto, fomos nos arruma para sair para comer e comprar os lanches para o dia seguinte. Chegamos no supermercado na hora em que estava fechando (19h) e conseguimos comprar as comidas. Em seguida saímos para procurar restaurantes abertos. Não achamos muitos e acabamos por comer pastéis e um bife a parmegiana num restaurante no centro da cidade. Depois da janta passamos num buffet de sorvete e voltamos para o hotel.
     Enquanto eu escrevo o relato do dia o Moacir lava as roupas e prepara os sanduíches para amanhã. Em seguida vamos nos preparar para dormir na cama quentinha e confortável, DELÍCIA! Aprendendo a dar valor aos pequenos detalhes que nos faltam nesta lida diária..hehe.. Adoro!
     GASTOS:   - Hospedagem: R$100,00   - Almoço: R$14,50   - Janta: R$29,00   - Sorvete: R$3,75   - Compras: R$13,58
     ESTATÍSTICAS:   - Km: 75,56   - Tempo: 5h 35min 59s   - Média: 13,3 km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: asfalto muito bem conservado e acostamento em boas condições.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 01 (Porto Alegre - Três Coroas)

     01 DE NOVEMBRO DE 2010, SEGUNDA-FEIRA
     Levantamos às 9h, um pouco mais tarde do que planejado, arrumamos tudo e iniciamos nossa 2ª simulação. Chegamos na estação São Pedro às 10h e 40min para pegarmos o trem. Desembarcamos do trem na estação São Leopoldo e de lá começamos nossas pedaladas rumo à Três Coroas.
     A bicicleta da Cris está com a carga bem próxima do que será na expedição, já a minha (que está estreando) ainda falta o bagageiro dianteiro e os suportes de caramunhola da suspensão. Já pretendemos testar nossa autonomia, ou seja, acamparemos e faremos nossa própria comida em alguns dias para ver como reagimos. Nesta viagem também estamos testando as caixas de som. Já pudemos perceber que com trânsito intenso a potência delas acaba sendo pequena, mas em estradas mais calmas e após um dia de pedalada elas são de grande valia.
     Como o trajeto de São Leopoldo até Três Coroas já é conhecido pudemos dosar bem a pedalada para não cansarmos e chegarmos com tempo para achar algum camping, acampar, fazer a janta e todas outras medidas administrativas.
     Após 45km de pedal e muito sol paramos no restaurante Paladar na RS-239, em Parobé, para almoçarmos. Como já era 14h o buffet não estava dos mais completos, mas a comida estava muito boa, principalmente a polenta frita e a massa caseira! Antes de voltarmos para a estrada descansamos um pouco na varanda do restaurante. A sombra e a brisa estavam ótimas. Aproximadamente às15h e 30min decidimos seguir viagem.
Nestes 32km restantes começamos a subir um pouco mais, mas nenhuma subida muito íngrime.
     Ao chegarmos em Três Coroas, aproximadamente 18h, começamos a procurar algum camping para ficar. Decidimos ficar no "Camping do Carlão" que fica na Linha Café e às margens do Rio Paranhana. A vantagem deste camping é que fica no meio de um vilarejo onde temos fácil acesso à tudo. Montamos acampamento e fomos comprar comida para janta e café da manhã.
     Após tomarmos banho fomos jantar e dormir para que no dia seguinte conseguíssemos acordar cedo e subir a serra ainda pela manhã.
     GASTOS:  - Aloço: R$20,00   - Camping: R$10,00   - Compras: R$14,76
     ESTATÍSTICA:   - Km: 77,12   - Tempo: 4h 07min 44s   - Média: 18,5km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: boas condições mas com bastante brita em alguns momentos
     VALE A PENA CONHECER: Tenda do Luiz (RS-115 em Igrejinha em frente as Malhas Daiane)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nossa partida

     Como o pessoal já deve saber iniciamos nossas pedaladas dia 17 de novembro deste ano (faltam apenas 13 dias)!!!! Gostaríamos de convidar a todos para irem no evento de despedida que ocorrerá dia 17/11 às 9h na Academia Sal da Terra (Av José de Alencar 609, Menino Deus). Aguardamos vocês lá e acompanhem o nosso dia a dia aqui no blog!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Barraca e saco de dormir

     Durante o planejamento da expedição estávamos querendo ter pontos de parada que nos oferecessem locais para pernoitar, ou seja, albergues, pousadas, pensões, hotéis ou motéis. Pensávamos que não seria necessário levar material para camping, evitando assim carregar este peso extra. Porém fomos lendo relatos de outros cicloturistas e vendo cada vez mais a importância de uma certa autonomia, principalmente em locais mais extremos.
     Ao se aproximar da data de partida decidimos por carregar um pouco mais de peso mas sermos mais autônomos e ter uma segurança maior. Desta maneira levaremos todo material necessário para acampar.

     Barraca Azteq Mini Pack e saco de dormir Nautika Micron X-Lite
    Escolhemos esta barraca por servir para duas pessoas, ser extremamente compacta e leve, possuir capa impermeável e ter excelente resistência ao vento. A montagem e desmontagem da barraca é muito simples e rápida, ponto importante em situações de mudança de clima e até mesmo no dia a dia.
     O saco de dormir que utilizaremos será o Micron X-Lite da Nautika. Escolhemos este saco de dormir por ter boa resistência ao frio e ser extremamente compacto e leve.