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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

424° Dia – Barra de Camaragibe – Maceió – 14/01/2012 – Sábado

Acordamos razoavelmente cedo e fomos para estrada o quanto antes. Pegamos a balsa (na verdade um micro barquinho) e cruzamos o rio. Perguntamos para o barqueiro como faríamos para chegar a estrada e ele nos explicou o caminho. Neste momento, descobrimos que teríamos uns 5km de caminho de areia pela frente (ainda bem que a Cris bateu pé para ficarmos em Barra de Camaragibe ontem)!
Assim que saímos da orla do rio, nos deparamos com a “estrada” que o gps indicava. Era um caminho de areia no meio dos coqueirais. Em alguns trechos até era possível pedalar, mas em mais da metade do trajeto tivemos que fazer empurrando as bikes. Os pneus pareciam faca quente na manteiga, era andar 5cm e eles afundavam na areia! Ficamos cansados de empurrar e um pouco de cara por termos que fazer tanta força e ter pouco rendimento. Assim que chegamos numa vilinha, ficamos sabendo que teríamos que subir um morro e depois já seria a estrada. Nesta altura, o caminho de areia já tinha virado uma rua de chão batido.
Quando chegamos numa guarita, perguntamos o caminho para o guardinha. Ele nos falou que teríamos que seguir a estrada pelo meio dos canaviais até chegarmos à praia novamente. Quando víssemos o mar novamente é que estaríamos próximos do asfalto. Um pouco temerosos pela qualidade deste “chão batido”, seguimos as indicações do guarda.
Felizmente, foram uns 15Km de chão batido sem pedras e areia e com paisagens encantadoras. Tínhamos a possibilidade de ver o verde das matas e dos canaviais contrastando com o azul do mar e do céu. Ainda bem que não viemos ontem, pois, além de perder este visual, seria meio complicado pedalar à noite e sem iluminação alguma no meio deste canavial.
Assim que chegamos à civilização, paramos para almoçar. A fome estava grande e nos esbaldamos na fartura de um PF que a senhora do restaurante nos serviu. Renovados, mas ainda com muito calor, retornamos para as pedaladas. O que nos motivava era que agora não faltava muito para chegarmos em Maceió.
Estes últimos quilômetros foram bem tranquilos, com bastante verde à nossa volta e, de vez em quando, uma bela vista do oceano. Pena que a estrada não vai costeando a orla, pois gostaríamos de conhecer todas as enseadas por quais passamos. As propagandas que víamos na estrada chamavam a nossa atenção, mas sabemos que não temos como conhecer tudo que temos vontade, senão chegaremos só em final de março em Porto Alegre, mas março de 2013!
Assim que nos aproximamos da zona urbana de Maceió já pegamos a beira mar. Deparamo-nos com uma excelente infraestrutura no calçadão. Tinha uma ciclovia bem sinalizada e também vimos diversas faixas da prefeitura da cidade incentivando a prática de atividade física regular. A primeira impressão da cidade foi ótima. Depois de muito pedalar pela orla, chegamos ao bairro Pajuçara, onde fica o hostel da Hostelling International. Infelizmente o hostel estava lotado, mas, para a nossa sorte, conseguimos uma pousadinha bem próxima (Pousada Caravelas) onde o preço era bom e o pessoal super camarada.
Instalamo-nos e saímos para comer algo, pois a fome estava grande. Fomos até o calçadão e demos uma caminhadinha até acharmos o que comer. Depois de passarmos por umas banquinhas de tapioca, deu um desejo de uma bela tapioca com um suco bem gelado. Em seguida, paramos para matar esta vontade, comemos duas tapiocas com suco natural (uma delícia)! Após comermos, voltamos à pousada para dormirmos satisfeitos com os temperos do nordeste. Boa noite.

Gastos
- Pousada: R$60,00   - Janta: R$19,50   - Sorvete: R$10,99   - Almoço: R$14,00   - Bebidas: R$7,50
Estatísticas
- Distância: 62,4Km   - Tempo: 4h20’55”    - Média: 14,4Km/h
Condições da estrada
- Muito boas, com um largo acostamento constantemente.

423° Dia – Maragogi – Barra de Camaragibe – 13/01/2012 – Sexta-feira

Acordamos mais tarde do que pretendíamos, sendo assim, levantamos rapidamente, devoramos o desayuno, arrumamos tudo e partimos. Como o calor aqui é intenso, temos que tentar pedalar fora dos horários de sol forte.
Assim como ontem, a estrada era muito boa, com um largo acostamento. A estrada ao sul de Maragogi tem uma bifurcação onde pode-se escolher ir pela via principal, que se afasta da costa, ou ir por uma via secundária onde é necessária a utilização de balsas para a travessia de rios. Como o caminho mais curto e mais belo é o secundário, lá fomos nós.
Quando chegamos ao acesso à Japaratinga entramos sem titubear. O início era de paralelepípedo, mas imaginávamos que seria um pequeno trecho. Mesmo assim, nem dávamos muita bola para isso, pois a paisagem nos chamava muito mais a atenção. Depois de um tempo pedalando, perguntamos para alguns pedestres qual era o caminho e eles disseram que ainda tinha uns 10km de paralelepípedo até a balsa. Ficamos um pouco desmotivados pela a nossa escolha, mas agora era tarde demais. Sendo assim, continuamos em frente.
Conforme subíamos e descíamos pequenos morros, podíamos ter uma vista panorâmica da região. O mar azul e o céu sem nuvem alguma formavam uma paisagem exuberante. O arrependimento passou e a certeza de que fizemos a escolha certa veio à nossa mente. Japaratinga é um recanto belíssimo, um lugar bem retirado, sem grande urbanização e que proporciona uma tranquilidade difícil de se ver.
Depois de quase 1h apreciando aquela maravilha, chegamos à balsa. No momento em que “estacionamos” as bikes, um barqueiro estava saindo e ainda conseguimos subir num barquinho 2x2. Fomos equilibrando as bikes na travessia do rio. Assim que chegamos do outro lado, fizemos um pit-stop para comermos e descansarmos. Enquanto relaxávamos, se aproximou algo que ainda não tínhamos visto. Era uma caminhonete com a caçamba cheia de quinquilharias chinesas e paraguaias e tal veículo se denominava o “Carro dos Importados”. Achamos bem diferente, mas realmente é uma das maneiras de tais produtos chegarem ao consumidor final.
Descansados, retornamos à estrada. Tínhamos um bom caminho até o nosso destino de hoje. Pedalamos mais umas 2h e chegamos à Barra de Camaragibe. Como tínhamos olhado o mapa no gps e indicava que haveria outra bifurcação para cruzarmos o rio, ficamos tranquilos. Esperávamos uma ponte surgir a qualquer hora, mas estava demorando para isso acontecer e estávamos nos distanciando muito do mar. Estranhando um pouco tudo isso, paramos para nos informar e descobrimos que já havíamos passado pela tal “ponte”. Decidimos retornar até o centro do povoado e ver o que tínhamos errado.
Assim que chegamos, perguntamos para alguns moradores e eles disseram que não tinha ponte alguma, mas a travessia do rio poderia ser feita por balsa. Como já era 17h e não sabíamos o que esperar da outra margem do rio (visto que não enxergávamos estrada alguma) a Cris optou por ficarmos em Barra de Camaragibe na noite de hoje. Um pouco contrariado, concordei. Desta forma, fomos procurar pousada para nos instalarmos. Depois de uns 30min procurando, acabamos nos instalando na primeira por qual havíamos passado. Cansados, só tomamos um banho e comemos umas bolachas antes de capotarmos na cama.

Gastos
- Pousada: R$70,00   - Balsa: R$4,00   - Bebidas: R$13,10   - Pão: R$1,00
Estatísticas
- Distância: 45,2Km   - Tempo: 3h03’24”    - Média: 14,8Km/h
Condições da estrada
- Boas, apesar do trecho de paralelepípedo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

422° Dia – Maragogi – 12/01/2012 – Quinta-feira

Acordamos cedinho, mas a bobeira e a falta de vontade de levantar fez com que não saíssemos da cama. Até pensamos no passeio das piscinas naturais, mas, pelas propagandas que vimos, iríamos pagar R$50,00 por pessoa para ficar 2h fazendo snorkel no meio dos peixinhos que víamos com muito mais abundância e variedade na Venezuela (de graça!). Realmente percebemos que em comparação com a grande maioria dos nossos países vizinhos, o turismo no Brasil é extremamente elitizado e beira a extorsão (neste passeio, por exemplo, era R$50,00 por pessoa para ir até as piscinas naturais e ainda se quisesse fazer snorkel teria que pagar um acréscimo pelo aluguel da máscara!).
 Lá pelas 10h, levantamos, tomamos um café da manhã surpreendentemente bom e fomos dar uma voltinha pela praia. Com uma certa dor no coração, confirmamos a nossa primeira impressão e a praia não era nada de mais. Maragogi não chega aos pés de Porto de Galinhas e Tamandaré! Mas como tínhamos o dia todo, ficamos na praia de bobeira um bom tempo. Quando o sol estava forte demais, vimos que era hora de almoçarmos. Comemos num restaurantezinho e voltamos para a pousada para arrumarmos um pouco a nossa bagunça.
Mais tarde, fomos dar uma volta até a lan house. Fizemos o nosso trabalho burocrático e já era hora de mais um lanchinho. Fomos até uma lanchonete e nos demos muito bem, pois os lanches e sucos eram deliciosos. Para finalizar a refeição, ainda pegamos mais um sorvetinho. Ficamos uns 30min na praça jogando conversa fora e tomando o nosso saboroso sorvete. Como já estava um pouco tarde, nos recolhemos aos nossos aposentos, pois amanhã é dia de pedal.

Gastos
- Pousada: R$65,00   - Almoço: R$38,50   - Sorvete: R$3,00   - Lan house: R$1,00   - Janta: R$14,00

421° Dia – Tamandaré – Maragogi – 11/01/2012 – Quarta-feira

Pretendíamos acordar cedo para fazer a romaria até a Praia dos Carneiros (depois de tanta insistência por parte da família Di Nardo para que não perdêssemos este lugar lindo), mas acabamos acordando tarde e não teríamos tempo. Sendo assim, arrumamos tudo e partimos rumo à loja para devolvermos as chaves da casa e agradecermos mais uma vez pela imensa generosidade deles. A despedida foi bem emocionante e ficamos realmente tocados (como é bom conhecer gente honesta, generosa e de excelente coração). Em seguida, fomos até o supermercado para comprarmos pão para o dia de pedalada.
Assim que nos dirigimos para a estrada, nos lembramos de parar para conhecer a cachoeira de Tamandaré. Chegamos no início da Reserva Ecológica do Saltinho (localização que a família Di Nardo tinha nos dado) e começamos a olhar em volta. Avistamos uma bonita cachoeira em meio à mata nativa. Infelizmente, tínhamos um bom percurso pela frente, pois senão seria um bom lugar para se perder algumas horas tomando um banho e curtindo a natureza.
Continuando o nosso caminho, chegamos até a movimentada e precária rodovia (o acostamento é praticamente inexistente). Pedalávamos em meio a morros, canaviais e caminhões passando colados. Depois de um tempo pedalando nestas condições e de um caminhão fazer uma ultrapassagem se jogando pra cima da gente, decidimos não ter pressa alguma e pedalarmos pelo ridículo acostamento. Mesmo que demorássemos mais e fosse mais sofrido, chegaríamos vivos!
Para a nossa sorte, assim que cruzamos a divisa com Alagoas a estrada melhorou muito e um acostamento largo e com um asfalto lisinho surgiu à nossa frente. Ficamos muito felizes por tal acontecimento e só ficávamos apreciando as belas paisagens do litoral nordestino. Sem perceber os quilômetros passando, chegamos até a praia de Peroba (uma das indicações do pessoal com quem conversamos). Infelizmente não achamos nenhuma pousadinha de beira de estrada para ficarmos e decidirmos ir direto para Maragogi. Neste caminho, começamos a avistar inúmeras mangueiras repletas de frutos. Como uma manguinha sempre cai bem, paramos para apanhar um lanchinho para mais tarde. Após a colheita, retornamos à estrada e decidimos que já era de chegar logo a Maragogi, pois não demoraria para anoitecer.
Assim que chegamos ao vilarejo de Maragogi, fomos direto para a orla, pois todos falam muito bem deste famoso ponto turístico. Ao nos depararmos com a realidade, ficamos um pouco frustrados, pois a praia não era nem um pouco do que esperávamos. Desta forma, fomos procurar um lugar para ficar e deixamos para verificar a real situação após estarmos instalados.
A busca por onde dormir não foi fácil, pois qualquer pousadinha (pousadINHA mesmo) estava cobrando R$120,00 por noite para o casal. Após pesquisarmos muito, achamos a Pousada da Glória bem na praça central. O local é bem simples, mas limpinho e com um preço muito mais acessível. Instalamo-nos, tomamos um bom banho e saímos para conhecermos um pouco mais da cidade.
Achamos a orla razoável, sem nenhum grande atrativo natural ou feito pelo homem. Durante a caminhada, começamos a ver algum lugarzinho para jantarmos. Acabamos comendo numa feirinha de artesanato, onde aproveitei o precinho camarada e acabei comprando uma bermuda pra mim. Em seguida, retornamos à pousada, pois estávamos bem cansados e queríamos acordar cedo amanhã para ver se faremos o passeio até as piscinas naturais (principal atração turística desta região).

Gastos
- Pousada: R$65,00   - Lan house: R$1,05   - Compras: R$8,88   - Janta: R$33,00   - Bermuda: R$30,00
Estatísticas
- Distância: 48,2Km   - Tempo: 3h18’07”    - Média: 14,6Km/h
Condições da estrada
- Na parte pernambucana horrorosas, mas na parte alagoana muito boas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

420° Dia – Tamandaré – 10/01/2012 – Terça-feira

Acordamos cedo, após uma bela noite de sono e saímos para tomarmos café em alguma padaria no caminho para a praia. Estávamos sedentos por conhecer a famosa praia de Tamandaré. Sendo assim, caminhamos na direção da orla e encontramos uma lancheria aberta, onde comemos sanduíches e sucos naturais.
Após a farta refeição, seguimos o nosso caminho até a beira da praia. Surpreendemo-nos com a longa faixa de areia (15Km) e com o mar azul que banha aquela região. Ficamos cerca de três horas curtindo aquele paraíso, a única coisa que nos incomodou um pouco foram as algas (o pessoal nos disse que não é muito comum, depende muito da época do ano, temperatura da água, etc).
Assim que saímos da orla, caminhamos um pouco pelo calçadão e voltamos para casa. Como estávamos famintos, só passamos em casa para tomarmos banho e já fomos ao supermercado para comprarmos alimentos. Na volta do super, passamos na serralheria Di Nardo para agradecermos mais uma vez a Goreti e o Francesco pela casa e para convidá-los para jantarem conosco. Infelizmente o Francesco não estava para participar da nossa conversa, mas tivemos uma agradável tarde de bate-papo com a Goreti e a sua filha Aline. No fim da tarde combinamos que elas conversariam com o Francesco e que nos falaríamos por telefone para marcarmos a janta. Desta maneira, voltamos para casa e nos preparamos para o jantar.
Em torno das 20h, ligamos para o Francesco para combinarmos a janta, mas ele nos informou que não iria conseguir se liberar cedo da serralheria e nos convidou para passarmos lá a fim de conversarmos e, se fosse possível sairmos para jantar depois. Imediatamente, pegamos as bikes e fomos até a serralheria. Tivemos uma agradável noite de troca de experiências com a família Di Nardo e com o amigo deles, o Gaúcho. Quando nos demos conta, já era 22h e ainda estávamos lá. Como eles não iam poder nos acompanhar na janta, agradecemos mais uma vez por tudo que eles fizeram por nós e nos despedimos. Como já era tarde, fomos até o calçadão de Tamandaré a procura de algum bar aberto. Conseguimos jantar no restaurante Paraíso Tropical, uma comida farta, saborosa e relativamente barata. Visto que estava tarde, acabamos de comer e voltamos para casa, pois amanhã recomeçamos as pedaladas.
Gastos
- Café da manhã: R$7,50    – Compras: R$36,16    - Janta: R$42,35

419° Dia – Porto de Galinhas – Tamandaré – 09/01/2012 – Segunda-feira

Acordamos com uma sensação de saudosismo, dos bons tempos passados com a família. Enquanto a mãe e o Moacir preparavam o café da manhã, o restante do pessoal finalizava a organização das malas. Com tudo preparado, sentamos à mesa e tomamos o nosso último café da manhã com a família reunida (agora, só no final de março, em Porto Alegre).
Após o café, o Moacir foi confirmar o táxi para leva-los ao aeroporto. Aproveitamos os últimos momentos para conversarmos, amassarmos a Gabi e trocarmos muitos abraços. No horário marcado com o taxista, ele não apareceu, esperamos mais quinze minutos e nada. Desta maneira, o Moacir saiu para conseguir outro táxi. Felizmente, ele encontrou uma taxista de uma doblô, que fez um precinho bem camarada. Colocamos tudo no carro, trocamos mais abraços, além de algumas lágrimas, e nos despedimos.
Assim que voltamos ao apartamento, terminamos os preparativos, limpamos tudo, fizemos um lanche e partimos rumo a Tamandaré. Na saída da cidade pedimos informações sobre a estrada estadual que ligava as duas cidades. Ficamos sabendo que havia trechos de chão batido, mas resolvemos arriscar, pois o caminho seria bem mais curto.
Logo que entramos na estrada PE-051, nos deparamos com um pequeno fluxo de veículos e um asfalto em reforma. Apesar dos trechos em obras, esta parte da viagem foi bem agradável, cheia de canaviais e cerros ao nosso redor. Após uma hora de “passeio”, chegamos na PE-060, uma estrada de pista simples, com péssimo acostamento e muito movimentada. Após a entrada nesta estrada, o passeio se transformou num pesadelo: foram duas horas de muita tensão numa verdadeira corrida de obstáculos.
Quando o acostamento começou a melhorar, o sol resolveu se despedir. Um carro até parou para avisar que a próxima cidade ficava longe de onde estávamos e para nos oferecer carona, mas o Moacir não aceitou. Desta maneira, pegamos as nossas luzinhas, diminuímos o ritmo e seguimos viagem. Pedalamos 45min no escuro até chegarmos à entrada de Tamandaré. Passamos pelo túnel de árvores da reserva ambiental em total escuridão e, na sua saída, fomos surpreendidos por uma lua cheia maravilhosa.
Após um pequeno trecho de paralelepípedo, o asfalto voltou e a cidade apareceu no horizonte. Ao chegarmos no povoado, começamos a procurar hospedagem. Logo que paramos para pedir informações, um gentil casal veio nos ajudar. Eles eram dois paulistas que viviam na cidade há 10 anos, eram donos de uma serralheria (Di Nardo – 81-85182269/81-97619152) e nos indicaram a pousada de alguns amigos. Infelizmente, o valor da pousada era mais alto do que pretendíamos pagar e acabamos tentando outras. Como as próximas a orla eram bem caras, optamos por voltar para a entrada da cidade a fim de encontrarmos uma mais econômica. No caminho, passamos pela serralheria do Francesco e da Goreti e eles nos ofereceram uma casa que alugam para temporada para ficarmos. Ficamos constrangidos com a oferta, pois não estamos acostumados com tanta boa vontade, mas como eles eram muito legais e insistiram para aceitarmos, acabamos aceitando. O Francisco ainda nos guiou até a casa e nos tratou muito bem. Ficamos tão comovidos que nem conseguimos agradecer o suficiente.
Assim que ele nos deixou na casa, tomamos um belo banho, fizemos um lanche e fomos dormir. A volta às pedaladas sempre é pesada, mas hoje revigoramos as energias com a boa vontade desse casal.
Gastos
- Compras: R$15,31
Estatísticas
- Distância: 51,24Km   - Tempo: 3h36min55”   - Média: 14,1Km/h
Condições da estrada
- Muito ruins, acostamento cheio de rachaduras e matagal.

418° Dia – Porto de Galinhas – 08/01/2012 – Domingo

Como era o último dia em que poderíamos aproveitar a praia, combinei com a Gabi (afilhada da Cris) para irmos cedinho para a praia para fazermos snorkel e irmos até as piscinas naturais. Desta forma, levantamos e tomamos um cafezinho mais simples para podermos ir direto para a água. Após comermos, pegamos as máscaras e nos mandamos para a praia, sem levar nada além disso, pois passaríamos o tempo todo dentro da água e não teríamos como cuidar de algo que ficasse na areia.
Assim que chegamos na praia, vimos exatamente aquilo que desejávamos: a maré estava extremamente baixa! Podíamos enxergar da areia um bom pedaço dos corais que formam as piscinas naturais. Sendo assim, colocamos os nossos equipamentos e partimos para a água.
Assim que entramos, já pudemos ver umas oito espécies diferentes de peixes e até uma cobra d’água bem parecida com uma coral (nunca havia visto algo assim). Ficamos cerca de uns 40min na beirinha e depois partimos para as piscinas naturais. O caminho, que muitos fazem de jangada, podia ser feito caminhando, sendo que em certos pontos ficava no limite de “dar pé” para mim. Assim que subimos nos corais, pudemos ver as várias piscinas lotadas de peixes. São poucas variedades, mas a quantidade é impressionante (acredito que seja tão grande devido à rotina de os guias e os turistas dos passeios de jangada alimentarem os peixes com ração). Pena que não tínhamos uma máquina para registrar estes momentos bem legais. Na volta para a praia, ainda passamos por um cardume que nos rodeou e nos acompanhou um bom pedaço do caminho.
De volta à areia, procuramos pelo resto do pessoal e não achamos ninguém. Desta forma, retornamos até o apartamento. Chegamos na hora boa, pois eles ainda estavam tomando o café da manhã. Como tínhamos comido pouco e nadado bastante, a fome era grande e fizemos mais uma boquinha. Após todos comerem, a bobeira bateu e demos mais uma recostadinha.
No início da tarde, aproveitamos que o dia estava ensolarado e fomos curitr o último dia de praia juntos. Fomos direto para uma região mais tranquila na areia onde poderíamos montar o nosso lugarzinho com as cangas. Ficamos mais umas 2h curtindo a beleza deste lugar e um marzinho maravilhoso.
No finalzinho da tarde, retornamos para o apartamento e começamos a arrumar tudo para partirmos amanhã. Mais tarde, saímos para a última janta em família e fomos dormir cedo, pois amanhã teremos que acordar cedo para finalizar a arrumação e o pessoal retornar para Porto Alegre e nós retornarmos às pedaladas.

Gastos
- Apartamento: R$50,00

sábado, 28 de janeiro de 2012

417° Dia – Porto de Galinhas – 07/01/2012 – Sábado

Acordamos animados com o destino do dia: a foz do rio Maracaípe. Toda esta empolgação se deve ao fato de que é possível ver cavalos-marinhos nos mangues da foz, algo que a grande maioria do grupo nunca viu “in natura”. Desta maneira, tomamos um bom café e já saímos à busca de táxis para a região.
Assim que chegamos à parada, fomos avisados pelos taxistas que só conseguiríamos chegar até a foz de buggy, pois a areia não permite a entrada de carros sem tração. Desta maneira, nos preparamos para a facada e fomos na direção da associação do bugueiros. Após alguns momentos de negociação, lá fomos nós para o dia na praia de Maracaípe.
O trajeto de buggy foi bem divertido, passamos por uma fazenda de coqueiros e pela beira da praia. A Gabi adorou a “emoção” da viagem. Ao chegarmos na foz, o guia nos levou até o local de onde saem as jangadas e nos apresentou ao Pato Donald (o barqueiro que imita este personagem e diverte o pessoal). Após as apresentações, lá fomos nós. O passeio valeu a pena, vimos cavalos-marinhos, caranguejos no denso mangue que rodeia o rio, além de diversas aves. Também pudemos observar o “coqueiro estressado” (um coqueiro cheio de curvas e todo retorcido)
No retorno do passeio, nos instalamos em uma mesa onde pudemos passar o dia inteiro com os pés na água. Como a maré interfere muito no volume da água do rio, por alguns momentos, a água chegou até a nossa cintura. Foi uma agradável tarde com a família inteira reunida. Antes do por do sol, o tempo fechou e resolvemos voltar para a vilinha de Porto de Galinhas. O buggy que levava a Jana e os meus pais, quase apaga no meio do caminho, mas, para a nossa sorte, o motorista conseguiu resolver o problema.
Ao chegarmos no apartamento, fizemos um cafezão da noite e nos arrumamos para sair, pois o pessoal estava ansioso para comprar lembrancinhas para os familiares que ficaram em Porto Alegre. Passamos em todas as feirinhas possíveis e, exaustos de tanto caminhar, voltamos ao apartamento. Acabamos dormindo cedo, devido ao cansaço do longo dia de diversão.


Gastos
- Apartamento: R$60,00   - Passeio: R$30,00

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

416° Dia – Porto de Galinhas – 06/01/2012 – Sexta-feira

Acordamos e tomamos um excelente café da manhã com o que tínhamos comprado no supermercado ontem no finalzinho da tarde. Em seguida, já começamos a nos arrumar para ir para a praia. O mar daqui não é algo que se possa deixar passar sem aproveitar o máximo possível!
Chegamos na praia e já nos instalamos numa barraquinha. Passamos o dia todo revezando entre areia, mar e sombra. Um pouco cansados desta “cansativa rotina”, retornamos para casa para comermos algo de mais substancioso. Após almoçarmos, demos um tempinho de descanso e fomos para a praia. Como queríamos ir até a foz do rio Maracaípe, começamos a caminhadinha de 4km pela praia. Ao sairmos do centro, já percebemos uma grande mudança no mar, passando de piscina para uma água agitada com muitas ondas. Após caminharmos uns 30min, vimos que já estava tarde demais para irmos até lá e decidimos deixar para amanhã.
De volta ao apartamento, foi a mesma rotina de ontem: comida, artesanatos e voltinha pelo centro.

Gastos
- Apartamento: R$60,00

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

415° Dia – Porto de Galinhas – 05/01/2012 – Quinta-feira


Como a nossa hospedagem de ontem era temporária, hoje cedo saí em busca de algum lugar para ficarmos. Após ver duas possibilidades – uma excelente, mas com um preço salgadinho, e outra normal, com um preço muito mais acessível – retornei à pousada e informei a todos que já tínhamos onde passar o resto dos dias aqui em Porto de Galinhas. Sendo assim, pegamos as malas que o pessoal já havia arrumado e saímos de mudança até o outro local. O apartamento que escolhemos foi o mais simples, que era bem próximo de onde estávamos, era bem organizado e limpinho e bem mais barato.
Instalamo-nos e já saímos para dar um pulo na praia. A beira mar estava ótima e lotada. Nesta época do ano tem MUITA gente circulando por aqui! Demos uma voltinha, um bom banho de mar e depois retornamos ao apartamento.
Tomamos um banho pra tirar a maresia e já saímos para dar um pulo no supermercado, lojinhas de artesanato e voltinha pelo centrinho do povoado. Em seguida, retornamos para casa, pois amanhã tem mais praia para aproveitar e explorar.

Gastos
- Apartamento: R$60,00

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

414° Dia – João Pessoa – Porto de Galinhas – 04/01/2012 – Quarta-feira

Como o dia de hoje estava cheio de atividades, acordamos cedinho, preparamos tudo para sairmos e fomos para o centro histórico de João Pessoa. Ao chegarmos lá, fomos procurar o centro de informações turísticas que haviam nos avisado que existia por lá. Infelizmente, o centro estava em reforma e ninguém pode nos atender.
Desta maneira, resolvemos acompanhar as placas que havia pela cidade indicando as rotas turísticas. Passamos por inúmeros prédios históricos, entre eles a Catedral, a Basílica, a Biblioteca Pública da cidade (a Gabi adorou) e a Igreja de São Francisco. Como o centro histórico é cheio de cerros, o pessoal não se animou a ficar muito tempo caminhando. Sendo assim, demos uma pequena passada pelas lojinhas do centro e retornamos para a Praça João Pessoa, o nosso local preferido do centro. Demos uma bela caminhada pela praça e voltamos ao hostel.
Logo que nos instalamos, o pai voltou a dar sinais da gripe, desta maneira, optamos por fazermos o translado direto à Porto de Galinhas de van. Ligamos para a empresa e confirmamos a partida para às 17h. Por este motivo, só saímos do hostel para comprarmos alguns lanches e o restante do dia foi de espera.
Como a van acabou atrasando, só saímos de João Pessoa às 19h. Apesar dos atrasos, o pessoal do translado foi muito sensacional, nos levaram com segurança até Porto de Galinhas e, como não tínhamos reservas em hotel, eles ainda rodaram por toda a cidade conosco em busca de hospedagem. Até pechincharam o preço das pousadas para a gente. Como tudo estava lotado, acabamos nos instalamos em um chalé (ou privê, que é como eles chamam os chalés completos com sala e cozinha privadas), mas amanhã teremos que procurar outro lugar, pois o privê já está reservado para o final de semana.
Após nos instalarmos, saímos para comermos no centrinho da vila e acabamos nos deliciando com sanduíches e açaí em uma lanchonete. Como estávamos exaustos, voltamos rapidamente ao chalé e fomos dormir. Pretendemos pegar uma prainha amanhã, antes de deixarmos o privê.
Gastos
- Translado: R$60,00   - Pousada: R$40,00

413° Dia – João Pessoa – 03/01/2012 – Terça-feira

Acordamos cedinho, tomamos o café da manhã delicioso que a mãe e o Moacir haviam preparado e fomos para a praia. Caminhamos até a beira da praia e nos instalamos numa sombra. Ficamos um pouco decepcionados com o mar, pois estava cheio de algas e tinha ondas fortíssimas.
Ficamos cerca de duas horas na praia e retornamos ao hostel. Como o pai não estava se sentindo muito bem (estava com gripe), passamos a tarde inteira descansando no hostel. O dia de preguiça foi bom para recuperarmos as energias dos últimos dias de intensa atividade.
No início da noite, saímos para caminharmos pelo calçadão. No trajeto, passamos por uma feira cultural da região e nos encantamos com o local. A feira era toda decorada com o artesanato local, possuía roupas, comidas, objetos decorativos e até um escultor que fazia os seus trabalhos ao vivo.
Ficamos umas duas horas admirando os estandes e, quando a fome começou a bater, fomos jantar em um rodízio de pizzas do calçadão mesmo. A comida não era das melhores, mas acabamos comendo muito. Na volta à pousada, ainda passeamos pelo calçadão e pudemos observar os benefícios de ter uma orla bem iluminada em uma cidade grande: deve ser uma delícia poder voltar do trabalho e ter este espaço de lazer longe do tumulto dos carros.
Assim que retornamos ao hostel, começamos a preparar as malas para a nossa viagem para Pernambuco amanhã. Com tudo pronto, fomos dormir, pois amanhã promete. Pretendemos acordar cedo para conseguirmos conhecer o centro de João Pessoa pela manhã e ainda viajarmos à tarde.
Gastos
- Pousada: R$80,00

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

412° Dia – Praia da Pipa – João Pessoa – 02/01/2012 – Segunda-feira

Acabando a nossa estadia na praia da Pipa, levantamos, tomamos mais um belo café da manhã e começamos a arrumar tudo para partirmos. No final das contas, teríamos que descer antes da rodoviária de Natal para irmos pegar as bicicletas lá no hostel enquanto o pessoal iria direto até a rodoviária e ficaria nos esperando.
Pegamos as malas todas e fomos até o terminal de ônibus da Pipa. Assim que chegamos, já embarcamos num ônibus e iniciamos o nosso regresso até Natal. O trajeto foi tranquilo e rapidamente já entrávamos na cidade de Natal. Conforme o combinado, descemos no acesso à Ponta Negra e pegamos outro ônibus até o hostel. Fomos super bem recebidos pela Rita, mais uma vez, e arrumamos todas as nossas tralhas. Em seguida, fomos pedalando até a rodoviária, sob um sol intenso e um calor insuportável.
Chegamos lá e ficamos esperando o horário de embarque para João Pessoa. Todos estavam ansiosos por conhecer mais um lugar diferente, mas com uma certa vontadezinha de continuar por aqui, pois a Ponta Negra e região são bem legais. Na hora marcada, fomos até a zona de embarque e nos acomodamos no luxuoso ônibus que nos levaria até a capital paraibana.
A viagem foi tranquila, sendo que o único problema foi o ar-condicionado na potência “urso polar”. Fora isso, o ônibus era excelente, sendo o melhor em que andamos em todas as nossas vidas. Assim que desembarcamos na rodoviária de João Pessoa, iniciamos a busca por onde ficar. Demos uma olhada em torno da rodoviária, mas a região era meio suspeita e não havia nenhum lugar descente. Desta maneira, o pessoal pegou um táxi e foi em direção à orla (região turística onde ficam todas as pousadas) enquanto nós fomos pedalando.
Quando nos encontramos, o pessoal já havia conseguido um hostel bem baratinho e super bem localizado. Instalamo-nos e fomos dar uma voltinha pelo calçadão. Como o pessoal estava com fome, fomos procurar alguma coisa para comer. Acabamos jantando num restaurantezinho no calçadão e depois encerramos os trabalhos numa sorveteria. Cansados e satisfeitos, voltamos à pousada e fomos para o berço, pois amanhã vamos conhecer um pouco mais da cidade.

Gastos
- Passagens: R$85,00   - Sorvete: R$6,00

411° Dia –Praia da Pipa –01/01/2012 – Domingo

Com um certo ar de ressaca, acordamos tarde e fomos curtir o nosso último dia por aqui, pois amanhã já partiremos para João Pessoa. Tomamos um bom café da manhã e fomos para a praia. Montamos o nosso acampamento aproveitando a sombra das falésias e fomos para o mar. Infelizmente, era cheio de pedras no fundo e atrapalhava um pouco o nosso banho. Com este probleminha e o aviso de um vendedor ambulante de que naquele local as falésias estavam desmoronando, fomos para um outro ponto da praia.
Colocamos as nossas coisas próximas a um restaurante e fomos mais uma vez para o mar. Com toda essa água e depois de uma noite de pouco sono, a bobeira chegou e acabei capotando na areia. A Cris ainda ficou fervendo com a Gabi o tempo todo. Em seguida, fomos almoçar num restaurantezinho na beira da praia. A comida estava boa e ficamos bem satisfeitos.
No finalzinho da tarde, voltamos para a pousada. Como a fome já estava batendo novamente, pegamos as frutas para degustar. O pessoal adorou a pinha (fruta do conde – ariticum), mas não gostaram muito da graviola. A pinha é uma fruta pequena (do tamanho de uma maçã) que tem o seu interior repleto de sementes pretas (um pouco menores do que uma castanha de caju) revestidas com uma película branca (o que se come realmente). O seu sabor é bem doce. Já a graviola é uma fruta bem maior (um pouco maior do que um melão espanhol) com uma casca verde bem fina e seu interior é formado por uma massa branca densa e tem poucas sementes pretas similares à da pinha. O seu gosto é uma mistura de doce e azedo, porém é bem mais ácida do que a pinha.
Após esta fartura de frutas, ficamos um tempinho relaxando e conversando. Na parte da noite, saímos para comer um lanchinho e darmos uma última caminhadinha pelo centro. A Praia da Pipa deixou boas lembranças, mas não achamos “tudo isso” que ouvimos o pessoal falar e que a mídia divulga.

Gastos
- Almoço: R$35,00

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

410° Dia –Praia da Pipa –31/12/2011 – Sábado

Acordamos e nos esbaldamos no belíssimo café da manhã que a pousada oferecia. Em seguida, nos arrumamos e partirmos para a praia. Pegamos o caminho para a Praia do Amor e nos deparamos com descida por uma escadaria em meio às falésias. O local era belíssimo e tinha uma paisagem diferenciada com as falésias e o mar. Vale a pena passar por ali!
Chegando na praia, começamos a nossa caminhada até a Praia dos Golfinhos, onde o pessoal diz que é possível avistar golfinhos de vez em quando. Sendo assim, passamos pelas pedras que fazem a separação da Praia do Amor com a Praia do Centro, pela orla do centro e, já um pouco cansados, chegamos ao início da Praia dos Golfinhos. Não conseguimos ver golfinho algum, mas curtirmos bastante a praia. No retorno para a pousada, ainda pegamos um sorvetinho delicioso na beira da praia.
Chegando na pousada, o pessoal nos convidou para fazermos a ceia com eles. O cardápio era churrasco, sendo que o único problema era que não tinha assador. Aceitamos o convite e me prontifiquei a assar, mas já fui avisando que faz mais de ano que não faço um churrasco. Com tudo combinado, começamos a nos preparar para as comemorações do Reveillon. Demos uma saidinha para comprar algumas uvas (superstição de Reveillon) e ainda pegamos graviola e pinha para o pessoal experimentar.
De volta à pousada, iniciei os trabalhos referentes ao churrasco. Como é bom fazer algo que nos lembre os nossos costumes, ainda mais sendo algo que traz diversas lembranças de comemorações e momentos alegres. Fui fazer o fogo e limpar a carne, sendo que a Lúcia (mãe da Cris) me ajudou bastante. Com tudo indo nos conformes (os espetos já estavam prontos, fogo acesso e o aperitivo a caminho) passei o comando das tarefas para o sobrinho da dona da pousada. Aproveitei a deixa e fui me arrumar para o Reveillon.
Com tudo pronto, tivemos uma excelente ceia, com muita comida e bebida. Próximo da hora da virada, pegamos as uvas, os espumantes e as taças e fomos até a beira da praia para vermos os fogos. O destaque deste momento foi a Gabi carregando uma garrafa de espumante sem álcool que era quase do seu tamanho!
Chegando na orla, vimos uma multidão absurda! A faixa de areia estava completamente lotada! Achamos um lugarzinho mais calmo e nos acomodamos. Na hora da virada do ano, foram muitos brindes, comemorações e superstições! Não podia faltar o pulo das sete ondinhas e comer as sete uvas. A queima de fogos foi belíssima e duradoura (uns 15min). Além de vermos a da Pipa, podíamos ver os fogos em diversos pontos do litoral no horizonte.
Ficamos cerca de 2h curtindo todos os festejos de Reveillon antes de voltarmos à pousada. Neste caminho já voltamos a ver o clima de carnaval no ar. Muita gente bêbada caindo (literalmente!) pelos cantos, tumultos e tudo mais. Ficamos mais um tempinho comemorando na pousada e fomos dormir, pois amanhã será o nosso último dia de praia na Pipa.

Gastos
- Sorvetinho: R$32,00- Frutas: R$19,00

409° Dia –Natal – Praia da Pipa –30/12/2011 – Sexta-feira

Acordamos já com saudades da Ponta Negra, pois, apesar de não ter nada espetacular, o bairro tem um clima muito bom e a praia é bem agradável, com belezas naturais e boa infraestrutura. Levei o pessoal até a rodoviária com o carro que tínhamos alugado e, em seguida, fui devolvê-lo. Após isso, voltei ao hostel para chamar a Cris e partirmos rumo à rodoviária. Com todos juntos novamente, ficamos esperando chegar a hora do embarque para a Pipa.
No horário marcado, nos dirigimos para área de embarque. Acomodamo-nos no ônibus e relaxamos durante o trajeto até a Pipa. Foram umas 2h30min de viagem bem tranquila. Ao chegarmos no terminal da Pipa, colocamos as malas e o pessoal num táxi e mandamo-los para a pousada enquanto fomos caminhando. Passamos pelo movimentado centrinho e, em pouco mais de uns 20min, chegávamos à pousada. O pessoal já estava instalado e se sentindo em casa.
Arrumamos as nossas coisas e já saímos para explorarmos a praia. Caminhamos até o centrinho e fomos para a beira da praia. O local é bem bonito, com um mar azul, areia clarinha e falésias coloridas. Além de tudo isso, a infraestrutura de restaurantes, barzinhos e tudo mais é ótima. O único problema é que a praia exige um bom preparo físico, pois a caminhada de retorno ao vilarejo, subindo os morros, é bem puxadinha. Após darmos uma voltinha e almoçarmos, retornamos à pousada e fomos relaxar um pouco, para podermos conhecer a famosa noite da Pipa.
Mais tarde, ao sairmos, vimos que o clima daqui é diferenciado mesmo. Parecia carnaval, pois em todos os cantos tinha som alto, gente bebendo e todos procurando o tumulto (em todos os sentidos). Não sabemos se é por ser Reveillon ou se sempre é assim, mas achamos um pouco exageradamente muvucão.
Sendo assim, comemos uma besteirinha e voltamos para a pousada, pois estávamos cansados e queríamos descansar para podermos curtir a praia amanhã.

Gastos
- Passagem: R$23,20

domingo, 22 de janeiro de 2012

408° Dia –Natal – 29/12/2011 – Quinta-feira

Acordamos, tomamos o nosso desayuno reforçado e partimos para as praias ao norte de Natal. Como já havia feito este trajeto, ficou mais fácil por saber o caminho e conseguir evitar os “orientadores turísticos” (moleques que ficam extorquindo turistas para mostrar o caminho até a Lagoa de Jacumã e levam até as atrações de seus comparsas – só furada!). Fomos direto para a Lagoa de Jacumã para descermos o “Aero Bunda”.
Chegando lá, subimos a duna e quem mais se divertiu foi a Cris e a Jana, que, após muito pensar, curtiram a descida na cadeirinha. Após mais um tempinho curtindo as águas calmas da lagoa, partimos rumo à Genipabú. O caminho foi tranquilo e rapidinho já estacionávamos quase na beira da praia.
Antes de pegarmos uma praia, fomos até um restaurantezinho de comida caseira para almoçarmos, pois os preços da beira da praia são MUITO mais altos. Satisfeitos, fomos dar uma voltinha pela praia. Caminhamos até o “pé” da duna e sentamos num barzinho para esperar a comida baixar antes de subirmos aquele paredão. Após uns 30min de conversa fiada, tomamos coragem e partimos para a “escalada”. Penamos um pouco, mas chegamos ao topo! A vista lá de cima é muito bonita e vale a pena o sacrifício! Após uma extensa sessão de fotos, fomos até o ponto onde ficam os dromedários.
Aqui eles fazem passeio pelas dunas com os animais. Não fizemos tal passeio por achar uma sacanagem com os bichos, que passam o dia todo fazendo isso (vimos alguns dromedários exaustos, que não queriam dar mais um passo!). Em seguida, fomos brincar na descida das dunas. Ficamos uns 30min subindo e descendo as dunas das mais variadas maneiras. A Gabi e eu ficamos exauridos de tanto esforço e risadas.
Após tudo isso, estava na hora de retornarmos para Natal, pois o sol já estava se pondo. O retorno foi tranquilo e, mesmo com uma tranqueirinha, chegamos rapidamente até o hostel. Na parte da noite saímos para comer uma coisinha e darmos a última passeada pelo calçadão de Ponta Negra, pois amanhã partimos para a praia da Pipa. Ainda tivemos que organizar direitinho as nossas coisas, pois deixaremos as bikes no hostel e só pegaremos de volta quando retornarmos da Pipa e formos para João Pessoa.

Gastos
- Hostel: R$90,00- Almoço: R$20,00

407° Dia –Natal – 28/12/2011 – Quarta-feira

Acordamos cedinho, animados com o passeio do dia. Após o café, pegamos os carros e fomos para o sul de Natal. Viajamos por uma hora até a praia da Pedra Furada, chegando lá, tiramos muitas fotos e os mais ousados arriscaram entrar na cavidade que existe entre os arrecifes e a areia, por onde entra a água do mar.
Após esta primeira parada, fomos até a praia de Búzios e ficamos curtindo as piscinas naturais. Foi maravilhoso compartilhar com toda a família aquele mar quentinho e calmo. O Moacir até ensinou os tios dele a fazersnorkel, muito legal.
Quando a fome começou a bater, fomos até Pirangi para almoçarmos em um restaurante que fica em frente ao maior cajueiro do mundo (enorme mesmo). Comemos deliciosas iguarias locais e saímos “cheios” do local. O pessoal ainda aproveitou para olhar mais uns artesanatos na região e voltamos para o hostel (pois o pessoal tinha que entregar um dos carros às 16h).
Descansamos o resto da tarde e o pai e os tios do Moacir aproveitaram o tempo de folga para arrumarem as malas para a viagem da madrugada. No clima de despedida, saímos no início da noite para comermos açaí no calçadão e aproveitarmos os últimos momentos com os Miorando. Após o lanche, demos mais uma caminhada pelo calçadão.
Ficamos conversando até o horário de levar o pessoal no aeroporto. Mais uma difícil despedida e retornamos ao hostel. Como o restante do pessoal já estava dormindo, aproveitamos para descansar também, pois amanhã teremos mais um dia de atividades.

Gastos
- Hostel: R$90,00

sábado, 21 de janeiro de 2012

406° Dia –Natal – 27/12/2011 – Terça-feira

Hoje seria mais um dia de passeios, mas a locadora de carros mixou o nosso passeio. Ficamos duas horas esperando o carro ser entregue na pousada até ficarmos sabendo que ele só seria liberado ao meio-dia. Ficamos indignados com a falta de respeito da locadora e cancelamos o carro.
Desta maneira, acabamos dividindo o grupo: o Moacir foi conhecer as praias do norte com os Miorando e eu fiquei na Ponta Negra com os Trindade. Curtimos a tarde de praia e nos encontramos no início da noite. O Moacir contou que eles conheceram a Lagoa de Jacumã e Genipabu, e que gostaram muito de Genipabu.
Como os tios do Moacir estavam cansados, acabamos indo jantar com os meus pais e aproveitamos para alugar um carro para usarmos amanhã, mas, para garantir, já levamos o carro pro hostel. Amanhã sim poderemos fazer um passeio com toda a turma.

Gastos
- Hostel: R$90,00

405° Dia –Natal – 26/12/2011 – Segunda-feira

Morro do Careca ao fundo
Acordamos cedo, tomamos um delicioso café no hostel e fomos para a praia. Resolvemos aproveitar o dia na praia, pois o pessoal estava cansado de tanto sobe e desce de carro e avião. Sendo assim, escolhemos a praia da Ponta Negra mais uma vez, pois ser a mais próxima e a mais calma também.
Passamos a manhã na pequena baía do Morro do Careca, alternando entre coco gelado, mar e brincadeiras com a Gabi (minha afilhada de nove anos). Na hora do almoço, comemos em um restaurante na beira da praia, passeamos pelas lojinhas e retornamos ao hostel. Como a Gabi queria mais água, ainda curtimos uma piscina com ela.
No início da noite, fomos passear na feira de artesanato e acabamos comendo por lá mesmo. Ao voltarmos ao hostel, conversamos um pouco mais na beira da piscina e fomos dormir. Amanhã teremos mais um dia de maratona de praia.

Gastos
- Hostel: R$90,00

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

404° Dia – Natal – 25/12/2011 – Domingo

Maracajaú
Acordamos às 8h e partimos rumo ao litoral ao norte de Natal. Infelizmente, a Cris não pode ir conosco por ter ficado esperando o pessoal que estava para chegar às 13h. Sendo assim, preparamos tudo e lá fomos nós.
Fomos direto para a praia de Maracajaú, um dos principais pontos turísticos. Ao chegarmos na orla, ficamos um pouco, pra não dizer MUITO, decepcionados. O local tinha pouquíssima infraestrutura e não se destaca pela sua beleza (bem comunzinha). O marketing todo é realizado em cima de uma área de snorkel à 5km da costa onde se podem ver algumas espécies de peixes. Como o valor era de R$60,00 por pessoa (um absurdo) e os peixes eram só os que existem em tudo quanto é canto (Sargento – aquele cinza com listras amarelas e pretas), nem nos pilhamos em fazer o passeio.
Seguindo o nosso roteiro, fomos até a praia de Punaú. Procuramos, procuramos e nada! Só achamos um rio de mesmo nome. Como a fome estava batendo, resolvemos ir até a próxima cidade para almoçarmos. Ao chegarmos na orla, ficamos surpresos com a beleza do local. Aproveitamos a bela paisagem para pegarmos uma água de coco e alguns petiscos para enganar a fome.

Punaú

Saciados, voltamos para a busca por Punaú. Desta vez, paramos para perguntar para um pedestre e descobrimos que o local turístico de Punaú é uma fazenda na foz do rio. Com tais informações, finalmente chegamos ao local. A fazenda era bem legal, com um bom restaurante, caiaques para alugar e até um Aerobunda (uma cadeira pendurada numa corda que levava do topo de uma duna até o rio). Além disso, o encontro do rio com o mar proporciona uma paisagem bem legal.
Exploramos bastante o lugar e depois iniciamos o regresso à Natal. Assim que chegamos nohostel, nos encontramos com o pessoal que havia vindo de Porto Alegre e que já estavam conhecendo a praia de Ponta Negra. Como eles estavam bem cansados, foram descansar para podermos aproveitar o dia de amanhã.
Após o banho, a fome apareceu e fomos jantar. A Gabi (sobrinha da Cris) estava uma pilha só e foi jantar conosco. Ficamos umas 2h nesta função e retornamos ao hostel, pois a mana embarca para Belém nesta madrugada. Ficamos o resto da noite arrumando as coisas dela e esperando o momento de levarmos ela até o aeroporto.
Fomos até o aeroporto e, após ela embarcar, voltamos ao hostel. Como o cansaço era grande, fomos direto para a cama, pois amanhã ainda teremos muito o que fazer.

Gastos
- Hostel: R$90,00