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sábado, 14 de janeiro de 2012

398° Dia – Aracati – Mossoró – 19/12/2011 – Segunda-feira


Acordamos cedinho, pois o trajeto de hoje é longo e o vento contra promete. Tomamos um bom café da manhã, arrumamos tudo e partimos. Como nesta região amanhece muito cedo, o dia já estava claro, o sol alto e o calor intenso.
Como hoje sairemos do Estado do Ceará e entramos no Rio Grande do Norte, nos sentimos um pouquinho mais perto de casa! A pedalada foi bem difícil durante o dia todo, com calor e caatinga ao nosso redor. Os pontos de parada eram escassos e faziam com que aproveitássemos ao máximo tais oportunidades.
O dia foi passando lentamente após inúmeros cerros transpostos. O pôr-do-sol nesta paisagem foi lindo, mas começamos a nos preocuparmos por pedalar à noite. Com a diminuição de luminosidade, tivemos que parar para ligar as nossas luzes e tentarmos ter um pouco mais de segurança.
Já na escuridão completa, continuávamos a pedalar e a estrada não ajudava muito. Ao nos aproximarmos da cidade, pudemos observar as luzes no horizonte. Como já era tarde, não tínhamos ideia de onde dormiríamos e não sabíamos nada sobre a cidade, optamos por parar num posto de gasolina para pedir informação. Como estávamos MUITO cansados, acabamos ficando uns 30min deitados na mureta do posto antes de nos informarmos. Um pouco renovados, descobrimos que a oferta de pousadas era pouca na cidade e que na estrada havia mais possibilidades. Sendo assim, agradecemos e continuamos o nosso caminho.
Uns 500m à frente, vimos uma churrascaria e optamos por comer antes de acharmos algum lugar para dormirmos. A comida era farta e deliciosa. Enchemos os pratos com salada, frutas e MUITA salada de maionese, além de um excelente churrasco. Após comermos muito bem, ficamos um tempo conversando esperando a comida baixar. Quando já nos sentíamos mais leves, continuamos a nossa busca por onde dormir.
Após passarmos por vários locais meio estranhos, avistamos a pousada que haviam nos indicado. Fomos verificar o local e ficamos surpresos com os preços. Não entendemos o porquê de preços tão altos numa cidadezinha de interior, mas, como não tinha outra opção, acabamos nos instalando aqui mesmo.
Tomamos um bom banho e fomos nos deitar, pois amanhã tem mais um bom caminho pela frente. Temos que chegar em Natal no dia 22/12, pois é a data em que começa a chegar o pessoal da família com quem combinamos de passar as festas de fim de ano juntos. Neste momento, percebemos que as nossas pernas estavam extremamente pesadas e que estamos com uma certa fadiga generalizada.

Gastos
- Pousada: R$90,00   - Janta: R$32,00    - Bebidas: R$6,49
Estatísticas
- Distância: 92,3Km   - Tempo: 6h27min03”   - Média: 14,3Km/h
Condições da estrada
- Medianas, com o acostamento variando entre um monte de buracos e asfalto lisinho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

397° Dia – Aracati – 18/12/2011 – Domingo


      Acordamos cedinho para tomarmos o café da manhã na pousada e voltamos para a cama para descansarmos um pouco mais. Em torno das 11h, saímos na direção da parada para pegarmos a van para Canoa Quebrada. Tivemos que esperar até o meio-dia para conseguirmos embarcar. A van era um pouco pequena e apertadinha, mas, em poucos minutos, chegamos em Canoa (como eles chamam aqui).
      Descemos no centrinho da cidade e caminhamos direto para a praia. As ruas da cidade são de paralelepípedo e as casas são de no máximo 3 pavimentos e lindas, lembra muito uma cidadezinha de interior. Para melhorar o astral do lugar, o caminho para a praia possui uma ponte, de onde é possível avistar toda a beira mar. Ficamos um bom tempo admirando o visual da praia, com falésias, mar azul e longa faixa de areia.
     Assim que pisamos na areia, demos uma bela caminhada pela orla. Obviamente, não pudemos deixar de tirar fotos no símbolo da cidade. Após o passeio e os cliques, sentamos em uma barraquinha e ficamos lagarteando o restante da tarde.
     Após muito mar, sol e água de coco, voltamos para o centro de Canoa. Passamos pela rua principal, que eles chamam de Broadway, cheia de bares e lojinhas. Como já estava começando a anoitecer, pegamos a van de volta a Aracati.
     Ao descermos na cidade, passamos no supermercado e voltamos para a pousada. Como estávamos exaustos do dia de praia e amanhã ainda teremos que pedalar, optamos por cozinhar a nossa janta na pousada e dormirmos cedo. Boa noite.
Gastos
- Pousada: R$30,00   - Van: R$8,00   - Lanches: R$15,25   - Supermercado: R$32,12

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

396° Dia – Beberibe – Aracati – 17/12/2011 – Sábado


      Acordamos e, mesmo bem cansados, tomamos o nosso café e partimos. Já no início da viagem pudemos ver que o vento contra seria tão forte e constante como ontem. Durante a pedalada vimos mais inúmeros parques eólicos, confirmando que esta região aproveita o que tem de “bom”: o VENTO!
      Fizemos várias paradas para repor as energias e descansar um pouco. Num dos pit-stops, paramos num barzinho onde o pessoal ficou curioso sobre a nossa expedição e ficamos conversando um bom tempo. Quando estávamos quase chegando na cidade de Aracati, paramos numa feirinha de artesanato à beira da estrada. Fomos recepcionados por um senhor bem atencioso que nos mostrou todos os estandes. Além disso, ele nos explicou que havia diversas vans que faziam o translado do centro de Aracati até a praia de Canoa Quebrada e que a hospedagem no povoado de Canoa Quebrada era muito mais cara. Sendo assim, agradecemos pelas informações e pela belíssima mostra do artesanato local (esta região do Ceará possui grandes centros de artesãos que trabalham com madeira, palha e outras fibras naturais) e retornamos para a estrada.
      Em pouco tempo, já entrávamos na cidade de Aracati. Infelizmente, já estava um pouco tarde para tentarmos ir à praia. Desta forma, relaxamos um pouco e começamos a busca por onde ficar. Depois de muito procurar, ficamos numa pousadinha entre as duas principais avenidas da cidade e bem próxima da Catedral (local de onde saem as vans para Canoa Quebrada).
      Após nos instalarmos, saímos para procurar algum local para jantarmos. Estávamos com desejo de comer pizza, mas foi bem difícil achar uma pizzaria. Procuramos bastante e acabamos parando numa em que estava ocorrendo uma cerimônia de casamento. Pedimos uma pizza tamanho família e passamos mal de tanto comer. Mesmo assim, não conseguimos vencer tanta comida e acabamos levando para a pousada o nosso “lanchinho da madrugada”.
      O resto da noite foi só descansar e relaxar, pois amanhã teremos que acordar cedo para irmos conhecer a famosa praia de Canoa Quebrada.
Gastos
- Pousada: R$30,00   - Janta: R$38,25   - Bebidas: R$11,45
Estatísticas
- Distância: 72,3Km   - Tempo: 5h3min39”   - Média: 14,3Km/h
Condições da estrada
- Ruins, pois a estrada era de pista simples e o acostamento em condições precárias.

395° Dia – Fortaleza – Beberibe – 16/12/2011 – Sexta-feira


      Despertei às 5h e, como não tinha mais sono, desci para começar a preparar o café da manhã. Fiquei surpreso em ver que o dia já estava claro e o calor já se fazia bem presente. Às 5h30min, conforme o combinado, a Cris apareceu já toda fardada para pedalarmos. Tomamos o nosso desayuno reforçado e fomos arrumar as bikes. A Marli e o Márcio, mais uma vez, foram super atenciosos e nos deram várias dicas para a saída da cidade e o percurso até Beberibe.
      Arrumamos tudo e iniciamos as nossas pedaladas às 7h30min. Nesta hora do dia o sol já estava extremamente quente e o calor era insuportável. Pedalamos uns 30min até sair da zona central de Fortaleza e chegarmos até a BR-116. Mesmo após entrarmos na BR, o movimento urbano continuou e dificultava o nosso deslocamento. Pegamos a primeira saída que vimos para a estrada litorânea para tentarmos fugir daquele fluxo intenso.
      Assim que pegamos esta via alternativa, percebemos que não tinha sido a melhor escolha. A “estrada” na verdade era uma pequena avenida e o fluxo de veículos era muito pior do que o da BR. Mesmo assim, continuamos até chegarmos à outra estrada mais a frente. Aproveitamos esta passagem pela cidade para darmos uma paradinha num auto-atendimento do Banco do Brasil, pois estávamos sem dinheiro algum.
      Quando, finalmente, chegamos nesta nova estrada, pudemos relaxar um pouco. A via era bem larga, duplicada e com pouco fluxo de veículos, fazendo com tivéssemos um pouco de folga dos carros que passam colados na gente. Além disso, vimos uma larga e extensa ciclovia no canteiro central que separa as duas vias. Conforme pedalávamos, começamos a perceber a grande quantidade de lojas de móveis rústicos e de artesanatos em madeira. Ficamos impressionados com a beleza do trabalho dos artesãos!
      O sobe e desce, o calor, o sol forte e o vento contra fizeram com que realizássemos a nossa primeira pausa num posto de gasolina para pegarmos uma sombrinha. Aproveitamos o descanso para comer algumas bolachinhas e um picolé. Vimos que tínhamos acertado em sair cedo, pois cada vez o sol ficava mais quente (tornando a pedalada bem difícil) e queremos chegar cedo em Beberibe para ainda pegar uma prainha.
      Após uns 20min, retornamos à estrada. O vento não dava trégua em momento algum e fazia com que pedalar no plano se tornasse algo muito difícil e cansativo. Nesta região tem tanto vento que vimos uns três parques eólicos (parques para gerar energia elétrica com a movimentação das pás de cata-ventos através da força do vento). Depois de mais algumas paradinhas para repor as energias e descansarmos um pouco, avistamos a entrada da cidade. Paramos num posto de gasolina para pedirmos informação sobre pousadas e sobre a cidade. Como o frentista disse que tinha uma bem baratinha, boa e bem na entrada do povoado, lá fomos nós.
      Chegamos na pousada e ficamos felizes com o que encontramos. O local era simples, porém limpo e com um preço bem do nosso agrado. Instalamo-nos rapidamente, tomamos um bom banho e já saímos para irmos conhecer a praia, pois já era 16h. Fomos até o centro da cidade e descobrimos que o meio que o pessoal utilizava para chegar na praia era o “táxi coletivo”, pois não tem ônibus para lá. Sendo assim, fomos até o ponto e já embarcamos num. Em poucos minutos já chegávamos na praia. O taxista nos falou que poderíamos escolher entre ficar em cima das falésias ou ficar na beira da praia. Como preferimos descer das falésias para a praia, optamos por ele nos deixar na parte alta da praia. Agradecemos e fomos explorar a região.
      Caminhamos até o mirante, onde pudemos ter uma belíssima vista da praia, das falésias e dos parques eólicos. Em seguida, fomos conhecer o Parque do Labirinto, onde as falésias formam realmente um labirinto. O local é muito belo e possui vários cânions bem legais. Além disso, a areia desta região tem várias cores, formando paredões multicoloridos. Ficamos um bom tempo tirando foto e dando uma caminhada pela região.
      Como não faltava muito tempo para o pôr-do-sol, descemos para a praia para tomarmos um bom banho de mar. Que coisa boa ficar na água do mar só relaxando. Estávamos precisando, e muito, de uma sessão regenerativa para as nossas pernas! Ficamos 1h na água, só conversando e relaxando. Quando o sol já estava se escondendo atrás das falésias, vimos que já era hora de retornarmos ao centrinho do povoado.
      Saímos da água e fomos até o ponto dos táxis coletivos. Embarcamos e fomos pedindo sugestões ao motorista de algum lugar para comermos. Ele nos disse que tinha um restaurante bem bom a duas quadras do ponto. Agradecemos pela ajuda e fomos jantar, pois estávamos com MUITA FOME!
      O restaurante era bem gostoso e tivemos uma excelente refeição. Em seguida, passamos num mercadinho para comprarmos mantimentos e retornamos à pousada. Assim que chegamos, tomamos mais um banho e caímos na cama. Nesta hora, percebemos que o retorno às pedaladas não será fácil, pois as nossas pernas estavam bem pesadas e recém era o primeiro dia de pedal. Ainda teremos muito chão até Natal e temos que chegar antes do que a nossa família.
Gastos
- Pousada: R$30,00   - Janta: R$38,50   - Compras: R$14,89   - Táxi: R$8,00   - Lanche: R$6,00
Estatísticas
- Distância: 84,3Km   - Tempo: 5h53min36”   - Média: 14,3Km/h
Condições da estrada
- Excelentes. A estrada em grande parte do tempo duplicada e com um acostamento largo e com um asfalto excelente.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

394° Dia – Fortaleza – 15/12/2011 – Quinta-feira


     Mais um dia em que acordamos cedo para aproveitarmos ao máximo a capital cearense. Tomamos o nosso café e partimos rumo à Praia do Futuro. Para a nossa sorte, o hostel fica bem próximo da avenida onde passa o ônibus que nos deixa na beira da praia. Após uma pequena caminhada e uma viagem tranquila, já desembarcávamos em frente da barraca Croco Beach (indicação de todos com quem falamos).
     Aproveitamos a infraestrutura da barraca para chegarmos até a areia. Conforme andávamos, nos surpreendíamos com tudo que a “barraca” (na verdade um complexo turístico) oferecia. Como recém havíamos chegado, optamos por darmos uma caminhadinha antes de nos instalarmos. Quando realmente chegamos na beira do mar, vimos que a praia era bonita, mas sem algum atrativo em especial.
     Caminhamos uns 30min , devido ao forte calor, decidimos que era hora de conhecermos o mar de Fortaleza. Colocamos as nossas coisas na areia e fomos nos banhar. A água era quentinha e convidativa. Ficamos mais uns 30min dentro daquele mar relaxante, porém agitado. Quando saímos da água, retornamos até a Croco Beach e pegamos uma mesinha.
Ficamos relaxando na sombra dos guarda-sóis e observando o grande fluxo de vendedores ambulantes. Tinha gente vendendo tudo que se possa imaginar e mais um pouco. Vimos oferta de massagem, chapéu, rede, toalha de mesa, tatuagem, cocada, salada de fruta, argola mágica (truque de mágica) e tantas coisas mais. Com o cair da tarde, vimos que já era hora de retornarmos, pois ainda queríamos pegar uma feirinha de artesanato em Iracema e teremos que dormir cedo hoje, pois amanhã retornamos às pedaladas.
     Pegamos o ônibus e, em uns 20min, desembarcamos próximo da feirinha de Iracema. O pessoal ainda estava montando os estandes, mas já aproveitamos para dar uma olhadinha. Ficamos 1h30min passeando pela feirinha e fazendo as compras de Natal do pessoal que vem nos visitar em Natal. Encontramos muitos trabalhos bem legais na feira. Como o dinheiro acabou, tivemos que voltar caminhando para o hostel. Foimais 1h de caminhada carregados de sacolinhas. Ainda aproveitamos que estávamos na rua e passamos numa padaria para garantir o café da manhã de amanhã.
      Quando chegamos no hostel, tomamos um bom banho e já começamos a preparar a nossa janta. Enquanto comíamos, conversamos um pouco mais com os gaúchos que conhecemos e já nos despedimos. Após o jantar, combinamos de acordarmos às 5h30min e nos encontrarmos na cozinha para o desayuno (pois estamos dormindo em quartos separados). Sendo assim, cada um foi para o seu quarto e arrumou toda a sua tralha para que amanhã pela manhã consigamos arrumar as bikes rápido e sair o quanto antes para não pegarmos muito calor.
Gastos
- Ônibus: R$8,00   - Coco: R$2,75   - Artesanato: R$127,00   - Padaria: R$4,75

domingo, 1 de janeiro de 2012

393° Dia – Fortaleza – 14/12/2011 – Quarta-feira

     Acordamos cedinho, tomamos o café da manhã e voltamos ao quarto para esperarmos até o meio-dia (horário do check-in no hostel). Em torno das 11h, começamos a arrumar os nossos equipamentos para partirmos. Como o hostel fica há uma quadra da pousada, fomos caminhando até lá.
      Chegamos no Hostel Fortaleza e fomos super bem recebidos pela Marli e pelo Márcio. Conseguimos as duas noites de graça e, ainda, várias informações sobre a cidade. Desta maneira, nos instalamos e já saímos para conhecer o centro histórico de Fortaleza.
     O primeiro ponto que passamos foi a Catedral da cidade, uma construção imponente, cheia de torres e vitrais. Assim que entramos, gostamos ainda mais do lugar, pois ela não possuía aquela ostentação típica das grandes igrejas. O pé direito era altíssimo, a iluminação toda de vitrais e o altar composto apenas por pedras, lindíssima!
     Saímos da Catedral e fomos direto ao Mercado Central. Passamos por inúmeras tendinhas, com artesanatos e comidas da região. Aproveitamos para almoçar num dos restaurantes do mercado, mas não provamos nada de novo, pois ainda estamos nos recuperando. Após o almoço, ainda demos mais uma voltinha pelo mercado e partimos em direção à praia.
     No caminho, ainda passamos pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Um centro enorme que contém planetário, cinema, teatro, exposições, salas de workshops, muito legal. E o mais bacana, é que eles fazem diversas atividades culturais abertas para a comunidade.
      Ao chegarmos na praia de Iracema, passeamos pelo calçadão, vimos os seus diversos bares, mas não ficamos muito, pois nos pareceu um pouco perigoso. Durante a nossa caminhada, vimos na vitrine de uma agência de turismo a oferta de R$25,00 para o Beach Park (famoso parque aquático de Fortaleza e o maior da América Latina) e nos empolgamos em conhecer. Quando entramos para nos informar da disponibilidade para amanhã, recebemos um balde de água fria! O valor de R$25,00 era o custo do translado por pessoa até o parque e, para o nosso espanto, a entrada custa R$130,00 por pessoa! Isso mesmo, R$130,00 para passar o dia brincando!
    Voltando ao hostel, passamos pela avenida Monsenhor Tabosa e vimos as suas inúmeras lojas. A avenida é bem bonitinha e organizada, um bom ponto para quem gosta de compras. Como não estamos muito nessa vibração, seguimos o nosso trajeto.
     Chegamos no hostel e ficamos descansando e atualizando os relatos até o início da noite. Assim que o sol baixou e o calor deu uma trégua, fomos no supermercado comprar a nossa janta. Voltamos, jantamos e entramos na internet para falarmos com a família. Nessas épocas, a saudade se intensifica. Agora, vamos dormir, pois amanhã pretendemos conhecer um pouco mais da capital do Ceará.
Gastos
- Lanches: R$5,00 - Almoço: R$10,80 - Artesanato: R$15,00 - Supermercado: R$74,76

sábado, 31 de dezembro de 2011

392° Dia – Cruz - Fortaleza – 13/12/2011 – Terça-feira

     Acordamos cedo para o café da manhã, mas eu continuava sentindo dor no estômago e preferi não comer nada. Desta maneira, o Moacir foi tomar o café e me deixou com uma garrafinha de gatorade para ver se isso me animava. Quando ele voltou, eu já estava um pouco melhor, mas ainda com dor e sem vontade de comer. Conversamos a respeito do cronograma e optamos em ir de ônibus para Fortaleza, pois ficar tanto tempo parados iria atrasar a nossa chegada em Natal (onde a nossa família vai nos encontrar para as festas de fim de ano).
     Sendo assim, iniciamos os preparativos para sairmos da pousada ao meio-dia, a fim de pegarmos o ônibus que sai às 10h de Camucim, em direção à Fortaleza. Como não havia outra solução, reuni todas as minhas energias e fomos pedalando até a rodoviária. Felizmente, ela ficava pertinho da pousada. Assim que chegamos, o Moacir foi se informar sobre as passagens. A vendedora informou que havia passagem, mas que teríamos que conversar com o motorista para ver se poderíamos levar as bicicletas. Logo que o ônibus chegou, corremos para falar com o motorista, que foi taxativo ao explicar a posição da empresa de não levar bicicletas nos ônibus executivos. Ele nos informou que só poderíamos carregá-las nos ônibus comuns (que são iguais aos executivos), que possuem cobrador. Pedimos uma explicação aos funcionários sobre esta diferença, visto que os ônibus são iguais. Eles não souberam explicar, apenas disseram que era norma da empresa. Acabamos concluindo que a empresa só permite que o cobrador receba o dinheiro do excesso de bagagem e, se o ônibus não possui cobrador, o passageiro que espere, pois esta é a única empresa que presta serviços para a região. Sendo assim, só nos restava esperar, até às 18h, o tal ônibus comum.
     Passamos a tarde na rodoviária, conversando com o pessoal que estranhava as nossas bagagens. Às 18h, o ônibus chegou e, mediante o pagamento de mais uma passagem, conseguimos colocar as bikes no mesmo. Quando o carro começou a andar, estranhamos o “sacolejo” (ou melhor, os quiques no banco), mas pensamos que era devido ao paralelepípedo da cidade. Assim que ônibus entrou na estrada entendemos que o carro estava com a suspensão estragada eque teríamos que viajar por 5h, literalmente, quicando no ônibus. Os passageiros até ensaiaram uma rebelião, mas tiveram que se conformar, pois a empresa FRETCAR é a única que presta serviço para esta região do Ceará, é apoiada pelo governador e, para piorar, só roda em rodovia estadual. O motorista até tentou fazer alguma coisa, mas as ordens “de cima” eram de ele continuar a viagem e, ao chegar em Fortaleza, mandar o veículo para a revisão e, quem quisesse esperar outro ônibus, poderia descer em qualquer parada e aguardar 5h até o próximo. Moral da história: TOMA, BRASILEIRO!!! Quem mandou eleger esse tipo de gente?
     Felizmente, chegamos vivos e sem hérnias de disco em Fortaleza. Montamos as bikes e pedalamos até o hostel da HI. Como não havíamos conseguido contato com os proprietários, fomos tentar a sorte mesmo. Ao chegarmos lá, a dona nos avisou que só teria vaga a partir de amanhã. Desta maneira, confirmamos o interesse nas vagas e fomos dormir numa pousadinha que havíamos passado. Amanhã cedinho vamos fazer a mudança para o Hostel Fortaleza e aproveitar o dia para conhecermos o centro histórico.
Gastos
- Ônibus: R$58,50 - Gatorade: R$5,00 - Almoço: R$7,00 - Pousada: R$60,00

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

391° Dia – Cruz – 12/12/2011 – Segunda-feira

    A Cris passou mal a noite toda. Não sabemos o que provocou isso, mas algo que ela comeu deu essa certa “infecção intestinal”. Sendo assim, obviamente não saímos para pedalar. Ficamos o dia todo repousando e vendo como ela iria reagir. Fui até um mercadinho e até a farmácia para comprar tudo necessário para que ela se mantenha hidratada, pois está perdendo muito líquido e não consegue ingerir muita coisa.
     Na parte da noite, ela melhorou um pouco e esperamos que amanhã ela já acorde um pouco melhor. Mesmo com as melhores expectativas, acreditamos que teremos que fazer este trajeto até Fortaleza de ônibus, pois não vale a pena arriscar pedalar contra essa ventania toda (que exige o máximo de nós) logo após passar mal.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Almoço: R$14,00 - Farmácia: R$15,00 - Compras: R$17,80

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

390° Dia – Jijoca – Cruz – 11/12/2011 – Domingo

"Só" 4.536Km até em casa!
     Acordamos não muito relaxados depois de termos ido dormir com as baratas ontem à noite. Mesmo assim, arrumamos tudo e fomos tomar o nosso café da manhã num botequinho na frente da pousada. Com tudo pronto, iniciamos as nossas pedaladas com uma certa dor no coração, pois sabíamos que seria mais um dia de grande desgaste e muita luta contra o vento.
     Os primeiros quilômetros confirmaram as nossas expectativas. A única coisa que nos motivou, foi ver uma placa na saída da cidade que já indicava a distância de Porto Alegre (“só” 4.536Km). Sendo assim, baixamos a cabeça e pedalamos bastante. Depois de muito pedalar e estarmos bem cansados, avistamos uma lagoa extremamente bela. Quando nos aproximamos, descobrimos que era a Lagoa do Prata e decidimos parar no balneário para almoçarmos.
     Instalamo-nos numa mesa com sombra e uma deliciosa brisa que vinha da água. Devoramos meio quilo de churrasco com baião, feijão, vinagrete e farofa. Sendo assim, precisávamos dar uma “jiboiada” antes de pegarmos a estrada novamente. Ficamos uns 20min conversando debaixo de um guarda-sol e admirando a paisagem. Na hora de ir embora, ainda dei um mergulho com roupa e tudo para dar uma refrescada e tentar amenizar o calor nos primeiros quilômetros.
     Assim que voltamos para a estrada, o calor era intenso e o vento obrigava que fizéssemos muita força. Depois de um tempo pedalando nestas condições, chegamos até a rotatória da cidade de Cruz. Neste ponto a Cris já estava fadigada e não sabíamos onde nos instalaríamos, pois o nosso objetivo era pedalar mais uns 25Km ainda. Depois de nos informarmos sobre as possíveis estradas a seguir e o que elas ofereciam de infraestrutura, optamos por nos instalar em Cruz. Fomos direto para a Mister Grill, pois foi a indicação de todos com quem falamos.
      Chegando lá, a churrascaria/pousada realmente oferecia boas instalações e ainda poderíamos jantar lá mesmo. Assim que nos instalamos, a Cris começou a passar mal. Não sabemos o que foi, mas algo provocou uma certa “infecção intestinal”. Desta maneira, passamos a noite toda nessa função do mal estar dela e fomos dormir tarde. Amanhã esperamos que ela esteja melhor, pois ainda falta bastante até Fortaleza.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Café da manhã: R$6,00 - Almoço: R$16,50 - Janta: R$7,00 - Compras: R$7,00
Estatísticas´
- Distância: 37,6Km - Tempo: 3h42min - Média: 10,2Km/h
Condições da estrada
Boas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

389° Dia – Jericoacoara – Jijoca – 10/12/2011 – Sábado

      Acordamos relativamente cedo, tomamos o nosso café da manhã e já fomos para a praia para aproveitarmos o nosso último dia neste belíssimo lugar. Quando chegamos na orla, vimos que a maré estava baixa e optamos por ficar na praia em frente à vilinha mesmo. Instalamo-nos na areia e ficamos nos banhando em um dos “laguinhos” que a maré baixa proporciona. Pudemos ver diferentes espécies de peixes, caramujos e até um filhote de moreia que parecia estar um pouco desnorteado. A água foi subindo rapidamente e levamos alguns sustos achando que as ondas levariam as nossas coisas.
      Lá pelas 13h, já cansados de tanta água e sol, voltamos ao hostel e começamos a arrumar tudo para partirmos. Não queríamos sair muito tarde de Jericoacoara porque é difícil conseguir condução (4x4, caminhonete ou algo assim), principalmente nesta época e no final da tarde de um sábado. Quando chegamos na rua principal com as nossas tralhas todas, começamos a procurar alguma vaguinha nos “carros”. Todas já estavam lotadas (um monte de gente – umas 16 pessoas – aglomerada nas caçambas de caminhonetes) e falavam para esperar um pouco que tinham outras saindo.
      Depois de esperarmos por 1h, passou um caminhão que estava indo para Jijoca. Um “bugueiro” que estava nos ajudando a achar lugar perguntou para o motorista do caminhão se poderia dar uma carona para nós e para um grupo de 5 franceses que também estão viajando de bicicleta. Extremamente parceria, o motorista disse que era só o pessoal subir, sem problema algum. Sendo assim, jogamos tudo para cima do caminhão e lá fomos nós (tinha que ver o caminhão com 7 bikes mais um monte de gente e bagagem espalhada). O pessoal que já estava na caçamba tentou explicar para os franceses que deveriam ficar mais para frente, pois a parte de trás saltaria e chacoalharia bastante durante a viagem. Como eles não entendiam nada, só riam e faziam sinal de sim com a cabeça. Assim que pegamos as primeiras dunas, os franceses entenderam o que aconteceria nos próximos 90min.
      O motorista pegou um caminho diferente do que viemos e pudemos ir admirando a beleza da orla daquela região durante boa parte da viagem. O único probleminha foi que atolamos! Ou seja, desce todo mundo e mãos à obra! O pessoal já tinha todo material necessário para tentar desatolar. Assim que descemos, já pegaram pás e troncos de árvore. Ficamos uns 20 empurrando o caminhão, cavando e colocando tronco nos pneus. Felizmente, tudo deu certo e conseguimos continuar a nossa viagem, só um pouquinho suados e com um certo banho de areia.
      Chegando no centro de Jijoca, agradecemos ao motorista, montamos as bikes, entregamos o nosso cartãozinho aos franceses e fomos procurar pousada. Como os nossos caminhos são opostos (eles estão indo para Manaus), nem vimos se eles queriam procurar pousada conosco ou algo assim. Pedalamos um pouco e já encontramos uma que parecia boazinha. Instalamo-nos e, apesar das baratas, o quarto até que era aceitável. Tomamos um bom banho e já saímos para jantar e passar no super.
     Comemos num churrasquinho ao lado da pousada. A comida era simples, mas bem boazinha e acabamos nos enchendo de churrasquinho com baião. Satisfeitos, fomos dar uma voltinha pela cidade, pois haviam nos dito que tinha a festa da padroeira da cidade neste fim de semana. Passamos por várias barraquinhas que vendiam um pouco de tudo, lan house e igreja. Depois de 1h, voltamos à pousada e começamos a nos preparar para dormir. Matamos mais algumas baratinhas, fechamos tudo para não termos surpresas amanhã quando acordarmos e caímos no sono.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Janta: R$6,00 - Compras: R$13,4 - Sorvete: R$9,50 - Lan house: R$0,50

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

388° Dia – Jericoacoara – 09/12/2011 – Sexta-feira

      Hoje despertamos de uma maneira um pouco diferente dos outros dias. Às 8h30min começamos a escutar uma voz de alguém mega empolgado nos chamando e dizendo que o café estava servido. Como recém estávamos acordando, não estávamos entendendo nada do que estava acontecendo. Depois de uns 30” escutando a mesma coisa, a ficha começou a cair. Reconheci que o cara era o Zequinha (recepcionista do Jeri Brasil Hostel) e que ele estava avisando que tinha vagado um quarto e que era para irmos tomar café da manhã lá. Falei para ele que já estávamos indo e ele retornou para o hostel.
     Após esta conversa no mínimo estranha, olhei para a Cris para tentar entender o que estava acontecendo e ela também estava bem perdida. Mesmo assim, começamos a arrumar as nossas coisas para irmos para o hostel, pois afinal de contas teríamos dois cafés da manhã grátis, além de wifi e uma boa cozinha, sem falar dos demais confortos. Como já havíamos acertado com o Natureza as duas diárias, nem pegamos o nosso dinheiro de volta.
     Chegamos no hostel e realmente havia acontecido o que tínhamos entendido. Um pessoal acabou indo embora antes do previsto e vagou um quarto que poderíamos ocupar. Agradecemos pela pró-atividade do Zequinha, nos instalamos e tomamos um belo café da manhã. Em seguida, nos arrumamos para ir conhecer a praia.
     Assim que colocamos os nossos pés na areia (da orla, pois toda a vila só tem ruas de areia), vimos uma galera praticando windsurf e kitesurf. A quantidade de praticantes era tanta que tinha até uma placa regulando onde poderia ser praticada cada atividade. Como a praia estava tomada, fomos dar uma caminhadinha. Depois de uns 5min explorando, decidimos ir conhecer a Pedra Furada (principal ponto turístico da cidade).
     Desta maneira, nos informamos como se chegava lá. Por sorte, tínhamos pegado a bolsinha térmica do RedMangrove e colocado uma água bem gelada e algumas bolachinhas, pois eram umas 2h de caminhada (ida e volta). E lá fomos nós por cima das dunas em direção à Pedra Furada. No caminho pudemos ter lindas vistas da região, pois o contraste da água verdinha com a cor da areia fica incrível. Depois de uns 45min de caminhada, chegamos ao nosso objetivo.
     Aproveitamos que já tinha um bando de gente tirando foto na tal pedra, fomos tomar um banho de mar para dar uma diminuída no calor. Após a dispersão da multidão, era a nossa vez. Tiramos várias fotos, mas não achamos o local tão legal assim. Na verdade o caminho é mais bonito e interessante do que a pedra em si. No caminho de volta, fomos parando mais vezes para apreciar com mais calma aquela beleza toda. Antes de voltarmos ao hostel, ainda demos mais uma paradinha na praia principal para mais um banho.
     Como a fome estava grande, fui direto fazer uma massa para comermos enquanto a Cris tomava o banho dela. Após comermos e darmos uma lagarteada, ficamos sabendo que outro ponto turístico legal era ver o por do sol na duna da praia. Sendo assim, lá fomos nós. Chegamos na hora! Assim que subimos a duna, o sol começou a desaparecer no horizonte. E o mais legal, é que de um lado o sol sumia e do outro a lua cheia já estava brilhando no céu.
     Fascinados e encantados com essa natureza toda, começamos a voltar para o hostel. No caminho, ainda fizemos uma paradinha num barzinho na beira mar para comermos um açaí. Coisa boa estas frutas desta região do Brasil! Sou encantado com cupuaçu, jaca, açaí e tantas outras.
     De volta ao hostel, ficamos atualizando os blogs e vendo as novidades até dar fome novamente. Esquentamos a massa e comemos mais um pouquinho. Em seguida, já voltamos para o computador. Acabamos exagerando e ficamos até às 2h da madrugada falando com o pessoal dos Netos do Velho (pessoal da faculdade) pela webcam. Nesta altura, o Zequinha foi obrigado a bater na porta do quarto para avisar que era hora de silêncio, pois uma senhora estava reclamando. Sendo assim, entendemos o recado e fomos dormir, pois amanhã ainda temos que aproveitar os nossos últimos momentos por aqui.
Gastos
- Camping: R$16,00 - Açaí: R$11,00 - Compras: R$10,36

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

387° Dia – Chaval – Jericoacoara – 08/12/2011 – Quinta-feira

Igreja roxa é novidade para mim!
     Acordamos com as pernas pesadas da pedalada de ontem, mas como não temos muito tempo, tínhamos que pedalar hoje também. Tomamos o nosso desayuno reforçado com a sobra da janta de ontem e mais dois ovos cozidos e arrumamos tudo para partir.
      Pegamos a estrada às 10h e já sentíamos o calor subir do asfalto. Por aqui amanhece lá pelas 5h e no final da manhã já está um calor insuportável. Como era de se imaginar, o vento continuava soprando contra e sugava as nossas energias. Sem sombra de dúvida o vento é o fator que mais dificulta uma ciclo viagem, na minha opinião. O motivo por qual tenho essa convicção é de que você não tem como esperar nada em troca de um vento contra (em uma subida você sabe que, mais cedo ou mais tarde, descerá), pois as correntes de ar não são algo lógico e engessado. Continuando, tivemos que fazer várias paradas no caminho, sendo que em uma delas achamos um botequinho que vendia bebida gelada e nos esbaldamos. Coisa boa tomar algo gelado para arrefecer o corpo! Ainda pudemos ficar escutando os causos de um pessoal que estava reunido no bar para tomar umas cervejinhas e jogar conversa fora.
      Voltando para a nossa vida, vimos que já era hora de continuarmos a pedalar, pois senão chegaríamos de noite novamente. Foi mais 1h30min de um duro pedal até a cidade de Camocim. Chegando lá, sabíamos que tinham algumas 4x4 que faziam o translado até Jericoacoara pela beira da praia. Após procurarmos por um tempo, nos deparamos com um belíssimo local: a entrada de uma “língua de mar” para dentro do continente. O verde da água contrastando com o branco da areia e as diversas cores da vegetação formavam uma paisagem maravilhosa. Infelizmente, chegamos tarde e a última 4x4 já havia partido. Um buggy até veio oferecer os seus serviços, mas os R$200 que ele estava cobrando era demais para o nosso orçamento.
     Para não perdermos tempo, perguntamos se não havia alguma outra forma de chegarmos até Jericoacoara ainda hoje. O pessoal disse que poderíamos pegar um ônibus até Jijoca e de lá pegarmos uma 4x4. Agradecemos a informação e fomos o mais rápido possível até a rodoviária. Para a nossa sorte, tinha um ônibus que saía às 16h e ainda tinha vaga. Compramos as passagens e aproveitamos os 30min que tínhamos para almoçar. O restaurante da rodoviária nos surpreendeu, pois o preço não era caro e a comida era farta e muito saborosa. A comida foi muita para o pouco tempo e acabamos fazendo a leitera de marmita e levamos uma boquinha para mais tarde.
      Após embarcarmos no ônibus, foram umas 2h de viagem até Jijoca, onde desembarcamos quase com o anoitecer. Ficamos na dúvida de ir direto para Jericoacoara e chegar à noite ou de dormir em Jijoca e só ir passar o dia lá amanhã. Como tinha uma 4x4 indo para Jericoacoara no instante que desembarcamos e o motorista não nos explorou muito (cobrou R$30 para nós dois com as bikes, sendo que o preço normal é de R$10 por turista e R$5 para o pessoal de lá). Colocamos as bikes na caçamba e lotou todo o espaço, sendo que mal havia lugar par nós dois. Assim que a caminhonete arrancou, vimos que seria um passeio com emoção. Passamos por locais com muita areia solta e até por dunas realmente. Depois de muito sacolejo, chegávamos na vilinha de Jericoacoara. Quando desembarcamos da caminhonete, vi que havia perdido o meu espelho de capacete. Agora seremos os dois sem espelho, pois ainda não compramos espelho para a bike nova da Cris.
     Começamos a busca por pousadas por uma indicação do motorista. A pousadinha até que era boa, mas R$40 para o casal está um pouco salgado para nós ultimamente. Sendo assim, fomos procurar o Camping do Natureza (havíamos visto na internet que o lugar era legal e custava R$8 por pessoa). No caminho, avistamos um símbolo da HI Hostel e fomos tentar a sorte.
     O Zequinha (responsável pela recepção) ligou para o seu chefe que, por não ter vaga, disse que não poderia nos apoiar. Agradecemos pela atenção e voltamos para o nosso caminho até o Camping do Natureza. Para a nossa sorte, o camping era pertinho e, em menos de 5min, chegamos. O Natureza nos recebeu super bem e montamos o nosso acampamento. O camping estava com várias pessoas bem alternativas, sendo que havia um cara de Recife e uma guria de Curitiba que também estavam fazendo viagens de bike.
     Após tudo pronto, fomos dar uma volta pelo centrinho da vila para explorarmos um pouco a região. O local nos surpreendeu positivamente com a sua infraestrutura (nos lembrou um pouco de Morro de São Paulo) e seu astral. Ficamos felizes em ver que acertamos em vir hoje mesmo para cá, pois em Jijoca não teríamos nada para fazer e conhecer.
     De volta ao camping, esquentamos a nossa viandinha e comemos muito bem mais uma vez. Mais tarde, fomos para a barraca e organizamos as nossas coisas para termos uma boa noite de sono. Foi ótimo termos trocado de barraca, pois esta só possui a desvantagem de ser mais pesada, mas o seu imenso espaço interno compensa!
Gastos
- Camping: R$16,00 - Ônibus: R$28,00 - Almoço: R$23,00 - 4x4: R$30,00 - Compras: R$12,65 - Bebidas: R$5,50
Estatísticas
- Distância: 54,37Km - Tempo: 4h31min49” - Média: 11,9Km/h
Condições da estrada
- Boas, com um asfalto bem liso.

domingo, 25 de dezembro de 2011

386° Dia – Parnaíba – Chaval - 07/12/2011 – Quarta-feira

     Acordamos um pouco tarde e tivemos que correr para não sairmos atrasados demais. Tomamos o maravilhoso café da manhã do Hotel Pousada do Sol (86 – 33230662 / 99484061), passamos no mercadinho para comprarmos os mantimentos para o dia, compramos mais um óculos para a Cris pedalar (o último dela quebrou) e caímos na estrada. Desde o início da trajeto, fomos brindados com um belo vento de um lado do rosto e um sol escaldante do outro.
     Entre as inúmeras paradas que fizemos (pois estava difícil manter o corpo refrigerado), uma foi especial, pela presença de um rio cheio de vitórias régias. Em realidade, nós achamos que eram vitórias régias, se não, eram umas plantas bem parecidas e igualmente lindas. Paramos, tiramos algumas fotos, recuperamos as energias com tanta beleza natural e voltamos às pedaladas. Mais para frente, ainda paramos num posto de gasolina para tomar um refrigerante bem gelado e encher o tanque do fogareiro, pois talvez tenhamos que cozinhar nos próximos dias.
     No fim da tarde, começamos a sentir os efeitos de dormir demais: a luz foi ficando escassa e a cidade de Chaval continuava distante. Com medo de pegarmos noite em terras desconhecidas, aceleramos o passo e, no início da noite, chegamos na cidade de Chaval. Paramos em um posto para pegarmos informações e ficamos sabendo que havia uma pousada turística no centro da cidade e outra na estrada. Como a ideia é pedalar o mínimo possível, fomos até a da estrada. O lugar era limpinho e dava para ter uma bela noite de sono.
     Enquanto fiquei tomando banho, o Moacir saiu para comprar algumas coisas que estávamos precisando e já trouxe a janta. Ele pegou uns espetinhos de frango acompanhados de arroz (um absurdo – meio pote de sorvete de 2l, pois a senhora que vendia os espetinhos não tinha vianda) e ainda picamos uns tomates e colocamos maionese para acompanhar. Foi uma fartura só. Realmente ficamos cheios e ainda sobrou uma boa porção para o café da manhã de amanhã. Em seguida fomos dormir, pois voltar a pedalar nunca é fácil, ainda mais contra o vento!
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Janta: R$10,50 - Lanche: R$5,50 - Gasolina: R$1,30 - Compras: R$20,77 - Óculos: R$7,50
Estatísticas
- Distância: 74,2Km - Tempo: 5h03min42” - Média: 14,5Km/h
Condições da estrada
- Boas, com um asfalto bem liso.