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quinta-feira, 19 de abril de 2012

501° Dia – Balneário Pinhal – Porto Alegre – 31/03/2012 – Sábado


Fomos dormir tarde devido aos festejos de ontem e, mesmo assim, tivemos que acordar cedo para acertar todos os preparativos para o último dia de pedalada. Levantamos, tomamos um excelente café da manhã em companhia do pessoal e partimos para o Supermercado Samy para prepararmos o local de partida do passeio ciclístico.
Enquanto colocávamos as parafernálias, o Claiton (locutor da rádio Amigos de Balneário Pinhal) chegou com o carro de som da rádio para divulgar o evento. Ficamos um pouco mais de 1h conversando com o Claiton e esperando para ver se apareceria mais alguém para nos acompanhar. Lá pelas 9h15min, chegou o João e a Camila para, junto com o Dunda (que já estava conosco), completarem o efetivo do passeio. Às 10h, iniciamos as pedaladas rumo à Porto Alegre. Nem acreditávamos que no dia seguinte não teríamos que nos preocuparmos com distâncias, onde dormir, para onde ir, o que conhecer e tudo mais que já faz parte da nossa rotina.
Tudo estava a nosso favor, pois o vento nos carregava para completarmos a expedição, o clima estava bem ameno, tínhamos a escolta da Polícia Rodoviária Estadual, estávamos acompanhados por pessoas queridas e estávamos com um excelente apoio dos nosso queridos familiares. Pedalávamos tranquilamente, muito felizes por estarmos chegando e com uma certa vontadezinha de virar as bikes para o lado oposto e reiniciar esta grande aventura.
A cada parada para repouso era um momento de descontração, de relembrar os momentos por quais passamos e ver que o futuro ainda nos reserva muitas coisas. Conversávamos muito com os nossos familiares e nos sentíamos muito bem em perceber a felicidade de todos envolvidos no evento. Com a aproximação do horário marcado para chegarmos, começamos a pedalar um pouco mais forte para não deixamos o pessoal esperando.
Assim que apontamos na Av José de Alencar, percebemos que tinham muitas pessoas (muito mais gente do que esperávamos) aguardando a nossa chegada. Quando o pessoal viu que éramos nós, começaram os gritos, pulos e festejos. COMO É BOM ESTAR PERTO DE PESSOAS QUERIDAS! FOI UMA AVALANCHE DE EMOÇÕES! NÃO SABÍAMOS DIREITO O QUE FAZER, SOMENTE QUERÍAMOS ABRAÇAR TODOS QUE FICARAM LONGE DURANTE ESTE TEMPO TODO E PODER INTERAGIR COM ESSA GALERA TODA (AMIGOS E FAMILIARES). Foram momentos inesquecíveis, que ficarão marcados para sempre na nossa história!
Depois de muito festejar, fomos para a casa da Cris (ainda acompanhados de alguns amigos). Depois de mais umas 2h de conversa, iniciamos a preparação para, finalmente, dormir em casa novamente. Quando colocamos a cabeça no travesseiro, chegamos a duvidar: Fizemos tudo isso nos últimos 500 dias mesmo ou foi só um sonho?


Estatísticas
- Distância: 107,86Km    - Tempo: 5h53min38”   - Média: 18,3Km/h
Condições da estrada
- Boas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

500° Dia – Balneário Pinhal – 30/03/2012 – Sexta-feira


Hoje escrevo o nosso penúltimo relato desta nossa fantástica aventura. Acordamos com a minha mãe preparando o café da manhã, enquanto ajudávamo-la a finalizar os preparativos, o nosso primo Emerson chegou pedalando. Ele mora em São Jerônimo e vai nos acompanhar até Porto Alegre, além de fazer o percurso Porto Alegre – São Jerônimo, totalizando 170Km de pedal. Tomamos um belo café em família enquanto colocávamos o papo em dia.
Após o desayuno, fomos lavar as roupas e limpar as bicicletas. Ficamos um bom tempo organizando tudo, paramos somente para almoçar e já continuamos os trabalhos. No final da tarde, fomos até a beira da praia para molharmos os pés no mar (que milagrosamente estava verdinho), tirarmos fotos das buselas (animais que só vimos no litoral sul do Brasil) e passamos no supermercado Samy para pegarmos os alimentos para o passeio ciclístico. Chegamos no Samy e fomos super bem atendidos pelo Josias, ele ofereceu todo o apoio necessário para o evento, além de doar todo o lanche para o dia de amanhã. Obrigado mesmo pessoal do Samy!!! Quando já estávamos saindo do super, ele ainda nos contou que o pessoal da Rádio Amigos do Balneário Pinhal (www.radioamigosdobalneariopinhal.com) poderia nos apoiar na divulgação do evento. Sendo assim, agradecemos todo o apoio e corremos para a rádio.
Assim que chegamos na sede da rádio, fomos conversar com o radialista Cleiton. Ele foi mais uma das almas abençoadas que deu total apoio ao projeto. Mal contamos sobre a expedição e ele já nos fez a proposta de irmos ao ar para convidarmos o pessoal de Balneário Pinhal a participar do nosso evento. Ficamos ao vivo e, meio sem jeito, convidamos o pessoal para o passeio ciclístico. Após o encerramento do programa, ficamos um bom tempo conversando com o Cleiton e ele nos contou sobre todo o incentivo que a rádio dá aos projetos que divulgam a bicicleta como meio de transporte. Muito legal saber que esta ideia está se difundindo por todos os lados.
Animados com o nosso fim de tarde, voltamos para casa. Antes de entrarmos, fomos surpreendidos pela faixa que o nosso padrinho Paulo Pedroso, dono da DISBEPE DISTRIBUIDORA de produtos de higiene (www.disbepe.com.br), fez para recepcionar os ciclistas. A faixa ficou muito legal e a presença deles nos animou ainda mais.
Passamos o restante da noite conversando com a família e comendo um belo churrasco gaúcho! Durante a janta, o pai do Moacir chegou para completar o nosso quadro de apoio do passeio e tornou o jantar ainda mais animado. Provavelmente dormiremos tarde, mas vale a pena, estamos pura adrenalina com as pessoas queridas por perto e a iminência da chegada em Porto Alegre. É amanhã!!! Boa noite!!! 

499° Dia – Capão da Canoa – Balneário Pinhal – 29/03/2012 – Quinta-feira


Acordamos bem descansados e, enquanto a Cris via algumas informações que precisávamos na internet, fui arrumar a bike e passar no supermercado para comprar o nosso café da manhã. Por sorte, havia uma oficina de bicicleta bem em frente ao hotel. Fui muito bem atendido na Oficina Pedrinho ((51)36652392) e, após um sufoquinho, consegui dar uma arrumadinha na minha roda traseira (nunca havia retirado cassete e só consegui colocar um dos três raios que quebraram, mas ficou tudo bem). Em seguida, passei no supermercado e já retornei ao hotel com iogurte e pão para o nosso desayuno.
Assim que cheguei, desayunamos e começamos a arrumar toda a nossa tralha para o penúltimo trecho de pedalada (nem acreditamos!). Lá pelo meio-dia, descemos com toda a nossa bagagem e começamos a montagem das bicicletas. O pessoal do hotel se impressionou com a quantidade de materiais que carregamos e vieram ver o que estávamos fazendo. Acabamos ficando conversando por uns 30min com o pessoal e explicando toda a expedição.
Já no início da tarde, iniciamos as pedaladas. Novamente chegamos numa Estrada do Mar com asfalto em excelentes condições, com pouco movimento e vento contra. Além disso, tínhamos a bela vista dos morros da Serra do Umbú (quem nunca ouviu falar pode ver na nossa viagem de preparação, pois descemos esta serra belíssima) à nossa direita. Em umas 2h já chegávamos a Tramandaí e decidimos fazer uma paradinha para matar a saudade de comer um xis ao estilo gaúcho.
Paramos no Picapau – O Xis Porrada e fizemos o nosso pedido. Assim que ficou pronto, notamos a diferença para os lanches do resto do Brasil, pois era muito maior e com muito mais ingredientes. A Cris adorou o dela, mas o meu estava um pouco sem gosto. Porém, sem dúvida alguma, valeu a refeição. Assim que retornamos à estrada, tínhamos que ir devagar para não termos algum acidente estomacal.
Foram mais umas 2h até chegarmos ao Balneário Pinhal. No caminho, nos impressionamos com o novo (pelo menos para nós) Parque Eólico que construíram na divisa entre Tramandaí e Cidreira. É legal ver que o pessoal está se dando conta de que fontes limpas de energia valem a pena, mesmo tendo um custo ainda elevado.
Assim que chegamos ao Balneário Pinhal, fomos direto para a casa da família da Cris. A Lúcia (mãe da Cris), já estava nos esperando. Chegamos, matamos a saudade e a Cris pode curtir um pouco o “colinho da mãe”. Conversamos um pouco, tomamos banho e fomos ao supermercado para comprarmos alguma coisinha para o jantar.
Retornamos à casa, preparamos a comida e esperamos o pai da Cris chegar para termos uma refeição em família. Assim que o Luís chegou, comemos, matamos a saudade com uma longa conversa e fomos dormir, pois o sono já estava nos derrubando. Só mais 2 dias...


Gastos
- Almoço: R$28,00
Estatísticas
- Distância: 60,7Km   - Tempo: 3h43min27”   - Média: 16,3Km/h
Condições da estrada
- Excelentes na estrada do mar e razoáveis nas demais vias.

498° Dia – Torres – Capão da Canoa – 28/03/2012 – Quarta-feira


Mais uma vez, a noite foi bem conturbada. Apesar de não ter chovido, tivemos alguns probleminhas no transcorrer da madrugada. A temperatura estava baixa e a umidade que vinha do solo era grande. Nem sabemos que hora começou a murchar o colchão, mas quando estávamos com o quadril no chão resolvemos enchê-lo. Após uns 5 minutos enchendo colchão e de 10 minutos deitados, nos encontrávamos na mesma situação do que antes. Sendo assim, desistimos e vimos até quando iria durar o confortinho. Mais uns 20min e o colchão inflável se transformou num isolante térmico, completamente vazio! Mesmo com estas condições meio precárias (colchão vazio, barraca quebrada, vento gelado e umidade brotando do chão), aguentamos até umas 8h.
Levantamos já com o sol a pino e, surpreendentemente, o vento havia dado uma trégua. Desta forma, a sensação térmica subiu bastante e o clima ficou bem agradável. Enquanto a Cris levantava, dei uma olhada no blog Nas Rodas do Destino e as sensações e lembranças do nosso início de viagem voltaram à tona. É muito bom relembrar tudo o que vivemos e todas as incertezas que tínhamos pela frente! Em seguida, vi o blog das viagens do Fenoy e da Ieda (http://www.brutusnaestrada.com.br), fui surpreendido por uma postagem sobre o dia em que passamos com eles (http://blog.brutusnaestrada.com.br/). Mais uma vez relembrei momentos muito bons!
Assim que a Cris levantou, tomamos mais um cafezão ao estilo colonial e começamos a nos preparar para partirmos rumo à Capão da Canoa. Demoramos um pouco até montarmos as bikes, pois sempre que acampamos acabamos fazendo muita bagunça! Após umas 2h de muita arrumação, nos despedimos do pessoal do Camping Guarita e agradecemos pela grande hospitalidade. Antes de pegarmos a estrada, ainda passamos no mercadinho para devolver o vasilhame de 20l de água e pegarmos os nossos R$12,00 de volta.
Quando chegamos à Estrada do Mar, ficamos extremamente felizes por não ter aquele movimento absurdo com o qual estávamos acostumados (a BR-101 é extremamente movimentada e cheia de caminhões). Além disso, o asfalto tem excelentes condições e a pista é bem larga, nos dando uma boa distância dos carros. Pedalamos por umas 2h com um ventinho contra que dificultava um pouco as coisas. Fizemos uma pequena parada num posto de gasolina para fazer um lanchinho e irmos ao banheiro.
De volta à estrada, continuamos o nosso caminho. Após uns 10Km, escutamos uns barulhos estranhos na roda traseira da minha bike. Em seguida, a bicicleta ficou bamba e nos obrigamos a fazer uma parada para vermos o que aconteceu. Para a nossa surpresa, dois raios quebraram e a roda parecia um “8”. Um pouco chateados, começamos a desmontar toda a parafernália para vermos se conseguíamos dar um jeito. Infelizmente, depois de uns 20min de análise da situação, vimos que não conseguiríamos melhorar a situação. Como os raios que quebraram são do lado do cassete, só conseguiríamos trocá-los com uma chave para retirar o cassete. Um pouco temerosos por ficarmos a ver navios na estrada, montamos as bikes e continuamos o a pedalada. Para tentar evitar problemas mais sérios, soltei o freio traseiro (fiquei somente com o freio dianteiro) e pedalei de pé o resto do caminho para colocar mais peso na roda da frente e aliviar um pouco a roda traseira.
Foram uns 20Km de uma certa tensão até chegarmos ao centro de Capão da Canoa. Assim que entramos na zona urbana, ficamos mais aliviados e começamos a nos preocupar onde comeríamos, pois a fome estava grande. Enquanto pedalávamos na Av Paraguassú, vimos o Babão Pastéis oferecendo PF’s e a la minuta com um precinho bem camarada. Não tivemos dúvida, encostamos as bikes e nos acomodamos na mesa. Fomos muito bem atendidos e nos fartamos na excelente refeição. Ficamos extremamente satisfeitos com a comida e fomos atrás da nossa última questão do dia: onde dormir.
Como durante a preparação para a expedição fizemos uma volta pelo Estado e dormimos um dia aqui em Capão, fomos direto ao Camping Santa Luzia (onde dormimos aquela noite). Infelizmente, estava fechado e não conseguimos nos instalar ali novamente. Após procurarmos em algumas pousadinhas próximas, descobrimos que o Hotel Dellpiaze estava com precinhos bem camaradas. Sendo assim, fomos lá conferir.
Quando chegamos ao hotel, duvidamos que o preço fosse realmente barato, pois o estabelecimento tem uma bela fachada. Porém, como perguntar não ofende, fomos tentar a sorte. Ficamos surpresos com a notícia que recebemos e, sem dúvida alguma, nos instalamos. 
Após um bom banho bem quentinho, nos enfiamos debaixo das cobertas (saco de dormir) e ficamos fazendo os trabalhos. Nem acreditamos que conseguimos colocar os relatos em dia, pois ficamos um bom tempo correndo atrás da máquina! Depois da labuta, fomos dar uma olhadinha nas novidades e fizemos contato com a família.
Com o passar do tempo, o sono foi aparecendo e nos entregamos. Amanhã teremos a nossa penúltima pedalada. Nem acreditamos que estejamos tão perto de casa e que a expedição esteja terminando. Passou tudo muito rápido, porém vemos que vimos muitas coisas quando começamos a relembrar os momentos vividos. Só mais 3 dias...
  
Gastos
- Hotel: R$30,00   - Almoço: R$24,00
Estatísticas
- Distância: 65,3Km   - Tempo: 4h06min11”   - Média: 15,9Km/h
Condições da estrada
- Excelentes.

quinta-feira, 29 de março de 2012

497° Dia – Torres – 27/03/2012 – Terça-feira


Acordamos no meio da noite devido ao vento e à chuva. Além disso, como TUDO nesta viagem está com o prazo de validade expirando, uma das varetas da barraca se partiu ao meio. Como era meio da madrugada, estava frio e chovendo, viramos para o lado e continuamos a dormir. Mais alguns minutos e começou uma goteira bem nas nossas cabeças. Aí sim fomos obrigados a levantar e puxar o colchão um pouco mais para o lado para continuarmos com o nosso descanso.
Acordamos renovados, pois o dia de ontem foi puxadinho no pedal. Assim que levantamos, fomos dar uma espiadinha nas novidades e aproveitarmos o tempo parados para entrar em contato com a família. Depois de um tempinho, a fome começou a bater e fomos num mercadinho para comprar o nosso café da manhã. De volta ao camping, aproveitamos que este oferece uma excelente área de convivência para comemorarmos o nosso retorno ao Rio Grande com um café colonial! Tivemos direito a mingau de aveia com banana, pães, bolos, chimias, frios, leite e fruta.
Ficamos empanturrados de tanto comer. Desta forma, só nos restou jiboiarmos um pouco em frente ao computador. Lá pelas 12h, abriu um solzinho e aproveitamos a oportunidade para darmos um pulinho na beira da praia. A caminhada foi curtinha e em poucos minutos já estávamos no Parque da Guarita.
O local é belíssimo e possui inúmeras trilhas para conhecer toda a extensão do parque. Iniciamos a nossa visita pelo Morro das Furnas. O local é o mais alto de Torres (66m de altitude) e possui diversas furnas (cavernas) na altura em que as ondas batem nos paredões rochosos. Vale a pena dar uma caminhadinha neste local, pois é algo bem diferente e belíssimo.
Após uns 30min passeando no morro e admirando a paisagem, chegamos à Praia da Guarita. Considerada a mais bela de Torres, possui uma paisagem muito bonita. Com grandes morros nas duas extremidades e uma formação rochosa em seu centro, tem características únicas (principalmente se comparada às demais praias gaúchas). Como já estávamos um bom tempo sem entrar no mar (desde a Ilha do Mel) e era o nosso primeiro destino no Estado, fomos molhar os pés na água.
Surpreendemo-nos com uma água morninha e me animei a dar um mergulho. Que coisa boa se sentir em casa novamente (mesmo faltando pedalar uns 230Km)! Saindo da água, o vento gelado batia com força, mas o sol a pino ajudava a esquentar. Como o clima não estávamos dos mais convidativos para permanecermos na praia, rumamos de volta ao camping. Assim que chegamos, a Cris foi dar mais uma recostadinha para se recuperar da dor de cabeça que estava sentindo desde que acordou.
Agora estou escrevendo este relato e fechando os últimos detalhes do passeio ciclístico de encerramento da viagem. Mais tarde, daremos mais uma passadinha no mercadinho para comprarmos os ingredientes para prepararmos um belo strogonoff. Ainda pretendemos falar com a família e amigos, pois, mesmo nos aproximando, a saudade é grande. Ah, não podemos nos esquecer de arrumar a barraca para encararmos mais uma noite de fortes ventos. Só faltam 4 dias...

Gastos
- Camping: R$30,00   - Mercado: R$40,05

quarta-feira, 28 de março de 2012

496° Dia – Balneário Rincão – Torres – 26/03/2012 – Segunda-feira


Hoje éramos obrigados a acordar cedo, senão não chegaríamos em Torres. Sendo assim, levantamos e fomos tomar o nosso café da manhã. Fomos surpreendidos por um belo desayuno e nos empanturramos! Retornamos ao quarto, arrumamos tudo e já partimos para a estrada.
Apesar de termos visto no Google Maps que o relevo da região era pouco acidentado, o sobe e desce continuou, sendo pouco constante. Depois de um pouco mais de uma hora de pedal, chegamos à Ararangua. Como estávamos sem água e tínhamos deixado para comprar uma de 5 litros em algum super de beira de estrada (não teve nenhum em quase 25Km), entramos na cidade para nos abastecermos.
A Cris foi às compras enquanto fiquei conversando com os seguranças do supermercado que se interessaram pela nossa expedição. Assim que ela voltou, vi que estava carregada de comida (a nossa dispensa estava vazia). Aproveitamos a sombra e o confortável banco do supermercado para fazermos um lanchinho. Degustamos uns cachorrinhos com chá gelado muito saborosos.
De volta à estrada, vimos que agora “só” faltava uns 65Km. Felizes por estarmos perto do Rio Grande novamente, apertamos o pedal. Para a nossa sorte, o sobe e desce diminuiu e a estrada, em sua grande maioria, voltou a ser duplicada. O único problema era o vento contra. Foram umas 2h até chegarmos a Sombrio e darmos mais uma paradinha para comermos algo. Aproveitamos que tinha um supermercado na beira da estrada e fomos até lá. Desta vez, o cardápio foi bolo de chocolate com iogurte. Após matarmos quase meio bolo e tomarmos 900ml de iogurte, retomamos às pedaladas. Porém, uma coisa nos impressionou: carrinhos de supermercado para crianças ou anões. Que coisa mais estranha!
Agora sim faltava pouco, pois seriam os últimos 30Km fora do Estado. A esta altura, a estrada já era completamente plana e o tempo passou voando. Quando percebemos, já estávamos na ponte sobre o rio Mampituba que separa Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Fomos obrigados a fazer uma paradinha para registrar o momento. Ainda lembramos que não teremos mais que pedalar por nenhuma BR, ou seja, muito menos movimento, principalmente de caminhões! Assim que colocamos as rodas no Rio Grande, depois de mais de 1 ano e 4 meses fora, sentimos uma sensação muito boa de “estarmos em casa”.
Pedalamos mais uns 10Km até chegarmos ao Camping da Guarita, pois foi onde o pessoal com quem falamos nos recomendou ficar. Assim que chegamos, fomos super bem recebidos e começamos a nos instalar. Montamos a barraca e fomos tomar um banho bem quentinho. A temperatura já caiu bastante e o tempo de tomar banho gelado já ficou pra trás faz tempo! Após o banho, vimos que o camping oferece uma excelente área de lazer com mesas, mesas de jogos e cozinha. Aproveitamos este espaço para ficarmos vendo as novidades na internet e falando com o pessoal. Só dava pra ouvir o vento uivar lá fora. Como não queríamos sair para comprar coisas para cozinharmos, aproveitamos que vimos um anúncio de tele pizza e chamamos uma ½ calabresa e ½ quatro queijos.
Devoramos a pizza (que mais parecia uma brotinho) em pouco tempo. Ainda matamos a saudade de tomar um bom guaraná Fruki bem gelado! Com o sono e o cansaço batendo, fomos arrumar as coisas para dormirmos.
Agora escrevo enquanto a Cris termina de arrumar a barraca. Fazia tempo que não usávamos o saco de dormir, porém esta noite será item indispensável! Restam apenas 5 dias!

Gastos
- Camping: R$30,00   - Supermercado: R$16,15   - Janta: R$24,90
Estatísticas
- Distância: 93,4Km   - Tempo: 5h48min13”   - Média: 16,1Km/h
Condições da estrada
- Boas, apesar de em certos pontos a estrada continuar em pista simples e o acostamento estar ruim.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

6º Dia - Santa Vitória do Palmar - Chuí - 22/11/2010

     Hoje o dia é de folga. Acordamos às 9h, tomamos café e voltamos para o quarto para dar mais uma descansada. Levantamos às 10h30min, arrumamos tudo e saímos em direção ao Chuí. Logo que entramos na estrada começou uma chuvinha fraca que deu uma boa refrescada.
    Ao chegar no Chuí começamos a aquecer o nosso "portunhol". Achamos um hotelzinho, nos instalamos, tomamos banho e deitamos um pouco. Agora estou escrevendo o relato enquanto a Cris se arruma para irmos almoçar, irmos no banco, na lan house, no supermercado e retornarmos ao hotel. Amanhã começa a parte internacional da nossa viagem, e o destino é Aguas Dulces, litoral uruguaio. Como são 100km de viagem pretendemos dormir cedo para levantarmos junto com o sol e chegarmos lá cedo para ainda pegar uma praia.
     Gastos
- Hotel: R$50,00   - Almoço: R$22,00
     Estatísticas
- Distância: 24,23km   - Tempo: 1h30min48`  - Média: 16km/h
     Condições da estrada
Ruins, mas devido ao pouco movimento andamos na linha branca

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

5º Dia - Estação Ecológica do Taim - Santa Vitória do Palmar - 21/11/2010

     Hoje pode sentar que lá vem história!
     Primeiro queremos relembrar algumas coisas que acabaram passando batido ontem. Logo após o almoço estávamos passando por um vilarejo em que algumas crianças brincavam, enquanto passávamos, uma das crianças (+- 8 anos) nos cumprimentou e assim que retribuímos ela falou "E ai maconehiro, já puxou um fumo hoje?". Meio bizarro, não?!
     Queremos também agradecer a mana, pois se não fosse a tua ligação não poderíamos ter ficado na estação ecológica. E por último, conhecemos o Jairo, vigia noturno da estação. O Jairo é uma pessoa finíssima, que tornou nossa breve estadia muito mais confortável e tranquila.
     Vamos começar a falar de hoje então. O dia começou cedo (5h30min). Levantamos cedo pois sabíamos que tínhamos muita estrada pela frente. Levantamos, tomamos o nosso café, arrumamos tudo e caímos na estrada (mais uma vez).
     Atravessamos a reserva do Taim na parte da manhã e com um fluxo pequeno na estrada, o que nos possibilitou ver uma grande quantidade de animais. O Taim é, realmente, um lugar muito bonito. Em certo momento um jabuti ou cágado estava parado no meio da estrada e quando me aproximei (Moacir) para colocá-lo no acostamento ele se mijou todo, mas era tanto que até pensamos em ser algum mecanismo de defesa.
     Após rodar 80km paramos num restaurante de beira de estrada para almoçar. Pedimos uma alaminuta e após comer comecei a sentir coceira. Percebi um inchaço no antebraço, onde havia levado uma picada de algum bicho enquanto pegava um galho para tirar uma cobra do meio da estrada no dia anterior. Parguntamos onde ficava o hospital mais próximo e nos disseram que era em Santa Vitória do Palmar, sendo assim, o nosso objetivo mudou do Chuí para Santa Vitória (- 20km).
     Ainda faltavam 60km para Santa Vitória do Palmar e, como não podia ser diferente, na parte da tarde aquele velho conhecido, o vento contra, apareceu. Aproximadamente às 17h30min chegamos na Santa Casa de Misericórdia de Santa Vitória do Palmar. Fui super bem atendido, tomei duas injeções e receitaram um comprimido e uma pomada por cinco dias. Depois fomos procurar algum hotel e acabamos ficando no Hotel Franke.
     Após nos instalarmos, a Cris foi tomar banho e eu deitei um pouco, pois o remédio tinha começado a fazer efeito e eu estava meio grogue. Depois da Cris sair do banho foi a minha vez e em seguida nos arrumamos para ir jantar. Quando saímos do quarto eu estava trocando as pernas devido às injeções. Após passarmos na farmácia, paramos numa padaria onde comemos alguns salgados com iogurte e um sorvetinho.
     Ao retornar para o hotel capotei de vez na cama, já a Cris, foi ligar para dar notícias às famílias e em seguida retornou ao quarto para descansar do dia puxado que tivemos.
     Gastos
 - Hotel: R$50,00     - Janta: R$12,80   - Almoço: R$17,00   - Remédios: R$29,40
     Estatísticas
- Distância: 143,27km   - Tempo: 7h23min05`   - Média: 19,8km/h
     Condições da estrada
Acostamento ridículamente ruim, mas devido ao pouco movimento andamos na linha branca

4º Dia - Rio Grande - Reserva do Taim - 20/11/2010

     O despertador tocou às 6h e eu (Cris) pedi para o Moacir só mais um pouquinho. Ele, comovido com a súplica, aceitou. Dormimos até às 6h30min e o Moacir acordou para fazer o café e iniciar os preparativos para a nossa partida. A nossa barraca praticamente não condensou o ar da nossa respiração como havia ocorrido na Simulação 02, ou seja, acertamos a forma de montá-la! Como a barraca estava quentinha e aconchegante, o Moacir só conseguiu me arrancar da "cama" às 7h10min.
     Irritada por acordar cedo levantei, tomei meu café e comecei a reunir os equipamentos que faltavam para a nossa partida. Agradecemos aos policiais, que nos acolheram muito bem, e às 8h30min caímos na estrada rumo ao Taim.
     Como sabíamos que o trajeto seria curto (68km) pedalamos bem tranquilamente para nos pouparmos para o dia seguinte. A estrada estava muito ruim no início, mas melhorou após a passagem pela entrada de Rio Grande. Como não havia muito movimento, pedalamos a maior parte do tempo pela linha branca. Vimos umas aves enormes e muito bonitas pelo caminho (desculpa Pri mas a gente obviamente não sabe o nome) além de cobras, ratos, passarinhos, flores e um americano doido feito nós que estava fazendo a rota Buenos Aires - Rio de Janeiro.
     Após mais da metade da pedalada do dia paramos para almoçar (11h30min) uma alaminuta maravilhosa no restaurante Rota 471. Às 13h saímos do almoço e seguímos os 26km restantes até a chegada na Estação Ecológica do Taim (14h30min). Chegamos, fomos bem recebidos pelos vigias, organizamos o nosso material, montamos a barraca, tomamos banho (quente!) e vamos nos preparar para comer algo pois amanhã teremos 158km pela frente.
     Gastos
- Almoço: R$29,00
     Estatística
- Distância: 68,36km   - Tempo: 3h32min53`   Média: 17,4km/h
     Condições da estrada
Razoáveis (muita trepidação)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

3º Dia - São Lourenço do Sul - Rio Grande - 19/11/2010

     Hoje o dia rendeu! Pela primeira vez conseguimos acordar cedo (6h30min), tomamos café da manhã e caímos na estrada. Por volta das 8h15min já estávamos pedalando na BR-116 rumo à Rio Grande.
     Na parte da manhã o vento estava bem fraco e o acostamento melhorou significativamente comparado a ontem. Não sabemos se é sempre assim, mas começamos a suspeitar que na parte da tarde é que começa a suprar mais forte o vento.
     Quando estávamos passando no pedágio decidimos para pegar uma água gelada e ver se conseguíamos alguma informação de onde almoçar. Após reidratar um pouco e receber a indicação do Restaurante Estrela, na entrada de Pelotas, seguimos a viagem. Ao chegar no restaurante soubemos que era buffetà quilo (R$21 o quilo) e com a fome que estávamos isso não era viável. Prosseguímos viagem e um pouco adiante avistamos outro restaurante e esse sim era buffet liver! Comemos de passar mal (a Cris realmente ficou um tempo mal) por isso ficamos descansando até às 15h, visto que faltavam apenas 45km para o destino final do dia.
     Assim que continuamos viagem avistamos um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Paramos e perguntamos se existe a possibilidade de acampar em tais locais. O policial entrou em contato com o posto de Quinta (Rio Grande), que era o que queríamos, e perguntou se poderíamos passar a noite lá, ao que recebeu resposta afirmativa (já tinhamos onde dormir!). Sendo assim, apenas nos faltava o que comer.
     Entramos numa das rotatórias que dá acesso à Pelotas e paramos numa padaria/mercado. Lá compramos água, pão, queijo, manteiga, bolacha e banana, pois nos próximos dois dias iremos atravessar a reserva do Taim, onde contato com a civilização é bem reduzido.
     Após ir às compras voltamos para a estrada. Acostamento bom, acostamento ruim, vento contra, ponte, até que avistamos o bendito posto da PRF. Por volta das 19h chegamos e fomos super bem acolhidos.
     Logo após montar acampamento, tomamos banho (gelado), jantamos sanduíche e fomos dormir (ali na beira da estrada mesmo) pois o outro dia vai começar cedo.
     Gastos
- Café da manhã: R$9,20    - Almoço: R$29,00    - Mercado: R$21,40   - Picolé: R$2,00
     Estatística
-Distância: 115,32km   - Tempo: 6h25min32`   - Média: 18km/h
     Condições da estrada
Início bom, meio médio e fim muito bom

2º Dia - Camaquã - São Lourenço do Sul - 18/11/2010

     Pretendíamos acordar 6h30m, mas o cansaço do dia anterior fez com que saíssemos da cama apenas às 8h30min. Assim que nos arrumamos fomos tomar o café da manhã (muito bom).
     Quando estávamos voltando para o quarto percebemos que nossas pernas ainda estavam "pesadas" e decidimos dar mais uma descansada. Às 11h levantamos, saímos do hotel, passamos no super e reiniciamos nossas pedaladas na BR-116 em direção ao Chuí.
     Logo de início pudemos ver que o dia não seria fácil, pois assim que entramos na estrada começou um ventop contra e a seguir o acostamento ficou muito ruim (em certas horas até com piche).
     Após duas horas de pedalada percebemos que não conseguiríamos chegar em Pelotas, sendo assim, paramos numa praça de pedágio para replanejar o objetivo do dia. Pegamos o celular (obrigado tio Paulo) e vimos dois hotéis que poderíamos ficar, sendo um na própria BR-116 e outro dentro da cidade de São Lourenço. Como os fatores acostamento e vento continuaram dificultando a nossa vida, decidimos ficar no Hotel Coqueiros na BR-116 próximo à entrada de São Lourenço do Sul.
     Assim que chegamos (16h30min) fomos tomar banho. Às 19h fomos jantar e em seguida voltamos ao quarto para descansar, pois amanhã pretendemos recuperar um pouco o atraso indo até Rio Grande.
     Gastos
- Supermercado: R$4,88   - Hotel: R$60,00    - Janta: R$23,50   - Cartão telefônico: R$7,50
     Estatística
- Distância: 59,24km   - Tempo: 3h33min07`   - Média: 16,5km/h
     Condições da estrada
Muito ruins e trechos com piche
   

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

1º Dia - Porto Alegre - Camaquã - 17/11/2010

     Acordamos às 7:30 para nos prepararmos para a saída de POA que estava marcada para às 9h em frente à Academia Sal da Terra. Após nos arrumarmos, pegamos as bikes e fomos pedalando até a academia.
     Chegando lá vimos uma estrutura muito legal que o pessoal havia armado com tendas, som e um café da manhã organizado e oferecido pela Seven Boys e pelo Refúgio dos Doces. Fomos muito bem recebidos por alunos, amigos e familiares. Após o café e muita despedida partimos ruma à nossa expedição às 10h
     A saída da cidade foi demorada devido ao movimento, levamos 1h15min para chegarmos a BR-116 e seguirmos ruma à Camaquã. Eu (Cris) tive um episódio de queda de pressão e me senti um pouco fraca, por isso paramos um pouco mais para descansar.
    Almoçamos no restaurante do Posto da Barra na Barra do Ribeiro às 13h30min e saímos de lá às 14h40min. Após mais uma parada, no Restaurante das Cucas, comecei a me sentir melhor e pudemos aumentar o nosso ritmo. Pedalamos por mais quatro horas em ritmo acelerado e ai sim chegamos em Camaquã. Depois de procurar por alguns hotéis na cidade, que já estavam lotados, nos instalamos no Hotel da Glória com um quarto simples, mas um ótimo banho. Após o banho, jantamos um miojo no quarto, nos alongamos e nos preparamos para dormir. Amanhã teremos um longo caminho pela frente.
     Gastos:  
- Almoço: R$24,80   - Hotel: R$: 60,00   - Coca-cola gelada: R$3,90   - Suco: R$2,00
     Estatística:  
- Distância: 134,58km    - Tempo: 7h25min24´   - Média: 18km/h
     Condições da estrada:
Razoáveis, trechos com buracos e grama