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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

339° Dia - Boa Vista - Manaus - 21/10/11 - Sexta-feira

     A viagem desta madrugada foi bem complicada, a estrada estava muito esburacada e esttreita (em diversos trechos, o motorista teve que parar o ônibus para deixar os veículos que vinham no sentido contrário passarem). Desta maneira, não conseguimos dormir muito bem, pois sempre éramos acordados com alguma sacudida do ônibus. Felizmente, chegamos em Manaus junto ao amanhecer e ainda conseguimos dar uma espiadinha na famosa Floresta Amazônica.
     O ônibus chegou rapidamentte ao terminal e, assim que desembarcamos, começamos a montar as bbikes. É engraçado ver como as pessoas ficam nos olhando quando estamos montando as bikes, e notar que nenhuma vem falar conosco por pensar que somos estrangeiros. Tomara que um dia a cultura da bike se propague e que a gente possa ter mais cicloturistas brasileiros. Enquanto montávamos as bikes, começou um temporal, tivemos que esperar ele diminuir e aproveittamos este tempo para pegarmos informações turísticas com alguns policiais.
     Assim que a chuva deu uma trégua, saímos em direção ao centro da cidade, pois os hostels da HI se localizam por lá. Uma vantagem dos albergues da juventude é a localização, normalmente eles possuem os melhores pontos. Procuramos, primeiramente, o Hostel Manaus (por ser o mais próximo da rodoviária), mas estava lotado e o pessoal não parecia muito disposto a nos receber. Desta maneira, fomos até o Hostel Amazonas. Como a dona do hostel não estava, nnão ficcamos sabendo se teríamos desconto ou isenção, mas como havia vaga e o pessoal não era tão desinteressado (além disso, meu pé já estava uma bola), resolvemos ficar.
     O hostel é uma casa antiga, enorme! Possui quarto feminino, masculino e privativo. Já que não queríamos abusar, ficamos nos dormitórios (separados) em vezz do quarto privativo. As instalações eram boas e limpas.
     Mal deixamos as coisas nos quartos e já saímos para almoçarmos e passarmos no supermercado. Assim que colocamos os pés na rua, começou uma chuvarada. Parecendo dois pintos encharcados, acabamos comendo num buffet de comida caseira que fica na rua do Teatro Amazonas. Após o almoço, demos uma volta pelos prédios do centro, passamos no Carrefour e, quando o pé voltou a inchar, voltamos ao hostel.
     Passamos o restante do dia, literalmente, com os pés para cima. à noite, cozinhamos uma comidinha levinha e ficamos assistindo televisão. Ainda não conseguimos falar com a dona do hostel, pois ela estava sempre ocupada, esperamos conseguir amanhã. Agora, acabo este relato enquanto o Moacir toma mais um banho (o calor aqui é incrível), em seguida, vamos dormir.
Gastos
- Almoço: R$23,30    - Mercado: R$41,95

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

338° Dia - Boa Vista - Manaus (ônibus) - 20/10/11 - Quinta-feira

     Mais um dia em que acordamos cedo, nos esbaldamos nas frutas e voltamos para a cama. Porém, me lembrei que ainda tínhamos que comprar as passagens e fui resolver este "probleminha" enquanto a Cris descansava um pouco mais. De passagem em mãos e com o hotel acertado até o fim da tarde (o pessoal não deu arrego nenhum e cobrou meia diária a mais), acompanhei a Cris na recostada.
     No início da tarde, despertamos e a Cris se sentia bem. Como era a nossa última oportunidade, pegamos as bikes e fomos rodar pela cidade. Passamos pelo monumento do milênio, praça d'água, catedral, centro e orla. Boa Vista tem uma aparência bem acolhedora, mas um pouco subdesenvolvida para uma capital. Os edifícios são extremamente raros (até mesmo no centro) e acreditamos não termos visto nenhuma construção com mais de cinco andares. De todos os locais por quais passamos, a orla foi o mais belo.
     Voltando ao hotel, paramos num super para fazer o "ranchinho" para a viagem. Assim que chegamos no quarto, arrumamos todas as nossas tralhas e, quando estávamos nos preparando para ver os detalhes de Manaus nos computadores, começou um temporal e acabou a energia elétrica. Sem termos o que fazer, ficamos deitados ouvindo os trovões e a forte chuva cair.
     Às 17h30min, a chuva deu uma trégua e aproveitamos para ir jantar. Como o nosso ônibus saía às 19h, fomos de bike e tudo até os "restaurantezinhos" (na verdade são uns buffet's na calçada e protegidos por um toldo) ao lado da rodoviária (os mesmos em que comemos nos dias anteriores). Mais uma vez a comida estava muito boa e forramos o estômago. Infelizmente, a chuvarada recomeçou quando estávamos saindo e tomamos um pequeno banho no caminho até a rodoviária.
     Assim que chegamos, fomos fazer a nossa higiene e ficamos aguardando a hora da partida. Logo que o ônibus estacionou, passamos para a área de embarque e começamos a desmontar tudo. Em seguida, fui falar com um dos motoras para ver onde colocaríamos tudo e ele foi extremamente gente fina e nos deu um bagageiro inteiro sem cobrar excesso de bagagem. Agradecemos e embarcamos. Antes de partirmos, o motorista ainda subiu no ônibus para se apresentar aos passageiros e passar recomendações e informações da viagem (parecia que estávamos num avião, primeira vez que vimos algo assim). Realmente a empresa Eucatur se destaca pela qualidade do serviço (pessoal e material), além de ser a mais barata.
     Com início da viagem o sono apareceu e capotamos. Serão 15h de muito dorme e acorda no meio da Floresta Amazônica
Gastos
- Super: R$9,27   - Janta: R$16,50   - Hotel: R$30,00   - Passagem: R$220,00   - Salgados: R$3,00

terça-feira, 8 de novembro de 2011

337° Dia - Boa Vista - 19/10/11 - Quarta-feira

     Madrugamos, pois o café da manhã é servido das 6h30min às 8h30min, mas valeu a pena. Coisa boa estarmos no Brasil e voltarmos a ter um bom desayuno.Fazia muito, mas muito tempo que não comíamos tanta fruta. Ficamos muito felizes com o desjejum e fomos dar mais uma recostada para jiboiarmos um pouco.
     Acordamos no início da tarde e optamos por deixar a voltinha pela cidade para amanhã, pois o dedo da Cris ainda está um pouco inchado. Sendo assim, gastamos o tempo nos computadores do hotel. Atualizamos os blogs, vimos as novidades e procuramos hospedagens em Manaus. Acreditamos que ficaremos no hostel Amazonas, pois é o melhor localizado (somente 3 quadras do Teatro Amazonas).
     Mais tarde, fomos jantar nos restaurantes do lado da rodoviária. A comida é farta, saborosa e por um preço bem acessível. De volta ao quarto, acompanhamos um pouco mais do Panamericano enquanto arrumávamos as coisas para a viagem de amanhã. Ainda teremos que comprar uns lanchinhos, pois serão umas 15h até Manaus.
Gastos
- Hotel: R$60,00   - Janta: R$16,50   - Lanche: R$6

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

336° Dia - El Tigre - Boa Vista - 18/10/11 - Terça-feira

     Assim que despertamos com os primeiros raios de sol, o ônibus parou e descobrimos que já estávamos na fronteira. Após o desembaraço aduaneiro na Venezuela e mais uns 5Km de estrada, finalmente ingressamos no Brasil novamente! Ficamos um pouco tristes por não termos mais a possibilidade de praticarmos o nosso espanhol, mas também ficamos extremamente felizes por estarmos de volta à nossa terrinha! Mesmo já estando em solo brasileiro, foram mais umas 4h de viagem até chegarmos em Boa Vista.
     Desembarcamos na rodoviária, montamos todas as nossas tralhas, agradecemos aos motoristas e fomos procurar onde nos hospedarmos. Vimos um hotel bem em frente com internet, café da manhã e um preço razoável. Como não seria nada bom para o dedo da Cris ficarmos pedalando em busca de outros locais, já nos instalamos.
     Ficamos o resto da tarde repousando, sendo que só saí para comprar algumas bebidas. À noite, fui até uns restaurantezinhos ao lado da rodoviária e peguei umas viandinhas para a nossa janta. Que maravilha! Arroz, feijão, churrasquinho, salada e vatapá! E o melhor de tudo, acompanhados por um guaraná BEM GELADO (depois de 11 meses sem!)!
     Após comermos, demos um pulo numa farmácia para procurar o remédio da Cris. Infelizmente não achamos, mas, muito felizmente (hehe), voltamos ao Brasil e encontramos muitos chocolates bem baratos. De volta ao quarto, foi mais uma sessão de guaraná, chocolate e TV. Amanhã, se a Cris estiver bem, faremos um pequeno city tour para conhecer melhor a capital de Roraima.
Gastos
- Hotel: R$60,00   - Bebidas: R$10,50   - Café: R$1,11   - Janta: R$13,00   - Chocolate: R$5,75

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

335 - El Tigre - Boa Vista (BRASIL!) - 17/10/11 - Segunda-feira

     Acordamos às 8h e, após o desayuno, o Moacir foi até o terminal de ônibus comprar as passagens para Boa Vista. Aproveitei a demora dele para organizar as bagagens e preparar tudo para a nossa partida. Assim que ele voltou, recebi a má notícia de que o único horário de saída era às 18h e que teríamos que esperar todo esse tempo na rodoviária (pois o check out do hotel é às 13h). Sendo assim, terminamos de arrumar tudo, almoçamos o que sobrou do frango frito e da pizza de ontem de noite e partimos.
     Comoa rodoviária ficava há uns 3Km do hotel, demoramos uns 20min para chegar, pois o meu dedo quebrado não permite fazer muita força no pedal. Logo que entramos na rodoviária, o Moacir foi comprar as passagens e eu fui procurar um lugar para nos instalarmos na área de espera. Para a nossa sorte, a atendente da Eucatur havia reservado as nossas passagens, pois o ônibus já estava lotado.
     Passamos a tarde toda na sala de espera conversando e vendo televisão. Aproveitamos os últimos momentos para assistir programas em espenhol (fica muito mais engraçado). Uma hora antes do ônibus chegar, fomos até a zona de embarque para desmontarmos as bikes e comprarmos lanches para as 19h de viagem. Enquanto organizávamos tudo, um gentil senhor veio conversar conosco. Ficamos sabendo que ele era vendedor de sabão e que já havia viajado por toda a América do Sul. O tempo voou nesta troca de experiências e, quando menos esperávamos, o ônibus chegou.
     No momento em que o veículo estacionou, a atendente da empresa já veio nosdizer que teríamos que pagar mais BsF300 de excesso de bagagem. O Moacir disse que não iria pagar esta extorsão e ela mandou acertar o valorcomo motorista. Para a nossa sorte, ele era brasileiro e muito gente boa, acabou nos cobrando BsF50 (uns R$11), só para dizer que estava cobrando algo. Desta maneira, carregamos o carro e partimos. Assim que entramos no veículo, já pegamos no sono e só acordamos nas quatro paradas policiais, onde tivemos  que mostrar os passaportes.
Gastos
- Desayuno: R$4,22   - Carritos: R$1,11   - Ônibus: R$98,88   - Excesso de bagagem: R$11,11   - Mantimentos:R$25,00