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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

430° Dia – Piaçabuçu – Japoatã – 20/01/2012 – Sexta-feira


Acordamos razoavelmente cedo, pois tínhamos que resolver uns detalhes no banco. Sendo assim, fui resolver tais questões enquanto a Cris dava mais uma descansadinha e arrumava a nossa bagunça. Depois de umas 2h de fila, finalmente consegui fechar as pendências e fui comprar as bebidas geladas e algumas frutinhas para o nosso café da manhã.
Chegando de volta à pousada, tomamos o desayuno, nos despedimos do dono da pousada e caímos na estrada. Sabíamos que não era muito o que teríamos que pedalar até chegar a Penedo para pegarmos a balsa. A estrada era tranquila e sem muito movimento. Após uns 25Km, entramos na zona urbana. Aí as coisas ficaram um pouquinho piores, pois era paralelepípedo, e dos ruins! Como não havia outro caminho, tivemos que nos contentar e continuamos pedalando.
Ao chegarmos na balsa, vimos que estávamos com sorte, pois tinha uma se preparando para sair. Esperamos os últimos carros subirem na balsa e, em seguida, embarcamos. A travessia do Rio São Francisco foi tranquila e, em poucos minutos, chegamos à outra margem. Como não havíamos feito nenhuma parada, encostamos num barzinho para pegar uma bebida bem gelada.
Após o pit-stop, voltamos às pedaladas. Poucos quilômetros adiante, chegamos na entrada de Neópolis e nos deparamos com uma escultura gigante de dois dançarinos de frevo. Fomos obrigados a parar para uma fotinho imitando a pose! Quando retornamos para a estrada, não achamos tanta graça com o que vimos na nossa frente: uma subida surpreendentemente grande! Desta maneira, baixamos a cabeça e forçamos o pedal. O suor escorria e o calor era insuportável.
Após esta “subidinha”, vimos que não seria a única do dia. O horizonte era cheio de “cochilhas”, parecendo o interior do Rio Grande do Sul. Ficamos surpresos diante deste relevo e, principalmente, pela vegetação abundante e extremamente verde. Estávamos cercados por pequenos morros e muitas árvores. Apesar da beleza, a nossa vida se tornou muito mais difícil. E, para completar, a estrada não era nada boa.
Esgotados, só queríamos achar algum lugarzinho para passarmos a noite. Conforme os mapas que havíamos visto, após a cidade de Japoatã não teríamos onde parar. Sendo assim, paramos num posto de gasolina na entrada da cidade e (torcendo para a resposta ser positiva) perguntamos se tinha alguma pousada ou qualquer lugarzinho para passarmos a noite. Felizmente, o pessoal nos disse que tinha a Pousada do Aragão.
Com tal informação, fomos procurar a pousada para nos instalarmos. Passamos pela rodoviária e por uma bela praça antes de chegarmos à pousada. Ao paramos na frente, fomos atendidos pelo próprio dono que nos mostrou o lugar. Como estávamos sedentos por um bom banho, instalamo-nos, tomamos uma boa ducha e deitamos um pouco para relaxarmos. Mais tarde, fomos dar uma volta pela cidade para conhecermos um pouco mais e para jantarmos. Confirmamos a primeira impressão da praça e vimos que o local era ainda mais bonito com a iluminação noturna. Infelizmente, não achamos local algum para jantarmos. Devido à situação, passamos nos supermercado e na padaria e compramos todos os ingredientes para fazer um sandubão reforçado!
Assim que voltamos à pousada, nos deparamos com algumas baratinhas mortas. Vimos que foi uma boa termos colocado veneno antes de sairmos. Após dar uma limpadinha na sujeira, montamos a nossa farta mesa de comida. Realmente nos esbaldamos no buffet de sanduíches e ficamos mais do que satisfeitos.
Agora, estamos vendo televisão e descansando um pouco mais, pois as pernas estão extremamente pesadas. Amanhã queremos acordar cedo para chegarmos à Aracaju.
Gastos
- Pousada: R$20,00   - Farmácia: R$1,20   - Compras: R$21,24   - Lan house: R$0,50    - Bebidas: R$2,5   - Balsa: R$4,00
Estatísticas
- Distância: 52,2Km   - Tempo: 4h08min26”   - Média: 12,4Km/h
Condições da estrada
- Boas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

429° Dia – Pontal de Coruripe – Piaçabuçu – 19/01/2012 – Quinta-feira


Acordamos, tomamos o nosso café da manhã e, próximo ao meio-dia, colocamos as rodas na estrada. Antes, ainda tivemos uma certa dificuldade para devolver o vasilhame de 20l que tínhamos comprado ontem, pois o mercadinho estava fechado para o almoço. Depois de uma ajudinha de um pedestre que começou a gritar pela dona do comércio, conseguimos resgatar os nossos R$11,00 e devolver o vasilhame.
O início da pedalada foi tranquilo. O dia estava ameno e o vento nos ajudava um pouco. Pedalar entre coqueiros e com uma vista do mar azulzinho não é nada mal. O único problema era o intenso calor. O sol a pino não dava trégua e fazia com que suássemos muito. Após algumas paradinhas para nos resfriarmos e nos alimentarmos, chegamos até a cidade de Piaçabuçu.
Esta era a nossa meta para hoje, porém, no meio do caminho, descobrimos que a balça que cruza o rio São Francisco não sai daqui, mas sim de Penedo (cidade 20Km ao norte). Sendo assim, ficamos na dúvida de ir até lá ou pernoitarmos por aqui mesmo. Após conversarmos um pouco, optamos por procurar algum lugarzinho em Piaçabuçu mesmo, para não pegarmos noite na estrada. Como tínhamos tempo, paramos numa empresa de turismo para ver quanto sairia o passeio até os cânions que vimos em algumas fotos. Infelizmente, ficamos sabendo que os cânions ficam a uns 200Km da foz (onde estamos) e que não há passeio para lá saindo desta região. Agradecemos pela informação e fomos atrás de onde dormir.
Não resistimos e, antes de procurar onde dormir, fomos até as margens do São Francisco para pegarmos um belíssimo pôr-do-sol. A paisagem era muito bela! Após o espetáculo, voltamos à busca por residência. Passamos em algumas pousadinhas até nos decidirmos por uma. Instalamo-nos no simples quarto (por R$20,00 não dá para reclamar) e fizemos uma “faxininha” para o banheiro ter alguma condição de uso.
Em seguida, saímos para procurarmos uma lan house para nos atualizarmos das novidades e mandarmos notícias. Aproveitamos que estávamos na rua e ainda comemos um lanchinho na praça da cidade. Agora nos prepararmos para dormir, pois amanhã atravessaremos o São Francisco, ou seja, sairemos de Alagoas e entraremos em Sergipe.

Gastos
- Pousada: R$20,00   - Janta: R$12,00   - Lan house: R$1,5    - Bebida: R$2,00
Estatísticas
- Distância: 58,00Km   - Tempo: 3h34min22”   - Média: 16,2Km/h
Condições da estrada
- Boas.

428° Dia – Praia do Francês – Pontal de Coruripe - 18/01/2012 – Quarta-feira


Acordamos cedinho, pois o sol começou a bater na barraca e foi impossível dormir até o horário do despertador. Aproveitamos que tínhamos bastante tempo e fomos tomar um bom café da manhã. Enquanto comíamos, o dono do camping e alguns hóspedes vieram falar com a gente. Tivemos uma agradável conversa sobre viagens e recebemos várias dicas de estradas e locais para conhecermos neste final da expedição.
Após o café, desarmamos acampamento, organizamos tudo, nos despedimos do pessoal e partimos para a estrada. O calor já estava intenso quando colocamos as rodas no asfalto, mas a estrada estava em excelentes condições, o que nos animou um pouco. Pedalamos num acostamento largo e lisinho até passarmos pela Praia do Gunga (último ponto da rota turística para as praias do sul de Maceió), a partir daí, tivemos que disputar espaço com os carros e até pararmos de pedalar esperando eles passarem. Depois de algumas horas de estresse, chegamos à entrada da praia Pontal de Coruripe. Ao entrarmos na cidade, percebemos que ela era pequena, mas bem simpática. 
Sendo assim, fomos conhecer a beira da praia e nos decepcionamos um pouco com o mar, pois era um pouco escuro e agitado. Como não iríamos ficar na praia mesmo, decidimos comer num restaurante a beira-mar e, em seguida, nos instalarmos numa pousada para organizarmos as nossas tarefas burocráticas.
Passamos o restante do dia no quarto da pousada fazendo trabalhos burocráticos. Saímos apenas para comprarmos o nosso café da manhã e a água de amanhã. E acabamos indo dormir cedo.

Gastos
- Pousada: R$40,00   - Compras: R$18,40   -Bebidas: R$5,30   - Almoço: R$/34,10
Estatísticas
- Distância: 52,9Km   - Tempo: 4h03min   - Média: 13,2Km/h
Condições da estrada
- Início muito bom (até a praia do Gunga) e final péssimo.

427° Dia – Maceió – Praia do Francês – 17/01/2012 – Terça-feira


A preguiça foi grande e acabamos levantando somente ao meio-dia. Estávamos com uma bobeira enorme tomando conta de nós e não sabíamos se ficaríamos mais um dia em Maceió ou se retomaríamos as pedaladas. Depois de refletir por um tempo, optamos por seguir o nosso caminho, pois estamos com o cronograma apertado. Desta maneira, fomos tomar o nosso café da manhã e arrumar todas as nossas tralhas.
Após nos despedirmos do pessoal super gente boa da Pousada Caravelas, iniciamos as nossas pedaladas. O início foi bem tranquilo, apesar de ser no meio da cidade. Assim que chegamos à orla, pegamos a ciclovia e tudo ficou mais agradável. Foram uns 20min aproveitando a brisa do mar.
Assim que pegamos a estrada realmente, o fluxo de caminhões aumentou e as reformas na via dificultaram um pouco a nossa vida. Como não sabíamos onde pararíamos hoje, optamos por ficar na primeira praia que nos atraísse para podermos aproveitar um finzinho de tarde.
Ao chegarmos no entroncamento de acesso à Praia do Francês, nos lembramos de que as recomendações eram boas a respeito desta praia e decidimos conhece-la. Além disso, sabíamos que tinha um camping, onde poderíamos pernoitar sem gastar o absurdo que as pousadas desta região cobram.
Entramos no acesso e realmente o povoadinho era bem legal. Começamos a nossa busca por onde ficar e, após procurar um pouco, achamos o Trilha do Mar Surf Camp (http://www.trilhadomar.com.br). Fomos muito bem recebidos e nos instalamos na área destinada às barracas. Após montarmos a nossa mansão, nos arrumamos e partimos para a praia. Bem em frente ao camping, tem uma trilha, em meio à mata e aos coqueiros, que leva direto para a areia branquinha da praia.
A orla é bem legal e para todos os gostos, pois tem uma região protegida pelos corais onde o mar é um “piscinão” e tem uma área de mar aberto ideal para surfistas. Ficamos curtindo e relaxando todo o resto da tarde. Coisa boa pegar uma prainha boa após uma pedalada (mesmo que curta). Regenerados, fomos procurar algum mercadinho para comprar mantimentos para preparar a nossa janta, pois o camping oferece cozinha completa.
Com as compras em mãos, fizemos um último pit-stop antes de voltarmos ao camping, pois tivemos que matar a saudade dos sorvetes Bali (realmente deliciosos). De volta ao nosso cantinho, começamos a escrever os relatos antigos que estão atrasados. Mais tarde, começamos cozinhar enquanto publicávamos as novidades e nos informávamos das notícias do mundo, pois o camping também oferece wifi. Com a comida pronta, tudo ficou para mais tarde e fomos matar a fome. Só para variar, acabamos fazendo comida demais e sobrou para o meu café da manhã mais reforçadinho.
Em seguida, começamos os preparativos para dormir, pois amanhã sabemos que acordaremos cedo (em camping não tem como ficar dormindo até muito tarde debaixo deste sol absurdo). Além disso, não queremos estar muito cansados, pois temos muito o que pedalar até chegarmos em Aracaju.

Gastos
- Camping: R$30,00   - Compras: R$18,40   - Sorvete: R$6,75
Estatísticas
- Distância: 22,8Km   - Tempo: 1h30min   - Média: 15,2Km/h
Condições da estrada
- Muito boas, com um bom acostamento sempre presente.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

426° Dia – Maceió – 16/01/2012 – Segunda-feira


Hoje acordamos animados, pois o meu olho estava bem menos inchado e poderíamos, finalmente, aproveitar o dia passeando pelo centro histórico. Desta maneira, tomamos o nosso café da manhã e saímos caminhando pela orla no sentido sul. Passamos por um trecho um pouco sinuoso até encontrarmos a região dos prédios antigos.
A nossa primeira parada foi no IPHAN (Instituto Patrimonial Histórico e Artístico Nacional), onde pudemos observar uma exposição de artesanato regional. Ficamos uma hora caminhando pelos corredores do museu. Fica aqui registrado os nossos agradecimentos aos seguranças do instituto que permitiram a nossa entrada e nos guiaram pelo museu, mesmo não sendo dia de visitação.
Logo que saímos do IPHAN, passamos pela Associação Comercial e pelo Centro Cultural Teotônio Vilela. Adoramos a biblioteca do centro cultural. Por lá, pudemos compreender um pouco a luta de Teotônio pela democracia nesta região. Além disso, fomos mais uma vez muito bem recebidos pelo pessoal desses espaços históricos de Maceió.
Assim que saímos da biblioteca, demos de cara com uma feirinha de artesanato e, obviamente, fomos dar uma olhadinha. Infelizmente, não havia nada muito diferente ou característico da região. Desta maneira, demos uma pequena caminhada pelas tendinhas e voltamos à pousada.
Ficamos o restante do dia e a noite no quarto, descansando e preparando as malas para a partida amanhã. Agora, vamos jantar uma deliciosa comida que o Moacir preparou e, em seguida, dormir. Amanhã pretendemos pedalar e ainda aproveitar as praias do sul de Maceió. Boa noite.

Gastos
- Pousada: R$60,00   - Coco: R$1,00   - Bombom: R$2,50   - Barzinho: R$13,20   - Água: R$4,00

425° Dia – Maceió – 15/01/2012 – Domingo


Acordamos cansados na capital alagoana e acabamos saindo da cama só no início da tarde. A Cris estava com o olho esquerdo bem inchado, então fui ao supermercado para comprar mantimentos, visto que a pousada possui cozinha e poderemos matar a saudade de uma comidinha caseira.
Assim que retornei, tomamos o nosso café da manhã e fomos dar uma volta pela cidade. A orla é bem estruturada, com barzinhos, restaurantes e uma excelente ciclovia. Além disso, o mar é bem bonito. Passamos o dia dando uma volta pela orla e curtindo a brisa do mar.
No finalzinho da tarde, voltamos ao hostel para darmos mais uma descansadinha. O olho da Cris continuava incomodando e começamos a suspeitar de uma conjuntivite (esse é um dos problemas de dormir cada dia em um lugar). Mesmo assim, ela deu uma boa lavada com soro fisiológico e, após jantarmos, fomos dar mais uma caminhada pelo calçadão. Decidimos que amanhã será o dia de city tour e iremos até o centro histórico da cidade.
Agora escrevo este relato enquanto a Cris arruma tudo para dormirmos, pois, por incrível que pareça, estamos bem cansados.

Gastos
- Pousada: R$60,00   - Supermercado: R$59,78

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

424° Dia – Barra de Camaragibe – Maceió – 14/01/2012 – Sábado

Acordamos razoavelmente cedo e fomos para estrada o quanto antes. Pegamos a balsa (na verdade um micro barquinho) e cruzamos o rio. Perguntamos para o barqueiro como faríamos para chegar a estrada e ele nos explicou o caminho. Neste momento, descobrimos que teríamos uns 5km de caminho de areia pela frente (ainda bem que a Cris bateu pé para ficarmos em Barra de Camaragibe ontem)!
Assim que saímos da orla do rio, nos deparamos com a “estrada” que o gps indicava. Era um caminho de areia no meio dos coqueirais. Em alguns trechos até era possível pedalar, mas em mais da metade do trajeto tivemos que fazer empurrando as bikes. Os pneus pareciam faca quente na manteiga, era andar 5cm e eles afundavam na areia! Ficamos cansados de empurrar e um pouco de cara por termos que fazer tanta força e ter pouco rendimento. Assim que chegamos numa vilinha, ficamos sabendo que teríamos que subir um morro e depois já seria a estrada. Nesta altura, o caminho de areia já tinha virado uma rua de chão batido.
Quando chegamos numa guarita, perguntamos o caminho para o guardinha. Ele nos falou que teríamos que seguir a estrada pelo meio dos canaviais até chegarmos à praia novamente. Quando víssemos o mar novamente é que estaríamos próximos do asfalto. Um pouco temerosos pela qualidade deste “chão batido”, seguimos as indicações do guarda.
Felizmente, foram uns 15Km de chão batido sem pedras e areia e com paisagens encantadoras. Tínhamos a possibilidade de ver o verde das matas e dos canaviais contrastando com o azul do mar e do céu. Ainda bem que não viemos ontem, pois, além de perder este visual, seria meio complicado pedalar à noite e sem iluminação alguma no meio deste canavial.
Assim que chegamos à civilização, paramos para almoçar. A fome estava grande e nos esbaldamos na fartura de um PF que a senhora do restaurante nos serviu. Renovados, mas ainda com muito calor, retornamos para as pedaladas. O que nos motivava era que agora não faltava muito para chegarmos em Maceió.
Estes últimos quilômetros foram bem tranquilos, com bastante verde à nossa volta e, de vez em quando, uma bela vista do oceano. Pena que a estrada não vai costeando a orla, pois gostaríamos de conhecer todas as enseadas por quais passamos. As propagandas que víamos na estrada chamavam a nossa atenção, mas sabemos que não temos como conhecer tudo que temos vontade, senão chegaremos só em final de março em Porto Alegre, mas março de 2013!
Assim que nos aproximamos da zona urbana de Maceió já pegamos a beira mar. Deparamo-nos com uma excelente infraestrutura no calçadão. Tinha uma ciclovia bem sinalizada e também vimos diversas faixas da prefeitura da cidade incentivando a prática de atividade física regular. A primeira impressão da cidade foi ótima. Depois de muito pedalar pela orla, chegamos ao bairro Pajuçara, onde fica o hostel da Hostelling International. Infelizmente o hostel estava lotado, mas, para a nossa sorte, conseguimos uma pousadinha bem próxima (Pousada Caravelas) onde o preço era bom e o pessoal super camarada.
Instalamo-nos e saímos para comer algo, pois a fome estava grande. Fomos até o calçadão e demos uma caminhadinha até acharmos o que comer. Depois de passarmos por umas banquinhas de tapioca, deu um desejo de uma bela tapioca com um suco bem gelado. Em seguida, paramos para matar esta vontade, comemos duas tapiocas com suco natural (uma delícia)! Após comermos, voltamos à pousada para dormirmos satisfeitos com os temperos do nordeste. Boa noite.

Gastos
- Pousada: R$60,00   - Janta: R$19,50   - Sorvete: R$10,99   - Almoço: R$14,00   - Bebidas: R$7,50
Estatísticas
- Distância: 62,4Km   - Tempo: 4h20’55”    - Média: 14,4Km/h
Condições da estrada
- Muito boas, com um largo acostamento constantemente.

423° Dia – Maragogi – Barra de Camaragibe – 13/01/2012 – Sexta-feira

Acordamos mais tarde do que pretendíamos, sendo assim, levantamos rapidamente, devoramos o desayuno, arrumamos tudo e partimos. Como o calor aqui é intenso, temos que tentar pedalar fora dos horários de sol forte.
Assim como ontem, a estrada era muito boa, com um largo acostamento. A estrada ao sul de Maragogi tem uma bifurcação onde pode-se escolher ir pela via principal, que se afasta da costa, ou ir por uma via secundária onde é necessária a utilização de balsas para a travessia de rios. Como o caminho mais curto e mais belo é o secundário, lá fomos nós.
Quando chegamos ao acesso à Japaratinga entramos sem titubear. O início era de paralelepípedo, mas imaginávamos que seria um pequeno trecho. Mesmo assim, nem dávamos muita bola para isso, pois a paisagem nos chamava muito mais a atenção. Depois de um tempo pedalando, perguntamos para alguns pedestres qual era o caminho e eles disseram que ainda tinha uns 10km de paralelepípedo até a balsa. Ficamos um pouco desmotivados pela a nossa escolha, mas agora era tarde demais. Sendo assim, continuamos em frente.
Conforme subíamos e descíamos pequenos morros, podíamos ter uma vista panorâmica da região. O mar azul e o céu sem nuvem alguma formavam uma paisagem exuberante. O arrependimento passou e a certeza de que fizemos a escolha certa veio à nossa mente. Japaratinga é um recanto belíssimo, um lugar bem retirado, sem grande urbanização e que proporciona uma tranquilidade difícil de se ver.
Depois de quase 1h apreciando aquela maravilha, chegamos à balsa. No momento em que “estacionamos” as bikes, um barqueiro estava saindo e ainda conseguimos subir num barquinho 2x2. Fomos equilibrando as bikes na travessia do rio. Assim que chegamos do outro lado, fizemos um pit-stop para comermos e descansarmos. Enquanto relaxávamos, se aproximou algo que ainda não tínhamos visto. Era uma caminhonete com a caçamba cheia de quinquilharias chinesas e paraguaias e tal veículo se denominava o “Carro dos Importados”. Achamos bem diferente, mas realmente é uma das maneiras de tais produtos chegarem ao consumidor final.
Descansados, retornamos à estrada. Tínhamos um bom caminho até o nosso destino de hoje. Pedalamos mais umas 2h e chegamos à Barra de Camaragibe. Como tínhamos olhado o mapa no gps e indicava que haveria outra bifurcação para cruzarmos o rio, ficamos tranquilos. Esperávamos uma ponte surgir a qualquer hora, mas estava demorando para isso acontecer e estávamos nos distanciando muito do mar. Estranhando um pouco tudo isso, paramos para nos informar e descobrimos que já havíamos passado pela tal “ponte”. Decidimos retornar até o centro do povoado e ver o que tínhamos errado.
Assim que chegamos, perguntamos para alguns moradores e eles disseram que não tinha ponte alguma, mas a travessia do rio poderia ser feita por balsa. Como já era 17h e não sabíamos o que esperar da outra margem do rio (visto que não enxergávamos estrada alguma) a Cris optou por ficarmos em Barra de Camaragibe na noite de hoje. Um pouco contrariado, concordei. Desta forma, fomos procurar pousada para nos instalarmos. Depois de uns 30min procurando, acabamos nos instalando na primeira por qual havíamos passado. Cansados, só tomamos um banho e comemos umas bolachas antes de capotarmos na cama.

Gastos
- Pousada: R$70,00   - Balsa: R$4,00   - Bebidas: R$13,10   - Pão: R$1,00
Estatísticas
- Distância: 45,2Km   - Tempo: 3h03’24”    - Média: 14,8Km/h
Condições da estrada
- Boas, apesar do trecho de paralelepípedo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

422° Dia – Maragogi – 12/01/2012 – Quinta-feira

Acordamos cedinho, mas a bobeira e a falta de vontade de levantar fez com que não saíssemos da cama. Até pensamos no passeio das piscinas naturais, mas, pelas propagandas que vimos, iríamos pagar R$50,00 por pessoa para ficar 2h fazendo snorkel no meio dos peixinhos que víamos com muito mais abundância e variedade na Venezuela (de graça!). Realmente percebemos que em comparação com a grande maioria dos nossos países vizinhos, o turismo no Brasil é extremamente elitizado e beira a extorsão (neste passeio, por exemplo, era R$50,00 por pessoa para ir até as piscinas naturais e ainda se quisesse fazer snorkel teria que pagar um acréscimo pelo aluguel da máscara!).
 Lá pelas 10h, levantamos, tomamos um café da manhã surpreendentemente bom e fomos dar uma voltinha pela praia. Com uma certa dor no coração, confirmamos a nossa primeira impressão e a praia não era nada de mais. Maragogi não chega aos pés de Porto de Galinhas e Tamandaré! Mas como tínhamos o dia todo, ficamos na praia de bobeira um bom tempo. Quando o sol estava forte demais, vimos que era hora de almoçarmos. Comemos num restaurantezinho e voltamos para a pousada para arrumarmos um pouco a nossa bagunça.
Mais tarde, fomos dar uma volta até a lan house. Fizemos o nosso trabalho burocrático e já era hora de mais um lanchinho. Fomos até uma lanchonete e nos demos muito bem, pois os lanches e sucos eram deliciosos. Para finalizar a refeição, ainda pegamos mais um sorvetinho. Ficamos uns 30min na praça jogando conversa fora e tomando o nosso saboroso sorvete. Como já estava um pouco tarde, nos recolhemos aos nossos aposentos, pois amanhã é dia de pedal.

Gastos
- Pousada: R$65,00   - Almoço: R$38,50   - Sorvete: R$3,00   - Lan house: R$1,00   - Janta: R$14,00

421° Dia – Tamandaré – Maragogi – 11/01/2012 – Quarta-feira

Pretendíamos acordar cedo para fazer a romaria até a Praia dos Carneiros (depois de tanta insistência por parte da família Di Nardo para que não perdêssemos este lugar lindo), mas acabamos acordando tarde e não teríamos tempo. Sendo assim, arrumamos tudo e partimos rumo à loja para devolvermos as chaves da casa e agradecermos mais uma vez pela imensa generosidade deles. A despedida foi bem emocionante e ficamos realmente tocados (como é bom conhecer gente honesta, generosa e de excelente coração). Em seguida, fomos até o supermercado para comprarmos pão para o dia de pedalada.
Assim que nos dirigimos para a estrada, nos lembramos de parar para conhecer a cachoeira de Tamandaré. Chegamos no início da Reserva Ecológica do Saltinho (localização que a família Di Nardo tinha nos dado) e começamos a olhar em volta. Avistamos uma bonita cachoeira em meio à mata nativa. Infelizmente, tínhamos um bom percurso pela frente, pois senão seria um bom lugar para se perder algumas horas tomando um banho e curtindo a natureza.
Continuando o nosso caminho, chegamos até a movimentada e precária rodovia (o acostamento é praticamente inexistente). Pedalávamos em meio a morros, canaviais e caminhões passando colados. Depois de um tempo pedalando nestas condições e de um caminhão fazer uma ultrapassagem se jogando pra cima da gente, decidimos não ter pressa alguma e pedalarmos pelo ridículo acostamento. Mesmo que demorássemos mais e fosse mais sofrido, chegaríamos vivos!
Para a nossa sorte, assim que cruzamos a divisa com Alagoas a estrada melhorou muito e um acostamento largo e com um asfalto lisinho surgiu à nossa frente. Ficamos muito felizes por tal acontecimento e só ficávamos apreciando as belas paisagens do litoral nordestino. Sem perceber os quilômetros passando, chegamos até a praia de Peroba (uma das indicações do pessoal com quem conversamos). Infelizmente não achamos nenhuma pousadinha de beira de estrada para ficarmos e decidirmos ir direto para Maragogi. Neste caminho, começamos a avistar inúmeras mangueiras repletas de frutos. Como uma manguinha sempre cai bem, paramos para apanhar um lanchinho para mais tarde. Após a colheita, retornamos à estrada e decidimos que já era de chegar logo a Maragogi, pois não demoraria para anoitecer.
Assim que chegamos ao vilarejo de Maragogi, fomos direto para a orla, pois todos falam muito bem deste famoso ponto turístico. Ao nos depararmos com a realidade, ficamos um pouco frustrados, pois a praia não era nem um pouco do que esperávamos. Desta forma, fomos procurar um lugar para ficar e deixamos para verificar a real situação após estarmos instalados.
A busca por onde dormir não foi fácil, pois qualquer pousadinha (pousadINHA mesmo) estava cobrando R$120,00 por noite para o casal. Após pesquisarmos muito, achamos a Pousada da Glória bem na praça central. O local é bem simples, mas limpinho e com um preço muito mais acessível. Instalamo-nos, tomamos um bom banho e saímos para conhecermos um pouco mais da cidade.
Achamos a orla razoável, sem nenhum grande atrativo natural ou feito pelo homem. Durante a caminhada, começamos a ver algum lugarzinho para jantarmos. Acabamos comendo numa feirinha de artesanato, onde aproveitei o precinho camarada e acabei comprando uma bermuda pra mim. Em seguida, retornamos à pousada, pois estávamos bem cansados e queríamos acordar cedo amanhã para ver se faremos o passeio até as piscinas naturais (principal atração turística desta região).

Gastos
- Pousada: R$65,00   - Lan house: R$1,05   - Compras: R$8,88   - Janta: R$33,00   - Bermuda: R$30,00
Estatísticas
- Distância: 48,2Km   - Tempo: 3h18’07”    - Média: 14,6Km/h
Condições da estrada
- Na parte pernambucana horrorosas, mas na parte alagoana muito boas.