Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

336° Dia - El Tigre - Boa Vista - 18/10/11 - Terça-feira

     Assim que despertamos com os primeiros raios de sol, o ônibus parou e descobrimos que já estávamos na fronteira. Após o desembaraço aduaneiro na Venezuela e mais uns 5Km de estrada, finalmente ingressamos no Brasil novamente! Ficamos um pouco tristes por não termos mais a possibilidade de praticarmos o nosso espanhol, mas também ficamos extremamente felizes por estarmos de volta à nossa terrinha! Mesmo já estando em solo brasileiro, foram mais umas 4h de viagem até chegarmos em Boa Vista.
     Desembarcamos na rodoviária, montamos todas as nossas tralhas, agradecemos aos motoristas e fomos procurar onde nos hospedarmos. Vimos um hotel bem em frente com internet, café da manhã e um preço razoável. Como não seria nada bom para o dedo da Cris ficarmos pedalando em busca de outros locais, já nos instalamos.
     Ficamos o resto da tarde repousando, sendo que só saí para comprar algumas bebidas. À noite, fui até uns restaurantezinhos ao lado da rodoviária e peguei umas viandinhas para a nossa janta. Que maravilha! Arroz, feijão, churrasquinho, salada e vatapá! E o melhor de tudo, acompanhados por um guaraná BEM GELADO (depois de 11 meses sem!)!
     Após comermos, demos um pulo numa farmácia para procurar o remédio da Cris. Infelizmente não achamos, mas, muito felizmente (hehe), voltamos ao Brasil e encontramos muitos chocolates bem baratos. De volta ao quarto, foi mais uma sessão de guaraná, chocolate e TV. Amanhã, se a Cris estiver bem, faremos um pequeno city tour para conhecer melhor a capital de Roraima.
Gastos
- Hotel: R$60,00   - Bebidas: R$10,50   - Café: R$1,11   - Janta: R$13,00   - Chocolate: R$5,75

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

335 - El Tigre - Boa Vista (BRASIL!) - 17/10/11 - Segunda-feira

     Acordamos às 8h e, após o desayuno, o Moacir foi até o terminal de ônibus comprar as passagens para Boa Vista. Aproveitei a demora dele para organizar as bagagens e preparar tudo para a nossa partida. Assim que ele voltou, recebi a má notícia de que o único horário de saída era às 18h e que teríamos que esperar todo esse tempo na rodoviária (pois o check out do hotel é às 13h). Sendo assim, terminamos de arrumar tudo, almoçamos o que sobrou do frango frito e da pizza de ontem de noite e partimos.
     Comoa rodoviária ficava há uns 3Km do hotel, demoramos uns 20min para chegar, pois o meu dedo quebrado não permite fazer muita força no pedal. Logo que entramos na rodoviária, o Moacir foi comprar as passagens e eu fui procurar um lugar para nos instalarmos na área de espera. Para a nossa sorte, a atendente da Eucatur havia reservado as nossas passagens, pois o ônibus já estava lotado.
     Passamos a tarde toda na sala de espera conversando e vendo televisão. Aproveitamos os últimos momentos para assistir programas em espenhol (fica muito mais engraçado). Uma hora antes do ônibus chegar, fomos até a zona de embarque para desmontarmos as bikes e comprarmos lanches para as 19h de viagem. Enquanto organizávamos tudo, um gentil senhor veio conversar conosco. Ficamos sabendo que ele era vendedor de sabão e que já havia viajado por toda a América do Sul. O tempo voou nesta troca de experiências e, quando menos esperávamos, o ônibus chegou.
     No momento em que o veículo estacionou, a atendente da empresa já veio nosdizer que teríamos que pagar mais BsF300 de excesso de bagagem. O Moacir disse que não iria pagar esta extorsão e ela mandou acertar o valorcomo motorista. Para a nossa sorte, ele era brasileiro e muito gente boa, acabou nos cobrando BsF50 (uns R$11), só para dizer que estava cobrando algo. Desta maneira, carregamos o carro e partimos. Assim que entramos no veículo, já pegamos no sono e só acordamos nas quatro paradas policiais, onde tivemos  que mostrar os passaportes.
Gastos
- Desayuno: R$4,22   - Carritos: R$1,11   - Ônibus: R$98,88   - Excesso de bagagem: R$11,11   - Mantimentos:R$25,00

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

334 - El Tigre - 16/10/11 - Domingo

     O despertador tocou às 5h e eu não conseguia nem procurá-lo, de tanto sono. Sendo assim, o Moacir o reprogramou para às 7h. Assim que ele tocou novamente, percebemos que não iríamos conseguir levantar cedo e resolvemos ficar mais um dia descansando. Estes períodos do mês me deixam muito cansada e desanimada.
     Após a manhã de sono, tomamos o nosso desayuno e nos preparamos para sair. Pensei em colocar calça e tênis, pois aqui sempre chove, mas acabei desistindo. Quando saímos do hotel, vimos que o dia estava ensolarado e quente, mas havia uma tormenta no horizonte. Como a tormenta demoraria para chegar, resolvemos procurar, a pé, uma lan house.
     Caminhamos cerca de 10 quadras e não encontramos nada. Como o pessoal do hotel havia nos dito que tinha um centro comercial com lan house no final da avenida, resolvemos caminhar um pouco mais. Acredito que esta foi a pior decisão que tomamos ao longo de toda a viagem!
     Duas quadras após esta decisão, passamos por uma calçada defeituosa que tinha uma pequena viga de aço saliente (do tamanho de um prego e da largura de uma rolha de garrafa de vinho), cuja qual eu chutei e quebrei o meu dedo do pé direito. Foi o acidente mais bizarro que já tive na minha vida. Achei que havia chutado uma pedra (pois não tinha visto a viga) e, quando olhei para o meu pé odedo estava completamente torto.
     O Moacir demorou um pouco até entender o que estava acontecendo. Assim que se deu conta, ele me ajudou a sentar e foi procurar um táxi. Um gentil senhor nos indicou o hospital e nos ajudou a procurar táxi também. Como os táxis estavam demorando a passar, aceitamos a sugestão de uma senhora que nos falou de uma clínica que havia há duas quadras. O Moacir (parodiando a minha sogra: Meu Herói!) me pegou no colo e me levou até a clínica.
     Chegando lá, demoramos um pouco para sermos atendidos, pois eles tiveram que chamar, pelo telefone, a radiologista e o traumatologista de plantão. Quando vimos o raio-x, percebemos que além da luxação, também havia uma fissura. Desta maneira, tiver que anestesiar o dedo para que o médico pudesse colocar a parte luxada no lugar. Durante todo este processo, ficamos conversando com o Dr. Rojas e os enfermeiros sobre a expedição e o Brasil. É incrível como tudo fica melhor após a anestesia! Com tudo no lugar, a indicação de um anti-inflamatório e a recomendação de 3 semanas de repouso, voltamosao hotel (agora, de táxi).
     O Moacir me deixou no quarto e foi comprar comida e se informar sobre o ônibus para o Brasil. Esta fratura mudou um pouco os nossos planos. Acho que teremos que deixar o Salto Angel (uma trilha até a maior cachoeira do mundo) para um outro momento e chegar o mais rápido possível à casa da minha cunhada, em Belém. Espero que este dedo se recupere logo, pois aindatemos todo o Brasil para pedalarmos.
     Agora vamos comer pizza e frango frito que o Moacir trouxe e descansar. Espero que amanhã tudo esteja melhor. Boa noite.
Gastos
- Hotel: R$40,00   - Médico e clínica: R$273,00   - Janta: R$35,55   - Táxis:R$12,11

terça-feira, 1 de novembro de 2011

333 - El Tigre - 15/10/11 - Sábado

     Acordei às 9h me sentindo renovado. Como a Cris continuava dormindo, me arrumei e fui bater perna pelacidade a procura de algum hotel melhor ou mais barato e de alguns complementos para o desayuno. Depois de caminhar um pouco e desistir de outros hotéis, encontrei um "mercado público" ao estilo peruano (cheio de coisas, mas meio sujo). Vi frutas, verduras, vários tipos de carne sem refrigeração alguma, comidas típicas e, diferentemente das artesanias peruanas, muito contrabando e produtos falsificados. Fiz um ranchinho de frutas e voltei ao hotel.
     Assim que cheguei no quarto, a Cris estava acordada e preocupada por ter demorado tanto. Disse o que tinha ido fazer e que queria deixar ela descansar, pois as pedaladas dos últimos dias foram bem puxadas. Desta forma, desayunamos e ficamos descansando até o meio da tarde.
     Lá pelas 16h30min, saímos para comer algo. "Almoçamos" num restaurante italiano que servia pratos bem generosos de massa. Mais do que satisfeitos, passamos num mercado para comprar coisas para a janta e para a pedalada de amanhã e voltamos ao hotel. Pudemos perceber grandes mudanças no clima desde que saímos do litoral. Por aqui chove todos os dias, o dia todo o céu fica nublado, a temperatura média diminuiu uns 5-7 graus e sempre há uma ameaça de temporal no horizonte.
     Agora estamos vendo um pouco de televisão enquanto tentamos colocar os relatos em dia e descansamos um pouco mais, pois amanhã teremos 120Km até Ciudad Bolívar. Daqui a pouco tomaremos um café e tentaremos dormir antes das 23h para acordar às 5h amanhã.
Gastos
- Hotel: R$40,00   - Almoço: R$26,66   - Picolé: R$1,77   - Desayuno: R$9,88   - Compras: R$11,11

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

332 Dia - Anaco - El Trigre - 14/10/11 - Sexta-feira

     Acordamos às 10h e começamos a preparar tudo para saírmos de Anaco e irmos até El Tigre. Logo que saímos do hotel, pudemos perceber os efeitos do temporal da madrugada: as ruas estavam alagadas e os esgotos transbordando. Apesar da sujeira, a saída da cidade foi bem tranquila. É gostoso pedalar nestas cidadezinhas pequenas que têm pouco trânsito e muita gente simpática nos incentivando.
     Ao entrarmos na estrada, uma leve chuva nos acompanhou. Aproximadamente 30Km após a saída, a estrada virou mão dupla e com acostamento de terra solta. Resumindo, o restante da viagem foi um alto nível de estresse por ter que ficar controlando os carros que passavam colados em nós e ficavam buzinando em nosso ouvidos. Depois da estrada entre Rosário e Villa Maria, na Argentina, esta foi a pior que encontramos na viagem. Não recomendamos aos cicloturistas se arriscarem por este perigoso trecho.
     Chegamos em El Tigre no início da noite. A cidade nos pareceu um pouco desorganizada, mas já possuía mais estrutura que as últimas pelas quais passamos. Como estava escurecendo, passamos em poucos hoteis e já nos instalamos em um simples e limpo.
     Assim que nos arrumamos para sair, fomos à caça de restaurante. Caminhamos pela avenida principal da cidade por cinco quadras e acabamos, mais uma vez, num restaurante chinês. Ao entrarmos no restaurante, fomos bem atendidos e, só para variar, comemos demais.
     Na volta ao hotel, ainda passamos em uma bodega para pegarmos leite e água para amanhã, pois teremos um dia de folga antes da jornada até Ciudad Bolívar. Estamos entusiasmados com a possibilidade de fazermos a trilha até Salto Angel - maior queda d`água do mundo (que sai de Ciudad Bolívar) mas temos que descansar, pois o retorno às pedaladas está sendo bem difícil e lesivo (sim, muita dor na bunda!). Boa noite.
Gastos
- Hotel: R$40,00   - Janta: R$20,00   - Lanche: R$6,88    - Compras: R$2,66
Estatísticas
- Distância: 72,65Km   - Tempo: 4h38min08"   - Média: 15,5Km/h
Condições da estrada
- Ridiculamente ruins.

domingo, 30 de outubro de 2011

331 Dia - Puerto La Cruz - Anaco - 13/10/11 - Quinta-feira

     Mais um dia em que acordamos cedo, conforme o combinado. Diferentemente dos últimos dias, assim que levantamos fomos desayunar e já começamos a nos arrumar, pois já tinha virado questão de honra conseguirmos deixar Puerto La Cruz para trás. Mesmo assim, somente iniciamos as pedaladas às 10h30min.
     Saímos do hotel e fomos direto ao supermercado, pois estávamos quase sem água. Após as compras, finalmente entramos na estrada. Como pegamos uma subida chatinha no dia em que chegamos na cidade, optamos por um caminho pela zona urbana. Acabamos descobrindo belas regiões, confirmamos que os venezoelanos são malucos no trânsito (mais barbeiros que os peruanos) e, para a nossa sorte, pegamos puro plano o tempo todo.
     Chegando na estrada para Ciudad Bolívar, um acostamento largo e com bom asfalto nos surpreendeu. Além disso, o céu com várias nuvens nos brindava diversos momentos de sombras extremamente refrescantes. O que realmente nos deixou felizes foi ver que a estrada passa por uma "brecha" no meio de uma cadeia de montanhas! Claro que tivemos vários momentos de sobe e desce, mas nada comparado com os morros ao nosso redor.
     Depois de pedalar 35Km, fizemos uma parada numa sombra de uma árvore para comermos alguns sanduíches. Ficamos uns 20min descansando e constatando os efeitos do destreino. Quando voltamos a pedalar, a Cris percebeu que o pneu dianteiro da sua bike estava completamente murcho. Desta maneira, retornamos para a sombra e fomos ver o que tinha acontecido. Após trocar a câmara, concluímos que o remendo da câmara antiga havia soltado.
     Voltando ao pedal, continuamos suando a camiseta até vermos uma placa que indicava 12Km até San Mateu e 47Km até Anaco. Ficamos muito contentes por já estarmos chegando. Após mais um tempinho pedalando, vimos a entrada de San Mateu e já começamos a perguntar sobre pousadas. Para o nosso desepero, todos disseram que não tinha nada disso no povoado e que teríamos que ir até Anaco. Cansados fisica e psicologicamente, paramos num boteco para pegarmos um suco bem gelado para acompanhar os nossos sanduíches. Após conversar um pouco, chegamos à conclusão de que deveríamos desistir de San Mateu e ir para Anaco o quanto antes, pois já era 15h30min, aqui anoitece cedo (18h) e hoje, devido a um céu prometendo temporal, deverá ficar escuro ainda mais cedo.
     Sendo assim, voltamos para a estrada e dei uma ajudinha para a Cris, pois ela já estava bem cansada. Um pouco após, começou uma chuvinha e vimos diversos raios no horizonte. Para a nossa sorte, o temporal estava indo na mesma direção que nós, porém, estava se deslocando um pouco mais rápido e foi se afastando lentamente. Depois de 1h40min de tensão, chegamos na cidade antes do anoitecer.
     Quando chegamos nas cidades começa a parte mais chata, e as vezes bem difícil, do dia: a procura por onde ficar! Depois de passarmos por um hotel lotado e um fora do nosso orçamento (nem chegamos de ter o trabalho de entrar e perguntar o preço), chegamos ao hotel Muniz (operadoracantabrito@hotmail.com) e nos instalamos. Tomamos um belo banho, alongamos (estávamos realmente exaustos) e nos arrumamos para irmos comer algo.
     Demos uma boa pernada pela cidade até encontrarmos algum restaurante que nos atraísse. Comemos dois pratos de massa deliciosos. Fazia tempo que não comíamos uma comida tão saborosa. Ao saírmos do restaurante, ainda passamos numa "arepera socialista" (lancheria que prepara arepas dos mais diversos sabores por preços bem populares) para provarmos um pouco da culinária local. Pegamos uma de pernil com queijo e uma de frango com queijo e nos espantamos com a quantidade de recheio delas. Antes de voltarmos ao hotel, ainda passamos numa padaria para garantir o desayuno de amanhã.
     Agora escrevo este relato enquanto a Cris alonga um pouco. Assim que acabar, vou passar o caderninho para ela dar uma lida no relato e vou degustar uma arepa e, posteriormente, um sorvetinho. Capotaremos em seguida, pois amanhã teremos 70Km até El Tigre e estamos demolidos pelos mais de 100Km pedalados hoje.
Gastos
- Hotel: R$40,00   - Arepas: R$3,33    - Janta: R$26,66   - Compras: R$12,22   - Bebidas: R$7,11
Estatísticas
- Distância: 102,6Km    - Tempo: 5h56min08"    - Média: 17,2Km/h
Condições da estrada
- Muito boas até San Mateu e medianas entre San Mateu e Anaco.

sábado, 29 de outubro de 2011

330° Dia – Puerto La Cruz – 12/10/11 – Quarta-feira

    Pode parecer piada, mas ficamos de novo! Tá difícl sair de Puerto La Cruz!
   Bom, o resto da história vocês já conhecem, mas amanhã é questão de honra reiniciarmos as pedaladas!
Gasos
- Hotel: R$37,77   - Almoço: R$20,11   - Janta: R$8,88   - Internet: R$1,33   - Compras: R$8,88

329° Dia – Puerto La Cruz – 11/10/11 – Terça-feira

     Acordamos cedo e bem cansados, pois não conseguimos dormir cedo ontem. Sendo assim, desayunamos e demos mais uma recostadinha. O problema foi que esta recostadinha durou mais do que pretendíamos e acabou ficando tarde para saírmos. Até ficamos na dúvida em ir até San Mateu somente, mas preferimos não arriscar e deixamos para amanhã cedo (em último caso, pedalaremos até a cidade de Anaco, a próxima cidade com mais infra).
     O resto do dia foi como sempre: internet, caderninho, comia e descanso. Sendo a única coisa diferente que fizemos foi ter ligado para a Selé (vó da Cris), para darmos os parabéns adiantados pelo aniversário que será dia 13. Amanhã sim sairemos!
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Almoço: R$9,77   - Janta: R$17,77   - Internet: R$3,33   - Ligação: R$2,46

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

328° Dia – Puerto La Cruz – 10/10/11 – Segunda-feira

     Hoje iríamos iniciar as pedaladas até Ciudad Bolívar, mas o sono nos venceu e acabamos acordando só às 9h. Como não sabemos quantos quilômetros teremos que pedalar até encontrarmos alguma cidade com estrutura (pois as que pesquisamos são pequenos povoadinhos e não oferecem muita informação através de sites), decidimos não arriscar. Sendo assim, optamos por ficarmos mais um dia em Puerto La Cruz.
     Aproveitamos o dia para atualizarmos os blogs, que continuam atrasados (pois estamos sem o netbook e tendo que transcrever tudo que colocamos no caderninho em lan house), e descansarmos. Saímos do hotel somente para almoçar no mesmo restaurante chinês que provamos no nosso retorno à Puerto La Cruz e para irmos em uma lan house. No fim do dia, estávamos cansados de tanto descansar, mas nos obrigamos a deitar cedo para tentarmos madrugar amanhã.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Compras: R$22,66   - Almoço: R$13,11   - Internet: R$4,00

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

327° Dia – Puerto La Cruz – 09/10/11 – Domingo

     Só despertamos às 11h e ainda um pouco cansados da maratona de praia. Porém, como ainda temos mais uma para conhecer, começamos a nos arrumar. Saímos do hotel ao meio-dia em direção ao muelle para irmos até a praia de El Faro. Estranhamos um pouco a grande quantidade de pessoas no barco, mas aí lembramos que era domingo e que só há barco para El Faro nos finais de semana.
     Foram uns 20min até avistarmos um farol e deduzirmos que a praia deveria ser do outro lado do morro. Aos poucos, começamos a ver inúmeras lanchas "estacionadas" na pequena e bem fechada enseada. Assim que o nosso barco atracou no pier, ficamos em dúvida se o nome da praia vinha do farol ou se era da faro-fada existente. Tinha uma multidão, tanto na areia quanto na água (lembramos das imagens do Piscinão de Ramos). Desembarcamos e fomos procurar um cantinho para montarmos o eclipse (ainda bem que levamos, pois hoje não teria como pegar uma sombrinha qualquer, havia gente até debaixo de árvores que eram só espinhos).
     Com tudo pronto, fomos aproveitar aquele marzão. Deivido à multidão e às embarcações, a água estava um pouco mais turva mas mesmo assim, tivemos um dia de muito sol, água, areia e snorkel. Na hora marcada, subimos na nossa embarcação de regresso e, definitivamente, nos despedimos do mar caribeño.
     Ao chegarmos em Puerto La Cruz, fomos direto ligar para dar os parabéns para a mãe, pois está de aniversário hoje. Em seguida, voltamos ao hotel para tomarmos um bom banho e nos arrumarmos para saírmos mais uma vez. Jantamos, passamos na lan house e compramos algumas coisinhas para comermos amanhã durante a pedalada. Depois de tudo isso, fizemos um pit-stop no sorvetinho da Marco Polo (grande rede de sorveteria). A Cris adorou, mas não achei tudo isso.
     Cansados, voltamos ao hotel para darmos uma arrumada em tudo para retornarmos às pedaladas amanhã. Agora, estamos vendo TV enquanto esperamos o sono aparecer.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Passeio: R$16,22   - Janta: R$19,33   - Compras: R$9,33   - Ligação: R$2,11   - Internet: R$4,00 - Sorvete: R$5,55

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

326° Dia - Mochima - Puerto La Cruz - 08/10/11 - Sábado

     Acordamos cedinho para aproveitarmos o nosso último dia no Parque Mochima. Tomamos café e já saímos em busca do nosso barqueiro. Esperamos uns 10min até ele chegar (enquanto isso, ficamos vendo alguns pelicanos desayunarem) e mais uns 15min até chegarmos ao nosso destino: a praia Cautaro.
    Assim que atracamos na areia, vimos que só havia mais um casal na praia. Com a praia quase exclusiva, fomos nos instalar numa sombra e cair na água. Passamos a manhã inteira aproveitando aquele mar azul celeste. No final da manhã, fomos fotografar a praia para termos recuerdos da beleza natural venezuelana.
     Em torno das 13h, o barqueiro voltou para nos buscar e nos levou até Mochima. Como pratendíamos chegar antes do anoitecer em Puerto La Cruz, só passamos na posada para tomarmos banho e pegarmos as bagagens e já partimos. Caminhamos até a praça principal e perguntamos para um rapaz se ele sabia onde passava o ônibus que iria até a estrada (onde pegaremos outro carro até o terminal de Santa Fé, de onde saem os ônibus até Puerto La Cruz). Felizmente, ele nos informou que era motorista de um carro (na verdade, uma caminhonete com a parte detrás adaptada com bancos) que fazia o translado até a estrada.
     A viagem foi meio caótica, pois os carros sacudiam muito, um deles estragou e o ônibus para Puerto La Cruz era, na verdade, uma van mega apertada. Entretanto, a volta acabou sendo mais rápida e econômica do que a ida. Antes das 16h, já estávamos instalados no hotel em Puerto La Cruz.
     Logo que chegamos, fomos buscar as bikes e os equipamentos na bodega do hotel Netuno. O pessoal nos entregou tudocertinho e agradecemos muito a ajuda. Depois dos problemas em Chichiriviche, é muito bom saber que existem pessoas confiáveis. Levamos tudo para o nosso quarto e saímos para comer. Acabamos provando um outro restaurante chinês, delicioso. Cansados e com a barriga cheia, voltamos ao hotel. Acabamos passando o resto do dia no quarto e, para variar, não conseguimos dormir cedo.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Ônibus: R$7,55   - Almoço: R$30,66   - Supermercado: R$36,88

terça-feira, 25 de outubro de 2011

325° Dia – Mochima – 07/10/11 – Sexta-feira

     Despertamos às 9h e iniciamos os preparativos para conhecermos mais uma prainha paradisíaca. Depois de um bom desayuno e de acharmos o nosso barqueiro, partimos rumo ao nosso destino de hoje: Manare!
     Como estávamos compartindo o barco com outro casal que estava fazendo um passeio para conhecer 5 praias, “ganhamos” um vistazo de três novas enseadas antes de irmos à nossa. Todas eram bem semelhantes, sendo que variava apenas o tamanho da faixa de areia e a quantidade de pedras no fundo e nos cantos da praia. Quando começamos a rumar para Manare, uma costa montanhosa surgiu à nossa frente. Ficamos encantados com o contraste do azul vibrante da água com o preto e cinza das rochas. Antes de chegarmos na areia, ainda passamos por umas duas capelas dos barqueiros (imagens de santas em cima das rochas) e algumas grutas. A última ficava a uns 500m da praia e só tinha como entrar por baixo d’água. Após conhecê-la (como já estava na água mesmo), falei para a Cris ir para a praia de barco enquanto eu faria snorkel até a areia.
     Ela chegou na praia e montou acampamento na sombra de um coqueiro. Enquanto isso, foram uns 45min de snorkel com bastante vida marinha (vi dois daqueles peixes que inflam quando se sentam ameaçados) numa água cristalina. Depois de chegar na praia, ficamos a tarde toda revezando entre areia, água, sol e snorkel. Atualmente achamos normal estarmos num lugar assim, mas, com certeza, sentiremos saudades.
     O tempo passou voando e, quando nos demos conta, já era 17h e o nosso barquinho se aproximava. Lamentamos ter que voltar, mas a fome já estava batendo depois de um dia inteiro só com lanchinhos.
     Assim que atracamos no vilarejo, voltamos para a pousada, nos arrumamos e já saímos para comer. Jantamos no restaurante do dono da pousada (ao lado do embarcadeiro) e fomos surpreendidos por um prato muito bem servido e delicioso. Satisfeitos, fomos comprar mantimentos para amanhã (nosso último dia neste paraíso) e passamos numa lan house para sabermos das novidades.
     Lá pelas 20h voltamos para o quarto para descansarmos, pois estávamos demolidos. Hoje foi mais um dia em que a água nos deu um belo cansaço. Agora estamos revezando a escrita de diversos relatos para tentarmos colocar em dia tudo que está mega atrasado. Em breve, vamos dormir, pois amanhã só teremos a parte da manhã para aproveitarmos a praia.
Gastos
- Posada: R$37,00   - Passeio: R$22,22   - Internet: R$0,66   - Compras: R$11,78    - Janta: R$26,88

sábado, 22 de outubro de 2011

324° Dia - Mochima - 06/10/11 - Quinta-feira‏

Mais um dia em que não conseguimos acordar cedo. O despertador tocou as 7h e ficamos enrolando na cama até as 9h30min. Conseguimos sair do quarto as 10h e fomos diretamente ao cais. Conversamos com um barqueiro, mas como ele não quis nos dar um bom desconto, voltamos a pousada para ver se o dono conhecia alguém. Felizmente, o pai do dono falou com um amigo que nos fez um precinho camarada e lá fomos nós.
O caMinho de barco foi lindo, passamos por enormes cadeias de montanhas verdejantes que formam esta região do Parque Mochima. Ficamos emocionados em ver tanta mata preservada, além de pelicanos e peixes por todos os lados. Em, aproximadamente 15min, chegamos a Playa Blanca. A praia é, na verdade, uma enseada de aproximadamente 1km, com águas transparentes, areia branquinha e muitas rochas (o que favorece a prática do snorkel).
Mal nos instalamos embaixo de uma árvore e o Moacir já foi correndo fazer snorkel. Enquanto eu esperava ele voltar, fiquei observando a beleza do local e meditando um pouco. Assim que ele chegou, fomos tomar banho de mar. A água não estava muito quente, mas ainda se mantinha agradável. Além disso, é impossível encontrar empecilhos para não ficar naquele mar paradisíaco.
O restante do dia ficamos nadando, tomando sol, fazendo snorkel e aproveitando aquele deleite visual. Nem a chuvinha que teve no início da tarde atrapalhou a diversão. Após a agradável tarde, voltamos a pousada acompanhados pelo deslumbrante por-do-sol nas montanhas.
Chegamos morrendo de fome (pois passamos o dia todo comendo lanchinhos), tomamos banho e já saímos para jantarmos. Caminhamos para o lado esquerdo do vilarejo e percebemos que esta cidade é, realmente, simpática. Parece que�todos se conhecem, as crianças tem liberdade de brincar na rua, transmitindo uma estranha sensação de ainda viver no meu tempo de infancia. Após uma boa caminhada, paramos no restaurante El Mochimero. O restaurante e a comida eram simples, mas fomos bem atendidos e comemos pratos bem saborosos.
Depois da cena, fomos comprar os mantimentos para o dia de amanhã. Conseguimos comprar quase tudo, só nos faltou os pães recheados na padaria (que vamos pegar amanhã de manhã), pois já havia acabado a remessa de hoje. Voltamos com as compras para o quarto e nos deitamos para descansar um pouco. Esta viagem está fadigando o corpo, mas deixando a mente completamente relaxada. Agora vamos ver um filminho para acabar a noite em grande estilo. Boa noite.
 Gastos
- Posada: R$37,00   - Passeio: R$22,22   - Janta: R$29,33   - Compras: R$9,55

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

323° Dia - Puerto La Cruz - Mochima - 05/10/11 - Quarta-feira‏

Hoje havíamos nos programado para acordar cedo para irmos conhecer a cidade de Cumaná (capital do Estado de Sucre). Entretanto, perdemos a hora por dormir demais e só conseguimos sair do hotel ao meio-dia. Pelo menos, conseguimos deixar as bikes e os equipamentos na bodega do hotel. Desta maneira, poderemos viajar mais tranquilos e ir com poucas bagagens.
Preferimos fazer este trajeto sem as bikes porque teremos que fazer um bate e volta em três dias para aí sim iniciarmos o retorno ao Brasil. Como o caminho é montanhoso, seria chegar pedalando em Cumaná, dar meia volta e regressar a Puerto La Cruz. Sendo assim, vamos de ônibus para termos tempo de conhecermos algumas ilhas da região (não sabemos se vamos a Isla Margarita, pois todos a quem perguntamos falaram mal dela).
Caminhamos seis quadras até o terminal rodoviário e, para a nossa sorte, o ônibus já estava saindo. Embarcamos e partimos rapidamente. A viagem foi tranquila, até demais, pois o motorista levou 2h para dirigir 90Km. Assim que descemos na rodoviária, fomos nos informar com um policial sobre os melhores lugares turísticos de Cumaná. Ele nos informou que a melhor praia ficava longe do centro e que o melhor era ir a praia Mochima (mais 45min de carro).
Depois de muito discutir sobre o que fazer, pegamos um táxi até a praia San Luis, a mais famosa da cidade. A praia foi uma enorme decepção, não tinha algum atrativo e ficava longe de tudo. Desta maneira, assumimos que havíamos perdido o dia mesmo e pegamos outro ônibus até a praia de Mochima. Durante o caminho, ficamos nos perguntando sobre onde seria esta cidade, visto que o Parque Mochima se estende desde o Estado de Anzoátegui até o Estado de Sucre.
Andamos o tempo todo entre montanhas, a paisagem se revelava abundante e suntuosa. Quando chegamos no topo de uma montanha, o motorista parou ônibus e começou a revisar os freios. Em seguida, ele parou mais uma vez para ir em uma mecânica e combinar com o mecânico o conserto dos freios para mais tarde. Todos se olharam um pouco assustados, mas ninguém fez menção de sair do carro, sendo assim, também ficamos. O motorista desceu toda a montanha em freio motor e, após meia hora de tensão, chegamos no simpático vilarejo de Mochima.
A cidade é pequena, simples, mas possui tudo o que um turista precisa para aproveitar as férias: pousadas, restaurantes, mercadinho, padaria, embarcadeiro e uma beleza natural fascinante. Descemos do ônibus na praça central do vilarejo e começamos a procurar hospedagem. Acabamos nos instalando em uma pousada de um venezuelano que namora uma curitibana e que, por camaradagem, nos deu um bom desconto.
Após nos acomodarmos no confortável quarto, fomos até o cais para nos informarmos sobre os preços dos passeios as ilhas. Vimos que os preços variam entre R$25 e R$50 (por lancha, ou seja, para os dois) e nos animamos com as fotos das praias. Enquanto líamos as informações, percebemos que o sol estava se pondo. Sendo assim, fomos até o final do muelle e ficamos sentados, com os pés na água, admirando aquele espetáculo. Ainda fomos presentiados com uma enorme estrela do mar bem a nossa frente a uns 5m de profundidade.
Quando começou a anoitecer, deixamos o cais e fomos em busca de um restaurante. Como só havia um aberto, acabamos comendo frango frito com arepa e salada. Surpreendentemente, a comida estava bem saborosa. O único problema, foi que viramos banquete para os "puri-puri", uma espécie minúscula de mosquitos que pica e deixa uma desagradável sensação de ardência.
Saímos nos coçando do restaurante e preferimos só passar na padaria e já voltarmos para o quarto, para fugirmos dos mosquitos. Não havíamos entendido porque a primeira atitude do dono da pousada ao mostrar o nosso quarto havia sido trocar o refil do matinset, agora entendemos. Como chegamos cedo ao quarto, nos banhamos e começamos a atualizar os relatos que ainda estão atrasados. Em breve, vamos dormir, pois amanhã pretendemos acordar cedo para aproveitarmos as ilhas ao máximo.

Gastos
- Posada: R$37,00   - Ônibus: R$16,44   - Táxi: R$6,66   - Compras: R$18,11   - Janta: R$17,77   - Guloseimas: R$1,33

322º Dia – Puerto La Cruz – 04/10/11 – Terça-feira

Mais um dia em que acordamos pensando em conhecer um pouco mais o Parque Mochima. Sendo assim, tomamos o nosso café da manhã e começamos a arrumar tudo para irmos à praia, pois não queremos chegar ao píer em cima da hora como ontem. Hoje levaremos um lanchinho (ovos cozidos e sanduíche) para garantir.
Saímos do hotel e fomos em direção ao muelle. Mesmo estando 20min antecipados, foi mais um dia em que chegamos com o barco zarpando. Assim que embarcamos já ligaram os motores e lá fomos nós. A viagem foi um pouco mais conturbada, mas em poucos minutos já chegávamos ao píer de Puinare.
Instalamo-nos numa sombra de um guarda-sol e demos um bom mergulho naquela água maravilhosa. Quando voltamos para a canga, um cara veio cobrar o “aluguel” do guarda-sol rústico caindo aos pedaços. Sendo assim, dissemos que não ficaríamos e nos instalamos debaixo de uma árvore a uns 2m que tinha o dobro de sombra. Passamos o resto do dia revezando entre snorkel (mais um dia em que vi as lulas), banho de mar, sol e sessões de foto.
Aproveitamos o tempo livre para decidirmos os nossos próximos destinos, pois estamos em dúvida entre as praias de Cumaná e a Isla Margarita. Com todos que conversamos sobre estes locais, recebemos boas informações das praias de Cumaná e não tão boas de Isla Margarita. O tempo passou voando e quando vimos a nossa lancha de regresso já havia atracado no píer.
Assim que voltamos ao continente, fomos direto a uma agência de turismo. Pedimos tudo quanto era informação e acabamos decidindo por Cumaná mesmo, pois em Isla Margarita gastaríamos muito viajando pela agência (R$1.000,00 por dois dias) ou então seria bem trabalhoso (5h de ferryboat mais 1h30min de ônibus). E, em último caso, poderemos ir para Isla Margarita de Cumaná mesmo se não gostarmos de lá.
De volta ao hotel, nos banhamos e descansamos um pouco. Mais tarde, saímos para procurar algum lugar para jantarmos. Paramos num restaurante italiano e nos atracamos na salada. Neste momento, notamos que estávamos com saudade de comer uma boa e saborosa salada. Mais um dia em que saímos estufados do restaurante.
Para fazer a digestão, fomos até uma lan house para sabermos das novidades e atualizarmos os blogs (estão mais do que atrasados). Depois de mais um enfartaço (desta vez de computador), voltamos ao hotel para arrumar tudo para a viagem para amanhã. Ainda bem que o pessoal do hotel permitiu que a gente deixe as bikes e algumas bagagens no depósito, senão não saberíamos o que fazer. Com tudo pronto, fomos dormir, pois hoje foi mais um dia em que a água sugou as nossas energias.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Janta: R$33,00   - Mercado: R$2,22   - Sorvete: R$1,77    - Passeio: R$16,00   - Internet: R$4,00

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

321º Dia – Puerto La Cruz – 03/10/11 – Segunda-feira

     Acordamos às 10h, após uma longa e regenerativa noite de sono. Assim que levantamos, tomamos o nosso café e iniciamos os preparativos para irmos conhecer as ilhas do Parque Mochima. Demoramos um pouco até prepararmos tudo e acabamos saindo do hotel quase ao meio-dia.
     Perguntamos aos recepcionistas do hotel onde se localizava o píer e, em poucos instantes, já estávamos a caminho. Recorremos todo o calçadão até chegarmos à cruz que simboliza a cidade. Quando olhamos para o muelle, havia um barco saindo, sendo assim, apressamos o passo para ver se poderíamos pegá-lo. Para a nossa sorte, os guias do parque também nos viram e nos esperaram. Nem sabíamos para qual das ilhas o barco se dirigia, mas corremos para comprar as passagens. Compramos passamos para a praia “El Saco”, embarcamos e o barco zarpou.
     Quinze minutos após a partida, o barco parou em uma praia. Desembarcamos e, assim que pisamos na areia, vimos uma placa que dizia “Playa Puinare”. Voltamos correndo para o barco que já estava partindo (mais uma vez) e o pessoal teve que esperar por nós, mas desta vez eles se divertiram com os brasileiros perdidos. Depois de mais 10min, chegamos na praia ”El Saco”. O lugar era incrível: mar azul, rochas com vegetação semi-árida por todos os lados e areia limpinha. Descemos do barco, confirmamos que estávamos na praia certa e fomos nos instalar embaixo de uma árvore. Ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que havia na ilha em plena segunda-feira.
     Passamos toda a tarde fazendo snorkel, nadando, relaxando na areia e curtindo um pouco de sobra e água fresca. O Moacir chegou a ver peixes exóticos enquanto fazi snorkel e ambos desfrutamos dos belos corais coloridos da região. No final da tarde, começou a chover e a esfriar, o que foi bom, pois só assim tivemos “ganas” de abandonar aquele paraíso.
     Logo que voltamos para o porto, começamos a procurar o que comer. Como a maioria dos restaurantes ainda estava fechada (e não queríamos comer fast-food), fomos deixar tudo no hotel e nos banharmos antes da janta. Quando voltamos a sair, o calçadão já estava completamente diferente, os restaurantes estavam abertos e havia muitos pedestres passeando entre o comércio.
     Acabamos escolhendo um restaurante de comida chinesa, onde comemos muito. É interessante ver que, em toda a América do Sul (pelo menos nos locais que conhecemos), se pode comer arroz com frango de excelente qualidade nos restaurantes chineses. Não imaginávamos que as colônias chinesas eram tão fortes por aqui.
     Depois da farta janta, demos uma passada na internet para vermos como está tudo no Brasil. Conversamos com a família e os amigos, postamos uns relatos e vimos as fotos da visita da nossa família em Chichiriviche (adoramos!). Após matar um pouco a saudade de casa, voltamos para o hotel e capotamos. É incrível como a água fadiga e, ao mesmo tempo, relaxa tanto.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Passeio: R$13,33   - Janta: R$22,22   - Mercado: R$33,33

320º Dia – Píritu – Puerto La Cruz – 02/10/11 – Domingo

     Acordamos, tomamos o nosso desayuno e caímos na estrada. Sabíamos que faltavam poucos quilômetros para chegarmos ao nosso último destino litorâneo na Venezuela.
     A pedalada foi tranqüila durante a maior parte do trajeto. Aproveitamos o bom asfalto para desfrutarmos um pouco a paisagem. Passamos por uma bela e diferente capela na beira da estrada que chamou a nossa atenção pela arquitetura única (toda aberta e sem paredes) e pelo grande movimento. Além disso, tínhamos uma incrível vista do mar caribeño a cada subida que fazíamos.
     Ao nos aproximarmos do nosso destino, ficamos um pouco temerosos devido à grande quantidade de montanhas ao nosso redor. Porém, ficamos um pouco aliviados ao vermos que não passaremos as montanhas hoje. Além disso, vimos que, aparentemente, a estrada que pegaremos para ir ao Brasil passa por uma brecha entre os grandes cumes. Sendo assim, continuamos o nosso caminho a Puerto La Cruz e optamos por ir pela carretera até o centro da cidade.
     Pedalamos mais uns 5Km e vimos que teríamos que encarar um pequeno trecho de aclive. Não era nada de absurdo, mas fez a gente suar bastante. Acreditamos que no dia da nossa saída iremos pelo caminho pelo meio da cidade para tentarmos fugir dos cerros.
     Depois deste pequeno “sofrimento”, ficamos felizes em pegar um descidão  que nos levou até a área central de Puerto La Cruz. Estando no nosso objetivo, começamos a procurar hotéis, mas não sem ir até a beira da praia antes. Ficamos encantados com a infra do calçadão (sem dúvida alguma é a cidade litorânea por qual passamos com as melhores condições) e acabamos nos instalando num hotelzinho na avenida beira mar.
     Assim que nos banhamos, saímos para jantar, ir na internet, ligar para dar os parabéns para a mana que está de aniversário hoje e comprarmos alguns mantimentos. Ainda fomos surpreendidos por uma feirinha no calçadão e acabamos comprando umas artesanias de recuerdo.
     Após tudo isso, voltamos ao hotel para descansarmos, pois amanhã começaremos a explorar a região. Infelizmente, descobrimos que a bela praia em frente ao hotel é poluída e imprópria para banho. Sendo assim, teremos mais um motivo para irmos conhecer as ilhas da Reserva Ambiental Parque Mochima.
Gastos
- Hotel: R$37,77   - Almoço: R$13,77   - Compras: R$10,00   - Artesanias: R$20,00   - Ligação: R$2,40   - Internet: R$1,33   - Sorvete: R$4,88   – Janta: R$26,44
Estatísticas
- Distância: 62,90Km   - Tempo: 3h46min49”   - Média: 16,5Km/h
Condições da estrada
- Medianas, com um pequeno acostamento e asfalto em boas condições.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

319º Dia – Boca Uchire – Píritu – 01/10/11 – Sábado

     Finalmente acordamos bem e descansados. Tomamos o nosso desayuno e caímos na estrada. O calor e o sol já estavam intensos. Durante boa parte do dia pedalamos ao costado de uma grande e bela lagoa. Fizemos algumas paradas para relaxar e repor as energias. Ao final da tarde, chegamos à entrada da cidade de Píritu.
     A primeira impressão do povoado foi bem ruim, sendo assim, optamos por procurar algo na estrada mesmo. Após perguntarmos para várias pessoas e passarmos por uns cinco acessos da cidade, chegamos a um ponto mais movimentado. Como a noite já estava caindo, começamos a buscar hotel, pousada, motel ou uma cama qualquer.
     Acabamos encontrando um hotelzinho bem mais ou menos e nos instalamos. Após o banho, saímos para comprar mantimentos para o desayuno e para jantar. De barriga cheia e com muitas sacolas, voltamos para o quarto e começamos a nos preparar par dormir. Agora, escrevo este relato enquanto a Cris vê um pouco de TV. Em breve, capotaremos, pois o dia de hoje foi bem cansativo.
Gastos
- Janta: R$22,00   - Pousada: R$31,11   - Compras: R$13,22
Estatísticas
- Distância: 69,54Km   - Tempo: 4h35min   - Média: 15Km/h
Condições da estrada
- Boas

318º Dia – Boca Uchire – 30/09/11 – Sexta-feira

     Pretendíamos acordar cedo para evitarmos o calor do meio-dia. Entretanto, eu acordei muito cansada e pedi para o Moacir para ficarmos mais um dia em Uchire. Sendo assim, passamos o resto da manhã deitados e assistindo televisão.
     No início da tarde, já me sentia mais animada e resolvemos dar uma caminhada. Como o dono da pousada havia nos dito que a beira mar era perigosa, pegamos apenas uns trocados e fomos conhecer a temida orla. Assim que saímos do quarto, uma forte chuva começou. Decidimos sair mesmo com a chuva e iniciamos uma caminhada até o mar. O trajeto era bem estranho, cheio de casa abandonadas e pessoas assustadas. Felizmente, a chuva parou antes de chegarmos à praia.
     A beira mar nos surpreendeu positivamente. Apesar da estrutura escassa de restaurantes  e tendinhas, a praia era bem bonitinha, com coqueiros, areia limpa e até ducha para os banhistas. Acreditamos que a praia seja realmente perigosa, pois mesmo com 36°C, só havia três famílias na praia e todas estavam de carro.  Molhamos os pés na água e começamos a regressar.
     Ao voltarmos para a pousada, pegamos o caderninho e fomos para a lan house. Estamos com dificuldade de acessar os blogs nas lan house, a maioria tem programas que bloqueiam o nosso login. Desta maneira, digitamos os nossos dados no email mesmo a fim de preservá-los para quando consigamos publicar novamente. Sabíamos que teríamos dificuldades com o acesso à internet, mas aqui está realmente complicado. Após nos atualizarmos um pouco, falarmos com os entes queridos e digitarmos os relatos, saímos da lan house e fomos almoçar.
     Dirigimo-nos para a estrada e a cidade parecia muito mais movimentada do que nos dias anteriores. Quando começamos a relaxar, dois homens (aparentemente alcoolizados) começaram a brigar na nossa frente. Fiquei apavorada e o Moacir só fez o possível para me tirar daquela situação. Não tem como negar, as cidades desta região são realmente perigosas: cheias de bêbados e mau encarados. É triste ver tanta gente desocupada e sem perspectiva de vida.
     Depois da cena horrível, fomos comer para voltarmos logo para a pousada. A comida estava simples mas saborosa e, no retorno, não tivemos surpresas. Logo que chegamos na pousada, fomos aliviar as tensões na piscina e lá ficamos até a noite.
     Agora, escrevo este relato enquanto o Moacir aproveita para assistir televisão. Hoje foi o primeiro dia em que não faltou luz às 20h, sendo assim, estamos curtindo o ar-condicionado e a TV. Daqui a pouco vamos dormir, pois amanhã teremos que sair cedo para não pegarmos tanto calor.

Gastos
- Posada: R$38,88   - Internet: R$2,44   - Almoço: R$20,00    - Compras: R$20,44

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

317° Dia – Boca Uchire – 29/09/11 – Quinta-feira

Acordei as 10h, depois de uma boa e longa noite de sono para recuperar as energias (esta volta as pedaladas está sendo bem causativa). Arrumei-me e fui até a bodega próxima para comprar algo para desayunarmos. De volta a pousada, acordei a Cris e tomamos um café da manhã reforçado.
Estufados de tanto comer, ficamos no cuarto tentando colocar o relato em dia. O problema é que estamos sem computador (mandamos de volta para consertá-lo) e durante todo o tempo que o pessoal estava aquí não escrevemos um relato sequer. Com muito trabalho por fazer, ficamos nesta função até as 16h.
Cansados de ficarmos tanto tempo no cuarto, pegamos o caderninho e fomos até a lan house para transcrevermos tudo. Ficamos 2h digitando e vendo as novidades de Porto Alegre. Assim que saimos do caber (como eles chamam por aqui), passamos no mercadinho para comprarmos alguns complementos para a nossa janta.
Cegando no cuarto, fui fazer uma massa com salsicha enquanto a Cris arrumava a nossa bagunça. Devoramos a comida e nos jogamos na cama para jiboiarmos um pouco. Passaram uns 10min e, mais uma vez, faltou energia elétrica. Como já estamos acostumados com isso aquí na Venezuela, aproveitamos o tempo para conversarmos um pouco. Cegamos a conclusão de que a Venezuela foi o país mais decepcionante e com menos atrativos, pois 90% das cidades são muito pobres, violentas, com muito lixo e sem história (parece que não existem costumes antigos, artesanatos tradicionais, enfim, símbolos da região ou do país).
Quando voltou a luz, cometamos a arrumar as coisas para a pedalada de amanhã e nos preparamos para dormir.

Gastos
- Desayuno: R$8,88   - Posada: R$38,88   - Internet: R$2,22   - Compras: R$20,00