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sábado, 24 de dezembro de 2011

385° Dia – Paulino Neves – Parnaíba - 06/12/2011 – Terça-feira

      Hoje madrugamos, montamos as bikes e saímos para o ponto de ônibus. Ao chegarmos lá, o veículo já estava estacionado e o motorista aguardando os passageiros. Desta maneira, fomos falar com ele sobre a possibilidade de levarmos as bicicletas no bagageiro. Ele nos informou que teríamos que esperar o cobrador chegar para acertarmos o valor a ser pago pelo excesso de bagagem. Quando o cobrador chegou, o Moacir contou a nossa história para ele (com um certo choro), ele se comoveu e deixou embarcarmos sem pagar o excesso.
      Entramos no ônibus e partimos rumo a Parnaíba. A viagem foi tranquila e, no final da manhã, já estávamos instalados em numa pousadinha no centro da cidade. Como temos pouco tempo para chegarmos em Fortaleza, ficamos na dúvida entre ficarmos um dia ou dois na cidade. Conversamos com alguns moradores da região e acabamos optando por conhecer a cidade somente no dia de hoje e continuarmos as pedaladas amanhã.
      Desta maneira, colocamos os trajes de banho e fomos conhecer a praia da Atalaia, que fica no distrito de Luis Correa. Antes disso, passamos no mercado de frutas e pegamos duas melancias pequenas e três pinhas. Chegando na praia, vimos que ela é superestruturada, cheia de barracas e mesinhas por quase toda a faixa de areia. Caminhamos por uma hora e, em seguida, relaxamos com uma bela água de coco em uma das barraquinhas. Como já estava começando a anoitecer, voltamos para o centro da cidade. Descemos a umas dez quadras da pousada e aproveitamos o caminho para jantarmos (durante a janta quase fomos devorados pelos mosquitos) e comprarmos água para amanhã.
     Ao chegarmos ao quarto, organizamos tudo para a viagem de amanhã e atualizamos alguns relatos. Em seguida, caímos na cama, pois a maratona de hoje foi forte.
Gastos
- Pousada: R$31,50 - Ônibus: R$56,00 - Janta: R$30,10 - Água de Coco: R$2,50 - Frutas: R$3,00 - Mercadinho: R$4,00

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

384° Dia – Barreirinhas – Paulino Neves – 05/12/2011 – Segunda-feira

     Acordamos bem cansados do corre-corre dos últimos dias e acabamos perdendo o horário para pegar os primeiros “carros” que saem para Paulino Neves às 7h. Sendo assim, tomamos o nosso café da manhã com uma sensação de tranquilidade, pois já estávamos certos de que teríamos que ficar mais um dia na cidade. Durante o café, perguntei para o dono da pousada se havia algum outro horário de carros e ele respondeu que às 14h, as vezes, eles saíam também. Ficamos contentes com a notícia e, após comermos, voltamos para a pousada para arrumar tudo.
     Com tudo pronto, fizemos o check-out e fomos em direção do ponto dos carros. Antes, passamos numa lan house, pois tínhamos tempo de sobra e fazia tempo que não víamos nada de notícias nem atualizávamos os blogs. Em seguida, continuamos a nossa romaria até o ponto dos carros. Assim que paramos, um senhor nos disse que tinha um carro que só estava esperando encher para partir. O motorista chegou logo e disse que poderíamos almoçar, pois só sairia às 14h. Ele ainda indicou um restaurante bem bom e barato. Ficamos cheios de tanta comida e voltamos para esperar a partida da 4x4.
     Às 14h, embarcamos todos e iniciamos o nosso trajeto para Paulino Neves. A saída de Barreirinhas é um verdadeiro labirinto e não há a mínima possibilidade de algum carro que não seja tracionado passar pelo local. Todas as ruas são de areia, mas muita areia solta! Aliás, tudo é de areia, não existe terra. O pátio das casas, as ruas, as “calçadas”, tudo! Foi 1h de viagem pelo meio deste mar de areia e entre comunidades que vivem quase isoladas até chegarmos a uma belíssima lagoa. As paisagens por quais passamos foram incríveis e nos satisfizeram mais do que o passeio de ontem! Quando quase estávamos chegando em Paulino Neves, passamos por uma comunidade sem água, luz, sem nada! Ficamos impressionados com as condições que estas pessoas vivem. Eles criam cabras e porcos (completamente soltos) para subsistência e não possuem o que para nós é básico. Realmente é outra vida, outra visão de mundo e outra realidade.
    Assim que chegamos em Paulino Neves, nos instalamos numa pousadinha e começamos a fazer todo trabalho burocrático que está mais do que atrasado (aproveitando a wifi da pousada). Mais tarde, saímos para comer algo. Como tudo estava fechado, acabamos nos enchendo de bolos e pães numa padaria, até mesmo porque amanhã não teremos café da manhã na pousada devido ao horário do ônibus (sai às 6h). Mais tarde, começamos a nos preparar para dormir, pois o ônibus até Parnaíba (só tem como ir por estrada de areia ou então pegar uns 200Km de estrada) sai amanhã cedinho.
Gastos
- Pousada: R$50,00 - Translado: R$60,00 - Compras: R$18,25 - Almoço: R$16,00 - Lan House: R$1,50

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

383° Dia – Barreirinhas – 04/12/2011 – Domingo

     Hoje acordamos cedinhos, tomamos o nosso café da manhã e, quando acabamos de nos arrumar, o pessoal da Santos Turismo já estava com o carro estacionado na porta da pousada. Entramos no carro, cumprimentamos os passageiros (eram os mesmos do passeio de ontem) e o carro se dirigiu ao pier. Ao chegarmos lá, havia um barquinho nos esperando para o passeio até a foz do Rio Preguiça.
      Embarcamos no pequenino barco e fizemos uma viagem alucinante (o barqueiro parecia um doido voando com o barquinho nas marolas do rio) até os pequenos lençóis, no povoado de Vassouras. A nossa primeira parada foi em um barzinho onde os donos domesticam macacos para atrair a atenção dos turistas. Os macaquinhos eram uns fofos, roubavam frutas dos turistas e provocavam várias risadas, mas não curtimos muito essa exploração dos animais. Saindo do bar, pudemos caminhar pelos pequenos lençóis, mas também não havia muito o que olhar, eram apenas pequenas dunas e nenhuma lagoa por perto.
      Ao voltarmos ao barco, tivemos mais uns momentos de adrenalina até pararmos no povoado de Mandacaru. A vilinha, apesar de simples, era encantadora. Haviam lojinhas de artesanato local por todos os lados, as pessoas eram muito simpáticas e o local possuía um clima super alto astral. Caminhamos até o Farol de Mandacaru, subimos os seus 160 degraus em busca da tão falada vista dos lençóis, mas não foi possível ver nada disso. Só conseguimos ver a foz do Rio Preguiça, que era bem bonita, mas que nos frustrou um pouco.
      Assim que descemos do farol, corremos para o barco para não atrasarmos o grupo. Em vez disso, ficamos esperando uma turista estrangeira que estava bem perdida e acabou atrasando todo o passeio. Após vinte minutos de espera, embarcamos e partimos na direção da praia de Caburé. Mais uma vez, nos sentimos enganados. A praia era igual a Quintão (sem sacanagem, era mesmo), o barqueiro nos levou ao restaurante dos “faixas” dele onde só havia comida cara e, para piorar, ainda veio com um papo de que, se todos concordassem, ele poderia nos levar até o encontro do rio com o mar, bastava o pagamento de R$20,00, além do valor do pacote (que era de R$40,00 – apenas um acréscimo de 50%, barbada!). Ficamos muito indignados e avisamos o grupo que não faríamos o passeio até a foz. A única parte boa desta parte do passeio, foi a conversa que tivemos com um casal do interior de São Paulo, que tem 25 anos de casados e que viajam de carro por todo o Brasil, foi uma troca incrível de experiências. Antes de voltarmos, tomamos um banho de mar nas águas barrentas da praia de Caburé e aproveitamos o sol, que estava fraco.
     Como a maioria dos passageiros não aceitou a extorsão do barqueiro, acabamos voltando à Barreirinhas, sem conhecer a foz do Rio Preguiça. Atracamos no centro da cidade e fomos caminhando até a pousada. Aproveitamos o trajeto para passarmos na farmácia e comprarmos os itens que estavam faltando para o nosso kit de primeiros socorros.
     Chegamos morrendo de fome na pousada, só tomamos banho e já saímos para comer. Decidimos fazer mais uma tentativa nas tendinhas da quermesse e nos surpreendemos com a comida deliciosa que saboreamos. O Moacir ainda completou a janta com um suco de graviola no centrinho da cidade. Tivemos que voltar caminhando bem devagar até a pousada, pois o jantar havia sido forte. Logo que entramos no quarto, arrumamos tudo e caímos na cama. Amanhã teremos que organizar tudo para pegarmos a 4X4 que nos levará (através das dunas) até o município de Paulino Neves, de onde continuaremos a pedalada.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Passeio: R$90,00 - Janta: R$12,50 - Suco: R$3,00 - Farmácia: R$9,50 - Almoço: R$45,00

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

382° Dia – Belém – Barreirinhas – 03/12/2011 – Sábado


      Acordamos com o raiar do sol e fomos avisados que, em poucos minutos, chegaríamos em Bacabeira. Como era a nossa parada, começamos a nos arrumar. Descemos do ônibus, pegamos todas as nossas tralhas e fomos procurar a parada do ônibus para Barreirinhas. Infelizmente, descobrimos que o do primeiro horário já havia passado e teríamos que ficar esperando até às 9h30min. Como não restava nada a fazer, ficamos sentados esperando. Enquanto esperávamos, ficamos conversando com o pessoal gente boa do ponto de táxi. Com a chegada do ônibus, os próprios taxistas foram falar com o motorista e cobrador para nos dar descontos, não cobrarem excesso de bagagem e etc. Ficamos impressionados com a solidariedade deste pessoal.
     Depois de umas 3h de viagem, chegamos até o nosso destino final. Descendo na rodoviária, já fomos abordados pelo pessoal da Santos turismo. Como não tínhamos hospedagem nem passeios acertados, optamos por ver o que o pessoal tinha a oferecer. Eles nos deram passeios com bons preços e nos indicaram uma pousada bem baratinha. Desta maneira, já acertamos com eles dois passeios (um para hoje e um para amanhã) e fomos para a pousada que eles indicaram. Após nos instalarmos, o pessoal disse que passaria ali daqui uns 20min para nos apanhar para conhecermos os tão esperados Lençóis Maranhenses.
      Arrumamo-nos rapidamente e já embarcamos numa 4x4 (na verdade um caminhãozinho cheio de bancos na caçamba) em direção às dunas. Foi 1h de muito sacolejo no meio de dunas, arbustos e cursos d'água até chegarmos ao nosso destino. Assim que colocamos os pés na areia, subimos uma duna e já avistamos a Lagoa da Preguiça. Esta lagoa tem a água verde e oferece uma paisagem linda de cima da duna. Após admirarmos a beleza do local, fomos até a Lagoa do Peixe. Outro local extremamente bonito e, neste momento, já desfrutamos das águas refrescantes destas lagoas. Mais um pouco de caminhada e chegamos até a Lagoa Azul, uma das mais conhecidas. Nesta lagoa, ficamos um bom tempo nos banhando e admirando a beleza do local. Com o cair do sol, começamos a retornar até a primeira duna pela qual passamos para admirar o por do sol. Neste caminho, tivemos uma ideia do que deveria ser aquele paraíso na época de cheia – dezembro a junho (quando “surgem” inúmeras lagoinhas no meio das dunas), pois, infelizmente, nesta época do ano não é tão belo quanto imaginávamos.
      Ficamos uns 30min observando o sol sumir no horizonte naquele lugar incrível. Em seguida, iniciamos o nosso caminho de regresso. Foi mais 1h de direção arrojada sobre a imensidão de areia. De volta à pousada, tomamos um banho e nos preparamos para sair para jantar. Saímos da pousada, caminhamos algumas quadras e demos de cara com uma quermesse na praça da igreja. Como o cheirinho da comida estava ótimo, decidimos provar as iguarias locais. A Cris não gostou muito e acabou me dando a viandinha dela, sendo assim, ainda passamos numa lanchonete para pegar um xis com suco.
      Mais do que satisfeitos com a janta, fomos dar uma voltinha pelo calçadão. A orla do rio Preguiça é bem cuidada e oferece inúmeras opções para jantar. A cidade de Barreirinhas é bem pequena, mas possui um centro “turístico” bem cuidado e bem bonitinho.
      Cansados de tanto corre-corre, voltamos à pousada para descansarmos, pois amanhã tem mais passeio.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Ônibus: R$46,00 - Passeio: R$90,00 - Janta: R$17,50 - Supermercado: R$16,00

381° Dia – Belém – Barreirinhas – 02/12/2011 – Sexta-feira


     Acordei cedo e fui até a rodoviária para verificar a situação dos ônibus para São Luís do Maranhão, visto que por telefone não conseguimos resolver nada. Assim que cheguei ao terminal rodoviário, vi que eram apenas duas empresas que faziam esta rota. Depois de dar uma pesquisada, comprei as passagens na mais barata e que não cobrava excesso de bagagem pelas bikes. Voltando para casa da mana, ainda comprei umas mangas para o nosso desayuno, pois as mangas daqui são deliciosas e bem baratas (4 unidades por R$1,00).
     Chegando lá, tomamos o nosso café da manhã e passamos o resto do dia arrumando o que faltava. Depois de colocarmos o bagageiro traseiro na Penélope (com amarração com arame e corda de varal), fomos tentar desbloquear o celular via central atendimento da VIVO. Depois de algumas tentativas em vão só escutando “Tchãn nã nã nã nã nã nã.... nã nã nã nã... nã nã nã nã...”, consegui falar com alguém e, finalmente, resolvi o problema.
     Com tudo pronto, começamos a nos despedir, pois já estava na hora de partirmos para a rodoviária. Depois das emoções da despedida, começamos a nossa romaria até a rodoviária de Belém. Foi 1h30min no meio de ônibus, carros e motos num trânsito bem tumultuado. Mesmo assim, na metade do caminho chegamos na grande ciclovia em uma das principais avenidas da cidade. Para a nossa sorte, a ciclovia ia direto até a rodoviária (a cidade de Belém é servida com várias ciclovias muito bem sinalizadas e bem distribuídas).
      Assim que chegamos ao terminal rodoviário, colocamos as bikes encostadas e fomos procurar algum local para tomarmos um banho. Neste trecho suamos bastante e não teria como ficarmos grudando até amanhã de manhã dentro do ônibus. Depois de uma bela ducha, fomos procurar a zona de embarque para São Luís. Colocamos as bikes dentro do bagageiro sem problema algum, procuramos os nossos lugares e começamos a relaxar, pois teremos muito tempo até chegar em São Luís. Como o hostel da Hostelling International de São Luís não quis nos receber, optamos por ir direto até Barreirinhas. Enquanto conversávamos com o motorista, descobrimos que teremos que descer em Bacabeira para pegar o ônibus até Barreirinhas, pois é mais perto do que São Luís e fica no trajeto da linha São Luís – Barreirinhas.
Gastos
- Ônibus: R$4,00 - Manga: R$1,00 - Passagens: R$196,00 - Supermercado: R$27,15 - Banhos: R$8,00 - Lanche: R$5,50