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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

412° Dia – Praia da Pipa – João Pessoa – 02/01/2012 – Segunda-feira

Acabando a nossa estadia na praia da Pipa, levantamos, tomamos mais um belo café da manhã e começamos a arrumar tudo para partirmos. No final das contas, teríamos que descer antes da rodoviária de Natal para irmos pegar as bicicletas lá no hostel enquanto o pessoal iria direto até a rodoviária e ficaria nos esperando.
Pegamos as malas todas e fomos até o terminal de ônibus da Pipa. Assim que chegamos, já embarcamos num ônibus e iniciamos o nosso regresso até Natal. O trajeto foi tranquilo e rapidamente já entrávamos na cidade de Natal. Conforme o combinado, descemos no acesso à Ponta Negra e pegamos outro ônibus até o hostel. Fomos super bem recebidos pela Rita, mais uma vez, e arrumamos todas as nossas tralhas. Em seguida, fomos pedalando até a rodoviária, sob um sol intenso e um calor insuportável.
Chegamos lá e ficamos esperando o horário de embarque para João Pessoa. Todos estavam ansiosos por conhecer mais um lugar diferente, mas com uma certa vontadezinha de continuar por aqui, pois a Ponta Negra e região são bem legais. Na hora marcada, fomos até a zona de embarque e nos acomodamos no luxuoso ônibus que nos levaria até a capital paraibana.
A viagem foi tranquila, sendo que o único problema foi o ar-condicionado na potência “urso polar”. Fora isso, o ônibus era excelente, sendo o melhor em que andamos em todas as nossas vidas. Assim que desembarcamos na rodoviária de João Pessoa, iniciamos a busca por onde ficar. Demos uma olhada em torno da rodoviária, mas a região era meio suspeita e não havia nenhum lugar descente. Desta maneira, o pessoal pegou um táxi e foi em direção à orla (região turística onde ficam todas as pousadas) enquanto nós fomos pedalando.
Quando nos encontramos, o pessoal já havia conseguido um hostel bem baratinho e super bem localizado. Instalamo-nos e fomos dar uma voltinha pelo calçadão. Como o pessoal estava com fome, fomos procurar alguma coisa para comer. Acabamos jantando num restaurantezinho no calçadão e depois encerramos os trabalhos numa sorveteria. Cansados e satisfeitos, voltamos à pousada e fomos para o berço, pois amanhã vamos conhecer um pouco mais da cidade.

Gastos
- Passagens: R$85,00   - Sorvete: R$6,00

411° Dia –Praia da Pipa –01/01/2012 – Domingo

Com um certo ar de ressaca, acordamos tarde e fomos curtir o nosso último dia por aqui, pois amanhã já partiremos para João Pessoa. Tomamos um bom café da manhã e fomos para a praia. Montamos o nosso acampamento aproveitando a sombra das falésias e fomos para o mar. Infelizmente, era cheio de pedras no fundo e atrapalhava um pouco o nosso banho. Com este probleminha e o aviso de um vendedor ambulante de que naquele local as falésias estavam desmoronando, fomos para um outro ponto da praia.
Colocamos as nossas coisas próximas a um restaurante e fomos mais uma vez para o mar. Com toda essa água e depois de uma noite de pouco sono, a bobeira chegou e acabei capotando na areia. A Cris ainda ficou fervendo com a Gabi o tempo todo. Em seguida, fomos almoçar num restaurantezinho na beira da praia. A comida estava boa e ficamos bem satisfeitos.
No finalzinho da tarde, voltamos para a pousada. Como a fome já estava batendo novamente, pegamos as frutas para degustar. O pessoal adorou a pinha (fruta do conde – ariticum), mas não gostaram muito da graviola. A pinha é uma fruta pequena (do tamanho de uma maçã) que tem o seu interior repleto de sementes pretas (um pouco menores do que uma castanha de caju) revestidas com uma película branca (o que se come realmente). O seu sabor é bem doce. Já a graviola é uma fruta bem maior (um pouco maior do que um melão espanhol) com uma casca verde bem fina e seu interior é formado por uma massa branca densa e tem poucas sementes pretas similares à da pinha. O seu gosto é uma mistura de doce e azedo, porém é bem mais ácida do que a pinha.
Após esta fartura de frutas, ficamos um tempinho relaxando e conversando. Na parte da noite, saímos para comer um lanchinho e darmos uma última caminhadinha pelo centro. A Praia da Pipa deixou boas lembranças, mas não achamos “tudo isso” que ouvimos o pessoal falar e que a mídia divulga.

Gastos
- Almoço: R$35,00

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

410° Dia –Praia da Pipa –31/12/2011 – Sábado

Acordamos e nos esbaldamos no belíssimo café da manhã que a pousada oferecia. Em seguida, nos arrumamos e partirmos para a praia. Pegamos o caminho para a Praia do Amor e nos deparamos com descida por uma escadaria em meio às falésias. O local era belíssimo e tinha uma paisagem diferenciada com as falésias e o mar. Vale a pena passar por ali!
Chegando na praia, começamos a nossa caminhada até a Praia dos Golfinhos, onde o pessoal diz que é possível avistar golfinhos de vez em quando. Sendo assim, passamos pelas pedras que fazem a separação da Praia do Amor com a Praia do Centro, pela orla do centro e, já um pouco cansados, chegamos ao início da Praia dos Golfinhos. Não conseguimos ver golfinho algum, mas curtirmos bastante a praia. No retorno para a pousada, ainda pegamos um sorvetinho delicioso na beira da praia.
Chegando na pousada, o pessoal nos convidou para fazermos a ceia com eles. O cardápio era churrasco, sendo que o único problema era que não tinha assador. Aceitamos o convite e me prontifiquei a assar, mas já fui avisando que faz mais de ano que não faço um churrasco. Com tudo combinado, começamos a nos preparar para as comemorações do Reveillon. Demos uma saidinha para comprar algumas uvas (superstição de Reveillon) e ainda pegamos graviola e pinha para o pessoal experimentar.
De volta à pousada, iniciei os trabalhos referentes ao churrasco. Como é bom fazer algo que nos lembre os nossos costumes, ainda mais sendo algo que traz diversas lembranças de comemorações e momentos alegres. Fui fazer o fogo e limpar a carne, sendo que a Lúcia (mãe da Cris) me ajudou bastante. Com tudo indo nos conformes (os espetos já estavam prontos, fogo acesso e o aperitivo a caminho) passei o comando das tarefas para o sobrinho da dona da pousada. Aproveitei a deixa e fui me arrumar para o Reveillon.
Com tudo pronto, tivemos uma excelente ceia, com muita comida e bebida. Próximo da hora da virada, pegamos as uvas, os espumantes e as taças e fomos até a beira da praia para vermos os fogos. O destaque deste momento foi a Gabi carregando uma garrafa de espumante sem álcool que era quase do seu tamanho!
Chegando na orla, vimos uma multidão absurda! A faixa de areia estava completamente lotada! Achamos um lugarzinho mais calmo e nos acomodamos. Na hora da virada do ano, foram muitos brindes, comemorações e superstições! Não podia faltar o pulo das sete ondinhas e comer as sete uvas. A queima de fogos foi belíssima e duradoura (uns 15min). Além de vermos a da Pipa, podíamos ver os fogos em diversos pontos do litoral no horizonte.
Ficamos cerca de 2h curtindo todos os festejos de Reveillon antes de voltarmos à pousada. Neste caminho já voltamos a ver o clima de carnaval no ar. Muita gente bêbada caindo (literalmente!) pelos cantos, tumultos e tudo mais. Ficamos mais um tempinho comemorando na pousada e fomos dormir, pois amanhã será o nosso último dia de praia na Pipa.

Gastos
- Sorvetinho: R$32,00- Frutas: R$19,00

409° Dia –Natal – Praia da Pipa –30/12/2011 – Sexta-feira

Acordamos já com saudades da Ponta Negra, pois, apesar de não ter nada espetacular, o bairro tem um clima muito bom e a praia é bem agradável, com belezas naturais e boa infraestrutura. Levei o pessoal até a rodoviária com o carro que tínhamos alugado e, em seguida, fui devolvê-lo. Após isso, voltei ao hostel para chamar a Cris e partirmos rumo à rodoviária. Com todos juntos novamente, ficamos esperando chegar a hora do embarque para a Pipa.
No horário marcado, nos dirigimos para área de embarque. Acomodamo-nos no ônibus e relaxamos durante o trajeto até a Pipa. Foram umas 2h30min de viagem bem tranquila. Ao chegarmos no terminal da Pipa, colocamos as malas e o pessoal num táxi e mandamo-los para a pousada enquanto fomos caminhando. Passamos pelo movimentado centrinho e, em pouco mais de uns 20min, chegávamos à pousada. O pessoal já estava instalado e se sentindo em casa.
Arrumamos as nossas coisas e já saímos para explorarmos a praia. Caminhamos até o centrinho e fomos para a beira da praia. O local é bem bonito, com um mar azul, areia clarinha e falésias coloridas. Além de tudo isso, a infraestrutura de restaurantes, barzinhos e tudo mais é ótima. O único problema é que a praia exige um bom preparo físico, pois a caminhada de retorno ao vilarejo, subindo os morros, é bem puxadinha. Após darmos uma voltinha e almoçarmos, retornamos à pousada e fomos relaxar um pouco, para podermos conhecer a famosa noite da Pipa.
Mais tarde, ao sairmos, vimos que o clima daqui é diferenciado mesmo. Parecia carnaval, pois em todos os cantos tinha som alto, gente bebendo e todos procurando o tumulto (em todos os sentidos). Não sabemos se é por ser Reveillon ou se sempre é assim, mas achamos um pouco exageradamente muvucão.
Sendo assim, comemos uma besteirinha e voltamos para a pousada, pois estávamos cansados e queríamos descansar para podermos curtir a praia amanhã.

Gastos
- Passagem: R$23,20

domingo, 22 de janeiro de 2012

408° Dia –Natal – 29/12/2011 – Quinta-feira

Acordamos, tomamos o nosso desayuno reforçado e partimos para as praias ao norte de Natal. Como já havia feito este trajeto, ficou mais fácil por saber o caminho e conseguir evitar os “orientadores turísticos” (moleques que ficam extorquindo turistas para mostrar o caminho até a Lagoa de Jacumã e levam até as atrações de seus comparsas – só furada!). Fomos direto para a Lagoa de Jacumã para descermos o “Aero Bunda”.
Chegando lá, subimos a duna e quem mais se divertiu foi a Cris e a Jana, que, após muito pensar, curtiram a descida na cadeirinha. Após mais um tempinho curtindo as águas calmas da lagoa, partimos rumo à Genipabú. O caminho foi tranquilo e rapidinho já estacionávamos quase na beira da praia.
Antes de pegarmos uma praia, fomos até um restaurantezinho de comida caseira para almoçarmos, pois os preços da beira da praia são MUITO mais altos. Satisfeitos, fomos dar uma voltinha pela praia. Caminhamos até o “pé” da duna e sentamos num barzinho para esperar a comida baixar antes de subirmos aquele paredão. Após uns 30min de conversa fiada, tomamos coragem e partimos para a “escalada”. Penamos um pouco, mas chegamos ao topo! A vista lá de cima é muito bonita e vale a pena o sacrifício! Após uma extensa sessão de fotos, fomos até o ponto onde ficam os dromedários.
Aqui eles fazem passeio pelas dunas com os animais. Não fizemos tal passeio por achar uma sacanagem com os bichos, que passam o dia todo fazendo isso (vimos alguns dromedários exaustos, que não queriam dar mais um passo!). Em seguida, fomos brincar na descida das dunas. Ficamos uns 30min subindo e descendo as dunas das mais variadas maneiras. A Gabi e eu ficamos exauridos de tanto esforço e risadas.
Após tudo isso, estava na hora de retornarmos para Natal, pois o sol já estava se pondo. O retorno foi tranquilo e, mesmo com uma tranqueirinha, chegamos rapidamente até o hostel. Na parte da noite saímos para comer uma coisinha e darmos a última passeada pelo calçadão de Ponta Negra, pois amanhã partimos para a praia da Pipa. Ainda tivemos que organizar direitinho as nossas coisas, pois deixaremos as bikes no hostel e só pegaremos de volta quando retornarmos da Pipa e formos para João Pessoa.

Gastos
- Hostel: R$90,00- Almoço: R$20,00

407° Dia –Natal – 28/12/2011 – Quarta-feira

Acordamos cedinho, animados com o passeio do dia. Após o café, pegamos os carros e fomos para o sul de Natal. Viajamos por uma hora até a praia da Pedra Furada, chegando lá, tiramos muitas fotos e os mais ousados arriscaram entrar na cavidade que existe entre os arrecifes e a areia, por onde entra a água do mar.
Após esta primeira parada, fomos até a praia de Búzios e ficamos curtindo as piscinas naturais. Foi maravilhoso compartilhar com toda a família aquele mar quentinho e calmo. O Moacir até ensinou os tios dele a fazersnorkel, muito legal.
Quando a fome começou a bater, fomos até Pirangi para almoçarmos em um restaurante que fica em frente ao maior cajueiro do mundo (enorme mesmo). Comemos deliciosas iguarias locais e saímos “cheios” do local. O pessoal ainda aproveitou para olhar mais uns artesanatos na região e voltamos para o hostel (pois o pessoal tinha que entregar um dos carros às 16h).
Descansamos o resto da tarde e o pai e os tios do Moacir aproveitaram o tempo de folga para arrumarem as malas para a viagem da madrugada. No clima de despedida, saímos no início da noite para comermos açaí no calçadão e aproveitarmos os últimos momentos com os Miorando. Após o lanche, demos mais uma caminhada pelo calçadão.
Ficamos conversando até o horário de levar o pessoal no aeroporto. Mais uma difícil despedida e retornamos ao hostel. Como o restante do pessoal já estava dormindo, aproveitamos para descansar também, pois amanhã teremos mais um dia de atividades.

Gastos
- Hostel: R$90,00

sábado, 21 de janeiro de 2012

406° Dia –Natal – 27/12/2011 – Terça-feira

Hoje seria mais um dia de passeios, mas a locadora de carros mixou o nosso passeio. Ficamos duas horas esperando o carro ser entregue na pousada até ficarmos sabendo que ele só seria liberado ao meio-dia. Ficamos indignados com a falta de respeito da locadora e cancelamos o carro.
Desta maneira, acabamos dividindo o grupo: o Moacir foi conhecer as praias do norte com os Miorando e eu fiquei na Ponta Negra com os Trindade. Curtimos a tarde de praia e nos encontramos no início da noite. O Moacir contou que eles conheceram a Lagoa de Jacumã e Genipabu, e que gostaram muito de Genipabu.
Como os tios do Moacir estavam cansados, acabamos indo jantar com os meus pais e aproveitamos para alugar um carro para usarmos amanhã, mas, para garantir, já levamos o carro pro hostel. Amanhã sim poderemos fazer um passeio com toda a turma.

Gastos
- Hostel: R$90,00

405° Dia –Natal – 26/12/2011 – Segunda-feira

Morro do Careca ao fundo
Acordamos cedo, tomamos um delicioso café no hostel e fomos para a praia. Resolvemos aproveitar o dia na praia, pois o pessoal estava cansado de tanto sobe e desce de carro e avião. Sendo assim, escolhemos a praia da Ponta Negra mais uma vez, pois ser a mais próxima e a mais calma também.
Passamos a manhã na pequena baía do Morro do Careca, alternando entre coco gelado, mar e brincadeiras com a Gabi (minha afilhada de nove anos). Na hora do almoço, comemos em um restaurante na beira da praia, passeamos pelas lojinhas e retornamos ao hostel. Como a Gabi queria mais água, ainda curtimos uma piscina com ela.
No início da noite, fomos passear na feira de artesanato e acabamos comendo por lá mesmo. Ao voltarmos ao hostel, conversamos um pouco mais na beira da piscina e fomos dormir. Amanhã teremos mais um dia de maratona de praia.

Gastos
- Hostel: R$90,00

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

404° Dia – Natal – 25/12/2011 – Domingo

Maracajaú
Acordamos às 8h e partimos rumo ao litoral ao norte de Natal. Infelizmente, a Cris não pode ir conosco por ter ficado esperando o pessoal que estava para chegar às 13h. Sendo assim, preparamos tudo e lá fomos nós.
Fomos direto para a praia de Maracajaú, um dos principais pontos turísticos. Ao chegarmos na orla, ficamos um pouco, pra não dizer MUITO, decepcionados. O local tinha pouquíssima infraestrutura e não se destaca pela sua beleza (bem comunzinha). O marketing todo é realizado em cima de uma área de snorkel à 5km da costa onde se podem ver algumas espécies de peixes. Como o valor era de R$60,00 por pessoa (um absurdo) e os peixes eram só os que existem em tudo quanto é canto (Sargento – aquele cinza com listras amarelas e pretas), nem nos pilhamos em fazer o passeio.
Seguindo o nosso roteiro, fomos até a praia de Punaú. Procuramos, procuramos e nada! Só achamos um rio de mesmo nome. Como a fome estava batendo, resolvemos ir até a próxima cidade para almoçarmos. Ao chegarmos na orla, ficamos surpresos com a beleza do local. Aproveitamos a bela paisagem para pegarmos uma água de coco e alguns petiscos para enganar a fome.

Punaú

Saciados, voltamos para a busca por Punaú. Desta vez, paramos para perguntar para um pedestre e descobrimos que o local turístico de Punaú é uma fazenda na foz do rio. Com tais informações, finalmente chegamos ao local. A fazenda era bem legal, com um bom restaurante, caiaques para alugar e até um Aerobunda (uma cadeira pendurada numa corda que levava do topo de uma duna até o rio). Além disso, o encontro do rio com o mar proporciona uma paisagem bem legal.
Exploramos bastante o lugar e depois iniciamos o regresso à Natal. Assim que chegamos nohostel, nos encontramos com o pessoal que havia vindo de Porto Alegre e que já estavam conhecendo a praia de Ponta Negra. Como eles estavam bem cansados, foram descansar para podermos aproveitar o dia de amanhã.
Após o banho, a fome apareceu e fomos jantar. A Gabi (sobrinha da Cris) estava uma pilha só e foi jantar conosco. Ficamos umas 2h nesta função e retornamos ao hostel, pois a mana embarca para Belém nesta madrugada. Ficamos o resto da noite arrumando as coisas dela e esperando o momento de levarmos ela até o aeroporto.
Fomos até o aeroporto e, após ela embarcar, voltamos ao hostel. Como o cansaço era grande, fomos direto para a cama, pois amanhã ainda teremos muito o que fazer.

Gastos
- Hostel: R$90,00

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

403° Dia – Natal – 24/12/2011 – Sábado


Hoje foi um dia bem parecido com ontem, pois tomamos um excelente café e nos mandamos para a praia. Ficamos o dia todo curtindo a Ponta Negra. A única diferença é que agendamos o aluguel de um carro a partir de amanhã para explorarmos as praias da redondeza de Natal.
Outra pequena diferença é que saímos para comprar alguns acompanhamentos para a ceia de natal que faremos no hostel, pois fomos convidados pela Rita e pela Dona Lu para compartilharmos este momento com elas. No horário marcado, todos nos sentamos à belíssima mesa e iniciamos a árdua tarefa de degustação da ceia natalina. Foram momentos em família que não tínhamos faz muito tempo!

Gastos
- Hostel: R$90,00

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

402° Dia – Natal – 23/12/2011 – Sexta-feira


Com a chegada da mana (Priscila) no início da manhã, pulamos da cama às 6h. Acomodamo-la no seu quarto e fomos dar mais uma descansadinha. Lá pelas 9h, levantamos e fomos tomar o excelente café da manhã que o hostel oferece. Chegamos a passar mal de tantas frutas, sucos e bolos deliciosos que tinham no cardápio. Mais do que satisfeitos, começamos a nos arrumar para irmos para a praia.
Hoje foi mais um dia em que fomos até o Morro do Careca e ficamos aproveitando uma prainha bem calma. Passamos quase o dia todo na praia. No finalzinho da tarde, retornamos ao hostel para tomarmos um banho e descansarmos um pouco. Mais tarde, saímos para jantarmos e comemos um peixe com molho branco e banana que estava delicioso. Acabamos comendo muito e fomos dar uma caminhadinha até as feirinhas de artesanato para “baixar” a comida. Em seguida, retornamos ao hostel para esperar a chegada da família Miorando (o pai, a tia Nelci e o tio Janir) que estão chegando no início da madrugada.
Conforme o previsto, eles chegaram às 2h30min. Ficamos conversando e matando a saudade até às 4h30min, pois não víamos eles desde a nossa saída de Porto Alegre. Nesta hora, todos já estavam bem cansados e fomos dormir, pois amanhã todos estarão bem pilhados em pegar uma prainha!

Gastos
- Hostel: R$90,00 - Janta: R$30,00 - Coco gelado: R$5,00

401° Dia – Natal – 22/12/2011 – Quinta-feira

 
Acordamos tranquilamente, tomamos um bom desayuno e fomos até o Hostel Verdes Mares para tentarmos nos instalar por lá. Fomos super bem recebidos pela Dona Lu e pela Rita. Elas nos disseram que poderíamos ficar por lá esta noite sem problema algum, visto que tínhamos a carta de apoio do Carlos – Presidente da Federação Brasileira dos Albergues da Juventude – e que a nossa reserva (para a época em que a família estará conosco) começará amanhã.
Sendo assim, nos instalamos e fomos dar uma volta pela praia de Ponta Negra. Ao chegarmos na orla, nos impressionamos com a beleza e infraestrutura do local. Demos uma caminhada pela faixa de areia até o Morro do Careca (um dos principais pontos turísticos da cidade). Realmente não entendemos porque esta duna é tão conhecida, pois é como outras tantas que vimos pela região. Mesmo assim, neste ponto da praia a água é mais calminha e aproveitamos para colocar as nossas coisas. Ficamos um tempo de baixo da sombra de algumas árvores, mas não aguentamos muito tempo sem ir para o mar.
Entramos nas águas quentinhas e tranquilas da praia da Ponta Negra para nos refrescarmos e não dava vontade de sair. Ficamos um bom tempo revezando entre estas “duras” atividades. Em seguida, retornamos para o hostel, almoçamos num restaurantezinho paraense na rua do hostel e ficamos de bobeira esperando as notícias da chegada da mana, que estava prevista para o início da madrugada.
Ao recebermos uma mensagem dela dizendo que só chegaria amanhã pela manhã devido a um atraso no voo, saímos para jantar. Acabamos pegando um açaí na tigela (que coisa boa!) e depois retornamos para o hostel para dormirmos, pois estávamos bem cansados.

Gastos
- Janta: R$20,00 - Almoço: R$20,00

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

400° Dia – Assú – Natal – 21/12/2011 – Quarta-feira


Acordei cedo para dar um pulo na rodoviária e comprar mantimentos para o nosso café da manhã enquanto a Cris dava mais uma descansadinha. Peguei a bike e fui explorar a cidade de Assú. O vilarejo me pareceu bem simpático e acolhedor, sendo que me deram muita atenção em todas as vezes em que parei para pedir informação de como se chegar na rodoviária.
Assim que cheguei ao terminal de ônibus, descobri que o próximo ônibus saía às 11h, ou seja, teríamos 2h para eu comprar as comidas, retornar para a pousada, arrumarmos tudo e irmos até a rodoviária. Achei que o tempo seria meio apertado, mas era possível. Para garantir os nossos lugares, já comprei as passagens. Agora era hora de ir atrás de comida.
Passei nuns três mercadinhos para comprar iogurte, água gelada e outras coisinhas para a viagem. Num deles, o pessoal ficou encantado com a nossa expedição. De volta à pousada, acordei a Cris e tomamos o nosso saboroso desayuno. Em seguida, já começamos a arrumar tudo, pois não tínhamos muito tempo de sobra. Com tudo em cima das bikes, nos despedimos do pessoal da pousada e partimos.
O caminho até a rodoviária foi tranquilo e acabamos tendo um tempinho de sobra para passar numa lan house, pois precisávamos do endereço do hostel de Natal. Infelizmente todos os computadores estavam ocupados e não tínhamos como esperar. Mas, para a nossa sorte, o administrador foi parceria e deixou usar o computador dele para pegarmos o endereço. Agradecemos pela ajuda e fomos para a rodoviária.
Chegamos com uns 20min de antecedência, pois é bom ter tempo para organizar as bikes no bagageiro. Para a nossa surpresa, descobrimos que o nosso ônibus, na verdade, era um micro-ônibus. Ficamos um pouco preocupados, pois não sabíamos se o motorista deixaria levar as bicicletas e se elas caberiam no bagageiro. Como o vendedor de passagens havia me dito que tinha como levar, fui pedir para ele falar com o motora. Os dois se acertaram e começamos a colocar as bikes no pequeno porta-malas do micro. Coube tudo certinho, mas tomamos conta de todo o bagageiro!
Com tudo pronto, era só aguardar a partida. No horário marcado, embarcamos e iniciamos a viagem até Natal. A linha era pinga-pinga e poderíamos conhecer todos os povoadinhos durante todo o trajeto. Foram 4h de muito dorme, acorda e conhece um pequeno povoado com casinhas simples, gente humilde e condições não adequadas de vida.
Ao nos aproximarmos de Natal, começamos a ver grandes prédios. A cada quilômetro, percebíamos que a cidade era bem desenvolvida e realmente era um grande centro urbano. Desembarcamos na rodoviária e arrumamos todas as nossas tralhas para irmos até a Ponta Negra (bairro onde fica o hostel).
Atravessamos a cidade pedalando e perguntando como se chegava na Ponta Negra. Infelizmente o celular estava com pouca bateria e não podíamos deixar o GPS ligado. Depois de alguns quilômetros, já chegávamos na belíssima orla de Ponta Negra. Ficamos encantados com a região. Como não havíamos feito contato prévio com o hostel, preferidos passar esta primeira noite numa pousadinha e somente amanhã ir bater na porta deles. Sendo assim, começamos a busca por onde ficar.
Acabamos encontrando uma pousadinha simples, mas bem limpinha, com um quarto gigantesco e super bem localizada. Sendo assim, instalamo-nos, tomamos um bom banho e já saímos para explorar as redondezas. Demos uma boa caminhada pela avenida principal e fomos vendo as lojas de artesanato local. Ficamos surpreendidos com a riqueza dos trabalhos dos artesãos, principalmente com as roupas de algodão cru e algodão colorido natural (ele já é produzido com uma cor, não precisa de tinta).
Como a fome era grande e faz tempo que não comemos uma pizza, acabamos pegando a promoção do Habib’s de duas pizzas por R$22,90. O atendente não acreditou que nós dois comeríamos as pizzas lá mesmo e ficou insistindo em perguntar se era para a viagem. Quando chegou o nosso pedido, pudemos entender a reação dele. As pizzas não eram gigantes, mas eram bem grandinhas. Como tínhamos pedido, agora vinha o trabalho difícil: comer tudo aquilo. Com muita paciência e um trabalho árduo, conseguimos acabar com as duas pizzas e saímos mal de tanto comer..rs..
Ainda demos mais uma caminhadinha no Shopping do Artesanato, onde tem três andares de estandes de artesãos. Cansados de tanto artesanato, de tanto caminhar e de tanto comer, começamos o caminho de regresso à pousada, pois ainda tínhamos um bom chão pela frente. Chegando às nossas instalações, nos jogamos na cama e ficamos conversando por um bom tempo. A fadiga da pedalada ainda está presente e seria bem sofrido subir na bike hoje se tivéssemos que pedalar os 240Km (100Km-120Km por dia, ou seja, hoje e amanhã) para chegarmos até Natal.

Gastos
- Pousada: R$70,00   - Janta: R$31,80    - Ônibus: R$36,00   - Lanches: R$14,50

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

399° Dia – Mossoró – Assú – 20/12/2011 – Terça-feira


Acordamos razoavelmente cedo, tomamos um excelente café da manhã e demos mais uma recostadinha, pois estávamos exaustos. Um pouco mais tarde, terminamos de arrumar tudo e partimos, pois ainda temos um longo caminho até Natal.
A saída da cidade (na verdade não chegamos a entrar na cidade, somente contornamo-la) foi um pouco complicada, pois o acostamento não era nada bom e o fluxo de caminhões era intenso. Assim que chegamos a estrada que nos levaria em direção à Natal, ficamos um pouco decepcionados por o vento contra continuar soprando. Pensávamos que teríamos uma trégua por termos nos afastado bastante do litoral.
Infelizmente, foi o dia inteiro lutando contra o calor, o sol forte e o vento contra. Pedalávamos muito tempo e andávamos muito pouco! A cada hora que passava, o ânimo e as forças iam se esvaindo com tais condições. Pretendíamos pedalar uns 80Km-90Km até algum povoadinho, mas, com o cair da noite, tudo ficou ainda pior e agradecemos por estarmos nos aproximando de Assú.
Na entrada da cidade tinham dois restaurantes, mas optamos por procurar uma pousada primeiro. Estávamos loucos por um banho e uma deitadinha para dar um descanso às pernas. Desta maneira, entramos no povoado e começamos a busca por onde ficar. Felizmente encontramos uma pousadinha bem legal e já nos instalamos. Coisa boa um bom banho seguido por uma caminha!
Ficamos uns 10min relaxando até bater a fome. Perguntamos para o atendente da pousada onde ficava o restaurante mais próximo e ele disse que eram aqueles que tínhamos visto na entrada da cidade. Agradecemos e partimos em busca da nossa comida. Os dois estabelecimentos pareciam bonzinhos, mas acabamos optando por um buffet para podermos pegar bastante salada.
Comemos bem e retornamos para a pousada. Assim que chegamos, começamos a estudar o caminho que falta até Natal e o pouco tempo que temos. (o pessoal começa a chegar dia 22/12). Vendo que teríamos que pedalar MUITO, mas pense em MUITO, nos próximos dias, que as condições climáticas estão bem desfavoráveis e que estamos DEMOLIDOS, chegamos à seguinte conclusão: Não chegaremos em Natal a tempo!
Depois de concluirmos isso, vimos que era hora de pegar um ônibus. Fizemos o que foi possível, pena que não foi o suficiente. Mas não tem problema, reencontrar a família, ainda mais nesta época do ano, é muito reconfortante e vale qualquer esforço! Com tudo decidido, encostamos a cabeça no travesseiro e capotamos!

Gastos
- Pousada: R$40,00   - Janta: R$20,90    - Bebidas: R$13,00
Estatísticas
- Distância: 73,9Km   - Tempo: 6h03min47”   - Média: 12,2Km/h
Condições da estrada
- Medianas, com um acostamento razoável.