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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

382° Dia – Belém – Barreirinhas – 03/12/2011 – Sábado


      Acordamos com o raiar do sol e fomos avisados que, em poucos minutos, chegaríamos em Bacabeira. Como era a nossa parada, começamos a nos arrumar. Descemos do ônibus, pegamos todas as nossas tralhas e fomos procurar a parada do ônibus para Barreirinhas. Infelizmente, descobrimos que o do primeiro horário já havia passado e teríamos que ficar esperando até às 9h30min. Como não restava nada a fazer, ficamos sentados esperando. Enquanto esperávamos, ficamos conversando com o pessoal gente boa do ponto de táxi. Com a chegada do ônibus, os próprios taxistas foram falar com o motorista e cobrador para nos dar descontos, não cobrarem excesso de bagagem e etc. Ficamos impressionados com a solidariedade deste pessoal.
     Depois de umas 3h de viagem, chegamos até o nosso destino final. Descendo na rodoviária, já fomos abordados pelo pessoal da Santos turismo. Como não tínhamos hospedagem nem passeios acertados, optamos por ver o que o pessoal tinha a oferecer. Eles nos deram passeios com bons preços e nos indicaram uma pousada bem baratinha. Desta maneira, já acertamos com eles dois passeios (um para hoje e um para amanhã) e fomos para a pousada que eles indicaram. Após nos instalarmos, o pessoal disse que passaria ali daqui uns 20min para nos apanhar para conhecermos os tão esperados Lençóis Maranhenses.
      Arrumamo-nos rapidamente e já embarcamos numa 4x4 (na verdade um caminhãozinho cheio de bancos na caçamba) em direção às dunas. Foi 1h de muito sacolejo no meio de dunas, arbustos e cursos d'água até chegarmos ao nosso destino. Assim que colocamos os pés na areia, subimos uma duna e já avistamos a Lagoa da Preguiça. Esta lagoa tem a água verde e oferece uma paisagem linda de cima da duna. Após admirarmos a beleza do local, fomos até a Lagoa do Peixe. Outro local extremamente bonito e, neste momento, já desfrutamos das águas refrescantes destas lagoas. Mais um pouco de caminhada e chegamos até a Lagoa Azul, uma das mais conhecidas. Nesta lagoa, ficamos um bom tempo nos banhando e admirando a beleza do local. Com o cair do sol, começamos a retornar até a primeira duna pela qual passamos para admirar o por do sol. Neste caminho, tivemos uma ideia do que deveria ser aquele paraíso na época de cheia – dezembro a junho (quando “surgem” inúmeras lagoinhas no meio das dunas), pois, infelizmente, nesta época do ano não é tão belo quanto imaginávamos.
      Ficamos uns 30min observando o sol sumir no horizonte naquele lugar incrível. Em seguida, iniciamos o nosso caminho de regresso. Foi mais 1h de direção arrojada sobre a imensidão de areia. De volta à pousada, tomamos um banho e nos preparamos para sair para jantar. Saímos da pousada, caminhamos algumas quadras e demos de cara com uma quermesse na praça da igreja. Como o cheirinho da comida estava ótimo, decidimos provar as iguarias locais. A Cris não gostou muito e acabou me dando a viandinha dela, sendo assim, ainda passamos numa lanchonete para pegar um xis com suco.
      Mais do que satisfeitos com a janta, fomos dar uma voltinha pelo calçadão. A orla do rio Preguiça é bem cuidada e oferece inúmeras opções para jantar. A cidade de Barreirinhas é bem pequena, mas possui um centro “turístico” bem cuidado e bem bonitinho.
      Cansados de tanto corre-corre, voltamos à pousada para descansarmos, pois amanhã tem mais passeio.
Gastos
- Pousada: R$30,00 - Ônibus: R$46,00 - Passeio: R$90,00 - Janta: R$17,50 - Supermercado: R$16,00

381° Dia – Belém – Barreirinhas – 02/12/2011 – Sexta-feira


     Acordei cedo e fui até a rodoviária para verificar a situação dos ônibus para São Luís do Maranhão, visto que por telefone não conseguimos resolver nada. Assim que cheguei ao terminal rodoviário, vi que eram apenas duas empresas que faziam esta rota. Depois de dar uma pesquisada, comprei as passagens na mais barata e que não cobrava excesso de bagagem pelas bikes. Voltando para casa da mana, ainda comprei umas mangas para o nosso desayuno, pois as mangas daqui são deliciosas e bem baratas (4 unidades por R$1,00).
     Chegando lá, tomamos o nosso café da manhã e passamos o resto do dia arrumando o que faltava. Depois de colocarmos o bagageiro traseiro na Penélope (com amarração com arame e corda de varal), fomos tentar desbloquear o celular via central atendimento da VIVO. Depois de algumas tentativas em vão só escutando “Tchãn nã nã nã nã nã nã.... nã nã nã nã... nã nã nã nã...”, consegui falar com alguém e, finalmente, resolvi o problema.
     Com tudo pronto, começamos a nos despedir, pois já estava na hora de partirmos para a rodoviária. Depois das emoções da despedida, começamos a nossa romaria até a rodoviária de Belém. Foi 1h30min no meio de ônibus, carros e motos num trânsito bem tumultuado. Mesmo assim, na metade do caminho chegamos na grande ciclovia em uma das principais avenidas da cidade. Para a nossa sorte, a ciclovia ia direto até a rodoviária (a cidade de Belém é servida com várias ciclovias muito bem sinalizadas e bem distribuídas).
      Assim que chegamos ao terminal rodoviário, colocamos as bikes encostadas e fomos procurar algum local para tomarmos um banho. Neste trecho suamos bastante e não teria como ficarmos grudando até amanhã de manhã dentro do ônibus. Depois de uma bela ducha, fomos procurar a zona de embarque para São Luís. Colocamos as bikes dentro do bagageiro sem problema algum, procuramos os nossos lugares e começamos a relaxar, pois teremos muito tempo até chegar em São Luís. Como o hostel da Hostelling International de São Luís não quis nos receber, optamos por ir direto até Barreirinhas. Enquanto conversávamos com o motorista, descobrimos que teremos que descer em Bacabeira para pegar o ônibus até Barreirinhas, pois é mais perto do que São Luís e fica no trajeto da linha São Luís – Barreirinhas.
Gastos
- Ônibus: R$4,00 - Manga: R$1,00 - Passagens: R$196,00 - Supermercado: R$27,15 - Banhos: R$8,00 - Lanche: R$5,50

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

380° Dia – Belém – 01/12/2011 – Quinta-feira


      Hoje, novamente, não fizemos muita coisa. A única atividade realmente importante foi a busca da sapatilha no sapateiro. O cara fez um excelente trabalho e parece que agora a sapatilha durará mais uns 10 anos (antes da reforma não duraria mais uns 220Km de pedal). Passamos o resto do dia realizando trabalhos burocráticos. No final do dia, acompanhamos a mana até o shopping à busca de algum óculos novo para ela. Aproveitamos que estávamos lá e tentamos desbloquear o celular, mas o pessoal da VIVO disse que precisava do RG, CPF e nota fiscal do aparelho. Depois de muito relutar com a “pegadinha” (para quê estes documentos todos?), o atendente me deu o número do atendimento ao cliente VIVO para resolver o meu problema. Depois de umas 2h no shopping, já estávamos voltando para casa, pois amanhã estamos partindo para o Maranhão.
Gastos
- Ônibus: R$8,00 - Sapatilha: R$20,00

sábado, 17 de dezembro de 2011

379° Dia – Belém – 30/11/2011 – Quarta-feira


     Hoje o dia foi de total preguiça, passamos o dia em casa cozinhando, retocando a Penélope e atualizando fotos e vídeos. O calor estava insuportável e nada nos convencia a sair da frente do ventilador. Só nos animamos a sair à noite (quando refrescou um pouco) para matarmos a saudade de um rodízio de pizzas. É bom se sentir em casa.
Gastos
- Rodízio: R$50,00

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

378° Dia – Belém – 29/11/2011 – Terça-feira


      Acordamos tranquilamente, tomamos o nosso café da manhã e começamos a nos arrumar para conhecer o Jardim Zoobotâncio de Belém. Saímos de casa e iniciamos a nossa romaria até a região central de Belém (com sorte, 1h de viagem).
      Desembarcamos no Bosque e ficamos felizes em ver que hoje ele estava aberto. Pegamos os folhetins informativos e fomos explorar o local. O primeiro local que fomos visitar foi o espaço do peixe-boi. No caminho até lá, ainda passamos pelo local dos quelônios. Tinha tartaruga, jabuti, cágado, tracajá, ou seja, tudo quanto é bicho com quatro patas, casco e parecendo pré-histórico. Mas foi bem legal ficar admirando a rotina e a beleza de tais animais.
      Continuamos a nossa caminhada e avistamos o pequeníssimo local destinado a um único peixe-boi. O animal é imenso! Ficamos impressionados com as dimensões do bicho. Ficamos uns 20min observando a sua movimentação, a forma dele respirar (seu focinho tem membranas que abrem e fecham as narinas conforme ele emerge e submerge) e a tranquilidade que transmite. Como o jardim oferece uma gama imensa de animais, continuamos a nossa visitação. Começamos a caminhar meio sem rumo e fomos seguindo o barulho que escutávamos. Quando nos demos conta, estávamos no meio de um grupo de Micos de Cheiro. Esta espécie nos pareceu bem amistosa, pois ficavam correndo, saltando, brincando, bem do nosso lado. Estávamos nos sentindo no meio da selva, pois para onde olhávamos vinha um mico na nossa direção.
     Depois de uns 20min interagindo com estes incríveis animais, continuamos a nossa caminhada. Passamos pelo local dos jacarés, das garças, dos guarás (pássaros vermelhos que vimos lá na Ilha de Marajó) e das araras. Já estávamos um pouco cansados e resolvemos comer uma coisinha e sentar nos banquinhos na sombra para ficar relaxando enquanto escutávamos o barulho do bosque (incrível como não se escuta nenhum barulho da cidade).
     De volta ao passeio, ficamos admirando o tanque dos Tambaquis (peixe que comemos lá em Alter do Chão). O bicho é realmente parrudo. É um peixão, com boca enorme, dentes grandes (pelo menos ele é vegetariano) e que impressiona pelo seu porte. Em seguida, rodamos o bosque todo em busca do Pirarucu (maior peixe da região), mas, infelizmente, a área em que eles possuíam este animal estava desativada. Pelo menos vimos o Poraquê. Este peixe é parecido com uma moreia (meio que uma cobra) e tem a capacidade de emitir descargas elétricas fortíssimas. Há relatos de graves acidentes com eles em balneários (enseadas, praias) por toda a Amazônia. Enquanto observávamos este animal, começamos a escutar um barulho ensurdecedor. Depois de procurar um pouco a origem de tal ruído, vimos que vinha de uma pequena, mas diferente, cigarra. Fiquei admirando a sua potência sonora enquanto um bando delas quase nos deixava surdos!
      Continuando a nossa visita, só faltava vermos a preguiça. Aqui eles têm duas espécies no Bosque e não queríamos ir embora sem ver este distinto animal. Rodamos, rodamos e rodamos por todo o jardim e nada dela. Porém, num dos caminhos, pudemos ver várias cutias (tipo um rato crescido ou uma mini capivara) passeando pela mata. Este bichinho é bem legal de se observar, pois tem uma movimentação bem curiosa.
     Quando já estávamos desistindo de avistar uma preguiça, a Cris achou uma próxima das copas das árvores. Ficamos muito felizes em conseguir ver este animal e ficamos mais uns 20min vendo a sua movimentação. O nome deste animal realmente faz jus, pois todos os seus movimentos são uma lentidão só.
      Realizados com o passeio, retornamos à casa. O ônibus de volta estava praticamente vazio e o trânsito tranquilo, pudemos aproveitar a viagem para conhecermos um pouco mais da cidade. Assim que chegamos no distrito de Ananindeua, descemos na praça em frente ao mercado Formosa, morrendo de fome e fizemos um lanche nas barraquinhas da praça. Acabamos provando o tacacá: um caldo de mandioca, com jambú e goma de mandioca, uma mistura, realmente, picante. O diferente é que eles comem o tacacá numa casca de cuia e usam palito de dente para ficar "pescando" as folhas de jambú e depois tomam o caldo restante. Saciados, voltamos caminhando para casa.
      Ficamos o restante do dia em casa, brincando com o Maracatu e fazendo os trabalhos burocráticos. À noite, só conseguimos tomar um cafezinho leve e ir dormir para digerir todas as experiências do dia.
Gastos
- Ônibus: R$8,00   - Jardim Zoobotânico: R$4,00   - Lanches: R$18,00

377° Dia – Belém – 28/11/2011 – Segunda-feira


Catedral

     Acordamos cedo, fizemos um cafezão (estamos matando a vontade de comer um mingau de aveia com banana) e fui levar a sapatilha num sapateiro enquanto a Cris ficava arrumando as coisas para mandar a bike para a montagem. No caminho da sapataria, vi que tinha uma loja de bike (COHEN) e perguntei se eles poderiam montar a bicicleta da Cris e para quando ficaria pronta. Como todas as respostas me agradaram, falei que voltaria mais tarde. De volta à casa da mana, pegamos as tralhas todas para mandar montar a bike da Cris e partimos. A Cris e a mana caminharam umas 20 quadras até a loja, enquanto eu ia fazendo a bicicleta de patinete, pois está sem a correia e não tem como pedalar. Chegando na COHEN (Cidade Nova II - em frente ao Formosa – (91) 82355426), o pessoal nos atendeu super bem e se comprometeram em montar a bike sem custo algum. Agradecemos muito pelo apoio e pegamos o ônibus em direção ao Bosque (Jardim Zoobotânico).
     Depois de 1h de viagem, desembarcamos e demos com a cara num portão fechado. Pedimos informação e nos disseram que hoje não abria. Como já estávamos na rua, optamos por ir conhecer o centro da cidade. Depois de uns 45min, chegamos no Mercado Ver o Peso (mais conhecido da cidade) e começamos a explorar a região. Tinha banquinha de tudo que se possa imaginar! Tem a seção de frutas (com jaca, cupuaçu, muruci, além das frutas mais “tradicionais”, das verduras, dos peixes e, até, dos óleos e poções medicinais (tinha vidrinho de tudo quanto era cor e para curar todos os males possíveis!). Deixamos por último a parte de artesanatos. Vimos diversos trabalhos em palha, cerâmicas Marajoaras (tradicionais da Ilha de Marajó) e tantas outras obras.
Mercado de Ferro
     Um pouco cansados, decidimos que era hora de repor as energias. Como a mana já conhecia o mercado, nos levou à barraquinha em que ela já havia almoçado outras vezes. Pedimos a refeição clássica da região: Peixe frito com farinha de mandioca e açaí com farinha de tapioca! Pode-se escolher entre a “pescada” (peixe inteiro) ou “dourada” (filé de peixe). Cada qual mais saboroso que o outro. Ah, a mistura de açaí com farinha de tapioca, apesar de um pouco diferente, fica com um sabor bem gostoso (os nativos daqui não comem açaí com granola ou outro tipo de cereal, apenas com farinha de tapioca).
     Bem satisfeitos com a refeição, fomos dar uma volta pela parte mais antiga do centro de Belém. Bem próximo ao Ver o Peso, tem o Mercado Municipal (recém acabaram a restauração dele) e o Mercado de Ferro, sendo todo, todo mesmo, feito de puro ferro. Caminhando um pouco mais, avistamos a bela Catedral, pena que estava fechada, o Forte e diversos museus. Infelizmente, é segunda-feira e todos estavam fechados (já imaginávamos) para manutenção. Porém, fica a dica de visitar o centro histórico de Belém na terça-feira, pois todos os museus têm entrada franca.
Um "peixinho" com açaí
      Como o calor estava muito intenso e não tínhamos mais o que explorar, vimos que já estava na hora de voltarmos para casa, ainda mais por se aproximar do horário de pico (se pegarmos o ônibus na hora do rush, ele leva 2h30min até Ananindeua e vai com superlotação máxima – é isso mesmo, não foi erro de digitação). Mais 1h30min de viagem e já desembarquei próximo à COHEN, enquanto a Cris e a mana foram direto para a casa para não terem que caminhar as 20 quadras novamente. Quando fui falar com o mecânico, ele disse que estava me esperando para ver se poderia fazer algumas “adaptações” (na verdade umas gambiarras) para conseguir colocar algumas peças. Como o que nos interessa é a bike estar rodando, disse que poderia fazer o que fosse necessário. Mais uns 30min de espera e vualá (perdão aos franceses): nasceu a Penélope! A bike ficou bem legal e esperamos que seja boa para as longas pedaladas na estrada.
     Assim que cheguei em casa apresentei a Penélope para as duas e elas se surpreenderam positivamente. Após a “festa” pela nova bike, começamos os trabalhos burocráticos, pois ainda temos muito o que escrever, digitar e publicar até que os blogs fiquem em dia.
     No cair da noite, percebemos que estávamos bem cansados da correria do dia e fomos dormir. Amanhã ainda teremos que conhecer o Bosque.
Gastos
- Ônibus: R$12,00 - Almoço: R$18,00

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

376° Dia – Belém – 27/11/2011 – Domingo


Amazon Beer nas Docas do Pára

      Acordamos às 9h, tomamos o nosso café da manhã reforçado com omelete e mingau de aveia e partimos rumo ao centro da cidade. Desembarcamos do ônibus na Praça da República e começamos a observar os diversos artesãos que expõe o seu trabalho numa feirinha que ocorre aos domingos. Como o dia estava muito quente, nada melhor do que uma água de coco bem gelada e um chopp de muruci (sacolé de uma fruta local). Ficamos umas 2h caminhando pela feirinha e vendo muitos trabalhos únicos da região.
      Após passar por todos os estandes, fomos caminhando até as Docas do Pará. Esta região do porto de Belém foi revitalizada e totalmente destinada a restaurantes, barzinhos e lojinhas. Assim que chegamos ao local nos impressionamos com a estrutura e já imaginamos como algo parecido poderia ser feito, facilmente, no cais do porto em Porto Alegre. O local realmente é muito bom, com uma excelente infraestrutura e grande oferta de pratos típicos. Paramos num dos restaurantes e provamos a “Amazon Beer” (cerveja produzida em pequena escala por uma empresa local) e o delicioso pato no tucupi (coxa e sobrecoxa de pato cozido no tucupi – soro/caldo do aipim/mandioca/macaxeira) com jambú (vegetal típico da região, semelhante à couve e que amortece a boca – sendo que a flor tem um maior efeito). A comida estava deliciosa e farta! Que belo almoço! Na saída, ainda pegamos um sorvetinho para apreciar mais umas iguarias.
Teatro Municipal
      Como já estava um pouco tarde, começamos a nossa romaria de volta. Ficamos 1h no ônibus conversando com a Priscila (minha irmã) e o Alfredo (namorado dela) sobre os demais pontos turísticos de Belém que temos que conhecer. Assim que chegamos em casa começamos a editar as postagens e a postar os vídeos no youtube. Teremos uma longa e árdua tarefa até colocarmos tudo em dia. Daqui a pouco comeremos mais um mingauzinho e um pouco de jaca bem gelada (que delícia!) como janta, pois ainda estamos cheios da fartura do almoço. Em seguida, dormiremos, pois amanhã o dia será cheio de trabalhos burocráticos (mandar a sapatilha no sapateiro e mandar montar a bike da Cris) e passeios.
Gastos
- Ônibus: R$8,00 - Almoço: R$50,00 - Sorvete: R$8,00 - Coco: R$2,00

375° Dia – Belém – 26/11/2011 – Sábado


       Acordei às 7h30min para começar a arrumar tudo para levar a futura bike da Cris para a montagem numa loja. Infelizmente, enquanto preparava tudo, começou um temporal. Como a pressa não é tanta, voltei para a cama e deixei para outro dia. Lá pelas 9h30min, todo mundo levantou e fomos tomar o café da manhã. Como a mãe tinha que sair para o aeroporto às 13h, ficamos o tempo todo em função da arrumação das malas e as nossas encomendas que enviaremos por ela.
Que saudade de uma boa e bela jaca!
      Após almoçarmos, a mãe partiu rumo ao aeroporto e nós ficamos de bobeira em casa. Passamos o resto da tarde vendo o que fazer nos próximos dias e tentando atualizar os blogs. No fim da tarde, saímos para fazer umas compras. Passamos num supermercado e fizemos um ranchinho e, na volta, fizemos uma paradinha numa feirinha. Esbaldamo-nos nas frutas! Compramos mamão, maracujá, coco e jaca (fazia muito tempo que não comíamos!).
      Chegando de volta em casa, arrumamos tudo e voltamos para os trabalhos burocráticos. Lá pelas 22h, a fome bateu e começamos a preparar um lanchinho para saciar a vontade de comer algo. Optamos por fazer tapiocas (goma da mandioca que é usada para fazer uma massa parecida com a de panqueca) salgadas (presunto e queijo) e doces (de doce de banana e de coco com leite condensado) junto com uma boa dose de jaca. A comida estava deliciosa! O único problema foi que cortei a jaca ao meio, pois não sabia que a porção central da jaca soltava um leite extremamente pegajoso e difícil de limpar! Esta secreção parece um chiclete! Mas valeu a pena mesmo assim, pois ainda fizemos um mousse de jaca com bombom que deixamos gelando e devoramos antes de dormir (muito bom!).
Gastos
- Compras: R$82,00

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

374° Dia – Ilha de Marajó – Belém – 25/11/2011 – Sexta-feira


      Acordamos cedo, tomamos o nosso café da manhã e começamos a nos preparar para conhecer a praia de Barra Velha. A Cris estava demasiadamente cansada e optou por permanecer descansando um pouco mais, visto que os últimos dias foram mais do que puxados!
      Saímos da pousada e o mesmo taxista de ontem já estava nos esperando. Foram uns 15min até a entrada da trilha até a praia. Nesta altura, podíamos observar inúmeros búfalos e guarás (pássaros vermelhos), animais típicos da região. Caminhamos por uns 200m entre mangues até chegarmos à beira da praia. Aqui a água que banha a ilha varia conforme a época de seca e cheia, pois na época de seca predomina a água do oceano (salgada e clarinha) que vem rio Amazonas a dentro e na época de cheia as águas do rio Amazonas (barrenta e doce) tomam conta da região.
      A praia era bonita, com alguns aspectos bem diferentes do que estamos acostumados. Diferentemente de ontem, chegamos em plena maré cheia e nos instalamos numa barraquinha com os pés dentro da água. Ficamos cerca de umas 2h explorando a região e admirando os Tralhotos (peixinhos que ficam só com os olhos para fora da água e, literalmente, saltam pela superfície da água para se locomover rapidamente.
     Às 11h, sentamos nas cadeirinhas e pedimos um caranguejo para provar as iguarias da região. Como a minha alergia a camarão está muito forte, optei por deixar para comer só na pousada, onde teria um anti-histamínico, se fosse necessário. A mãe e a mana se esbaldaram e eu fiquei só no feijão com farofa e vinagrete.
     Chegando à pousada, dividi a pata maior do caranguejo com a Cris. Achei bom o gosto da carne, mas na hora já começou a me dar a alergia. Realmente não dá para brincar, crustáceos para mim nunca mais! A Cris não foi muito e a mana é que acabou se devorando o “filézinho” do caranguejo. Como já estava na hora, arrumamos tudo e saímos da pousada.
Tralhotos - Peixinhos saltadores
     Fomos até o centro da cidade de Soure para ver se conseguíamos um ônibus até o porto de Camará. Como a viagem era longa, passamos numa lancheria para dar uma forradinha no estômago e pegarmos um lanchinho para a viagem. Para a nossa sorte, o ônibus passou bem em frente de onde estávamos e aproveitamos para embarcar. Foi 1h de viagem até o porto em que aproveitamos para colocar o sono em dia.
     Assim que chegamos no porto, já subimos no barco que vai para Belém e nos instalamos. Em seguida, passou uma mulher vendendo bolo de mandioca. A mana, por já conhecer, chamou a mulher e comprou uns quatro pedaços. Ao provarmos o bolo, entendemos o desespero dela para conseguir chamar a mulher. O bolo era DELICIOSO! Algo bem diferente de tudo que já comemos. Tinha uma casquinha embaixo e em cima e uma parte interna mais mole e meio puxa que tinha um sabor incrível. Foram 4h de viagem com direito a vento forte, chuva, balanços “encagaçantes” e MUITO bolo.
     Ao chegarmos nas docas de Belém, pegamos o ônibus até Ananindeua. Somando tudo, foram umas 6h30min do centro de Soure (Ilha de Marajó) até a casa da mana em Ananindeua (cidade satélite de Belém). Entrando em casa, o Maracatu ficou alucinado e ficava toda hora querendo brincar. Matamos a saudade dele e começamos a arrumar tudo, pois amanhã a mãe já retorna para Porto Alegre.
Gastos
- Ônibus: R$28,00 - Almoço: R$12,00 - Barco: R$32,00

373° Dia – Belém – Ilha de Marajó – 24/11/2011 – Quinta-feira


Queijo do Marajó - com leite de búfala

      Acordamos realmente cedo (às 4h30min), pois o barco de Belém a Camará (Município de Salvaterra - Ilha de Marajó) sai às 6h30min. Como todos, sem exceção, estavam demolidos, demoramos uns 15min até decidirmos ir mesmo. Sendo assim, começamos a organizar o que faltava e tomamos um belo desayuno. Em seguida, fomos até a parada de ônibus e partimos rumo às Docas do Pará (no centro de Belém). Chegamos lá às 6h e tivemos certa tranquilidade para comprar as passagens e nos acomodarmos no barco. Às 6h30min em ponto iniciamos a nossa viagem.
      O passeio foi bem interessante, pois nas primeiras horas ficamos o tempo todo entre as diversas ilhas que o rio Amazonas possui. Mais próximo de Marajó, pudemos observar a imensidão do rio, pois não conseguíamos enxergar a margem direita e víamos só um risquinho da margem esquerda.
      Ao atracarmos no porto de Camará, já tinham várias vans esperando o pessoal do barco. Sendo assim, subimos em uma delas e foi mais 1h de viagem até a Pousada Asa Branca (pois tínhamos visto na internet que era a mais barata) no município de Soure. Fomos bem atendidos, nos instalamos e já saímos para conhecer a Praia do Pesqueiro.
     Chegando na praia, nos deparamos com uma imensidão de areia e a água lá longe. A mana nos disse que é questão de maré, pois tem vezes que a água está nas barraquinhas (uns 500m de diferença). Ficamos impressionados! Como passaríamos o resto da tarde lá, nos instalamos numa barraquinha. Foi uma tarde de cervejinha gelada e iguarias locais: queijo do Marajó e filé de búfalo. O queijo era parecido com uma ricota, mas possuía um sabor um pouco mais forte, já a carne era mais dura e com um sabor diferenciado. A praia era bem legal e aproveitamos para dar uma caminhadinha para conhecer um pouco mais da região. Nas extremidades da orla existe muito mangue e pode-se observar de longe árvores gigantescas de mangue.
     Na volta para a pousada, ainda pudemos observar o pessoal utilizando búfalo como “caminhão de lixo”. Por aqui o búfalo é utilizado para tudo, sem exceção. De volta à pousada, capotei na cama enquanto elas saíram para jantar. Comeram uma pizza numa lancheria e trouxeram um xis para mim. Assim que chegaram, também desabaram, pois todos estavam extremamente cansados.
Gastos
- Ônibus: R$28,00 - Pousada: R$50,00 - Barco: R$32,00

372° Dia – Belém – 23/11/2011 – Quarta-feira


     Acordei cedo e parti rumo às Docas do Pará (no centro de Belém) para apanhar as bikes. Assim que cheguei, vi que seria um pouco mais complicado do que imaginava, pois eles não deixam a própria pessoa ir pegar a encomenda no barco, é obrigatória a contratação de um carregador. Sendo assim, comecei a pesquisa pelo carregador que não fosse me explorar tanto. Depois de procurar um pouco, achei um e acertei tudo logo. Depois de uns 10min lá veio ele com o pacote completo, para o meu alívio!
     Tentei retornar de ônibus com aquele trambolho, mas depois de passar três ônibus e todos os motoristas simplesmente me ignorarem (passaram reto sem parar mesmo me vendo chamar!), desisti e peguei um táxi (bem que tinham me dito que os motoristas de ônibus de Belém são “meio estranhos”). Depois de uns 45min, cheguei com o trambolhão em casa. Abrimos tudo e confirmamos que estava tudo certinho. Agora só falta mandar montar a bike da Cris.
     O resto do dia foi muito trabalho burocrático e ficar curtindo um pouco o clima de “estar em casa”.
Gastos
- Táxi: R$45,00 - Ônibus: R$2,00 - Carregador: R$15,00

371° Dia – Alter do Chão – Belém – 22/11/2011 – Terça-feira


     Com um certo gostinho de despedida, acordamos, tomamos o nosso desayuno e fomos dar uma voltinha pela praia para aproveitar os últimos instantes. Mais tarde, fomos para o aeroporto, pois o nosso voo saía às 14h. Fizemos uma boquinha no aeroporto mesmo e já embarcamos rumo a Belém. A viagem foi rápida e tranquilha. Em 1h30min já desembarcávamos em Belém. Lá pegamos um táxi até a casa da mana em Ananindeua.
     Desde que chegamos até a noite, ficamos conversando para matar a saudade. Além disso, tínhamos que decidir que dia vamos para a Ilha de Marajó. Como o barco com as bikes não chegou hoje, terei que ir apanhá-las amanha pela manhã. Desta maneira, achamos melhor ir para Marajó só na quinta e voltarmos na sexta, pois a mãe já volta para Porto Alegre no sábado. Com tudo definido, fomos nos recolher, pois amanhã teremos um dia cheio de trabalho burocrático.
Gastos
- Táxi: R$50,00 - Almoço: R$18,00

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

370° Dia – Alter do Chão – 21/11/2011 – Segunda-feira


     Hoje ficamos aproveitando o nosso último dia no paraíso. Acordamos cedo e já fomos para a praia. Ficamos por lá até o meio da tarde, só voltamos para a pousada para fazermos o nosso almoço/janta. Após a refeição, ainda demos uma voltinha pela cidade e passamos o resto do dia na rede. Vamos sentir falta da paz deste lugar...
Gastos
- Pousada: R$50,00

369° Dia – Alter do Chão – 20/11/2011 – Domingo


     Depois de muito conversar ontem à noite sobre o que fazer com as bikes no translado para Belém (acabaremos indo de avião por causa da mãe), decidimos que o melhor, e mais barato, seria enviar as bikes de barco. Como o último barco sai hoje, assim que acordei já fui resolver este problema. Até tentei levar a mala-bike de ônibus, mas o troço era muito volumoso e pesava uns 40Kg (muito ruim para carregar), mas acabei sendo vencido. Depois de muito tentar, chamei um táxi e facilitei as coisas.
     Desembarcando no porto de Santarém, deixei a “pequena” encomenda com o pessoal das docas. Eles me disseram que o barco estava atrasado e por isso não poderíamos colocar naquele momento dentro do barco, mas que na quarta-feira (23/12) pela manhã já poderia retirar tudo lá nas docas de Belém. Fiquei aliviado por ter resolvido e um pouco receoso de dar alguma merda no trajeto, pois muita gente nos falou que estes barcos são meio bagunçados.
De volta à pousada, fomos curtir mais uma praia, pois o dia estava maravilhoso. Ficamos o início da tarde na Ilha do Amor e aproveitamos para almoçar na beira da praia. Como ninguém tinha comido um Tambaqui, decidimos provar. Assim que chegou o prato, nos espantamos com o tamanho do peixe. Eram uns 70cm de peixe inteiro (só uma banda – só um lado), com cabeça e tudo, numa assadeira com pimentão, cebola, batata e tomate. Além disso tudo, veio farofa, vinagrete, arroz e baião. Tomamos um sufoco, mas conseguimos acabar com aquele mundaréu de comida.
     Lá pelas 16h, fomos para a praia do Rio Tapajós, para pegarmos um por do sol diferenciado. O bom da praia do Tapajós é que tem menos gente e o rio afunda mais rápido, não sendo necessário caminhar muito para a profundidade já ficar boa. Ficamos umas 2h mergulhados no meio dos peixes que saltavam ao nosso redor esperando pelo por do sol. A espera valeu a pena e foi mais um momento de rara beleza.
     Voltamos para a pousada e ainda não conseguíamos pensar em comida. Ficamos a noite toda conversando sobre como é bom o clima por aqui e beliscando uns bifezinhos à milanesa que tinham sobrado e pedaços de melancia bem docinha. Coisa boa estar bem tranquilo, sem aquela pressão, barulho, poluição, corre-corre e tudo mais da cidade grande!
Gastos
- Pousada: R$50,00 - Táxi: R$70,00 - Bikes: R$60,00

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

368° Dia – Alter do Chão – 19/11/2011 – Sábado


     Hoje foi mais um dia de relaxamento. A sequência dos fatos foi praticamente a mesma de ontem, pois as únicas diferenças foram que apresentamos os deliciosos picolés da FrutiMel para a mãe (o sorvete do Nido também é muito gostoso) e pudemos matar a saudade do temperinho da comida da mãe, pois ela fez a salada de batata que acompanhou os bifes à milanesa da Cris. Novamente, estávamos relaxados e cansados, ao mesmo tempo, por termos passado tanto tempo na água.
Gastos
- Pousada: R$50,00   - Picolé: R$10,00

367° Dia – Alter do Chão – 18/11/2011 – Sexta-feira


     Acordamos razoavelmente cedo e, enquanto eu fui buscar o pão para o café da manhã, a Cris e a mãe arrumavam tudo para o nosso desayuno. Após comermos, nos mandamos para a praia da Ilha do Amor. Ficamos lá até o início da tarde. Só revezando entre água paradisíaca, cadeirinha na sombra com os pés na água e iscas de pirarucu com uma cervejinha bem gelada! Realmente estamos de férias!
     Mais tarde voltamos à pousada e ficamos relaxando um pouco à sombra do cajueiro e com uma bela brisa vinda do lago. No anoitecer, começamos a preparar a janta. Foi mais uma refeição farta e que nos deixou sem vontade de fazer coisa alguma. Para fazermos a digestão, fomos dar uma voltinha pela praça, mas voltamos logo, pois o grande período que passamos dentro d'água nos deixou bem cansados. Passamos o resto da noite na rede na sacada da pousada jogando conversa fora. Lá pelas 23h fomos dormir, pois amanhã tem mais uma sessão de spa.
Gastos
- Pousada: R$50,00 - Almoço: R$20,00 - Pão: R$3,00

domingo, 11 de dezembro de 2011

366° Dia – Alter do Chão – 17/11/2011 – Quinta-feira


Por do sol "bem mais ou menos"

     Hoje acordamos cedinho, ansiosos pela chegada da Dora. Tomamos o nosso café da manhã e já saímos para abastecermos a geladeira e deixarmos tudo organizado para a noite. Na volta do supermercado, trocamos do quarto duplo para um triplo e fizemos um faxinão geral no mesmo.
     Com tudo preparado, cozinhamos uma comidinha rápida e saímos para ainda pegarmos uma prainha. Passamos a tarde toda na Ilha do Amor, só aproveitando aquelas maravilhosas cadeirinhas dentro da água. É ótimo ficar embaixo do guarda-sol, sentado em uma cadeira, só molhando os pés no rio.
     Quando o sol começou a baixar, voltamos para a pousada para descansarmos um pouco. Dormimos até às 21h, assim que acordamos, fomos na lan house para verificarmos se o voo da Dora não havia atrasado. Aproveitamos a saída para comermos um picolé na FrutMel (aqui eles tem sabores de frutas regionais que são uma delícia). Após o passeio, voltamos para a pousada e ficamos aguardando o Donaldo (senhor que faz o translado) chegar. Logo que ele buzinou, saímos em direção ao aeroporto. No caminho, conversamos com ele sobre a cidade e ficamos ainda mais encantados com a sua história.
Realmente um ESPETÁCULO!!!
     Ao chegarmos no aeroporto, constatamos que o voo da Dora estava confirmado e ficamos aguardando ela chegar. Assim que o avião aterrisou, foi aquela avalanche de emoções, abraços, lágrimas. É ótimo estar perto da família. Voltamos à pousada atualizando as novidades e seguimos conversando enquanto ela se instalava. Depois de muito assuntar, deixamos ela descansar e também fomos dormir. Afinal, amanhã teremos um dia de turistas na beira da praia!
Gastos
- Pousada: R$50,00 - Compras: R$17,20 - Internet: R$4,00 - Picolé: R$2,50 - Translado: R$70,00

365° Dia – Alter do Chão – 16/11/2011 – Quarta-feira


Praia do Pindobal

     Acordei cedo, mas não tanto quanto eu queria, pois hoje tinha planejado em dar uma pedalada pela região enquanto a Cris tirava mais um dia de folga. Saí da cama às 9h, preparei o café da manhã e a bike, me despedi da Cris e peguei a estrada. A ideia era ir conhecendo as praias do Rio Tapajós e tentar chegar até as aldeias indígenas da FLONA (Floresta Nacional do Tapajós).
     O início do trajeto já me mostrou que não teria muita moleza pela frente, pois foram uns 10Km muito suados até a praia do Pindobal (a mais perto de Alter do Chão). A estrada de chão batido era cheia de aclives e declives, mas o que mais dificultava era mesmo alguns trechos arenosos onde pedalar era uma tarefa praticamente impossível. Percebi que estamos ficando destreinados, pois cheguei moído depois de pedalar este pequeno trecho.
Cabaninhas na praia do Pindobal
     Como estava bem cansado, procurei a beira da praia para dar uma relaxada. Fiquei impressionado com a beleza do local. A areia branquinha, a água esverdeada e uma margem oposta que quase não se enxergava faziam com que fosse difícil acreditar que estava de frente para um rio. Parecia muito com fotos de propagandas de diversos locais turísticos na beira do mar!
     Como precisava recuperar as forças, fui direto para a água. O melhor de ser praia de rio é que é só sair e já está pronto para pedalar, não sendo necessário ducha ou algo parecido para tirar o sal. Fiquei uns 10min me banhando e admirando o local. Pude perceber que o povoado é bem simples e com pouquíssimos moradores. As únicas pessoas que vi, foram duas senhoras lavando a roupa no rio. Por aqui parece que o tempo não passou, a tecnologia ainda não é tão difundida e alguns costumes antigos permanecem.
Vista da estrada
     Regenerado, peguei a bike e continuei meu caminho até a próxima parada: a cidade de Belterra. Foram uns 12Km de mais sobe e desce e regiões arenosas ainda maiores. Sendo assim, acabei demorando mais do que imaginava para chegar ao centro da cidade. Como estava bem cansado, o tempo era curto e, segundo informes, a estrada era ainda pior até a FLONA, preferi retornar para Alter de Belterra mesmo. Só dei uma parada na praça central para pegar uma sombra e comer alguma coisa, pois a cidade não apresentou nenhum grande atrativo.
     O caminho de volta foi um pouco mais fácil e acabei chegando na pousada lá pelas 14h. A Cris já tinha despertado e estava se preparando para fazer o nosso almoço. Comemos, devoramos uma melancia bem gelada e ficamos de bobeira o resto da tarde. À noite, passamos na internet para ver as novidades, sentamos nos bancos da praça para conversar um pouco e aproveitar aquele clima de interior. Quando o movimento começou a diminuir, retornamos para a pousada, pois teremos que descansar para recebermos a mãe, que chegará amanhã, no início da madrugada.
Gastos
- Pousada: R$42,00 - Compras: R$19,15 - Internet: R$2,50

364° Dia – Santarém – Alter do Chão – 15/11/2011 – Terça-feira


     Acordamos cedo, pois aqui é mania o café da “madrugada” e não da manhã. Fomos surpreendidos por uma farta oferta de pães, frutas, sucos, iogurtes e tantas outras coisas. Comemos além da conta e tivemos que retornar para darmos uma recostada para fazermos a digestão.
     Lá pelas 12h, fizemos o check out e fomos procurar algum mercadinho para comprarmos mantimentos para os próximos dias. Com um “ranchinho” em mãos, ficamos cerca de 1h na parada do ônibus. Normalmente a linha até Alter demora meia hora, mas, como hoje é feriado, demorou 1h20min! E o pior, veio lotado! Conforme a viagem continuava, o ônibus ia se tornando algo insalubre, pois estava com o dobro da capacidade máxima. O calor era insuportável e a Cris chegou a ter momentos de queda de pressão devido à situação.
     Desembarcando em Alter, fomos direto para a pousada. Como a situação estava crítica na “maloca” (a fossa estava cheia e o chuveiro virava um piscinão em poucos segundos), abandonamos o camping e passamos para um quarto. Ficamos o resto do dia de bobeira.
     De noite fomos dar a caminhadinha clássica até o centro da vila e nos impressionamos com a quantidade de insetos ao redor dos postes de luz. Eram nuvens dos mais variados bichinhos em todas as lâmpadas. Matamos um pouco do tempo na praça tomando um sorvetinho e passando na lan house para nos inteirarmos das novidades e atualizarmos os blogs. Em seguida, voltamos à pousada, pois amanhã darei uma pedalada para explorar a região.
Gastos
- Pousada: R$40,00 - Ônibus: R$5,00 - Compras: R$46,70 - Internet: R$7,00 - Sorvete: R$3,50

sábado, 10 de dezembro de 2011

363° Dia – Alter do Chão – Santarém – 14/11/2011 – Segunda-feira


     Hoje foi mais um dia de uma certa bobeira. Acordamos tarde e fomos ligar para o Alfredo e para o Rafa para irmos conhecer o terreno da mana aqui em Alter. Acertamos com eles e retornamos à pousada para arrumar tudo para passarmos o resto do dia em Santarém para comemorarmos o nosso aniversário de um ano de casamento. Mais tarde, nos encontramos na praça e fomos conhecer o terreninho.
     Após passarmos pelo local (muito legal, com a mata nativa bem preservada), o Rafa falou que estava indo levar o Alfredo no aeroporto e que poderia nos deixar em Santarém. Agradecemos e aceitamos a oferta.
     Lá pelas 14h chegamos no centro de Santarém, almoçamos e fomos atrás de hotel para passarmos a noite. Instalamo-nos num hotel no centro mesmo. À noite, saímos para conhecer e jantar no shopping de Santarém. O local é pequeno, mas legalzinho. Comemos um bom prato de macarrão com vinho e brindamos este ano cheio de felicidades e com plena certeza de que terão muitos pela frente! Na saída do shopping, ainda passamos na Cacau Show e a Cris matou a saudade dos bombons que ela tanto adora. Assim que colocamos o pé na rua, o ônibus estava passando e tivemos que gritar e correr atrás dele para que conseguíssemos embarcar, mas tudo deu certo.
Gastos
- Camping: R$18,00 - Hotel: R$140,00 - Almoço: R$19,00 - Janta: R$43,00 - Cacau Show: R$12,00 - Ônibus: R$7,60