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sábado, 4 de dezembro de 2010

A nossa passagem pela República Oriental del Uruguay

     Entramos no Uruguai no dia 23/11/10 (7º dia de expedição) pela fronteira brasileira do Chuí com o Chuy e saímos dia 03/12/10 (17º dia de expedição) pela fronteira com a Argentina (Colonia do Sacramento com Buenos Aires). Nesses 10 dias de estadia e 626,24km pedalados em território uruguaio passamos por muitas experiências e diversos lugares, sendo alguns deles já conhecidos.
     Gostaríamos de destacar alguns pontos que nos chamaram a atenção nesta breve vivência com os hermanos uruguaios.
     O povo é muito acolhedor (com exceções como toda regra)! Nestas nossas pedaladas encontramos pessoas que se identificaram com a gente e nos ajudaram muito com simples ações. Em algumas oportunidades cruzamos com pessoas que até ofereceram suas casas para pernoitarmos. É fácil se comunicar no Uruguai, praticamente todos entendem um português mais puxado pro espanhol, nosso tão falado "portunhol". Os pontos turísticos são bem acessíveis do ponto de vista financeiro.
     Os uruguaios comem muito bem, mas pagam caro por isso. Algumas variedades de alimentos são mais caras e muito mais escassas do que no Brasil, principalmente frutas, verduars, leite, iogurte e pão fatiado. Em contra partida o queijo, presunto, mortadela, salame e, principalmente, o doce de leite são uma delícia e ainda por cima mais baratos do que no nosso Rio Grande. Continuando a falar com o estômago, sentimos falta dos acompanhamentos nos pratos em restaurantes, pois se você pedir uma milanesa virá APENAS o bife (mas pense em bife), nada mais. O chivito é uma iguaria (X-tudo) que todos que passarem por estas terras devem provar!
     Outra coisa que nos chamou bastante a atenção foi a impressionante quantidade de motos, motonetas, biz, mobilete, motinha e todas outras variedades que podem existir que encontramos na rua. Absolutamente TODOS dirigem esses meios de locomoção, desde os 08 aos 80 anos. Além disso, parece não haver capacidade máxima de passageiros, pois chegamos a ver alguns veículos com quatro passageiros (uma família inteira)! Existem MUITOS automóveis extremamente antigos contrastando com alguns modelos de ponta. Os ônibus urbanos são muito velhos, já os interestaduais são novos, possuindo uma qualidade padronizada.
     As estradas uruguaias são parecidas com a brasileiras, porém um pouco melhores. Em diversos pontos o acostamento deixou a desejar e até mesmo o asfalto da pista de rolagem não estava em bom estado. Um ponto a se destacar é que as principais vias são todas duplicadas, facilitando em muito o fluxo. Algumas curiosidades que percebemos foram as "puente angosto", que são pontes em que a pista é estreita e acaba passando apenas um carro por vez, ou seja, se vier um carro no sentido contrário terá que esperar. Existem locais na estrada (principalmente próximo ao Chuy) em que existem horários determinados para travessia de rebanho. Vimos, também, a estrada se transformar em pista de pouso de emergência para aviões e em outros momentos a estrada ser intercalada de 1km de asfalta e 1km de chão batido.
     A estrutura sanitária e as obras de urbanismoa ainda são muito deficitárias, principalmente nas cidades pequenas, onde o asfalto está presente somente nas grandes vias e o esgoto é jogado diretamente em ruas, rios e mar. A arquitetura uruguaia é variada e muito bonita, principalmente nas grandes cidades e nos centros históricos.  Existem muita desigualdade social, nitidamente pode se notar a marginalização dos pobres que moram em casebres nas periferias das cidades. Entretanto, não se percebe moradores de rua e pedintes em comparação ao que estamos acostumados a ver no Brasil.
     Fizemos nosso roteiro pelo litoral uruguaio e, por este motivo, acreditávamos que grande parte da estrada seria plana. Grande engano! Não sabemos como é o relevo nas demais regiões do país, porém pudemos vivenciar as cochilhas uruguais que ficam próximas à costa. Podemos dizer que cerca de 60% do nosso trajeto foi um sobe e desce constante e interminável. O grande problema da bicicleta é que as descidas não compensam as subidas, sendo assim, a viagem se torna muito mais cansativa do que no plano.
     Em grande parte dos momentos em que estávamos pedalando podíamos observar vastos pastos ao nosso redor. Principalmente nos primeiros dias, podemos dizer que quase a totalidade das terras eram destinadas para este fim. Mais no final da viagem começamos a observar inúmeras plantações. A vegetação que circunda a estrada é formada principalmente por árvores esparsas e de médio porte, onde muitas vezes os viajantes param  para descansar à sombra.
     Enquanto estávamos apenas treinando para a expedição já sentíamos os efeitos do vento, mas nada comparado a este início de viagem. Podemos dizer que cerca de 70% dos momentos o vento estava contra, 20% não possuía vento e 10% ele estava a nosso favor. Pudemos observar que na parte da manhã o vento é menos intenso, sendo que no início da tarde ele começa a soprar com maior vigor. O fator "vento" é algo muito importante quando for planejar alguma viagem de cicloturismo, pois o ciclista necessita de muito mais energia e acaba gastando um tempo muito maior para realizar um trajeto determinado se o vento estiver contra ele.
    Ah, os "perros"! Os vira-latas uruguaios são umas figuras. Eles ficam jogados, completamente estirados, pelas ruas, calçadas, onde for. Aqui ou eles são muito bem tratados ou a lei do mais forte realmente vigora, pois eles, em sua esmagadora maioria, são de grande porte. Vimos poucos cachorros médios e quase nenhum pequeno nas ruas.
     Podemos dizer que a estadia em terras uruguaias foram bem prezeirosas e uma ótima introdução do que será esta expedição (cheia de alegrias, surpresas boas e ruins, alguns imprevistos e muitas histórias para contar).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

16º Dia - Colonia do Sacramento - 02/12/10 - Quinta-feira

     Mesmo tendo ido dormir tarde ontem (02h), acordamos relativamente cedo hoje (9h). Ontem à noite ao entrarmos no quarto, sentimos, pela primeira vez na expedição, o que é estar num hostel com mais 06 pessoas num quarto. Digamos que o calor humano era grande e a sinfonia afinada...hehe... Mesmo assim o cansaço nos venceu e dormimos feito pedra a noite toda.
     Após acordarmos, fomos tomar o nosso café da manhã (muito bom!) e em seguida arrumamos as coisas para ir à praia. O pessoal da recepção do hostel havia nos indicado a "playa Ferrando", então lá fomos nós.
     Antes de chegar na praia decidimos dar uma passada nas empresas que vendem o translado para Buenos Aires para ver como e, principalmente, quanto era. Ficamos sabendo que é em torno de R$65,00 por pessoa, podemos levar as bikes e teríamos que comprar outra hora, pois exigem documento.
     Após uma bela caminhada chegamos à playa Ferrando. Dada as devidas proporções nos lembrou uma Itapuã melhorada. Ficamos um pouco na areia lagarteando, tiramos umas fotos e começamos a voltar para o hostel porque a fome estava batendo. Antes, paramos numa queijaria para comprar os ingredientes para uma massa que faríamos aos quatro queijos.
     Chegando no hostel a Cris foi cozinhar e eu fui atualizar o blog e estabelecer contato com alguns assuntos administrativos. Almoçamos (que delicia de massa!!!), a Cris foi dar uma descansada enquanto fui comprar as nossas entradas para a Argentina. Assim que cheguei de volta ao hostel acordei a Cris para darmos mais uma passeada pela cidade.
     Passamos, novamente, no centro historico e pudemos observar a beleza do local durante o dia. Vimos o artesanato local (quase compramos uma daquelas mascaras gigantes, uns 80cm, mas não teriamos como carrega-la). Entramos em um mercadinho para gastar os nossos ultimos pesos uruguaios comprando pão e massa. Paramos nas ruinas do portão da cidade para vermos um belissimo por -do-sol e voltamos para o hostel.
     Ao chegar, pedimos para "sacar una foto" com as gurias da recepção que nos atenderam muito bem. Depois fomos para o quarto para tomar banho e deixar tudo pronto para amanhã, ou melhor, para esta madrugada visto que o Buquebus parte as 5h30min.
Gastos:
- Super: R$30,00   - Buquebus: R$130,00

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

15º Dia - Colonia Suiza - Colonia do Sacramento - 01/12/10 - Quarta-feira

     Acordamos às 9h, pois depois de dormir muito tarde merecemos uma manhã de descanso! Descemos para o café, comemos pãezinhos deliciosos e voltamos para o quarto para descansar mais um pouco (pois a viagem de hoje seria curta - 60km).
     Saímos do hotel às 12h15min e pegamos a estrada rumo à Colonia do Sacramento. O calor estava de, no mínimo, 30ºC, o sol a pino sufocava, o vento nos parava e a nossa água foi esquentando até parecer um mate. Pedalamos até o km 20 e tivemos que parar algo para beber. Sendo as nossas opções: água com gás ou pepsi, tivemos que voltar à saga dos refrigerantes. Após ficar mais ou menos 1h parados, decidimos deixar a preguiça de lado e seguir viagem. O Moacir perguntou para a dona do bar em que paramos se havia outros bares pela estrada e ela respondeu que não. Desanimados seguimos viagem com a nossa água quente.
     Os 10km que se seguiram foram tranquilos, o vento deu uma trégua e conseguimos pedalar melhor. Para nossa surpresa havia vários bares pela estrada, ou seja, a jogada de marketing da vendedora mentirosa não funcionou. Andamos mias 20km com um pouco de vento e paramos em uma padaria perto da entrada de Colonia. Pegamos uma água bem gelada e sentamos (no chão) na frente da padaria. Enquanto estávamos sentados um homem chegou para comprar cigarros, nos olhou, deu bom dia e seguiu viagem. Dez minutos depois ele voltou e nos ofereceu, gentilmente, a sua casa para pousarmos. Como estávamos decidimos a chegar em Colonia, agradecemos mas recusamos.
     Seguimos viagem por mais uns 5km e encontramos a família do motor home, que também nos convidou para ficar onde eles estavam. Agradecemos mais uma vez e fomos para Colonia.
     Chegando na cidade começamos a procurar hotel e mostrar a carta dos hostels. No terceiro lugar que paramos, o Hostel El Viajero Colonia, fomos acolhidos. O pessoal do hostel foi muito legal desde o início, nos mostraram tudo, nos ofereceram desayuno e internet grátis, além de camas e banheiros limpos e ótima qualidade em todos os quesitos. Sem dúvida foi o melhor hostel que ficamos até hoje!
     Após nos instalarmos fomos dar uma volta pela cidade, ver um lindo por do sol (pena que os insetos atrapalharam um pouquinho), comer algo, beber a nossa última cerveja uruguaia no Uruguay e fazer compras para amanhã. Ao voltar para o hostel encontramos um grupo de mineiros que havíamos conhecido em Montevideo, conversamos um pouco com eles, pegamos umas dicas e quando eles foram deitar começamos a escrever o relato de hoje. Pretendemos transcrever alguma parte para o blog depois, caso o sono não nos vença.
P.S.: Gostaria de abrir um parêntese para pedir para o pessoal ter cuidado quando for para a estrada para não atropelar animais. Tem sido muito triste durante a nossa viagem ver tantos animais mortos.
Gastos:
- Bebidas geladas na estrada: R$6,10   - Jantar: R$12,20   - Super: R$14,00
Estatísticas:
- Distância: 66,55km    - Tempo: 3h58min48"   - Média: 15,5km/h
Condições da estrada:
- Medianas

14º Dia - Montevideo - Colonia Suiza - 30/11/10 - Terça-feira

     Ontem à noite tomamos uma importante decisão: teremos que alterar o cronograma. Infelizmente seremos obrigados a fazer algum trecho na Argentina de ônibus, senão não chegaremos a tempo em Santiago para passar o reveillon com a família da Cris. Estávamos pensando, também, em poder aproveitar mais os locais em que passaremos, principalmente Buenos Aires.
     Hoje o dia começou como todos os outros, levantamos, tomamos nossó café e arrumamos tudo para partir. Às 10h estávamos nos despedindo do hostel e iniciando nosso trajeto pelo centro de Montevideo. O início da viagem foi sacanagem! Demoramos 4h30min para fazer os primeiros 50km. O vento contra era algo absurdo e o sobe e desce não parava.
     Decidimos fazer uma parada num posto de gasolina para descansar um pouco e beber algo gelado. Enquanto estávamos recarregando as baterias, apareceu uma família brasileira num motor home que está fazendo uma viagem parecida com a nossa. Depois de conversar um pouco, finalmente em português, caímos na estrada novamente.
     Para contrariar a nossa teoria do vento piorar na parte da tarde, milagrosamente, ele deu uma acalmada e conseguimos rodar com maior facilidade. Pretendíamos ficar num hostel próximo à Colonia Valdense, porém (Cris: mesmo depois de andar 4km de chão batido!) não obtivemos sucesso. Andamos mais um pouco e chegamos à Colonia Suiza.
     Na cidade começamos a buscar por hotel e, graças a uma senhora muito simpática, achamos o Hotel El Prado. Ao nos instalarmos, verificamos algo estranho no banheiro! O ralo ficava fora do box! Bem no centro do banheiro! Após quase chamar o pessoal do hotel para avisar de um vazamento no box, tomamos nosso banho e fomos no super comprar bebidas para acompanhar o risoto de tomates secos que faríamos mais tarde.
     Ao voltar para o hotel, cozinhei e a Cris foi lavar suas roupas. Acabei exagerando na quantidade e ficamos com uma refeição pronta para amanhã. Devido ao grande trajeto de hoje estamos indo dormir tarde (meia-noite) e bem cansados.
Gastos:
- Coca: R$2,30   - Hotel: R$73,00   - Super: R$10,30
Estatística:
- Distância: 134,43km   - Tempo: 7h36min51"   - Média: 17,4km/h
Condições da estrada:
- Medianas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

13º Dia - Montevideo - 29/11/10 - Segunda-feira

     Hoje acordamos cedo, tomamos nosso café e mãos à obra: tínhamos que atualizar o blog com as novas postagens, fotos e vídeos. Ficamos nessa função até às 13h. Quando começou a bater a fome paramos e fomos fazer algo para comer.
     Como não tínhamos todos os ingredientes para um almoço, a fome não era muita e já tínhamos sanduíchesprontos, decidimos fazer umas torradas.
     Após comer, a Cris foi dar uma deitada e eu fui numa loja para comprar uma gancheira reserva para s nossos quadros, pois não achei uma compatível no Brasil. Como a loja é um pouco longe decidi ir de bike e acabei pegando a da Cris por ser mais confortável.
     Na ida e na loja foi tudo perfeito, porém na volta o braço esquerdo do pé de vela se soltou e tive que voltar mais da metade do caminho empurrando a bike. Assim que cheguei no hostel coloquei a peça em seu devido lugar (espero que aguente até Buenos Aires).
     Tiramos o resto da tarde para passear na Ciudad Vieja (principais pontos turísticos estão lá), comer algo mais substancioso e passar no super para comprar mantimentos para amanhã. Voltando ao hostel conseguimos conversar um pouco com família e amigos no MSN, atualizar as fotos e verificar o caminho de amanhã. Comemos mais umas torradas de janta e agora estamos finalizando os preparativos para mais uma partida.
Gastos:  
- Peça: R$35,00   - Almoço: R$33,00   - Bolsa: R$13,50   - Super: R$20,00

12º Dia - Atlántida - Montevideo - 28/11/10 - Domingo

     Depois do jantar de ontem: um arroz com galinha que o Moacir preparou em nosso fogareiro (OBRIGADA AUGUSTO DA ARCO E FLECHA) para matarmos um pouco a saudade de casa, dormimos muito. Conseguimos levantar somente às 8h, tomamos um delicioso café no hotel e nos preparamos para partir. Na saída do hotel recebemos aplausos de incentivo de um grupo de músicos que estava hospedado no hotel também. Com esse incentivo, partimos rumo a Montevideo.
     Chegando na estrada, percebemos que a viagem não seria fácil. O vento contra estava muito forte. Pedalávamos à 16km/h, fazendo muita força e com a sensação de que não saíamos do lugar. A única coisa que nos animava era que o trajeto seria curto (menos de 50km).
     Durante a viagem encontramos o ciclista dos cachorros de ontem, ele parou para falar conosco e nos perguntar onde ficaríamos em Montevideo. Falamos com ele e seguimos viagem.
     Após 2h de pedalada pesada chegamos na entrada de Montevideo. Mesmo sabendo que a cidade é enorme e que demoraríamos muito para chegarmos no hostel, já nos sentimos mais motivamos. Ao chegar no Hostel Unpluggednos demos conta que erramos na data prevista para a chegada e esquecemos de cancelar a nossa reserva. O recepcionista nos disse que devido ao nosso não comparecimento eles não poderiam nos ceder quartos gratuitamente pois estariam perdendo mais dois dias de clientela. Achamos muito justo pois o erro foi nosso em não avisar a mudança de data. Mesmo assim eles nos ofereceram estadia pela metade do preço. Agradecemos mas decidimos tentar antes outros hostels. Apesar de toda essa confusão que armamos, fomos muito bem atendidos pelo pessoal do Unplugged que até nos informou a localização dos demais hostels da rede na cidade.
     Atravessamos Montevideo atrás de hostels. Quando estávamos chegando no Hostel Montevideo o Moacir se distraiu olhando o mapa e quase atropelou um carro. Apresentamos a carta do Carlos no Hostel Montevideo (localizado no centro) e fomos acolhidos gratuitamente por dois dias com direito a internet grátis, café da manhã e banho em chuveiro à gás. OBRIGADA HOSTEL MONTEVIDEO!
     Nos instalamos, tomamos banho, postamos alguns relatos e as fotos no blog, e saímos para comer. Caminhamos um pouco pelo centro de Montevideo, que estava quase todo fechado por ser domingo, e paramos em uma chiviteria e pizzaria para comermos. Pedimos uma pizza (massa com molho), uma muzzarela (massa com molho e queijo) e uma faina (uma massa diferente) acompanhadas por uma Pilsen! Vale ressaltar que os uruguaios comem muito bem.
     Depois da janta, passamos no supermercado e depois no Mc Donald`s para pegar um "cono de dulce de leche". ADORO! Chegamos no hostel e capotamos. Só às 20h30min acordamos, postamos um pouco mais no blog, jantamos uma torradinha light com suco, o Moacir foi xeretar o pub do hostel (para ver se realmente tinha uma mesa de ping-pong que o recepcionista havia falado) e fomos nos preparar para dormir de novo.
Gastos:
- Pizza: R$18,00   - Supermercado: R$5,20   - Mc Donald`s: R$5,40
Estatística:
- Distância: 52,73Km   - Tempo: 3h08min32"   - Média: 16,6Km/h

terça-feira, 30 de novembro de 2010

11º Dia - Punta del Este - Atlántida - 27/11/10 - Sábado

     Havíamos nos programado para sair cedo de Punta del Este, mas como eu (Cris) estava com um pouco de dor no joelho direito, resolvemos reduzir a quilometragem de hoje e, consequentemente, dormir um pouco mais. Saímos de Punta às 11h sem saber onde pararíamos.
     O início da viagem foi ótimo, pedalamos pela costa, sempre vendo o mar e curtindo a paisagem. Passamos por lindas praias como Punta Colorada e Piriápolis. Na estrada que dava acesso à essas praias vimos um caminho cheio de flores amarelas, decorando naturalmente as laterais da via. Lindíssimo!
     Quando saímos dessas praias encontramos um casal de uruguaios muito bacana (Marcelo e Adriana) que nos deu várias dicas sobre a estrada e nos ofereceu a casa deles para pararmos. Como pretendíamos andar um pouco mais hoje, tivemos que negar o convite. Mas vale ressaltar que o povo uruguaio é muito acolhedor (na maioria das vezes). No balneário de Solis encontramos um ciclista com seus cães. Como não sabíamos exatamente o caminho perguntamos para ele. A conversa começou em inglês, passou para o espanhol e depois foi para o português, pois ele tinha diversos amigos no Rio Grande do Sul.
     Saindo de Solis, tivemos que pegar a via expressa em Canellones e seguir até Atlántida. O vento estava muito forte e o Moacir teve que me puxar muitas vezes para não nos atrasarmos demais e eu não forçar o meu joelho.
     Após umas 3h de viagem muito chata e cansativa, conseguimos chegar em Atlántida. Na estrada secundçaria que dava acesso à cidade fomos ver o preço de um hotel, achamos muito caro e entramos na cidade para procurar outros. Mal sabíamos que o hotel da estrada estava no faixa de preço dos hotéis do centro da cidade. Depois de 1h de caça ao hotel achamos um hotelzinho limpo, aconchegante e menos caro.
     Instalamo-nos no hotel, tomamos banho e fomos procurar uma lan house e um supermercado. Conseguimos ficar apenas 15min na internet, pois a lan house estava fechando, e depois fomos fazer as compras para o jantar. Agora o Moacir está cozinhando no banheiro enquanto descrevo o dia de hoje. Depois da janta vamos dormir. Apesar do cansaço estamos muito satisfeitos com a viagem.
P.S.: Meu joelho está doendo menos.
Gastos:
- Hotel: R$73,00   - Compras: R$20,00
Estatística:
- Distância: 105,65km   - Tempo: 5h47min41"   - Média: 18km/h

10º Dia - Punta del Este - 26/11/10 - Sexta-feira

     Depois de mais de 800km pedalados merecemos nosso primeiro dia sem subir nas bikes. O problema é que já estamos acostumados a acordar cedo. Às 9h levantei (Moacir) para ir no super e comprar mantimentos. Para o café da manhã: média lunas! Chegando de volta ao hostel acordei a Cris e fomos tomar café. Em seguida voltamos para cama para curtir um pouco mais o sossego.
     Mais tarde levantamos, lavamos as roupas (estavam imundas) e fomos bater perna pela cidade. Passeamos pela orla, av Gorlero (av principal de Punta), marina e depois passamos no super para comprar mais comida.
     Chegando de volta ao hostel preparamos nossa janta (um pacote de massa! 500g!) e depois um sorvetinho de dulce de leche (1 litro). Em seguida preparamos os sanduíches que serão nosso almoço de amanhã e sucos de gelatina.
     Agora estamos bem deitados para descansar um pouco para descansar um pouco antes de ir ver o por do sol no Conrad e depois arriscar um pouco na jogatina (quem sabe, né?!).
    Pretendemos dormir cedo para que consigamos acordar às 6h e completarmos os 140km até Montevideo.
Gastos:
- Hostel: R$70,00   - Compras: R$52,00   - Jogatina no Conrad: R$18,00
Estatística:
- Distância: 00km   - Tempo: 0h0min0"   - Média: 0km/h (IIUUUUUHUUUU!!!!)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

9º Dia - La Paloma - Punta del Este - 25/11/10 - Quinta-feira

     Dormimos razoavelmente bem está noite. Como jantamos uma milanesa com batata frita e salada (primeira vez que a Cris comeu carne consideravelmente) e uma Pilsen de litro para acompanhar, a Cris acordou meio mal do estômago. Sendo assim, acabei tomando o café sozinho, pois ela não conseguia comer nada e preferiu ficar dormindo mais um pouco.
     Sabíamos que o trecho de hoje era longo, por isso tentamos arrumar tudo o mais rápido possível e partirmos. Às 11h estávamos nos despedindo do pessoal e caindo na estrada novamente.
     O início da viagem foi tranquilo. A partir de um certo momento (+-40km) começaram as cochilhas uruguaias. Era um sobe e desce que não parava mais. Com o sol forte e o céu azul sem nuvem alguma o asfalto ficava trêmulo, irradiando calor. Paramos algumas vezes em paradas de ônibus (único lugar com sombra!) para descansar um pouco, sendo que até pensamos em acampar ali mesmo.
     Depois de muito suar avistamos a entrada para Punta, agora só faltavam uns 20km. Chegando em Punta começamos a procurar onde ficar. Fomos no Hostel El Viajero e, além de mal atendidos, ficamos sabendo que estavam lotados. Fomos no Hostel Tas d Viaje (http://www.tasdviaje.com/) e fomos super bem atendidos, pena que não tinha quarto privativo disponível, pois o hostel é bem no centro, barato, com café da manhã e bem bonito. Finalmente chegamos no FF Gusthouse (http://www.ffguesthouse.hostel.com/) por indicação do pessoal do Tas D Viaje. Um hostel bem próximo do centro e do Conrad. Tem piscina e banheiro com banheira de hidro, com um preço bem acessível para Punta del Este.
     Como esta expedição não é só trabalho, saímos para jantar num restaurantezinho aqui perto que a Cris ficou encantada ao passar (Indecito). Comemos um raviolli com champignon e uma paella de marisco com um litro de sangria para acompanhar.
     Depois de 120km pedalados e um litro de sangria, não precisamos dizer mais nada, fomos direto para cama.
Gastos:
- Hostel: R$70,00   - Janta: R$63,00
Estatística:
- Distância: 120,36km   - Tempo: 6h22min06"   - Média: 18,7km/h
Condições da estrada:
- Boas

domingo, 28 de novembro de 2010

8º Dia - Aguas Dulces - La Paloma - 24/11/2010 - Quarta-feira

     Hoje o dia estava previsto para começar um pouco mais tarde, pois tínhamos acertado com a Nicole o café da manhã para as 9h devido ao pequeno trajeto do dia (+- 62km).
   Acordamos às 8h15mine começamos a arrumar tudo para mais um dia na estrada. A noite de sono foi muito boa, mesmo dividindo uma cama de beliche e tendo mais duas pessoas no quarto.
     Após arrumar tudo fomos tomar o nosso café, pois a Nicole já havia colocado a mesa. Para nossa surpresa os  outros hóspedes (um casal alemão e um casal noruegues que vive em Buenos Aires) levantaram e foram tomar café também. Com a mesa cheia acabou parecendo uma refeição em família, uma grande diferença é que se escutava alemão, espanhol, inglês, português e portonhol.
     O alemão era uma figura ímpar, pois além de mostrar-se um apaixonado por bicicleta, vivenciava as histórias que contava com muita sonoplastia. Após muito papo, tiramos uma foto com a Nicole e nos despedimos do pessoal.
     Nosso primeiro destino foi Cabo Polonio. Apenas 45min e +-16km após o hostel chegamos à entrada da praia. Lá avistamos um quiosque que vendia os tíckets dos caminhõezinhos que fazem o transporte até a beira do mar. Para nossa surpresa era 150 pesos por pessoa, e mais 100 pesos por bicicleta, ou então era arriscar nossa viagem e deixar as bikes ali para alguém cuidar. Mas como todos dizem que é muito legal, lá fomos nós.
     Depois de 20min sacolejando naquele sobe e desce de dunas conseguimos avistar o mar. Começou aquele sentimento de "Valeu a pena!".
     Desembarcamos no centro da vilinha de Cabo Polonio e a pergunta que não queria calar era: "onde estão os leões marinhos?". Ao invés de simplismente perguntarmos isso a alguém começamos a ir em diversas direções empurrando as bikes. Com o calor, a fome e o cansaço, começamos a nos irritar até que surgiu a brilhante idéia de perguntar para alguém. Com a informação correta foram dois toques e já estávamos na entrada do farol onde se avistava os animais.
     No farol deixamos as bicicletas apoiadas uma na outra e fomos curtir o local. Estávamos andando quando vimos o primeiro leão marinho. Fomos até o canto de uma construção onde conseguíamos enxergar mais uns 3 ou 4 se banhando nas pedras. Ficamos ali uns 10 minutos até que um gaurda nos chamou e indicou um outro local (o guarda estava em cima do farol de +- 60m e berrava em castelhano, demoramos uns 5min para entender). Chegando no local entendemos tudo. Logo de cara vimos cerca de uma centena deles se banhando, brincando, brigando, tomando banho de sol, bem ali na nosa frente. Após certo tempo de deslumbramento, decidimos procurar um local para comermos nosso sanduíches que fizemos ontem antes que eles estragassem e beber algo gelado.
     Chegamos num barzinho e tomamos uma coca-cola de litro (aquelas de garrafa de vidro) com os sanduíches. Decidimos que não podemos continuar assim: tomando coca-cola todos os dias!
     Depois de conversar um pouco a Cris quis ver uma faixa de cabelo, mas não achamos nenhuma legal. Como já era 13h30min decidimos voltar no caminhão das 14h para chegarmos cedo em La Paloma. Colocar as bikes no caminhão foi o mesmo parto do que na ida, se não fosse a ajuda de um uruguaio (ida) e de um finlandês (volta) só poderíamos contar com a grande má vontade do motorista.
     Chegando de volta ao quiosque nos fantasiamos novamente de ciclistas e caímos na estrada. Como faltavam apenas +- 45km fomos bem na manhã, ladoa a lado e conversando um pouco. A estrada era meio bizarra, pois durante uns 20km foi 1km de asfalto e 1 km de chão batido.
     Durante a pedalada de hoje pudemos confirmar uma teoria que desenvolvemos: existem raças de gado que adoram ciclista! Em inúmeros pastos em que passamos todo o rebanho parou o que estava fazendo (comendo, deitado) e ficou nos olhando fixamente...hehe... Ainda bem que estavam do outro lado da cerca.
     Chegando em La Paloma procuramos o hostel La Paloma que fica no Parque Andresito. Apresentamos a carta de apoio do Carlos, presidente da Federação Brasileira de Albergues da Juventude, e prontamente fomos acolhidos. Ficamos num quarto muito legal com dois andares e para 11 pessoas, mas ainda bem que éramos só nós dois. Instalamo-nos, tomamos banho, saímos para fazer as compras e jantar e voltamos ao hostel para arrumar tudo e descansar para chegar amanhã em Punta del Este.
Gastos:
- Translado Cabo Polonio: R$45,00   - Coca-cola: R$3,60   - Janta: R$37,00 - Compras: R$25,00
Estatística:
- Distância: 61,12km   - Tempo: 3h24min15"   - Média: 17,7km/h
Condições da estrada:
- Ruim, mas com pouqíssimo movimento.

7º Dia – Chuí – Aguas Dulces – 23/11/2010 – Terça

     Acordamos às 8h, depois do despertador tocar algunas vezes. Eu (Cris) pedi mais meia hora para o Moacir, ele me deixou dormir mas levantou para iniciar os preparativos para o início internacional da nossa viagem. Acordei, ajudei a organizar o nosso material e às 9h saímos do nosso hotel com tudo pronto. Passamos em uma casa de câmbio para pegar alguns pesos uruguayos e depois fomos tomar café no Hotel Plaza do Uruguay. Após o café nos dirigimos para a aduana, carimbamos os nossos pasaportes e os policiais não nos pediram nada, ou seja, seguimos viagem sem mais atrasos.
     Às 10h20min já nos dirigíamos para o litoral. Uhuuuuuu! Como havíamos decidido que não pararíamos para almoçar comemos alguns sanduíches, Trios e mariolas pelo caminho. O Moacir optou por me poupar um pouco e me rebocou mais da metade do caminho.
     Quando faltavam apenas 35Km para chegarmos ao nosso destino, encontramos 5 cicloturistas parados no acostamento. Fomos falar com eles e, durante a conversa, percebemos que eles também haviam se encontrado por coincidência uns minutos antes. Eram 3 neozelandeses e um casal de italianos. Os dois grupos estavam treinando para fazer Patagônia e Andes. Preguntamos para eles detalhes sobre a estrada e os neozelandeses nos indicaram um hostel em Aguas Dulces. Agradecemos e seguimos viagem.
     Como faltava pouco para o nosso destino, relaxamos um pouco e reduzimos o ritmo da pedalada. Às 15h30min cegamos em Aguas Dulces, fomos ver a praia (pois estávamos ansiosos para ver o oceano) e depois fomos procurar o hostel indicado.
     Ao chegar no hostel “El Gato”, fomos recebidos pela alemã Nicole que nos apresentou o lugar de maneira muito alegre e acolhedora. Instalamo-nos e fomos novamente à beira da praia. Caminhamos um pouco, sentamos, o Moacir tomou banho de mar e retornamos ao hostel.
     Enquanto o Moacir tomava o seu banho, eu acessei a Internet para verificar e-mails e dar notícias. Depois fui tomar banho e o Moacir foi conversar no msn e atualizar o nosso blog. Ficamos muito felizes em ver o grande número de acessos ao blog (mais de 1000) e os comentários dos amigos e dos familiares!
     Saímos da internet, aproveitamos as redes para dar uma relaxada, jantamos, arrumamos os equipamentos para amanhã e estamos nos preparando para dormir.
P.S.: Assistam os nossos vídeos do dia de hoje, vocês vão entender parte da nossa "loucura"... rs.
Gastos:
- Hostel: R$45,00   - Água mineral no posto: R$1,80   - Café da Manhã: R$16,00
Estatística:
- Distância: 85,6Km   - Tempo: 4h36min19"   - Média: 18,4Km/h
Condições da estrada:
- Pouco movimento, rodamos na faixa branca.

sábado, 27 de novembro de 2010

EXTRA! EXTRA!

     Estamos em Atlántida (Uruguay) e em breve daremos mais notícias, fiquem ligados! Por hora dizemos que estamos bem, bem cansados, bem alimentados... parodiando a propaganda " O importante é estar bem...".. Beijos a todos!