Mostrando postagens com marcador Região Sudeste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Região Sudeste. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

482° Dia – Santos – Paranaguá – Ilha do Mel – 12/03/2012 – Segunda-feira


Após a viagem que durou a noite inteira, chegamos a Paranaguá. Como desembarcamos antes do previsto, fomos diretamente ao Hostel Continente para nos informarmos a respeito da ida para a Ilha do Mel. Assim que chegamos fomos super bem recebidos pelo pessoal da recepção. Prontamente, eles nos disponibilizaram diversas informações e guardaram as nossas bikes enquanto fomos dar um passeio pela cidade.
Paranaguá é uma cidade antiga, cheia de prédios bem conservados e de histórias. Adoramos caminhar pelas suas ruas de paralelepípedo, tomar café na cafeteria da praça (e um suco delicioso) e passear pela sua orla. Em torno das 8h30min, voltamos ao hostel a fim de pegarmos as bicicletas, passarmos no supermercado (dizem que a comida é caríssima na Ilha do Mel) e embarcarmos. Agradecemos a ajuda de todos e lá fomos nós rumo à ilha. A viagem durou uma hora e meia, e teve muitas surpresas. Até golfinhos vimos no final do percurso.
Logo que desembarcamos na Ilha do Mel, fomos procurar o Hostel Marimar. Mais uma vez, fomos muito bem atendidos, o Donizete, a Zuma e a Cecília nos ofereceram gratuitamente três noites e ainda nos deram muitas informações sobre a região. Após nos instalarmos, aproveitamos que o dia estava lindo e fomos conhecer o farol (um dos principais pontos turísticos da ilha). Caminhamos até a praia do farol, fizemos a trilha e chegamos até o topo do monte onde ele se encontra. Realmente, o local faz jus a sua fama, ficamos impressionados com a paisagem.
Quando começou a anoitecer, voltamos para a praia, tomamos um banho de mar, passeamos pela vila e retornamos ao hostel. O restante da noite foi de preguiça, pois estávamos exaustos do dia de turistas.

Gastos
- Barco: R$30,00   - Café da manhã: R$5,80    - Supermercado: R$66,03    - Água: R$11,50

481° Dia – Barra do Una – Santos – 11/03/2012 – Domingo


Acordamos e mandamos ver mais um cafezão, pois o dia de hoje seria bem puxado. Pretendíamos sair cedo, porém a Cris começou a se sentir mal após o café e demos mais uma recostadinha para ver se ele melhorava. Às 11h, levantamos novamente e a Cris já estava um pouco melhor. Desta maneira, acabamos de arrumar tudo e partirmos.
No início da pedalada ainda pegamos alguns morrinhos, mas logo vimos que as coisas melhorariam. Já não avistávamos tantos morros à nossa frente e começávamos acreditar que, finalmente, já teríamos deixado a Serra do Mar para trás. Pedalávamos numa velocidade razoavelmente alta e não cansávamos tanto quanto nos últimos dias. Revezamos entre bons trechos de pedalada e paradas para nos recompormos.
Depois de um bom tempo, chegamos à zona urbana de Guarujá (cidade vizinha de Santos). Neste momento, já víamos a principal características das cidades paulistas: o congestionamento! Uma fila de carros parados dava um bom exemplo do que era a volta da praia num domingo clássico.
Entramos na zona urbana e pedalamos um bom tempo em direção à orla de Guarujá. Como não sabíamos o caminho exato até a rodoviária de Santos, paramos para perguntar para um casal de ciclistas. O Júnior e a Alexandra nos disseram que seria mais fácil pegarmos a balsa que nos deixaria direto no centro de Santos, bem próximo da rodoviária. Aceitamos a sugestão e eles se prontificaram em nos levar até lá. Foram uns 30min de pedalada em meio à cidade até chegarmos ao nosso destino – a balsa. Mais uns 20min de travessia e já desembarcávamos no centro de Santos.
Foram mais uns 15min pedalando para chegarmos até a Rodoviária. Chegando lá, começamos a busca por ônibus para Curitiba. Para o nosso desespero, não tinha mais vaga em ônibus algum para hoje à noite. Procuramos, procuramos e nada! Como última alternativa, tentamos alguma linha direto para Paranaguá. Surpreendentemente, conseguimos dois lugares no ônibus das 23h30min. Como era apenas 18h, tínhamos um bom tempo para fazermos a nossa higiene e comermos algo.
Procuramos algum banheiro com chuveiro, mas não tinha nenhum na rodoviária. Desta maneira, o jeito foi tomarmos um “banho de gato”. Após esta situação meio constrangedora, fomos procurar o que jantar. Perguntamos para o segurança onde poderíamos comer e ele nos disse que o único local era um boteco do outro lado da praça que há em frente à rodoviária.
Chegando lá, pedimos dois PF’s bem servidos. Enquanto esperávamos, a Cris foi até o banheiro para lavar as mãos e se deparou com uma situação inusitada. Assim que ela abriu a porta, viu um funcionário do boteco lavando as frutas na pia. Ficou meio pasma com a situação e voltou para a mesa. Apesar desta primeira impressão, comemos toda a comida e ficamos bem satisfeitos. Como a região era meio suspechosa, retornamos antes que tivéssemos algum problema.
De volta à rodoviária, ficamos matando tempo até o horário de embarque. As horas voaram e quase perdemos o ônibus. Hoje tivemos sorte e o cara que cuida do bagageiro foi parceria e, além de nos ajudar a embarcar, não cobrou excesso de bagagem. Sendo assim, subimos, instalamo-nos e nos preparamos para mais uma longa noite de sono sacolejando na estrada!

Gastos
- Ônibus: R$160,00   - Janta: R$17,00   - Balas: R$4,00   - Bebida: R$3,50   - Balsa: R$2,20
Estatísticas
- Distância: 88,7Km   - Tempo: 4h28min12”    - Média: 16,2Km/h
Condições da estrada
- Muito boas, com um acostamento largo e com um asfalto bem manutenido.

quarta-feira, 21 de março de 2012

480° Dia – São Sebastião (Barequeçaba) – Barra do Una – 10/03/2012 – Sábado


Acordamos recuperados, porém ainda um pouco cansados. Mesmo assim, tínhamos bastante chão pela frente. Desta forma, levantamos e fomos preparar o nosso café da manhã. Após um belo desayuno, arrumamos tudo e partimos para a estrada.
Saímos de São Sebastião sem destino definido. Não sabíamos onde iríamos parar, mas pretendíamos chegar até Boracéia. Já de cara, nos deparamos com os 8Km de “Curvas acentuadas” e “Trecho sem acostamento” restantes (segundo as placas que vimos ontem). Após este trecho meio tenso (pois os carros passavam bem próximos à nós), pudemos aproveitar um pequeno pedaço de estrada mais tranquila para curtirmos a belíssima paisagem do Parque Estadual da Serra do Mar.
Pedalávamos debaixo de um sol forte do qual, para a nossa sorte, éramos protegidos pelas árvores mais frondosas. Mesmo assim, suávamos muito e fazíamos muito força para vencer os diversos morros que tínhamos pela frente. Depois de um bom tempo pedalando, fizemos uma paradinha para repor as energias. Neste momento, dois ciclistas paulistas chegaram até onde estávamos e ficamos conversando e trocando experiências. Não sei se foi bom ou não escutar as notícias deles, mas ficamos sabendo que o pior estava por vir. Eles nos disseram que a Serra de Maresias era o trecho mais difícil deste percurso. Agradecemos pelas informações, nos despedimos e seguimos o nosso caminho.
Estávamos bem curiosos a respeito da praia de Maresias, pois sempre escutamos as pessoas falarem que o lugar era legal. Assim que chegamos, ficamos um pouco decepcionados, pois as pequenas enseadas ao redor nos pareceram muito mais belas. Porém, é verdade, que a infraestrutura da praia é muito boa, disponibilizando diversos padrões de hospedagem, restaurantes e demais facilidades. Como tínhamos que passar de Maresias (principalmente por causa da serra) para podermos chegar em Santos amanhã, seguimos pedalando. Mas antes, aproveitamos a existência de um grande supermercado para fazermos umas comprinhas e garantirmos a janta, ou melhor, o cafezão da noite.
Carregados, seguimos em direção ao paredão verde à nossa frente. Segundo as informações dos dois paulistas com os quais conversamos, seriam 4Km de subida íngreme. Nos primeiros 500m, tivemos a esperança de que o resto da subida seria da mesma forma, porém estávamos enganados. De uma hora para outra a estrada se tornou extremamente íngreme e ficou impossível pedalarmos. Desta forma, tivemos que descer das bikes, engolir o orgulho e empurrar as “não tão magrelas” lomba acima. Depois de uns 2Km nesta função, fizemos uma paradinha para darmos uma descansada, pois estávamos lavados de suor! Deu para, literalmente, torcer a camiseta! Para o nosso alívio, em seguida a inclinação diminuiu bastante e conseguimos pedalar novamente. Foi apenas mais 1Km de sofrimento até chegarmos à nossa merecida recompensa. Foram uns 4Km de descida só curtindo o vento na cara e uma paisagem maravilhosa. Assim que terminou a descida, começamos a procurar algum lugar para passarmos a noite.
Após mais um tempo pedalando, a noite já queria dar o ar da graça e uma chuva fininha e alguns raios se fizeram presente, sendo assim, vimos que era hora de parar. Paramos na entrada de Juquehy para vermos se havia alguma pousadinha camarada. Depois de passarmos numas três, vimos que aquela região não era para o nosso bico. Sendo assim, pegamos o caminho para Barra do Una (próxima enseada) por dentro de Juquehy e nos surpreendemos pelo padrão do balneário. Só víamos carros importados e caminhonetes luxuosas, além dos bares e restaurantes chiquerésimos. Aí sim tivemos certeza de que nem adiantava procurar algum tipo de hospedagem!
Como já era noite, ligamos os faróis e entregamos a alma. Foram uns 45min pedalando até chegarmos ao centro de Barra do Una. Aproveitamos que tinha um pessoal na frente de um supermercado e aproveitamos para saber se havia alguma pousadinha próxima. Eles indicaram umas casas que alugavam quartos. Agradecemos e nos dirigimos para lá, torcendo que conseguíssemos nos hospedar, pois já estávamos cansados. Na segunda tentativa, achamos a Hospedagem da Lia (12-38671411 ou 12-92196130 ou bittencourtangela@hotmail.com). Lá, fomos muito bem recebidos e, após um chorinho, ela fez o precinho mais camarada da noite. Sendo assim, já nos instalamos e tomamos um bom banho. Completamente fadigados, tomamos o nosso cafezão (ainda bem que tínhamos comprado os mantimentos) e capotamos. Só pensávamos que amanhã ainda tínhamos muito pela frente até Santos (uns 90Km), que, segundo informações, era predominantemente plano! Graças a Deus!

Gastos
- Pousada: R$80,00   - Bebidas: R$3,50   - Supermercado: R$25,13
Estatísticas
- Distância: 49,3Km   - Tempo: 4h13min22”    - Média: 11,7Km/h
Condições da estrada
- Boas, porém uma estrada bem perigosa devido às inúmeras curvas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

479° Dia – Ubatuba (Perequê Mirim) – São Sebastião (Barequeçaba) – 09/03/2012 – Sexta-feira


Hoje acordamos atrasados, arrumamos as nossas bagagens e já partimos rumo a Maresias. Desde o início da pedalada, a estrada dificultou o nosso rendimento. O acostamento estava cheio de buracos e areia solta, em diversos momentos, tirávamos fininho dos carros para fugirmos dos obstáculos.
Apesar das péssimas condições da estrada, conseguíamos relaxar devido à belíssima paisagem do norte paulista. Ficamos nos perguntando por que os paulistas saem tanto do seu Estado nas férias se eles possuem praias tão lindas. É incrível ver a mata atlântica cobrindo a Serra do Mar e chegando até o mar verdinho, da maioria das enseadas. O único “defeito” da região é o sobe e desce interminável, mas vale a pena o esforço para viajarmos em meio a tanta beleza natural.
Como o calor estava insuportável, fizemos uma parada para fugirmos do sol e pegarmos um picolé para refrescar. Assim que voltamos à estrada, nos deparamos com uma estrada pior ainda, sem nada de acostamento e cheia de curvas fechadas (os carros entravam nas curvas sem saber da nossa presença e passavam muito perto de nós). Ficamos realmente estressados com essa situação e decidimos reduzir o nosso trajeto do dia a fim de evitarmos o trânsito do horário de pico.
No final da tarde, chegamos em Barequeçaba, um pequeno povoado entre São Sebastião e Maresias. Fomos até a beira da praia e perguntamos para os locais se havia alguma pousadinha barata. Para o nosso azar, eles nos informaram que só havia hospedagem econômica em São Sebastião, que ficava há 10Km de distância (voltando!) e 4Km de subida. Desta maneira, optamos por pagarmos um pouco mais, mas nos instalarmos logo para descansarmos. Passamos em diversos lugares e os preços eram realmente abusivos. Ah, nesta hora percebemos um bom motivo para os paulistas irem curtir suas férias no litoral de outros Estados: o custo de vida! Acabamos ficando em um chalé com cozinha. Sendo assim, passamos no supermercado para comprarmos a nossa janta e, em seguida, nos instalamos para conseguirmos relaxar o restante da noite.
Agora, escrevo este relato enquanto o Moacir desfia um franguinho para colocarmos nos nossos sanduíches de amanhã. Em seguida, iremos dormir, pois amanhã ainda terá muito sobe e desce. Boa noite!

Gastos
- Pousada: R$100,00   - Supermercado: R$26,72  - Picolé: R$2,50
Estatísticas
- Distância: 72,1Km   - Tempo: 5h02min11”    - Média: 14,3Km/h
Condições da estrada
- Ruins, vários trechos sem acostamento e muito movimento.

478° Dia – Trindade – Ubatuba (Perequê Mirim) – 08/03/2012 – Quinta-feira


Acordamos animados com a viagem do dia. Eu já estava me sentindo bem melhor e o Moacir já estava com saudades da estrada. Demoramos muito para desarmarmos acampamento, mas conseguimos sair do camping antes das 10h.
Como havíamos combinado de tentar carona para o topo do morro Deus nos Acuda, fomos para o ponto de ônibus. Chegando lá, fomos falar com o motorista. O Moacir contou a triste história da nossa chegada em Trindade (2h pedalando e empurrando a bicicleta), o motorista até tentou se fazer de durão, mas não resistiu a carinha de gatinho do Shrek que o Moacir fez para ele e acabou nos deixando embarcar. Rapidamente desmontamos as bikes e embarcamos. Desta maneira, em 20min já estávamos desembarcando no auto do Deus nos Acuda (obrigada Deus por nos livrar desta!).
Descer o lado menos íngreme da montanha foi tranquilo e, em 5min, já estávamos na estrada Rio-Santos. Mal começamos a pedalar e já entendemos porque o Roberto Carlos cantou tanto sobre as curvas da estrada de Santos, parecia que estávamos contornando todos os morros da região. Andamos muito e parecia que não saíamos do lugar.
Apesar da belíssima paisagem (as praias paulistas e a Serra do Mar são encantadoras), o desânimo foi aumentando no decorrer do dia. Para piorar a situação, a estrada só foi piorando conforme entrávamos em São Paulo e, no início do anoitecer, tivemos que subir um trecho sem acostamento e com muitas curvas da Serra do Mar.
Desta maneira, desistirmos de ir até São Sebastião e decidimos ficar na praia de Perequê Mirim, em Ubatuba. Olhamos várias pousadas, mas todas eram caríssimas, quando estávamos quase desistindo, encontramos uma boa e de preço aceitável. Enquanto o Moacir acertava os detalhes do pagamento, o dono da pousada falou: vocês têm roupa de cama? Aí o Moacir respondeu: não. Com esta resposta, ele rebateu: com lençóis é mais caro. O Moacir deu uma risadinha com a “piada”. Dessa forma, o dono da pousada ficou constrangido e pediu para a sua sócia buscar uma muda de roupa para nós, aí entendemos que ele não estava brincando.
Após nos instalarmos, fomos no supermercado e cozinhamos a nossa janta. Comemos um franguinho delicioso e voltamos ao quarto. Passamos o restante da noite assistindo televisão e descansando, pois o dia de hoje foi bem puxado.
Gastos
- Pousada: R$60,00   - Ônibus: R$6,00   - Supermercado: R$33,08   - Lanche: R$5,30
Estatísticas
- Distância: 66,2Km   - Tempo: 4h39min36”    - Média: 14,2Km/h
Condições da estrada
- Boas, porém uma estrada bem perigosa devido às inúmeras curvas.

477° Dia – Trindade – 07/03/2012 – Quarta-feira


Infelizmente, despertamos e a Cris não estava se sentindo muito bem. Desta maneira, optamos por ficar mais um dia por aqui e descansarmos um pouco. Desayunamos e retornamos para a barraca para ver se a Cris melhorava um pouco.
Mais tarde, saímos para almoçar. Paramos num restaurantezinho e nos fartamos com um PF onde eram os clientes que se serviam a vontade. Mais do que satisfeitos, demos mais uma breve caminhada e retornamos ao camping. Passamos o resto da tarde relaxando na beira da praia.
Na parte da noite, tomamos a decisão de tentarmos pegar uma caroninha (no ônibus ou em alguma caminhonete) para subirmos a Deus nos Acuda amanhã pela manhã. Pois ainda teremos muito sobe e desce no litoral paulista devido à Serra do Mar. A Cris se sentindo um pouco melhor e ambos bem relaxados, fomos dormir.

Gastos
- Camping: R$30,00   - Almoço: R$31,00   - Compras: R$2,65

domingo, 18 de março de 2012

476° Dia – Trindade – 06/03/2012 – Terça-feira


Acordamos com os raios de sol batendo na barraca e tornando a nossa residência um forno. Tomamos o nosso café, preparamos tudo e iniciamos a caminhada até as piscinas naturais do caixadaço. O caminho é belíssimo, revezando entre a orla marítima e trilhas em meio à mata preservada. As praias do Cepilho, do Meio e do Caixadaço possuem um mar um pouco mais agitado e propício para surfistas.
Assim que chegamos às piscinas, fomos surpreendidos com uma belíssima paisagem. O local se resume a um semicírculo de imensas rochas encostado num morro. Além disso, tem uma vegetação abundante, até mesmo em cima de algumas pedras. Como agora era só aproveitar, colocamos os nossos pertences numa das pedras e fomos curtir o local. Tomamos um belo banho, mas pena que a tentativa de fazer snorkel foi frustrada, pois não há nada para se ver. Como o sol estava muito forte, procuramos uma sombrinha das pedras e nos instalamos. Ficamos um tempinho conversando sobre tantos locais que já passamos com uma beleza natural incrível. Após o bate-papo, fomos dar mais uma explorada no local. Vimos mais algumas paisagens bonitas e decidimos retornar para tentarmos conhecer algumas cachoeiras (nos disseram que eram bem legais).
De volta à praia do meio, nos informamos por onde era o caminho até a cachoeira Pedra que Engole e lá fomos nós. Foram mais uns 20min de caminhada em meio à uma densa vegetação. No caminho pudemos observar guaiamuns (caranguejos azuis) imensos! Caminhávamos costeando o rio e observávamos diversos pontos propícios para um banho bem relaxante. Assim que chegamos ao local da “cachoeira”, vimos que na verdade não passava de uma corredeira. Um pouco indignados, começamos a procurar o que tinha de diferente o local. Durante a busca, encontramos um filhote de cobra ao nosso lado! Com esta descoberta, decidimos agilizar um pouco as coisas e não ficarmos tanto tempo de bobeira por lá. Com a ajuda de um nativo, descobrimos o porquê do nome “Pedra que Engole”. Ele nos mostrou o ponto em que a água do rio some para debaixo de uma pedra gigantesca. Além disso, ele nos disse que era possível fazer um tobogã para baixo da pedra, onde tinha uma pequena caverna. Como já tínhamos ido até lá, fui ver como era. O local é bem interessante mesmo, sendo uma coisa bem diferente. Mesmo assim, optamos por retornar e não ficarmos dando sorte ao azar.
Pedra que Engole
De volta ao camping, passamos o resto do dia revezando entre banho de mar no nosso quintal (Praia do Cepilho, pois a saída do camping dava direto na areia), preparo das refeições e descanso na barraca, pois amanhã partiremos para o Estado de São Paulo.

Gastos
- Camping: R$30,00

475° Dia – Paraty – Trindade – 05/03/2012 – Segunda-feira


Hoje acordamos cedinho para conseguirmos chegar cedo em Trindade e ainda aproveitarmos uma praia. Ouvimos dizer Trindade possui as enseadas mais bonitas da região. Desta maneira, arrumamos tudo e saímos bem empolgados para o trajeto do dia.
Sabíamos que o trajeto seria curto, mas intenso, entre Paraty e Trindade há uma montanha de 4Km de subida. Desta maneira, fomos aproveitando a paisagem e curtindo a brisa fresca da Mata Atlântica antes de chegarmos ao pé do Morro Deus nos Acuda. Assim que chegamos em Patrimônio, a cidade que fica aos pés do morro, perguntamos sobre hospedagens. Como não havia nada abaixo dos R$70,00, optamos por tentar a sorte e transpor o morro.
Desde o início da subida, percebemos o motivo da sua designação. O aclive era tão íngreme que, em diversos momentos, tivemos que descer das bikes e empurrar. Isso que o Moacir não desce da bike por nada, mas desta vez tivemos que nos render.
Em uma das nossas paradas para recuperar as energias, um carro parou ao nosso lado só para nos parabenizar pelo feito. O motorista ainda nos avisou que em menos de 200m já começaríamos a descer. Neste momento, agradecemos a notícia e ficamos muito animados. Imaginávamos que a descida seria uma benção depois de tanto suor. Para o nosso engano, a descida foi tão complicada quanto a subida, tivemos que nos agarrar nos freios e jogar todo o peso do corpo para trás para conseguirmos equilibrar as bikes. Após esse trecho chatinho, chegamos no povoado de Trindade.
Logo de início começamos a pesquisar o preço dos campings. Para a nossa surpresa, os preços das hospedagens eram bem acessíveis. Desta maneira, nos instalamos num camping bem no centro do povoado e de frente para o mar. Após armarmos acampamento, saímos para conhecer a tão falada orla. Realmente, a praia é lindíssima, cheia de morros e mar verdinho. Ficamos o resto da tarde curtindo a praia e conversando com o pessoal do camping. No final do dia, fomos no mercadinho para comprarmos água e comida. Assim que voltamos ao camping, cozinhamos e nos jogamos na barraca. Estávamos exaustos, pois o dia hoje foi intenso. Mesmo assim, ainda pegamos uma das paisagens mais belas da viagem: a lua cheia iluminando os morros e o mar.

Gastos
- Camping: R$30,00   - Água: R$10,00
Estatísticas
- Distância: 27Km   - Tempo: 2h31min22”    - Média: 10,6Km/h
Condições da estrada
- Boas.

sábado, 17 de março de 2012

474° Dia – Paraty – 04/03/2012 – Domingo


Início da Estrada Real
Como já passamos por muitas praias paradisíacas durante toda a viagem e este não é o forte de Paraty (as praias boas são acessíveis somente através de passeios), decidimos ir para os lados das cachoeiras. Tomamos um bom café da manhã, pegamos as bikes e iniciamos a voltinha do dia.
Fomos na direção oposta ao mar e começamos a subir as montanhas próximas. Foram uns 45min de um pedal não muito tranquilo para chegarmos ao nosso primeiro destino: a cachoeira Tobogã. Depois de uma pequena trilha (que, na época do império, fazia parte Estrada Real) chegamos até uma imensa pedra por onde desce uma pequena lâmina d’água. Observamos um pouco como as pessoas faziam para subir até o topo e posteriormente descer num “esquibunda” bem divertido.
Achando que já estava “tudo dominado”, lá fomos nós. A subida foi tranquila, apesar de algumas escorregadinhas. Já a descida foi um pouco duvidosa. Após tomarmos coragem, descemos o tal “Tobogã”. A escorregada é bem legal e divertida, além de bem refrescante ao cair no poço no final da pedra. Achamos bem divertido e fomos mais uma vez. Como pensávamos que já sabíamos de tudo, nos demos um pouco mal na segunda descida, mas nada além de alguns arranhões.
Tobogã
Após a diversão, fomos conhecer a cachoeira do Tarzan. Ao chegarmos ao local, não vimos nenhum atrativo e decidimos dar um pulinho no Poço do Inglês, pois tinham nos falado que era bem legal. Sendo assim, voltamos boa parte do caminho em direção à Paraty e tivemos que pegar outra estrada. Mais uns 20min e já chegamos ao local. Mais uma trilha de uns 500m e já avistamos o curso do rio. O divertido do Poço do Inglês são as possibilidades de saltos dos mais diversos locais e alturas, além de ter uma corda para usar como pêndulo. Enquanto nos divertíamos, vimos uma gurizada de uns 12 anos pulando de todos os pontos possíveis. Porém, ficamos impressionados quando um deles foi até uma árvore a uns 15m de altura e pulou de uma base improvisada (um tronco atravessado em alguns galhos).
Poço do Inglês
Como ainda tínhamos muito o que fazer, curtirmos mais um pouco e já começamos a retornar ao hostel. Quando chegamos de volta à cidade, fizemos um pit-stop para comprarmos alguns mantimentos no supermercado. Em seguida, deixamos tudo no hostel e fomos dar uma caminhadinha. Passamos em frente a uma pastelaria que anunciava “Pastéis de 30cm”. Como a fome era grande, fomos conferir se a propagando era realmente verdadeira. Ainda bem que a fome era imensa, pois o pastel fazia jus à propaganda! Ficamos estufados de tanto comer e retornamos ao hostel para darmos uma descansada e nos prepararmos para a pedalada de amanhã.
De bobeira no hostel, vimos um mapa da região e nos interessamos pela praia de Trindade. Para a nossa sorte, a enseada fica no nosso caminho. Sendo assim, optamos por trocar o próximo destino (Ubatuba) por Trindade. Vimos que serão uns 27Km de pedal no meio de morros e mata preservada. O único problema é que teríamos uma subidinha conhecida como “Deus nos acuda” pela frente. Devido ao nome da subida, já começamos a especular sobre o que teríamos que encarar para poder chegar a Trindade.
Depois de descansarmos um pouco, iniciamos os preparativos da nossa janta. Fizemos algumas iscas de carne a xadrez acompanhadas por batatas cozidas. Empanturramo-nos com a saborosa janta e ficamos fazendo os últimos trabalhos burocráticos. Mesmo cansados, sentíamos que ainda faltava alguma coisa. Desta maneira, fomos dar uma voltinha pelo centro.
A caminhada em meio às construções antigas abriu o nosso apetite novamente e fizemos dois pit-stops: primeiro num carrinho de doces caseiros e depois num buffet de sorvetes. O doce caseiro (cuscuz de tapioca) estava bem saboroso, porém o sorvete foi um desastre! A tal “Sorveterapia” (nome da sorveteria) realmente não funciona! Como teríamos que acordar cedo amanhã, voltamos ao hostel para podermos descansar.

Gastos
- Supermercado: R$25,02   - Pastel: R$20,00   - Doces: R$6,80

473° Dia – Arraial do Cabo – Paraty – 03/03/2012 – Sábado


Hoje madrugamos, antes das 5h já estávamos pedalando rumo à rodoviária de Arraial. Chegamos exatamente no horário do ônibus, mal desmontamos as bikes, guardamos as bagagens e o ônibus já partiu rumo à Cidade Maravilhosa. Preferimos fazer este trecho de ônibus devido aos riscos de pedalar nas vias perigosas do Rio de Janeiro. Desta maneira, aproveitamos às 3h30min de viagem para recuperarmos um pouco a noite mal dormida.
Logo que chegamos ao Rio, fomos comprar as passagens para Paraty. Felizmente, conseguimos um ônibus para as 10h30min e nem precisamos ficar esperando muito tempo. Embarcamos mais uma vez, o ônibus partiu, conseguimos dar uma espiadinha de longe no Cristo e seguimos rumo à Costa Verde.
Neste trecho da viagem ficamos alternando entre cochilos e observação das belas paisagens. É linda a Mata Atlântica! Vale a pena conhecer esta região do país, lindas praias e mata verde, uma combinação perfeita.
Desembarcamos em Paraty às 15h30min, saímos do terminal e fomos procurar o hostel Casa do Rio. Assim que chegamos, fomos super bem atendidos pelo pessoal do hostel e logo nos instalamos. Após guardarmos as nossas bagagens, saímos para conhecermos o famoso centro histórico.
Realmente, a cidade é muito bem preservada e lindíssima. Adoramos caminhar por suas ruas de pedras, cheias de casas antigas bem conservadas, além da paisagem natural que dá um show a parte. Enquanto tirávamos algumas fotos na Igreja Santa Rita de Cássia (cartão postal da cidade), vimos uns artistas de rua interpretando os mais curiosos personagens, até de “Piratas do Caribe” o pessoal se vestia para ganhar algum $$$ tirando fotos com os turistas.
Após o agradável passeio, ainda passamos no supermercado para comprarmos a nossa janta e fomos para o hostel. Passamos o restante da noite conversando com os outros hóspedes, cozinhando e aproveitando a internet. Em torno das 21h resolvemos nos recolher para os devidos aposentos, pois foi complicado o dia de pouco sono e muita atividade.

Gastos
- Ônibus: R$189,00   - Excesso de bagagem: R$10,00   - Supermercado: R$25,13   - Almoço: R$22,00

sexta-feira, 16 de março de 2012

472° Dia – Arraial do Cabo – 02/03/2012 – Sexta-feira


Acordamos muito bem depois de uma bela noite de sono. Tomamos o delicioso café da manhã oferecido pelo hostel Marina dos Anjos e começamos a nos preparar para irmos conhecer a Prainha do Atalaia (não é a mesma prainha por qual havíamos passado ontem quando estávamos chegando em Arraial do Cabo). Depois de tudo pronto, iniciamos a caminhada.
Foram uns 30min de passeio até passar um carro com duas cariocas e nos darem uma caroninha até a Prainha do Atalaia. Agradecemos pelo “bonde” (como elas perguntaram – Querem um bonde?) e fomos curtir a praia. Ficamos o dia todo revezando entre banhos de mar na água estonteantemente azul e descansos na areia. Fazia tempo que não víamos uma praia tão bela.
Retornando à cidade, fomos direto para a rodoviária para comprarmos as nossas passagens até o Rio de Janeiro (faremos os trajetos Arraial do Cabo – Rio de Janeiro – Paraty de ônibus por causa do trânsito e da falta de segurança nestes locais). No caminho, fizemos uma parada e pegamos um buffet de açaí. Ou seja, 500ml de açaí podendo colocar o que quiser e quanta cobertura couber no copo (granola, paçoca, cereais diversos, granulado, etc.). Após esta bomba, continuamos o nosso caminho com um certo frio na barriga (de tanto açaí mesmo!).
Ao chegarmos na rodoviária, compramos as nossas passagens para amanhã às 5h25min. Teremos que madrugar para não perdermos o ônibus! Como amanhã não dará tempo, já passamos no supermercado e na padaria para comprarmos algumas coisinhas para a longa viagem de amanhã (só chegaremos em Paraty lá pelas 16h).
De volta ao hostel, fizemos a nossa janta e já começamos a arrumar tudo para amanhã. Optamos por arriscar um pouco e deixarmos as bikes montadas (com alforges e tudo) hoje à noite, pois senão teremos que acordar muito cedo amanhã (lá pelas 3h) e ainda corremos o risco de fazermos barulho demais e acordarmos os demais hóspedes. Com tudo pronto e as bikes amarradas com o cabo de aço bem em frente aos nossos quartos, fomos deitar e tentar tirar uma sonequinha rápida até o horário de partirmos.

Gastos
- Supermercado: R$17,40   - Açaí: R$10,00

quinta-feira, 15 de março de 2012

471° Dia – Búzios – Arraial do Cabo – 01/03/2012 – Quinta-feira


Acordamos renovados após uma bela noite de sono. Após o desayuno,  arrumarmos as nossas coisas e nos despedirmos do pessoal, caímos na estrada em direção à Arraial do Cabo. Como sabíamos que a pedalada seria curta, estávamos bem tranquilos e sem muita pressa.
Pedalamos durante umas 2h30min num ritmo tranquilo e numa estrada relativamente tranquila. No caminho, ainda passamos pela bonita cidade de Cabo Frio. Admiramos um pouco a orla e seguimos o nosso caminho com a esperança de que em Arraial a praia seja ainda melhor.
Quando terminamos de subir o último morro antes de chegarmos à cidade, fomos surpreendidos por uma vista belíssima de uma enseada (mais tarde descobrimos que era a Prainha). Fomos obrigados a fazermos um pit-stop para admirarmos a paisagem e tirarmos algumas fotinhos. Em seguida, andamos mais uns 20min e chegamos ao Hostel Marina dos Anjos. Fomos super bem recebidos e, após recebermos a informação de que receberíamos o apoio do estabelecimento, nos instalamos nos devidos dormitórios.
Paradisíaca Praia do Forno!
Como havíamos pedalado, ainda não tínhamos almoçado e não tínhamos nada para preparar. Desta maneira, saímos para comer alguma coisa e em seguida conhecer a Praia do Forno (a mais bonita da cidade conforme as informações que o pessoal nos deu). Almoçamos num restaurantezinho e já fomos para a trilha até a Praia do Forno. Foram uns 20min de caminhada tranquila até avistarmos a deslumbrante paisagem. A praia era uma pequena enseada em meio aos morros cobertos de uma densa vegetação.
Instalamo-nos num dos cantos da enseada e ficamos curtindo. Revezamos um pouco entre banhos de mar na água cristalina e de cor azul, porém fria, e descansos na areia. Mais tarde, fui fazer um pouco de snorkel enquanto a Cris ficava tirando algumas fotos da praia. Para a minha surpresa, me deparei com uns cinco peixes trombeta que eram um pouco maiores que eu. Os peixes eram belíssimos e estavam extremamente dóceis, deixando que eu me aproximasse muito deles. Continuei a explorar a região e ainda consegui acompanhar uma tartaruga durante uns 5min. Como a água estava bem fria e já tinha visto bastante coisa (ainda vi um filhote de baiacu), voltei para a areia para acompanhar a Cris.
Mais tarde, nos despedimos da Praia do Forno e retornamos ao hostel. No caminho de volta, decidimos dar um pulinho na Praia Grande para pegarmos um pôr-do-sol no mar. Ficamos uns 30min conversando e esperando o espetáculo acontecer. Quando o sol sumiu no horizonte, tivemos a certeza de que valeu a pena mais esta caminhadinha. A orla da Praia Grande é bem legal, com uma infraestrutura de barzinhos bem aconchegante.
Voltando ao hostel, ainda fizemos uma parada num supermercado para aproveitarmos as promoções e comprarmos alguns mantimentos para os próximos dias. De sacolas cheias, chegamos ao hostel e fizemos uma comidinha caseira para matarmos a fome. Mais do que satisfeitos, fomos descansar um pouco, pois o dia de hoje foi bem puxado, com direito à pedalada e praia.

Gastos
- Supermercado: R$13,10   - Almoço: R$21,60   - Refrigerante: R$3,50
Estatísticas
- Distância: 35,3Km   - Tempo: 2h15min20”    - Média: 15,6Km/h
Condições da estrada
- Boas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

470° Dia – Macaé – Búzios – 29/02/2012 – Quarta-feira

Conforme marcado ontem, o pessoal bateu na porta às 8h para entregar o nosso café da manhã. Porém, acordamos bem cansados e tivemos que dar mais uma recostada para recuperar as energias depois da pesada pedalada de ontem. Lá pelas 9h30min, levantamos, comemos e começamos a arrumar tudo para partirmos. Ao meio-dia, nos despedimos do pessoal e pegamos a estrada.
A saída de Macaé foi bem conturbada e estressante, pois a estrada para Rio das Ostras era horrível! O acostamento era cheio de buracos e cômoros de areia. Além disso, o trânsito estava caótico. A quantidade de veículos era enorme e os motoristas já estavam estressados com o congestionamento devido aos trechos em obras.
Depois de mais de 1h de pedalada, finalmente chegamos a Rio das Ostras. Aproveitamos que já estávamos cansados e com fome e fizemos um pit-stop para almoçarmos. Comemos um PF bem servido e bem saboroso. Após a refeição, ainda demos uma passadinha no supermercado para abastecer as garrafinhas com água.
Saindo da cidade, vimos que o cansaço estava começando a se fazer presente e não conseguiríamos chegar antes do anoitecer a Arraial do Cabo. Desta maneira, mudamos o nosso objetivo do dia para Búzios. Com a proximidade da cidade (uns 35Km mais próximo do que Arraial do Cabo), pegamos um ventinho contra que desmotivou. Fizemos mais uma paradinha na Praia Rasa e ficamos um pouco decepcionados com o que vimos. Um mar turvo e um vento forte não parecia com nenhum folder de divulgação das praias da cidade.
Mesmo um pouco decepcionados, continuamos as pedaladas até o pórtico da cidade. Lá, aproveitamos que havia um ponto de informação turística para vermos a localização do Búzios Hostel (filiado à Hostelling International). Com a informação em mãos, pedalamos mais alguns quilômetros e já chegamos ao hostel. Fomos super bem atendidos e nos acomodamos nas ótimas instalações que o hostel oferece. Enquanto a Cris tomava um bom banho, tomei meu banho rapidinho e fui ao supermercado para fazer umas comprinhas para podermos preparar a nossa janta.
De volta ao hostel, fizemos uma massa deliciosa que nos deixou mais do que satisfeitos. Em seguida, conversamos sobre amanhã e decidimos ir direto para Arraial do Cabo, pois parece ser mais legal do que Búzios. Ainda ficamos um pouco de bobeira antes de irmos dormir, pois havíamos comido demais!

Gastos
- Supermercado: R$21,68   - Almoço: R$13,00
Estatísticas
- Distância: 66,6Km   - Tempo: 3h57min36”    - Média: 16,8Km/h
Condições da estrada
- Muito ruins, com um acostamento ridiculamente ruim.

469° Dia – Campos dos Goytacazes – Macaé – 28/02/2012 – Terça-feira

Acordamos relativamente cedo e fomos tomar o café da manhã. Ficamos impressionados com a fartura oferecida pela pousada. Enquanto comíamos para nos prepararmos para o dia de pedalada, percebemos que as nossas pernas ainda estavam bem pesadas e que o sol já estava fortíssimo. Desta maneira, chegamos à conclusão de que seria melhor descansarmos mais um pouco e sairmos somente lá pelo meio-dia, pois assim estaríamos mais relaxados e ficaríamos menos tempo expostos ao sol forte. Com a decisão tomada, fomos dar mais uma recostadinha.
Mais tarde, levantamos e começamos a arrumar tudo. Despedimo-nos do pessoal e iniciamos às pedaladas às 12h. O sol forte e o tráfego tumultuado nos deixaram tensos já de cara. Com o tempo, fomos nos acostumando a estes fatores e conseguimos relaxar um pouco. Pelo menos, o acostamento era largo e tinha um bom asfalto. Após pedalarmos um bom tempo, fizemos uma parada num restaurantezinho para almoçarmos. Dividimos um farto PF (prato feito) que nos deixou bem saciados.
Após esta bela refeição, passamos no posto de gasolina em frente ao restaurante para pegarmos um saco de gelo. O surpreendente foi o procedimento adotado pelo estabelecimento: o cliente tem que se dirigir direto ao caixa, efetuar o pagamento e, após isso, recebe uma sacola e tem que se dirigir ao balcão e pedir para a atendente encher de gelo. Mesmo achando bem diferente, aproveitamos a maravilha que era ter as nossas garrafinhas cheias, lotadas de gelo! Hoje, pelo menos, não teremos problema de passar sede ou ter que tomar água quente.
Saindo do posto, pedalamos mais diversos quilômetros e não chegávamos nunca à entrada de Macaé. Já tínhamos feito mais algumas paradas e nada. Estávamos estranhando, pois já estava anoitecendo e não passamos pela entrada. Falando em anoitecer, passamos por paisagens incríveis com o sol se pondo entre os morros. Quando realmente acabou a luz, tivemos que fazer uma paradinha para colocar os aparatos luminosos na bike. Após parecermos uma árvore de natal, continuamos pedalando.
Fizemos mais uma paradinha numa lojinha de laticínios para perguntarmos se faltava muito e aproveitamos para pegarmos um picolezinho. Um pouco mais reconfortados (pois o pessoal falou que não faltava muito e o picolé estava ótimo), continuamos o nosso caminho na escuridão da BR-101. Após uns 10Km, chegamos à entrada de Macaé. Ficamos na dúvida de rodar um pouco mais e ir direto para Rio das Ostras (pois atalharíamos 13Km do itinerário de amanhã), mas como não sabíamos quanto tempo de farol (as pilhas e a bateria estavam acabando) teríamos, optamos por ir para Macaé mesmo.
Esta outra estrada era bem menos movimentada do que a BR-101, mas suas condições não eram tão boas. Além disso, o vento que estava nos ajudando o dia todo se converteu contra nós. Porém, como já estava escuro, pedalávamos sem pressa de chegar ao nosso destino. Depois de quase 1h30min, já avistávamos as luzes da cidade. Ficamos felizes ao, finalmente, chegarmos na área urbana e pudermos dar uma relaxada.
Pedalávamos tranquilamente pelas ruas quando vimos um certo aglomerado de carros e pessoas. Pensamos que era alguma festa e prestamos um pouco mais de atenção. Para a nossa tristeza, era um acidente de moto onde uma vítima estava em prantos e a outra já estava tapada com uma lona preta. Aquilo nos afetou bastante e nos deixou bem pensativos. O silêncio imperou durante um tempo e refletíamos sobre algumas situações por quais passamos e como pequenos detalhes podem fazer toda a diferença.
Após o susto, chegamos à Praia de Cavaleiros e iniciamos a busca por onde ficar. Na primeira pousada que fomos ver o preço levamos o susto de R$200,00. Vendo que a região não “é para o nosso bico”, perguntamos onde era o local mais acessível da cidade. O atendente disse que era no centro, próximo da rodoviária. Sendo assim, lá fomos nós.
O caminho até lá não era nada bom, sendo que até pensamos em retornar, porém seguimos em frente. Assim que chegamos no bairro, recomeçamos a busca por onde ficar. Todos os locais por quais passávamos estavam lotados ou eram demasiadamente ruins. Depois de rodar mais de 1h, nos instalamos na Pousada Maximus. Assim que chegamos, já pedimos para o atendente ligar para um Tele-Xis, pois hoje não tínhamos ânimo para mais nada. Era só comer e dormir!
Instalamo-nos, tomamos um bom banho e devoramos o “xis de tudo e mais um pouco” que veio (grande mesmo!). Satisfeitos, deitamos e ficamos relaxando um pouco. Hoje a Cris estava com um fôlego impressionante durante a pedalada e não me deixou relaxar nem um instante. Quando achava que tinha aberto uma distância dela e poderia descansar, lá estava ela gritando para eu andar mais rápido! Diante destas condições, chegamos moídos! Passamos o que nos restava de noite descansando e relaxando, pois amanhã teremos um árduo caminho até Arraial do Cabo.

Gastos
- Pousada: R$80,00   - Janta: R$25,80   - Almoço: R$12,00   - Gelo: R$3,00   - Picolé: R$3,00
Estatísticas
- Distância: 135,7Km   - Tempo: 7h17min44”    - Média: 18,6Km/h
Condições da estrada
- Boas, com um acostamento largo e com um asfalto liso.

domingo, 4 de março de 2012

468° Dia – São Francisco – Campos dos Goytacazes – 27/02/2012 – Segunda-feira


Acordamos um pouco mais tarde do que queríamos e começamos a arrumar tudo para a partida. Durante o café da manhã ficamos conversando com o pessoal da pousada e descobrimos que ali era um ponto de parada de aventureiros. Já tinham se hospedado dois grupos de cicloturistas ali antes, sendo que um deles era formado por um casal e seus quatro filhos (isso mesmo, 4 filhos!) que variavam entre 1 a 5 anos. Quando ficamos sabendo, pensamos: isso sim é loucura!
Após o desayuno informativo, pegamos as nossas coisas e partimos. Estávamos um pouco temerosos quanto ao caminho, pois hoje não tínhamos como fugir e teríamos que pegar uns 20Km de BR-101. Antes disso, foram 32Km de uma boa e pouco movimentada estrada. Como o calor era intenso, demos uma paradinha num posto de gasolina para descansar e refrigerar o corpo após as 2h de pedalada. Pedimos a bebida mais gelada que havia e o vendedor disse que era o “Mineirinho”. Perguntamos o que era essa bebida e o vendedor disse que era um refrigerante, mas que não sabia ao certo o sabor. Como a sede e o calor eram grandes, pedimos o tal “Mineirinho” mesmo.
Sentamo-nos numa mesa e iniciamos os trabalhos, comendo um pouco de tudo. Quando chegou o Mineirinho, procuramos no rótulo a informação do que era feita a tal bebida. Ficamos meio confusos quando vimos que era uma mistura de guaraná com chapéu-de-couro. Não tínhamos nem ideia do que era o chapéu-de-couro! Pensamos em cogumelos, alguma planta ou algo assim, mas as especulações foram longe (depois procuramos na internet e vimos que chapéu-de-couro é uma planta e utiliza-se suas folhas para o tratamento de problemas urinários. O sabor até que era bom, mas bem diferente do que estamos acostumados. Após o descanso e a novidade, retornamos à estrada.
Foram mais uns 5Km até chegarmos ao trevo com a BR-101. De longe já ouvíamos o barulho dos caminhões passando. Assim que entramos na rodovia, nos surpreendemos com a qualidade do acostamento, sendo largo e com um bom asfalto. O caminho até Campos foi razoavelmente tranquilo, apesar do trânsito intenso e de alguns trechos de acostamento de paralelepípedo. Assim que entramos na área urbana, avistamos um Atacadão e paramos para fazer umas comprinhas. Como a Cris estava passando mal pelo calor, entrou para pegar alguma bebida gelada e demais compras enquanto eu cuidava das bikes. Ela ficou uns 30min vendo as ofertas e fazendo um ranchinho para os próximos dias. Assim que ela saiu com as compras, tivemos que adaptar uma caixa de papelão no bagageiro traseiro da bike dela para que conseguíssemos carregar todas as compras.
Saindo do mercado, foram mais uns 10Km de área urbana até chegarmos à zona das pousadas (sem dúvida alguma a mistura de estrada com área urbana é a pior coisa para nós!). Paramos na Pousada Pinheiro e, apesar do bom desconto que eles fizeram, optamos por procurar precinhos mais camaradas. Esta decisão nos rendeu um city tour de mais de 1h. A caça por hospedagem passou por TODA a cidade (inclusive no centro que parecia uma miniatura do de Porto Alegre) e acabamos retornando à Pousada Pinheiro (http://www.pousadapinheirocampos.com.br). Ou seja, perdemos 1h30min de descanso, mas conhecemos Campos de Goytacazes (não tem nada de interessante).
Fomos super bem recebidos e após nos instalarmos não saímos mais do quarto. Só queríamos um bom banho e deitar numa cama. O calor que fez hoje nos destruiu. Mais tarde, pegamos o netbook e começamos a organizar o passeio ciclístico de encerramento do projeto. Além disso, atualizamos os blogs e vimos as novidades da terrinha. Em seguida, tomamos um cafezão e caímos na cama de vez, pois ambos estava fadigados e amanhã teremos uma longa pedalada até Macaé.

Gastos
- Pousada: R$75,00   - Ferragem: R$11,46   - Compras: R$42,86   - Bebidas: R$9,50
Estatísticas
- Distância: 63,2Km   - Tempo: 4h52min41”    - Média: 12,7Km/h
Condições da estrada
- Medianas, variando muito de trecho para trecho.

467° Dia – Marataízes – São Francisco – 26/02/2012 – Domingo


Lagoa do Siri

Acordamos renovados depois de uma bela noite de sono. Levantamos, tomamos o nosso café da manhã e arrumamos tudo para partir. Coisa boa termos colocado as garrafinhas para congelar, pois é uma diferença enorme quando temos uma água gelada para a pedalada.
Após sairmos da pousada, perguntamos para alguns moradores da cidade sobre o caminho até Campos dos Goytacazes e todos disseram que era só pegar a estrada para a Lagoa do Siri e ir sempre reto que sairíamos em São Francisco (o nosso objetivo do dia), a cidade que precede Campos (como eles chamam Campos dos Goytacazes). Foi muito bom saber que poderíamos pedalar pelas estradinhas menores e não nos arriscarmos na BR cheia de caminhões.
Pegamos a estrada para a Lagoa do Siri e fomos surpreendidos por um sobe e desce constante. Também pudemos observar a imensidão das plantações de abacaxi que existem nessa região. Aí entendemos o porquê dos R$0,40 de ontem! Já cansados dos aclives e declives, pegamos uma saída para a beira da praia para vermos se tinha alguma via secundária por lá. Infelizmente não tinha e tivemos que pegar uns 600m de chão batido para reencontrarmos o asfalto da estrada.
Quando menos esperávamos, vimos placas da tão “famosa” Lagoa do Siri. Ao nos aproximarmos do local, nos deparamos com uma beleza natural intensa. A água da lagoa contrastava com a água do mar e formava uma paisagem impressionante. Além disso, tinha uma multidão aproveitando aquele “piscinão”. Deu muita vontade de fazer como uns guris e pular na água de cima da ponte da estrada, mas tínhamos muito pedal pela frente. Após admirarmos e tirarmos foto, continuamos o nosso caminho.
Depois de umas 2h de pedalada debaixo de um sol intenso, fizemos uma paradinha num posto de gasolina para repormos as energias. O “lanchinho” foi mais pesado do que imaginávamos e foi difícil levantar da cadeira para seguirmos pedalando. Juntamos todas as forças e lá fomos nós. Os primeiros momentos foram um pouco lentos, mas com o passar dos minutos, retornamos ao nosso ritmo.
A estrada continuava cheia de aclives e declives, mas ao menos havia um bom acostamento para viajarmos tranquilos. Quando estávamos quase transpondo a fronteira entre Espírito Santo e Rio de Janeiro, encontramos um outro cicloturista pelo caminho. O Guilherme é um fluminense que mora em Campos de Goytacazes e que foi passar umas férias de bicicleta pelo sul capixaba. Ele nos contou que havia falado com um amigo que o avisou de dois loucos que também estavam de bicicleta pelas rodovias do estado. Desta maneira, o Guilherme apertou o passo até nos achar. Pedalamos um bom tempo juntos, totalizando uns 40Km e umas 2h. Durante este tempo, o braço esquerdo do pe-de-vela da bike da Cris soltou. Para o nosso desespero, não temos a chave necessária para apertar novamente. Sendo assim, fizemos o que conseguimos com as próprias mãos. Continuamos a nossa pedalada até São Francisco e, enquanto o Guilherme seguiu o seu caminho para Campos, iniciamos a busca por onde ficar.
São Francisco nos surpreendeu e se mostrou uma cidade muito maior do que imaginávamos. Acabamos nos instalando numa pousadinha bem no centro e que tinha um precinho mais camarada. Após um bom banho e descansarmos um pouco, saímos em busca do nosso jantar. Quando perguntamos por restaurante, o pessoal da pousada avisou que serviam janta, farta, gostosa e baratinha. Sendo assim, reservamos as nossas refeições e fomos bater perna pela cidade.
Caminhamos algumas quadras e percebemos que a cidade não possui nenhum atrativo turístico. Como a fome estava grande, somente passamos num mercadinho para comprarmos as bebidas da janta e retornamos à pousada. Mesmo se quiséssemos comprar outras coisas não conseguiríamos, pois todas as lojas estavam fechadas.
De volta ao nosso quarto, o pessoal da pousada avisou que demorariam um pouco mais para preparar a nossa janta devido a um acidente com o filho deles. Falamos que não havia problema e curtimos um pouquinho mais de relaxamento. Após uns 45min, fomos chamados e nos deparamos com uma mesa absurdamente farta. Eram gamelas de arroz, feijão, salada de batata, salada verde e purê e dois bifões à milanesa. Como o trabalho seria árduo, iniciamos sem pressa alguma. Remamos, remamos e remamos, mas não conseguimos acabar com a salada de maionese.
Fomos para o quarto mais do que estufados e, literalmente, com o estômago dilatado! Dava para ver uma “calotinha” no abdômen. Como não conseguíamos fazer mais nada, só nos restou deitarmos e descansarmos mais um pouco. Ficamos mais umas 2h relaxando até começarmos a dar uma arrumadinha nas coisas para amanhã. Em seguida fomos dormir, pois amanhã pretendemos passar um pouco de Campos dos Goytacazes para facilitar a ida até Macaé e, posteriormente, até Arraial do Cabo.
Gastos
- Pousada: R$50,00   - Pão: R$1,50   - Bebidas: R$9,90   - Janta: R$18,00
Estatísticas
- Distância: 75,2Km   - Tempo: 4h55min23”    - Média: 15,22Km/h
Condições da estrada
- Medianas, variando muito de trecho para trecho.