domingo, 17 de julho de 2011

234° Dia – Ibagué – 08/07/2011 – Sexta-feira

Tamal Tolimense - uma delícia!!!!
     Hoje queríamos aproveitar o dia para conhecer um pouco mais da cidade, além de descansarmos MUITO, pois estamos quebrados de ontem! Acordei e, aproveitando que a Cris queria descansar um pouco mais, fiquei atualizando os blogs. Mais tarde, fui até o supermercado comprar alguns complementos para o nosso café da manhã enquanto a Cris despertava. Quando já estava voltando para o quarto, passei na frente de uma lancheria e um cartaz oferecendo “Tamal Tolimense” chamou a minha atenção e decidi que era hora de provar mais um prato típico. Comprei um exemplar e retornei ao hotel para desayunarmos. Comemos muito bem e o Tamal Tolimense foi completamente aprovado. Este prato é feito de uma massa de banana com milho (aspecto e textura razoavelmente parecidos com uma pamonha) e tem pedaços de batata, cenoura, milho cozido, carne de porco e de frango. Tudo isso é enrolado em folhas de bananeira e acabam tendo um sabor realmente único, diferenciado e delicioso!
     Depois da farra gastronômica, ficamos no quarto do hotel pesquisando sobre destinos turísticos do Caribe e da Venezuela, pois em setembro receberemos a visita dos nossos familiares e também gostaríamos de dar um pulinho em alguma ilha caribenha para poder aproveitar uma prainha...rs.. O tempo passou voando e a fome apareceu novamente. Só aí nos demos conta de que já era meio da tarde.
     Saímos para almoçar e dar uma caminhada pela cidade. Descobrimos que esta região não tem muitos atrativos turísticos, sendo o principal deles o “Nevado del Tolima” (um cume nevado que pode ser visto de uma área alta da cidade). Porém, este destino fica muito distante da cidade e não teríamos como visitar, além de não querermos nada muito movimentado, o negócio de hoje era mesmo relaxar! Sendo assim, a nossa única opção era comer! Almoçamos muito bem num restaurantezinho no centro e, logo em seguida, passamos numa agência de viagens para ver os pacotes para San Andrés (Ilha no caribe colombiano). Gostamos dos pacotes, mas achamos um pouco caros e deixamos para fechar qualquer coisa em Bogotá. Continuamos o nosso passeio e pegamos um sorvetinho e uma avena com almojabana (tipo uma mistura de pão de aipim e de pão de milho) para repor as energias perdidas.
     De volta ao hotel, nos jogamos na cama e ficamos descansando um pouco mais, pois amanhã teremos mais pedalada. Aproveitamos para continuar com as nossas pesquisas e para digitar mais alguns relatos que estavam atrasados. Mais tarde, saímos para comer um frango assado num boteco do lado do hotel e já voltamos ao quarto. Pretendíamos dormir cedo, mas o fato de termos wifi no quarto e estarmos empolgados com as pesquisas nos fez ir para o berço só à 1h da madrugada!
Gastos
- Hotel: R$48,20 - Janta: R$9,20 - Almoço: R$24,00 - Tamal Tolimense: R$3,00 - Sorvete: R$2,00 - Avena: R$1,00 - Supermercado: R$4,55

sábado, 16 de julho de 2011

233° Dia – Armênia – Ibagué – 07/07/2011 – Quinta-feira

     Hoje acordamos cedo (finalmente) e, enquanto eu me enrolava para sair da cama, o Moacir preparou o café da manhã e arrumou as suas coisas. Assim que levantei, arrumei o que faltava e partimos. Antes de sairmos da cidade, nos certificamos com alguns moradores se estávamos no caminho certo e, sim, era pela montanha mesmo!
     O início da viagem não foi muito assustador, descemos uns 100m de altitude e começamos a subir um pequeno cerro. O problema foi quando acabou o cerro e, em vez de descermos, continuamos subindo por um morro maior ainda que estava colado no primeiro. A sequência de “morros colados” foi crescendo a nossa frente e ai nos demos conta que estávamos na cordilheira.
      Nas primeiras subidas, encontramos um ciclista que estava treinando por aquele caminho. Ele parou ao nosso lado e nos disse que éramos “muy guapos” de subirmos com tanta carga. Isso nos assustou mais ainda, mas aproveitamos este sentimento para reunirmos força e nos concentrarmos no nosso objetivo.
     Subimos 15Km até fazermos a nossa primeira parada. Perguntamos para alguns policiais se ainda teríamos que subir muito e eles nos disseram que “sempre”. Depois dessa, decidimos não perguntar mais nada, baixamos a cabeça e voltamos a pedalar.
      Seguimos a nossa escalada e a inclinação ficava cada vez maior. Em inúmeros momentos, tínhamos que pedalar em pé por não aguentarmos as cargas das bikes. As nossas paradas foram ficando cada vez mais constantes até chegarmos no final da famosa “La Linea”. Para se ter uma ideia da situação, passamos por inúmeros moradores da região que ficavam balizando o trânsito nas curvas extremamente fechadas e íngremes (os caminhões não conseguiam fazer as curvas pela parte interna da pista) para evitar acidentes em troca de gorjetas.
      No alto da montanha, ventava muito e fazia frio. Tivemos que colocar os nossos anoraks para iniciarmos a descida. Descemos 20Km com as mãos grudadas nos freios e em alta velocidade. Só não descemos mais rápido porque haviam muitos caminhões na estrada, o que tornava o caminho um pouco perigoso.
      Passamos pela cidade de Cajamarca e perguntamos para algumas pessoas se a estrada até Ibagué era muito íngrime. Recebemos como resposta que só haveria uma subida de 3Km e que o restante do caminho era de descida. Sendo assim, lá fomos nós.
      Infelizmente, a “descida” não descia tanto assim, era mais um sobe e desce sem parar. Ficamos cansados e estressados, mas aguentamos até chegarmos em Ibagué. A entrada da cidade foi terrível, era uma subida forte com tráfego intenso. Depois de 40min pedalando, chegamos ao hotel Center e nos instalamos. O preço era alto, mas resolvemos pagar pelo conforto. Hoje merecemos um banho quentinho e uma cama fofinha.
     Às 20h saímos para jantar em polleria e comprar água. Em seguida, voltamos para o hotel e deitamos. Agora, estamos assistindo televisão atirados na cama e, em breve, vamos dormir pois precisamos nos recuperar da forte subida.
Obs: o gerente do hotel nos contou que a subida “La Linea” é considerada a etapa “reina” da maior competição do ciclismo da Colômbia: Vuelta a Colombia!
Gastos
- Hotel: R$48,20 - Janta: R$9,50 - Bebidas: R$7,90 - Buñuelos: R$2,00 - Mercado: R$2,90
Estatísticas
- Distância: 86,20Km - Tempo: 7h45min - Média: 11,1Km/h
Condições da estrada
- Medianas, pois nem sempre tinha acostamento

sexta-feira, 15 de julho de 2011

232° Dia – Armênia - 06/07/2011 – Quarta-feira

      Hoje tivemos um dia de descanso pré-cordilheira. Acordamos tarde, tomamos o nosso desayuno e ficamos assistindo televisão e renomeando as fotos. No início da tarde, saímos para conseguir mais informações turísticas sobre a região e conhecer um pouco mais a cidade.
      Caminhamos até a praça central, onde se encontram os prédios do governo. A praça é enorme e possui dois monumentos grandiosos. Demos uma volta na praça (estava acontecendo um comício) e paramos no centro de informações turísticas. Fomos bem atendidos pela recepcionista mas ficamos sabendo que só havia um museu (Museu do Ouro) para conhecermos, as demais atividades ficavam muito longe do centro urbano. Como sabemos que o principal museu do ouro na Colômbia se localiza em Bogotá, não nos empolgamos em visitar o de Armênia e preferimos passear pelo centro da cidade.
Solta duro com mel e sal!
      Durante o percurso, entramos em diversas lojas de artesanato, vimos barzinhos ao ar livre e provamos a fruta “solta duro” (o gosto é parecido com o de uma batata doce e é servido com mel e sal). Surpreendemo-nos com o desenvolvimento da cidade, a Colômbia parece ser bem mais desenvolvida do que o Peru e do que o Equador. Enquanto procurávamos uma bicicleteria para comprarmos alguns “repuestos”, começou a chover. Paramos em uma pizzaria e aproveitamos para almoçar. Infelizmente, o almoço terminou e a chuva não. Sendo assim, passamos no supermercado para comprar a sobremesa e voltamos correndo para o hotel (sem as peças para as bikes).
      Aproveitamos o fim da tarde para ficarmos arrumando e limpando as bicicletas. Quando a fome começou a bater, saímos para jantar. Comemos em uma polleria e, em seguida, fomos à lan house. Conseguimos falar com a família e os amigos e isso nos estimulou ainda mais a enfrentarmos o desafio de amanhã.
      Agora, estou escrevendo este relato enquanto o Moacir edita o filme do resumo do Equador. Em breve, iremos lubrificar as bikes e montar os equipamentos. Esperamos dormir cedo, pois amanhã acordaremos às 5h da madrugada.
Gastos
- Hotel: R$20,00 - Janta: R$13,60 - Almoço: R$8,50 - Supermercado: R$9,20 - Milenazo: R$2,00

quinta-feira, 14 de julho de 2011

231° Dia – Villa Nueva – Armênia - 05/07/2011 – Terça-feira

Frango empanado com molho de mel
      Acordamos sem pressa e começamos a arrumar tudo para pegarmos a estrada. Enquanto estávamos saindo da hospedagem, ficamos conversando com os donos e ainda ganhamos umas balas deliciosas antes de partir. Pegamos a estrada e sabíamos que o trajeto não seria dos maiores, mas o sobe e desce seria constante.
      Todas as nossas expectativas se confirmaram e, depois de uns 30Km, chegamos à entrada de Armênia. O calor era intenso e precisamos dar uma descansada. Paramos numa tendinha com wi-fi e nos deliciamos com dois granizados (meio termo entre frozen e suco) de maracujá, um capuccino e uma fatia de torta, enquanto aproveitávamos para procurar onde nos hospedarmos. De barriga cheia, mas sem saber onde ficar, continuamos a pedalada.
      O início da cidade se mostrou bem difícil. Uma forte e longa subida junto com um sol escaldante nos fazia suar muito. Pedalamos uns 8Km até chegarmos ao centro da cidade, que se mostrou bem desenvolvido (Armênia é a capital do departamento de Quindio). Ficamos rodando em busca de hotel e, rapidamente, escolhemos um e já nos instalamos.
Cervejinhassssss
     O hotel era bem simples, mas com as peças enormes. Tomamos um bom banho gelado (não tem água quente, nem sequer chuveiro, ou seja, somente um furo na parede) e fomos bater perna na cidade. Passamos no supermercado (nos enchemos de doces), no milenazo (tudo por R$1,00) e fomos jantar meio frango empanado com batata cozida.
     Mais do que satisfeitos, passamos na internet para atualizar os blogs e voltamos ao nosso quarto. Ficamos o resto da noite descansando e vendo televisão. Aproveitamos que não pedalaremos amanhã e fizemos uma breve degustação das cervejas locais. A Águila é pior que uma Nova Schin quente, a Poker é um um pouco melhor e puxa mais pro lado de uma cerveja uruguaia (dentro das devidas proporções) e foi a que a Cris mais gostou e a Costeña é um pouco mais forte, mas também meia boca, e foi a minha preferida. Amanhã, aproveitaremos o dia de descanso para conhecer um pouco da cidade e nos prepararmos para a ida até Ibagué.
Gastos
- Hotel: R$20,00 - Janta: R$9,00 - Lanche na estrada: R$11,50 - Internet: R$2,80 - Supermercado: R$31,50 - Milenazo: R$6,00
Estatísticas
- Distância: 40,77Km - Tempo: 3h16min56” - Média: 12,4Km/h
Condições da estrada
- Boas, mas sem acostamento em certos pontos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

230° Dia – Buga – Villa Nueva – 04/07/2011 – Segunda-feira

       Acordamos tarde, pois eu (Cris) tive mais uma noite de insônia. Saímos do hotel cerca do meio-dia e passamos no Carrefour para comprarmos água. Com as garrafinhas carregadas, fomos para a estrada.
       O dia estava lindo, o sol brilhava e ressaltava a beleza da paisagem montanhosa ao nosso redor. Começamos a pedalar e nos surpreendemos com o terreno plano que nos aguardava. Imaginávamos que hoje começaria a trajetória difícil. Felizmente, o acostamento era excelente e a estrada arborizada.
       Pedalamos por 4h nestas condições até que começou a chover. Paramos em um restaurante abandonado para nos protegermos da chuva. Em poucos instantes, o restaurante estava cheio de motoqueiros e motoristas que procuravam escapar do temporal. Ficamos uns 20min conversando com um motoqueiro e esperando a chuva diminuir. Ele nos disse que o próximo hotel ficava a uns 5Km dali. Sendo assim, aproveitamos que a chuva tinha dado uma trégua e partimos.
       Os 5km se estenderam um pouco e, após uma sequência de subidas e descidas, encontramos um hotel fazenda. O Moacir foi perguntar o preço do hotel e ver se havia restaurante no local, pois esse ficava no meio do nada. A dona do local informou que o povoado ficava a 2Km e que lá haviam hospedagens e restaurantes, pois ali não tinha comida. Sendo assim, seguimos caminho. A poucos minutos do povoado, começou a chover novamente.
       Chegamos encharcados em Villa Nueva, um pequeno povoado na beira da estrada. Fomos procurar um hotel que vimos numa propaganda, mas paramos na metade do caminho, pois ele ficava numa estrada de chão batido e a chuva dificultava o acesso. Perguntamos para alguns moradores se havia outros hotéis e eles nos indicaram uma hosteria.
       A hosteria era bem simples e também não tinha restaurante. Como a chuva estava muito forte e já estava completamente escuro, ficamos na hosteria mesmo e decidimos cozinhar no fogareiro. Compramos tomate e cebola num mercadinho da frente da hosteria e nos instalamos.
      Tivemos que tomar banho gelado e colocar o saco de dormir na cama, mas, dentro das circunstâncias, agradecemos por estar num lugar seguro e quentinho. O Moacir cozinhou uma massa deliciosa para nós e, depois de jantarmos, ficamos assistindo televisão. Agora, escrevo este relato, enquanto o Moacir briga com o computador (mais uma vez ele não quer ligar). Em seguida, vamos dormir porque hoje acabamos pedalando mais do que pretendíamos e estamos bem cansados.
Gastos
- Hospedaje: R$11,00 - Supermercado: R$3,65 - Mercado: R$5,60
Estatísticas
- Distância: 77,49Km - Tempo: 4h18min33” - Média: 17,8Km/h
Condições da estrada
- Muito boas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

229° Dia – Buga – 03/07/2011 – Domingo

Basílica El Milagroso
       Acordei cedo e fui ao supermercado para comprar o nosso café da manhã. De volta ao hotel, preparei tudo enquanto a Cris despertava. Assim que ela acordou, me avisou que não estava muito legal. Sendo assim, optamos por ficar um dia descansando e voltamos para a cama logo após comer.
       Lá pelo meio da tarde, saímos para conhecer mais a cidade e para comer algo. Passamos na Basílica “El Milagroso” e confirmamos a nossa suspeita de que Buga é um grande destino do turismo religioso, pois existia uma quantidade enorme de peregrinos no local. Em seguida, paramos num restaurante para almoçarmos. Antes de voltarmos ao hotel, caminhamos mais um pouco pelas ruas da cidade.
      Ficamos mais algumas horas descansando na nossa habitacion. Às 21h saímos para jantar, pois ontem fomos um pouco mais tarde e quase tudo estava fechado. Paramos numa lanchonete e pegamos uma pizza, um cachorro quente, um refri e uma batida de lulo (fruta típica da região). Tudo estava bem saboroso, apesar do “perro caliente” ter, realmente, de tudo: presunto, queijo, frango desfiado, guisado, batata palha e um molho de mel que deixava tudo doce.
     Não aguentamos comer tudo e trouxemos dois pedaços de pizza para a nossa ceia. Agora estou escrevendo enquanto a Cris vê televisão e tenta arrumar o computador. Em breve, arrumaremos tudo, pois amanhã queremos estar na estrada às 8h.
Gastos
- Hotel: R$14,00 - Supermercado: R$12,20 - Janta: R$17,70 - Almoço: R$14,50

domingo, 10 de julho de 2011

228° Dia – Cali – Buga – 02/07/2011 – Sábado

Jairo e Gloria, grandes pessoas!!!!
       Hoje acordamos às 10h e começamos a preparar tudo para a viagem. Recolhemos as roupas que estavam secando (finalmente conseguimos lavar tudo), organizamos os alforges, tomamos o nosso café da manhã e montamos as bikes. Enquanto finalizávamos os preparativos, o Jairo e a Glória vieram se despedir. Tiramos muitas fotos, eles filmaram uns depoimentos nossos sobre o hostel e demos adeus (foi difícil deixar para trás pessoas tão amáveis que nos fizeram sentir como se estivéssemos em casa).
       Saímos do hostel e pedalamos muito até encontrarmos uma casa de câmbio aberta. Trocamos alguns dólares e ficamos satisfeitos com tanto dinheiro: U$1=1.820 pesos colombianos! Com todos os problemas resolvidos, nos dirigimos para a saída da cidade. O movimento estava intenso e haviam muitos trechos em reforma, devido ao mundial sub-20 que ocorrerá no país. Pedalamos com precaução até chegarmos à ciclovia que nos levaria à estrada.
       Ao chegarmos na carretera, nos deparamos com um longo vale. Ficamos felizes em saber que o dia seria de terreno plano. Além disso, uma brisa agradável brindava o belo dia de pedalada. Andamos cerca de 10Km até chegarmos à bifurcação que o Jairo havia nos indicado como atalho. Assim que entramos nesta rota, o movimento diminuiu e a paisagem se tornou ainda mais bela. Víamos o sol refletindo nas montanhas ao nosso redor, muito lindo!
      Pedalamos mais 50Km até pararmos no pedágio que nos levaria até Buga. Depois de comermos, seguimos por mais 20Km de terreno plano até a cidade. Assim que chegamos, nos surpreendemos com o local, pois parecia uma miniatura de Gramado: todo organizado e limpo (um amor). Começamos a procurar hotéis, mas todos estavam muito caros. Depois de muito rodar, ficamos em um simples e barato, mas bem limpinho (Hotel Bahamas).
Placa de "Local seguro para uma soneca!"...rs...
      Após nos instalarmos, saímos para jantar. Comemos frango frito com as famosas arepas (bolinho frito de milho). Não gostamos muito das arepas mas comemos muito, para variar. Após a janta, voltamos para o hotel e ficamos assistindo televisão. Agora estou escrevendo este relato, enquanto o Moacir organiza as fotos no computador. Em breve, iremos dormir, pois amanhã começarão as subidas.
Gastos
- Hostel: R$14,00 - Suco gelado: R$2,00 - Janta: R$20,00 - Picolé: R$1,30
Estatísticas
- Distância: 77,62Km - Tempo: 4h37min57” - Média: 16,7Km/h
Condições da estrada
Excelentes, com um largo acostamento e um asfalto impecável.

sábado, 9 de julho de 2011

227° Dia – Cali – 01/07/2011 – Sexta-feira

      Hoje era o nosso último dia em Cali e tínhamos muito o que fazer (pena que trabalho burocrático). Saímos da cama e fomos desayunar. Experimentamos o “mango biche” (manga verde com sal) e se mostrou uma iguaria sem muito sabor, não sendo ruim nem boa. Logo após tomarmos nosso café da manhã, fomos ao supermercado e aproveitamos para passar no banco para sacar um pouco de dinheiro. Ficamos uma hora na fila e quando chegou a nossa vez o atendente disso que a apresentação do passaporte era obrigatória! Não acreditei que perdemos todo este tempo! Fomos falar com a gerente e ela nos disse que poderíamos voltar mais tarde com o passaporte e que não pegaríamos fila. Sendo assim voltamos ao hostel.
      Além de passar no banco, ainda tinha que soldar os bagageiros da minha bike (Moacir). Aproveitando para fazer tudo junto, peguei a bike e fui ao banco. A Cris ficou no hostel organizando as roupas que tínhamos lavado, colocando outras na máquina e fazendo os preparativos para a nossa janta. Passei no banco e, depois de esperar uns 30min, a mulher que me atendeu me avisou que o saque não tinha sido autorizado e que deveria ligar para um determinado número (primeira vez que teria DOIS MILHÕES nas mãos! Pena que de pesos colombianos..rs..). Com o insucesso da operação de saque, teremos que fazer câmbio amanhã antes de sairmos da cidade, pois acreditamos que não terá nenhuma outra casa de câmbio até Bogota.
      Continuando as minhas tarefas, fui procurar um lugar com solda de alumínio. Fui até uma loja de bike que o Jairo tinha indicado, mas eles não tinham este serviço e me mandaram até um outro ponto da cidade onde tinha uma casa especializada em soldas. Depois de pedalar uns 15min e ficar procurando mais uns 15min (me deram o endereço errado), achei a Recas soldas. Fui super bem atendido e o pessoal fez um excelente trabalho. Quando terminaram, fiquei conversando com eles e recolocando o bagageiro dianteiro (a fixação da parte de baixo dele na suspensão eu tive que fazer com uma amarração de arame, ou seja, tive que tirar toda a amarração e colocar novamente). Ficaram encantados com a nossa expedição e ficaram falando da experiência que um deles tinha vivenciado durante um período em que viveu no Rio de Janeiro. Quando saí da oficina, já estava escuro e retornei ao hostel o mais rápido possível.
      Chegando no hostel, vi que a Cris já tinha feito praticamente tudo e estava tendo uma “aula virtual” com a Zig (sua mãe) de como fazer uma salada de maionese. Fui tomar um banho e já comecei a ajudá-la a fazer a nossa janta. Fiquei responsável pelo arroz e strogonof enquanto a Cris continuava na árdua tarefa da salada. Um bom tempo depois e com a comida toda pronta, retribuímos a gentileza da noite anterior e chamamos todo o pessoal do hostel para nos acompanhar na nossa última janta em Cali. Todos comeram muito (foi toda a comida!) e adoraram tudo, principalmente a salada de maionese.
      Quando acabamos de comer, a Gloria falou que tomaria conta de limpar tudo e o Jairo nos deu a má notícia de que os dois pneus da bike da Cris estavam murchos. Estranhamos um pouco e fomos ver o que tinha acontecido. Ficamos uns 30min analisando e vimos que o pneu dianteiro tinha soltado o remendo e o traseiro manteve a pressão depois de enchermos, então optamos por não mexer. Com tudo resolvido, fomos nos deitar, pois amanhã pretendemos acordar cedo e voltarmos para a estrada.
Gastos
- Hostel: R$20,00 - Supermercado: R$46,00 - Solda: R$60,00 - Mercadinho: R$3,00