sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bicicletas

     Nossas bicicletas serão do tipo Moutain Bike com aro tamanho 26. Fizemos esta escolha devido à maior facilidade para encontrar peças de reposição caso ocorra algum imprevisto. 
     O quadro das duas bicicletas serão rígidos (GT Avalanche 1.0), pois possui furação adequada para encaixe do bagageiro traseiro. No garfo dianteiro optamos por utilizar suspensão. Fizemos esta escolha por não saber as reais condições das estradas que passaremos, sendo assim acreditamos que um garfo rígido iria prejudicar mais do que diferença de massa entre uma suspensão e um garfo rígido.
     As rodas traseiras das bicicletas serão compostas por aro Mavic XM 317, raios DT Champion e cubo Shimano Deore XT. Escolhemos investir um pouco mais nas rodas traseiras devido ao grande estresse ao qual elas serão submetidas, pois suportarão grande parte do peso do conjunto ciclista, bicicleta e bagagem (aproximadamente 135kg e 85kg).
     Ambas bicicletas possuirão 27 marchas, pneus slick 1.5, bar end (possibilitando diferentes posições para as mãos), freios V-brake (devido à sua pequena massa e fácil manutenção) e suportes para garrafas totalizando 10 litros.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 04 (Capão da Canoa - Porto Alegre)

     04 DE NOVEMBRO DE 2010, QUINTA-FEIRA
     Colocamos o despertador para as 7h para acordarmos, tomarmos café da manhã com o que tínhamos do dia anterior e em seguida ir no Nacional fazer as compras para o dia, pois o supermercado abria somente às 8h. Como nem tudo ocorre como o planejado acabamos levantando da cama somente às 8h e ainda com dores e bastante cansaço do dia anterior. Com muita calma arrumamos tudo e saímos do camping extremamente contentes com a boa noite que tivemos.
     Ao chegar no supermercado a Cris foi fazer as compras enquanto eu revisava as bikes para o longo trecho que tínhamos pela frente. O supermercado estava bem movimentado e acabamos saindo de lá aproximadamente 10h em direção à freeway. Seguimos pela Av Paraguassú em direção às praias do sul até próximo de Santa Terezinha, onde pegamos a Estrada do Mar. Seguimos pela Estrada do Mar até a freeway, mas antes fizemos uma parada para almoçar.
     Chegamos num restaurante que servia buffet ao meio-dia. Acabamos de comer por volta das 13h e como o calor estava muito intenso decidimos descansar na sombra das árvores até 13:40. Saímos do restaurante e seguimos em direção à freeway (BR-290), chegando aproximadamente às 14h no que seriam os últimos 86km de estrada. Infelizmente acabamos passando um pouco longe dos Parque Eólico de Osório, mas deu para admirar um pouco enquanto seguíamos nosso caminho.
     O calor na estrada era absurdo, sendo que enquanto pedalávamos subia um bafo do asfalto que nos fazia suar muito. Carregávamos cinco litros de água e 500ml de powerade para o dia, mas com o passar do tempo começamos a perceber que não seria suficiente. Com o cansaço acumulado dos dias anteriores, o sol forte, o calor intenso e alguns momentos de vento contra acabamos parando inúmeras vezes para descansarmos e aproveitarmos uma sombra com água (pena que nem um pouco fresca!).
     Ao avistar o último pedágio sabíamos que em seguida haveria um posto de gasolina, para nós um oasis, onde poderíamos comprar bebidas bem geladas para repor um pouco dos líquidos que havíamos perdido durante o dia. Ficamos parados no posto aproximadamente 40min e logo após continuamos nos últimos quilômetros desta viagem.
     No 86km da freeway saímos da estrada e entramos na Av Assis Brasil, já em Porto Alegre. Após isso ainda pedalamos alguns quilômetros dentro da cidade até chegarmos em casa. Chegamos às 21h com um sentimento de dever realizado, de que realmente é possível realizarmos o sonho da expedição e de que estes 500 dias prometem muitas experiências!
     GASTOS: - Supermercado: R$22,30   - Almoço: R$ 32,00   - Bebidas: R$12,00
     ESTATÍSTICAS: - Km: 147,20   - Tempo: 7h 10m 25s   - Média: 20,52km/h
    QUALIDADE DA ESTRADA: Tanto a Estrada do Mar quanto a Freeway estão em ótimas condições, sendo que a Freeway possui um largo acostamento
     VALE A PENA CONHECER: Parque Eólico de Osório

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 03 (São Francisco de Paula - Capão da Canoa)

     03 DE NOVEMBRO DE 2010, QUARTA-FEIRA
     Acordamos às 7h para tomarmos o café da manhã no hotel. Para nossa alegria o café era delicioso, com uma grande variedade de frutas, pães, iogurte e suco. Após comermos o suficiente para começar mais um dia de viagem, decidimos aproveitar um pouco e dar mais uma dormidinha. Às 10h levantamos e começamos a arrumar toda nossa bagunça para partimos rumo ao litoral. 
     Saímos do hotel por volta das 11h em direção à RS-020 para pegarmos a Rota do Sol e chegarmos na praia. Como não sabíamos o caminho exato paramos diversas vezes para perguntar como se chega na Rota do Sol. Seguimos as dicas dos habitantes locais e pedalamos nas frequentes subidas e descidas pouco ascentuadas dos campos de cima da serra. Comecei a achar que estávamos demorando muito para saírmos da RS-020 e falei para Cris que deveríamos parar e perguntar para alguém se estávamos no caminho correto, mas logo avistamos uma placa indicando o caminho para Maquiné que acabou com a nossa preocupação! Mal sabíamos o que vinha pela frente!
     Assim que entramos nesta nova estrada pudemos perceber uma grande mudança: era CHÃO BATIDO!
Gostaria de deixar aqui registrado que tenho uma grande preferência por pedalar em estradas de chão batido e no meio da natureza, porém na condição de cicloturista, ou seja, com a bike carregada, se torna uma tarefa extremamente difícil e desagradável! Como não conhecíamos a região ficamos na dúvida se a estrada passaria a ser asfaltada a partir de algum ponto ou se seriam 54km de muita terra e pedra solta. Após pedalar aproximadamente 1h e andar apenas 7km paramos um pouco e ficamos na dúvida de voltar e pegar outro caminho ou continuar, mas falei para Cris que achava que valia a pena continuar (até agora estou na dúvida se realmente valeu!). Continuamos a pedalar nestas condições precárias e após algumas situações de desânimo e muitos quilômetros pedalados chegamos na Serra do Umbu.
     A Serra do Umbu é um local isolado, de difícil acesso e com visual extremamente lindo. Quando nos aproximamos da descida da serra, observamos uma grande quantidade de morros com mata virgem que se localizam próximos ao nosso litoral. Um momento que nos deu muita motivação foi após uma curva acentuada em que pudemos observar o mar pela primeira vez no dia, o que nos dizia que estávamos quase chegando no objetivo. Após este momento veio a descida, que foi a parte mais difícil do percurso devido sua grande inclinação e péssima condição da estrada. Algumas vezes foi necessário descer da bicicleta para não caírmos. Em alguns momentos queríamos continuar pedalando com aquele visual que tínhamos em nossa frente e em outros não víamos a hora de chegar em Barra do Ouro para voltarmos a pedalar em terreno plano.
     Assim que chegamos no vilarejo ficamos mais felizes por saber que a partir daquele momento até o fim do dia não precisaríamos mais subir ou descer grandes quilometragens. O contato com o povo local também é um fator que nos motivou. Pudemos observar uma grande quantidade de plantações de brócolis e couve-flor na beira da estrada. Quando estávamos quase chegando em Maquiné começamos a costear um curso d'água que em certos momentos nos proporcionava uma bela paisagem. Em Maquiné paramos numa padaria para comermos algo e ver com o pessoal quantos quilômetros ainda faltavam para chegarmos em Capão da Canoa.
     Após comermos seguimos nossa viagem em direção à BR-101 e posteriormente até Capão da Canoa. Pedalamos 9km na BR-101 com um tráfego intenso de veículos, principalmente caminhões, e um acostamento em condições medianas. Após percorrermos este pedaço da BR-101 entramos na RS-407 que se estende até Capão.
     Assim que entramos na RS-407 sabíamos que estávamos perto de chegar onde queríamos. A estrada não  possui acostamento, mas como não tem um grande fluxo de veículos pudemos andar na faixa branca da pista de rolagem, que por sinal está em ótimas condições.
     Uma grande alegria tomou conta da gente quando avistamos uma placa indicando 7km de distância para a Estrada do Mar. Aproveitando este momento de felicidade aumentamos o ritmo para chegarmos o quanto antes. Assim que chegamos na cidade paramos num posto de gasolina para perguntar sobre pousadas, campings e restaurantes. Uma das indicações foi o Camping Santa Luzia. Assim que chegamos fomos super bem atendidos e acabamos ficando num chalé bem confortável, limpo e com um delicioso banho quente! Após tomarmos um belo banho fomos jantar e depois retornamos para o camping. Estávamos bem cansados, loucos por uma boa noite de sono, com dores nas mãos devido à trepidação do guidão e com uma decisão para toda viagem: CHÃO BATIDO NUNCA MAIS!
     GASTOS: - Hospedagem: R$20,00   - Janta: R$52,70   - Refri e chocolate no posto: R$6,00
     ESTATÍSTICA: - Km: 106,32   - Tempo: 6h 51min 43s   - Média: 15,4 km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: grande parte em boas condições
     VALE A PENA CONHECER: Camping Santa Luzia (Av. Maurício Souza, 262 - Capão da Canoa - (51)3665-3281) e Serra do Umbu (RS-484)

domingo, 7 de novembro de 2010

Fogareiro

     No início do projeto não pensávamos em levar material para preparar a nossa própria comida. Com o passar do tempo e após algumas conversas com outros cicloturistas decidimos que seria de grande valia carregar um pouco de peso a mais, mas termos certeza de que onde pararmos teremos uma comida quente para revigorar as energias.
     Depois de ler um pouco sobre o assunto decidimos levar um fagareiro que seja multi fuel, ou seja, que aceite diversos tipos de combustíveis. Dentre os que pesquisamos nos identificamos mais com o Primus Gravity II, devido ser compacto, leve, resistente e de necessitar pouca manutenção.

sábado, 6 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 02 (Três Coroas - São Francisco de Paula)

     02 DE NOVEMBRO DE 2010, TERÇA-FEIRA
     O despertador tocou três vezes até que o Moacir levantou da nossa barraca às 6h e 30min e foi arrumar o nosso café da manhã. Estava uma manhã gelada e ambos havíamos dormido muito mal por problemas técnicos (nossa barraca está condensando muito o ar e dentro fica úmido e frio). Após mais 3 "sonecas" e umas dez chamadas do Moacir eu me troquei entro da barraca, vesti meu traje de frio e saí.
     Comemos os nosso sanduíches com suco e começamos a arrumar os equipamentos para a partida. Saímos do camping em Três Coroas às 8h e 50min rumo à São Francisco de Paula.
     No ínicio estava tudo ótimo, até estávamos estranhando o trajeto ser tão tranquilo. Após o pedágio, entretanto, avistamos uma placa com os dizeres "longo trecho em aclive" e após isso tudo mudou. O "longo trecho" era simplismente todo o trecho até Gramado!
     É bem verdade que já pegamos lombas muito mais inclinadas, mas em distância esta bateu todas para mim. Já para o Moacir, que já estava vacinado com os Audax, foi barbada e até me puxou ema boa parte. A passada por Gramado foi rápida, sendo que chegamos às 11h e 20 min e partimos às 11h e 40min. Apenas paramos para algumas fotos e para curtir um pouco do visual.
     Seguimos para Canela (este foi o melhor trecho para mim) e chegamos aproximadamente às 12h. Já em Canela fomos até a Catedral de Pedra, tentamos comer na "Toca da Bruxa" mas estava fechada e acabamos comendo um xis na saída para a estrada de São Chico. Paramos um pouco após o lanche e saímos da Canela às 13h e 30min.
     A viagem até São Francisco de Paula foi bem cansativa, mas muito bonita e tranquila. A estrada era muito boa mesmo sem ter acostamento em vários trechos, pois como haviam pouquíssimos carros podíamos pedalar na linha branca da pista de rolagem. A chegada em São Chico foi às 16h, mas ficamos rodando na cidade atrás de estadia, até que decidimos nos hospedar no Hotel Cavalinho Branco. O preço, apesar de salgado, foi o mais baixo que encontramos na cidade. O nosso quarto foi privilegiado com uma vista maravilhosa do Lago São Barnardo.
     Após levarmos as bikes para o quarto, fomos nos arruma para sair para comer e comprar os lanches para o dia seguinte. Chegamos no supermercado na hora em que estava fechando (19h) e conseguimos comprar as comidas. Em seguida saímos para procurar restaurantes abertos. Não achamos muitos e acabamos por comer pastéis e um bife a parmegiana num restaurante no centro da cidade. Depois da janta passamos num buffet de sorvete e voltamos para o hotel.
     Enquanto eu escrevo o relato do dia o Moacir lava as roupas e prepara os sanduíches para amanhã. Em seguida vamos nos preparar para dormir na cama quentinha e confortável, DELÍCIA! Aprendendo a dar valor aos pequenos detalhes que nos faltam nesta lida diária..hehe.. Adoro!
     GASTOS:   - Hospedagem: R$100,00   - Almoço: R$14,50   - Janta: R$29,00   - Sorvete: R$3,75   - Compras: R$13,58
     ESTATÍSTICAS:   - Km: 75,56   - Tempo: 5h 35min 59s   - Média: 13,3 km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: asfalto muito bem conservado e acostamento em boas condições.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Simulação 02 - Parte 01 (Porto Alegre - Três Coroas)

     01 DE NOVEMBRO DE 2010, SEGUNDA-FEIRA
     Levantamos às 9h, um pouco mais tarde do que planejado, arrumamos tudo e iniciamos nossa 2ª simulação. Chegamos na estação São Pedro às 10h e 40min para pegarmos o trem. Desembarcamos do trem na estação São Leopoldo e de lá começamos nossas pedaladas rumo à Três Coroas.
     A bicicleta da Cris está com a carga bem próxima do que será na expedição, já a minha (que está estreando) ainda falta o bagageiro dianteiro e os suportes de caramunhola da suspensão. Já pretendemos testar nossa autonomia, ou seja, acamparemos e faremos nossa própria comida em alguns dias para ver como reagimos. Nesta viagem também estamos testando as caixas de som. Já pudemos perceber que com trânsito intenso a potência delas acaba sendo pequena, mas em estradas mais calmas e após um dia de pedalada elas são de grande valia.
     Como o trajeto de São Leopoldo até Três Coroas já é conhecido pudemos dosar bem a pedalada para não cansarmos e chegarmos com tempo para achar algum camping, acampar, fazer a janta e todas outras medidas administrativas.
     Após 45km de pedal e muito sol paramos no restaurante Paladar na RS-239, em Parobé, para almoçarmos. Como já era 14h o buffet não estava dos mais completos, mas a comida estava muito boa, principalmente a polenta frita e a massa caseira! Antes de voltarmos para a estrada descansamos um pouco na varanda do restaurante. A sombra e a brisa estavam ótimas. Aproximadamente às15h e 30min decidimos seguir viagem.
Nestes 32km restantes começamos a subir um pouco mais, mas nenhuma subida muito íngrime.
     Ao chegarmos em Três Coroas, aproximadamente 18h, começamos a procurar algum camping para ficar. Decidimos ficar no "Camping do Carlão" que fica na Linha Café e às margens do Rio Paranhana. A vantagem deste camping é que fica no meio de um vilarejo onde temos fácil acesso à tudo. Montamos acampamento e fomos comprar comida para janta e café da manhã.
     Após tomarmos banho fomos jantar e dormir para que no dia seguinte conseguíssemos acordar cedo e subir a serra ainda pela manhã.
     GASTOS:  - Aloço: R$20,00   - Camping: R$10,00   - Compras: R$14,76
     ESTATÍSTICA:   - Km: 77,12   - Tempo: 4h 07min 44s   - Média: 18,5km/h
     QUALIDADE DA ESTRADA: boas condições mas com bastante brita em alguns momentos
     VALE A PENA CONHECER: Tenda do Luiz (RS-115 em Igrejinha em frente as Malhas Daiane)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nossa partida

     Como o pessoal já deve saber iniciamos nossas pedaladas dia 17 de novembro deste ano (faltam apenas 13 dias)!!!! Gostaríamos de convidar a todos para irem no evento de despedida que ocorrerá dia 17/11 às 9h na Academia Sal da Terra (Av José de Alencar 609, Menino Deus). Aguardamos vocês lá e acompanhem o nosso dia a dia aqui no blog!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Barraca e saco de dormir

     Durante o planejamento da expedição estávamos querendo ter pontos de parada que nos oferecessem locais para pernoitar, ou seja, albergues, pousadas, pensões, hotéis ou motéis. Pensávamos que não seria necessário levar material para camping, evitando assim carregar este peso extra. Porém fomos lendo relatos de outros cicloturistas e vendo cada vez mais a importância de uma certa autonomia, principalmente em locais mais extremos.
     Ao se aproximar da data de partida decidimos por carregar um pouco mais de peso mas sermos mais autônomos e ter uma segurança maior. Desta maneira levaremos todo material necessário para acampar.

     Barraca Azteq Mini Pack e saco de dormir Nautika Micron X-Lite
    Escolhemos esta barraca por servir para duas pessoas, ser extremamente compacta e leve, possuir capa impermeável e ter excelente resistência ao vento. A montagem e desmontagem da barraca é muito simples e rápida, ponto importante em situações de mudança de clima e até mesmo no dia a dia.
     O saco de dormir que utilizaremos será o Micron X-Lite da Nautika. Escolhemos este saco de dormir por ter boa resistência ao frio e ser extremamente compacto e leve.