sábado, 4 de dezembro de 2010

18º Dia - Buenos Aires - 04/12/10 - Sábado

     Hoje acordamos tranquilamente, fomos tomar nosso café da manhã e voltamos ao quarto para mais uma descansada. A programação que havíamos feito era de um city tour de bike hoje, então não tínhamos correria alguma. A Cris deu mais uma dormida e eu desci para os computadores para começar a ver os próximos locais em que ficaremos hospedados. Já havíamos colocado todos os pontos que desejávamos visitar no GPS do celular, então era pegar as bikes e a máquina fotográfica e partir para conhecer Buenos Aires. Mas antes do city tour tínhamos, obrigatoriamente, que mandar nossas roupas para lavar, pois a situação estava crítica!
     Aproximadamente 13h lá estávamos nós dando as primeiras pedaladas na Av 9 de Julio em direção ao norte, pois decidimos ir até o estádio do River Plate hoje. Até chegar ao estádio fomos parando em diversos locais para "sacar" fotos! Torre monumental, estação ferroviária, feira de Recoleta, Museo Hispânico, entre outros.
     A cidade é extremamente bela! Não tem como comparar Buenos Aires com alguma cidade brasileira que conhecemos. As ruas e avenidas possuem muitas pistas, a cidade tem uma arquitetura completamente diferenciada, existem inúmeros parques de grande porte, não conseguimos contar a quantidade de clubes (um que nos chamou a atenção foi o "Club de Amigos") e uma imensidão de museos. Achávamos o Brick da Redenção legal, algo diferente, mas aqui tem um em cada bairro! Uma novidade que achamos muito interessante foi um sinal sonoro em sinalerias que indica para pessoas com problemas visuais quando o sinal está fechado. Outra diferença nas sinaleiras é que sempre acende a luz amarela quando passa de verde pra vermelho ou do vermelho pro verde. Hoje conseguimos fazer somente uma parte do city tour, outro dia iremos em direção ao sul para conhecermos o La Bombonera (estádio do Boca Juniors) e a rua Caminito.
     Durante o city tour a bike da Cris resolveu se entregar mais uma vez. Segunda teremos que mandar nossas bicicletas para revisão, pois em breve teremos os Andes pela frente!
     Um pouco antes de voltar ao hostel passamos no Carrefour para comprar os ingredientes para a Cris fazer um arroz, fricasse e salada.Ao sair do super nos deparamos com uma cena que não pudemos ficar inertes: uma senhora de uns 80 anos e uma guria de uns 10 anos empurrando um carro lomba acima. Paramos para ajudar! A Cris foi ajudar, enquanto eu encostava as bikes num lugar na calçada. Ao arrumas as bikes a Cris foi cuidar das bikes e eu fui empurrar o carro. Uma situação curiosa foi quando, depois de tentar fazer o carro pegar duas vezes, eu falei para guria dizer para sua mãe esperar o carro embalar mais para tentar arrancar. A guria ficava sorrindo para mim e não ia falar nada pra mãe dela. O único detalhe é que não havia me ligado que estava falando em português com a guria. Depois de explicar no meu portunhol e mais um cara vir ajudar conseguimos fazer o carro pegar.
      Chegando no hostel a Cris foi cozinhar e eu fui apanhar as roupas na lavanderia. Na volta passei numa padaria e comprei uns docinhos para nossa sobremesa. Comemos MUITO (a comida estava uma delícia!). Os docinhos deixaram um pouco a desejar, mas eram bons. Após a janta fomos dar uma recostada e acabamos pegando no sono.
      Acordei às 2h sem sono algum e vim aqui para os computadores para escrever esse relato e deixar o pessoal informado do que estamos fazendo. Mais atualizado que isso só se levar um notebook com a gente o tempo todo...hehe...
Gastos:
- Lavanderia: R$14,00   - Super: R$25,30   - Doces: R$2,40   - Museo: R$1,05   - Hostel: R$35,00

17º Dia - Colonia do Sacramento - Buenos Aires - 03/12/10 - Sexta-feira

     Hoje sim madrugamos! Pulamos da cama às 4h e começamos a função de arrumar tudo (com muito cuidado para não acordar os demais ocupantes do quarto). O Moacir estava sem fome e eu fui preparar alguma coisa para comer para não enjoar no translado de Buquebus (balsa, ferryboat, sei lá).
     Para variar, as gurias do hostel foram extraordinárias, nos ajudaram a organizar as bikes e até nos ofereceram café da manhã. Depois de montar as bikes (4h50min) partimos pedalando até o porto. Ainda estava escuro e a cidade deserta.
     Quando chegamos ao porto foi uma confusão, o pessoal não sabia para onde nos mandar. Acho que não deve ter muita gente que faz a travessia de bike. Fizemos o check in, passamos na imigração onde nos incomodaram um pouco por não termos o recibo de entrada no Uruguai, mas nos deixaram embarcar. 
     Entramos no ferry pela mesma entrada dos carros. "Estacionamos" as bikes e ficamos perto delas acreditando que ficaríamos ali a viagem toda. Para nossa grata surpresa, o "staff" nos disse que deveríamos subir para o saguão dos passageiros. Quando entramos no setor indicado ficamos pasmos. Estávamos nos sentindo no Titanic...hehe... A estrutura do ferry era muito boa, toda nova com encostos reclináveis, free shop, cafeteria, mesinhas espalhadas pelo saguão, tv's de plasma, um luxo! Até café da manhã eles serviam: donut's com suco de frutas mistas. 
     Como não me dou muito bem (Cris) com transportes fluviais, tratei de dormir assim que o primeiro sinal de enjoo veio. Dormimos umas duas horas e meia, ao acordar o sol já estava no horizonte e já podíamos ver Buenos Aires de longe. Subimos até a parte aberta da embarcação para tirarmos umas fotos e curtir a paisagem. Quando estávamos atracando no porto, descemos para pegar as bikes. 
     A chegada em Buenos Aires foi bem cedinho (7h30min), pois na Argentina o fuso é de 1h a menos. A cidade estava tranquila e conseguimos fazer um mini city tour. Além disso, começamos a procurar onde ficar. Ao contrário do que imaginávamos, aqui foi um dos lugares mais difíceis de conseguir algum apoio. Após umas 4h de procura, conseguimos 50% de desconto no Hostel Suites Obelisco e decidimos ficar, pois já estávamos cansados, com fome e desanimados.
     Instalamo-nos como sempre e saímos para comer algo. Antes de ir ao restaurante passamos em uma casa de câmbio e trocamos nossos últimos reais por pesos argentinos. Almoçamos em um restaurante bem bom apesar do atendimento lento (Restaurante Pétalo). Comemos um bife de chorizo com pure de batatas e salada mista - viu mãe, to comendo carne! Depois do almoço demos uma volta na cidade, que estava muito agitada, passamos no Carrefour daqui e voltamos ao hostel. 
     O bife de chorizo nos deu uma preguiça que entramos no quarto e nos atiramos na cama. Dormimos até as 20h e agora vamos nos organizar para banho, janta, transcrição dos relatos e cama novamente.
P.S.: o centro da cidade tem prédios lindos; o trânsito é uma loucura, nem a polícia é respeitada; tem muitas pessoas nas ruas (parece um centro do Rio de Janeiro aumentado), com vários moradores de rua; o atendimento nos estabelecimentos comerciais não é muito bom; a comida é mais cara do que no Brasil, mas regula com os preços do Uruguai; os ônibus são velhos e lotados; as frutas são  escassas e caras; vale a pena comprar cerveja aqui (Quilmes e Schneider 1l - R$2,50)
Gastos:
- Café da manhã com média lunas: R$7,80   - Super: R$5,00   - Almoço: R$45,20   - Hostel: R$35,00

A nossa passagem pela República Oriental del Uruguay

     Entramos no Uruguai no dia 23/11/10 (7º dia de expedição) pela fronteira brasileira do Chuí com o Chuy e saímos dia 03/12/10 (17º dia de expedição) pela fronteira com a Argentina (Colonia do Sacramento com Buenos Aires). Nesses 10 dias de estadia e 626,24km pedalados em território uruguaio passamos por muitas experiências e diversos lugares, sendo alguns deles já conhecidos.
     Gostaríamos de destacar alguns pontos que nos chamaram a atenção nesta breve vivência com os hermanos uruguaios.
     O povo é muito acolhedor (com exceções como toda regra)! Nestas nossas pedaladas encontramos pessoas que se identificaram com a gente e nos ajudaram muito com simples ações. Em algumas oportunidades cruzamos com pessoas que até ofereceram suas casas para pernoitarmos. É fácil se comunicar no Uruguai, praticamente todos entendem um português mais puxado pro espanhol, nosso tão falado "portunhol". Os pontos turísticos são bem acessíveis do ponto de vista financeiro.
     Os uruguaios comem muito bem, mas pagam caro por isso. Algumas variedades de alimentos são mais caras e muito mais escassas do que no Brasil, principalmente frutas, verduars, leite, iogurte e pão fatiado. Em contra partida o queijo, presunto, mortadela, salame e, principalmente, o doce de leite são uma delícia e ainda por cima mais baratos do que no nosso Rio Grande. Continuando a falar com o estômago, sentimos falta dos acompanhamentos nos pratos em restaurantes, pois se você pedir uma milanesa virá APENAS o bife (mas pense em bife), nada mais. O chivito é uma iguaria (X-tudo) que todos que passarem por estas terras devem provar!
     Outra coisa que nos chamou bastante a atenção foi a impressionante quantidade de motos, motonetas, biz, mobilete, motinha e todas outras variedades que podem existir que encontramos na rua. Absolutamente TODOS dirigem esses meios de locomoção, desde os 08 aos 80 anos. Além disso, parece não haver capacidade máxima de passageiros, pois chegamos a ver alguns veículos com quatro passageiros (uma família inteira)! Existem MUITOS automóveis extremamente antigos contrastando com alguns modelos de ponta. Os ônibus urbanos são muito velhos, já os interestaduais são novos, possuindo uma qualidade padronizada.
     As estradas uruguaias são parecidas com a brasileiras, porém um pouco melhores. Em diversos pontos o acostamento deixou a desejar e até mesmo o asfalto da pista de rolagem não estava em bom estado. Um ponto a se destacar é que as principais vias são todas duplicadas, facilitando em muito o fluxo. Algumas curiosidades que percebemos foram as "puente angosto", que são pontes em que a pista é estreita e acaba passando apenas um carro por vez, ou seja, se vier um carro no sentido contrário terá que esperar. Existem locais na estrada (principalmente próximo ao Chuy) em que existem horários determinados para travessia de rebanho. Vimos, também, a estrada se transformar em pista de pouso de emergência para aviões e em outros momentos a estrada ser intercalada de 1km de asfalta e 1km de chão batido.
     A estrutura sanitária e as obras de urbanismoa ainda são muito deficitárias, principalmente nas cidades pequenas, onde o asfalto está presente somente nas grandes vias e o esgoto é jogado diretamente em ruas, rios e mar. A arquitetura uruguaia é variada e muito bonita, principalmente nas grandes cidades e nos centros históricos.  Existem muita desigualdade social, nitidamente pode se notar a marginalização dos pobres que moram em casebres nas periferias das cidades. Entretanto, não se percebe moradores de rua e pedintes em comparação ao que estamos acostumados a ver no Brasil.
     Fizemos nosso roteiro pelo litoral uruguaio e, por este motivo, acreditávamos que grande parte da estrada seria plana. Grande engano! Não sabemos como é o relevo nas demais regiões do país, porém pudemos vivenciar as cochilhas uruguais que ficam próximas à costa. Podemos dizer que cerca de 60% do nosso trajeto foi um sobe e desce constante e interminável. O grande problema da bicicleta é que as descidas não compensam as subidas, sendo assim, a viagem se torna muito mais cansativa do que no plano.
     Em grande parte dos momentos em que estávamos pedalando podíamos observar vastos pastos ao nosso redor. Principalmente nos primeiros dias, podemos dizer que quase a totalidade das terras eram destinadas para este fim. Mais no final da viagem começamos a observar inúmeras plantações. A vegetação que circunda a estrada é formada principalmente por árvores esparsas e de médio porte, onde muitas vezes os viajantes param  para descansar à sombra.
     Enquanto estávamos apenas treinando para a expedição já sentíamos os efeitos do vento, mas nada comparado a este início de viagem. Podemos dizer que cerca de 70% dos momentos o vento estava contra, 20% não possuía vento e 10% ele estava a nosso favor. Pudemos observar que na parte da manhã o vento é menos intenso, sendo que no início da tarde ele começa a soprar com maior vigor. O fator "vento" é algo muito importante quando for planejar alguma viagem de cicloturismo, pois o ciclista necessita de muito mais energia e acaba gastando um tempo muito maior para realizar um trajeto determinado se o vento estiver contra ele.
    Ah, os "perros"! Os vira-latas uruguaios são umas figuras. Eles ficam jogados, completamente estirados, pelas ruas, calçadas, onde for. Aqui ou eles são muito bem tratados ou a lei do mais forte realmente vigora, pois eles, em sua esmagadora maioria, são de grande porte. Vimos poucos cachorros médios e quase nenhum pequeno nas ruas.
     Podemos dizer que a estadia em terras uruguaias foram bem prezeirosas e uma ótima introdução do que será esta expedição (cheia de alegrias, surpresas boas e ruins, alguns imprevistos e muitas histórias para contar).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

16º Dia - Colonia do Sacramento - 02/12/10 - Quinta-feira

     Mesmo tendo ido dormir tarde ontem (02h), acordamos relativamente cedo hoje (9h). Ontem à noite ao entrarmos no quarto, sentimos, pela primeira vez na expedição, o que é estar num hostel com mais 06 pessoas num quarto. Digamos que o calor humano era grande e a sinfonia afinada...hehe... Mesmo assim o cansaço nos venceu e dormimos feito pedra a noite toda.
     Após acordarmos, fomos tomar o nosso café da manhã (muito bom!) e em seguida arrumamos as coisas para ir à praia. O pessoal da recepção do hostel havia nos indicado a "playa Ferrando", então lá fomos nós.
     Antes de chegar na praia decidimos dar uma passada nas empresas que vendem o translado para Buenos Aires para ver como e, principalmente, quanto era. Ficamos sabendo que é em torno de R$65,00 por pessoa, podemos levar as bikes e teríamos que comprar outra hora, pois exigem documento.
     Após uma bela caminhada chegamos à playa Ferrando. Dada as devidas proporções nos lembrou uma Itapuã melhorada. Ficamos um pouco na areia lagarteando, tiramos umas fotos e começamos a voltar para o hostel porque a fome estava batendo. Antes, paramos numa queijaria para comprar os ingredientes para uma massa que faríamos aos quatro queijos.
     Chegando no hostel a Cris foi cozinhar e eu fui atualizar o blog e estabelecer contato com alguns assuntos administrativos. Almoçamos (que delicia de massa!!!), a Cris foi dar uma descansada enquanto fui comprar as nossas entradas para a Argentina. Assim que cheguei de volta ao hostel acordei a Cris para darmos mais uma passeada pela cidade.
     Passamos, novamente, no centro historico e pudemos observar a beleza do local durante o dia. Vimos o artesanato local (quase compramos uma daquelas mascaras gigantes, uns 80cm, mas não teriamos como carrega-la). Entramos em um mercadinho para gastar os nossos ultimos pesos uruguaios comprando pão e massa. Paramos nas ruinas do portão da cidade para vermos um belissimo por -do-sol e voltamos para o hostel.
     Ao chegar, pedimos para "sacar una foto" com as gurias da recepção que nos atenderam muito bem. Depois fomos para o quarto para tomar banho e deixar tudo pronto para amanhã, ou melhor, para esta madrugada visto que o Buquebus parte as 5h30min.
Gastos:
- Super: R$30,00   - Buquebus: R$130,00

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

15º Dia - Colonia Suiza - Colonia do Sacramento - 01/12/10 - Quarta-feira

     Acordamos às 9h, pois depois de dormir muito tarde merecemos uma manhã de descanso! Descemos para o café, comemos pãezinhos deliciosos e voltamos para o quarto para descansar mais um pouco (pois a viagem de hoje seria curta - 60km).
     Saímos do hotel às 12h15min e pegamos a estrada rumo à Colonia do Sacramento. O calor estava de, no mínimo, 30ºC, o sol a pino sufocava, o vento nos parava e a nossa água foi esquentando até parecer um mate. Pedalamos até o km 20 e tivemos que parar algo para beber. Sendo as nossas opções: água com gás ou pepsi, tivemos que voltar à saga dos refrigerantes. Após ficar mais ou menos 1h parados, decidimos deixar a preguiça de lado e seguir viagem. O Moacir perguntou para a dona do bar em que paramos se havia outros bares pela estrada e ela respondeu que não. Desanimados seguimos viagem com a nossa água quente.
     Os 10km que se seguiram foram tranquilos, o vento deu uma trégua e conseguimos pedalar melhor. Para nossa surpresa havia vários bares pela estrada, ou seja, a jogada de marketing da vendedora mentirosa não funcionou. Andamos mias 20km com um pouco de vento e paramos em uma padaria perto da entrada de Colonia. Pegamos uma água bem gelada e sentamos (no chão) na frente da padaria. Enquanto estávamos sentados um homem chegou para comprar cigarros, nos olhou, deu bom dia e seguiu viagem. Dez minutos depois ele voltou e nos ofereceu, gentilmente, a sua casa para pousarmos. Como estávamos decidimos a chegar em Colonia, agradecemos mas recusamos.
     Seguimos viagem por mais uns 5km e encontramos a família do motor home, que também nos convidou para ficar onde eles estavam. Agradecemos mais uma vez e fomos para Colonia.
     Chegando na cidade começamos a procurar hotel e mostrar a carta dos hostels. No terceiro lugar que paramos, o Hostel El Viajero Colonia, fomos acolhidos. O pessoal do hostel foi muito legal desde o início, nos mostraram tudo, nos ofereceram desayuno e internet grátis, além de camas e banheiros limpos e ótima qualidade em todos os quesitos. Sem dúvida foi o melhor hostel que ficamos até hoje!
     Após nos instalarmos fomos dar uma volta pela cidade, ver um lindo por do sol (pena que os insetos atrapalharam um pouquinho), comer algo, beber a nossa última cerveja uruguaia no Uruguay e fazer compras para amanhã. Ao voltar para o hostel encontramos um grupo de mineiros que havíamos conhecido em Montevideo, conversamos um pouco com eles, pegamos umas dicas e quando eles foram deitar começamos a escrever o relato de hoje. Pretendemos transcrever alguma parte para o blog depois, caso o sono não nos vença.
P.S.: Gostaria de abrir um parêntese para pedir para o pessoal ter cuidado quando for para a estrada para não atropelar animais. Tem sido muito triste durante a nossa viagem ver tantos animais mortos.
Gastos:
- Bebidas geladas na estrada: R$6,10   - Jantar: R$12,20   - Super: R$14,00
Estatísticas:
- Distância: 66,55km    - Tempo: 3h58min48"   - Média: 15,5km/h
Condições da estrada:
- Medianas

14º Dia - Montevideo - Colonia Suiza - 30/11/10 - Terça-feira

     Ontem à noite tomamos uma importante decisão: teremos que alterar o cronograma. Infelizmente seremos obrigados a fazer algum trecho na Argentina de ônibus, senão não chegaremos a tempo em Santiago para passar o reveillon com a família da Cris. Estávamos pensando, também, em poder aproveitar mais os locais em que passaremos, principalmente Buenos Aires.
     Hoje o dia começou como todos os outros, levantamos, tomamos nossó café e arrumamos tudo para partir. Às 10h estávamos nos despedindo do hostel e iniciando nosso trajeto pelo centro de Montevideo. O início da viagem foi sacanagem! Demoramos 4h30min para fazer os primeiros 50km. O vento contra era algo absurdo e o sobe e desce não parava.
     Decidimos fazer uma parada num posto de gasolina para descansar um pouco e beber algo gelado. Enquanto estávamos recarregando as baterias, apareceu uma família brasileira num motor home que está fazendo uma viagem parecida com a nossa. Depois de conversar um pouco, finalmente em português, caímos na estrada novamente.
     Para contrariar a nossa teoria do vento piorar na parte da tarde, milagrosamente, ele deu uma acalmada e conseguimos rodar com maior facilidade. Pretendíamos ficar num hostel próximo à Colonia Valdense, porém (Cris: mesmo depois de andar 4km de chão batido!) não obtivemos sucesso. Andamos mais um pouco e chegamos à Colonia Suiza.
     Na cidade começamos a buscar por hotel e, graças a uma senhora muito simpática, achamos o Hotel El Prado. Ao nos instalarmos, verificamos algo estranho no banheiro! O ralo ficava fora do box! Bem no centro do banheiro! Após quase chamar o pessoal do hotel para avisar de um vazamento no box, tomamos nosso banho e fomos no super comprar bebidas para acompanhar o risoto de tomates secos que faríamos mais tarde.
     Ao voltar para o hotel, cozinhei e a Cris foi lavar suas roupas. Acabei exagerando na quantidade e ficamos com uma refeição pronta para amanhã. Devido ao grande trajeto de hoje estamos indo dormir tarde (meia-noite) e bem cansados.
Gastos:
- Coca: R$2,30   - Hotel: R$73,00   - Super: R$10,30
Estatística:
- Distância: 134,43km   - Tempo: 7h36min51"   - Média: 17,4km/h
Condições da estrada:
- Medianas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

13º Dia - Montevideo - 29/11/10 - Segunda-feira

     Hoje acordamos cedo, tomamos nosso café e mãos à obra: tínhamos que atualizar o blog com as novas postagens, fotos e vídeos. Ficamos nessa função até às 13h. Quando começou a bater a fome paramos e fomos fazer algo para comer.
     Como não tínhamos todos os ingredientes para um almoço, a fome não era muita e já tínhamos sanduíchesprontos, decidimos fazer umas torradas.
     Após comer, a Cris foi dar uma deitada e eu fui numa loja para comprar uma gancheira reserva para s nossos quadros, pois não achei uma compatível no Brasil. Como a loja é um pouco longe decidi ir de bike e acabei pegando a da Cris por ser mais confortável.
     Na ida e na loja foi tudo perfeito, porém na volta o braço esquerdo do pé de vela se soltou e tive que voltar mais da metade do caminho empurrando a bike. Assim que cheguei no hostel coloquei a peça em seu devido lugar (espero que aguente até Buenos Aires).
     Tiramos o resto da tarde para passear na Ciudad Vieja (principais pontos turísticos estão lá), comer algo mais substancioso e passar no super para comprar mantimentos para amanhã. Voltando ao hostel conseguimos conversar um pouco com família e amigos no MSN, atualizar as fotos e verificar o caminho de amanhã. Comemos mais umas torradas de janta e agora estamos finalizando os preparativos para mais uma partida.
Gastos:  
- Peça: R$35,00   - Almoço: R$33,00   - Bolsa: R$13,50   - Super: R$20,00

12º Dia - Atlántida - Montevideo - 28/11/10 - Domingo

     Depois do jantar de ontem: um arroz com galinha que o Moacir preparou em nosso fogareiro (OBRIGADA AUGUSTO DA ARCO E FLECHA) para matarmos um pouco a saudade de casa, dormimos muito. Conseguimos levantar somente às 8h, tomamos um delicioso café no hotel e nos preparamos para partir. Na saída do hotel recebemos aplausos de incentivo de um grupo de músicos que estava hospedado no hotel também. Com esse incentivo, partimos rumo a Montevideo.
     Chegando na estrada, percebemos que a viagem não seria fácil. O vento contra estava muito forte. Pedalávamos à 16km/h, fazendo muita força e com a sensação de que não saíamos do lugar. A única coisa que nos animava era que o trajeto seria curto (menos de 50km).
     Durante a viagem encontramos o ciclista dos cachorros de ontem, ele parou para falar conosco e nos perguntar onde ficaríamos em Montevideo. Falamos com ele e seguimos viagem.
     Após 2h de pedalada pesada chegamos na entrada de Montevideo. Mesmo sabendo que a cidade é enorme e que demoraríamos muito para chegarmos no hostel, já nos sentimos mais motivamos. Ao chegar no Hostel Unpluggednos demos conta que erramos na data prevista para a chegada e esquecemos de cancelar a nossa reserva. O recepcionista nos disse que devido ao nosso não comparecimento eles não poderiam nos ceder quartos gratuitamente pois estariam perdendo mais dois dias de clientela. Achamos muito justo pois o erro foi nosso em não avisar a mudança de data. Mesmo assim eles nos ofereceram estadia pela metade do preço. Agradecemos mas decidimos tentar antes outros hostels. Apesar de toda essa confusão que armamos, fomos muito bem atendidos pelo pessoal do Unplugged que até nos informou a localização dos demais hostels da rede na cidade.
     Atravessamos Montevideo atrás de hostels. Quando estávamos chegando no Hostel Montevideo o Moacir se distraiu olhando o mapa e quase atropelou um carro. Apresentamos a carta do Carlos no Hostel Montevideo (localizado no centro) e fomos acolhidos gratuitamente por dois dias com direito a internet grátis, café da manhã e banho em chuveiro à gás. OBRIGADA HOSTEL MONTEVIDEO!
     Nos instalamos, tomamos banho, postamos alguns relatos e as fotos no blog, e saímos para comer. Caminhamos um pouco pelo centro de Montevideo, que estava quase todo fechado por ser domingo, e paramos em uma chiviteria e pizzaria para comermos. Pedimos uma pizza (massa com molho), uma muzzarela (massa com molho e queijo) e uma faina (uma massa diferente) acompanhadas por uma Pilsen! Vale ressaltar que os uruguaios comem muito bem.
     Depois da janta, passamos no supermercado e depois no Mc Donald`s para pegar um "cono de dulce de leche". ADORO! Chegamos no hostel e capotamos. Só às 20h30min acordamos, postamos um pouco mais no blog, jantamos uma torradinha light com suco, o Moacir foi xeretar o pub do hostel (para ver se realmente tinha uma mesa de ping-pong que o recepcionista havia falado) e fomos nos preparar para dormir de novo.
Gastos:
- Pizza: R$18,00   - Supermercado: R$5,20   - Mc Donald`s: R$5,40
Estatística:
- Distância: 52,73Km   - Tempo: 3h08min32"   - Média: 16,6Km/h